Voyeur namorada e amiga

O ar pesado do baile funk pulsava com o calor de corpos suados e o som grave que fazia o chão tremer. Lucas sentia o suor escorrer pela nuca, mas seu foco estava inteiramente nas duas jovens que dançavam a poucos metros dele. Anne, sua namorada de apenas dezessete anos, mas com a maturidade e o corpo de quem parecia ter vivido muito mais. Ela era baixinha, mas cada curva em seu corpo era esculpida com precisão divina — a marquinha de biquíni contrastando com a pele morena, os contornos das tatuagens que serpenteavam por seu braço e cintura, realçando cada movimento sensual. Seu vestido preto, curtíssimo, grudava em seu corpo como uma segunda pele, e cada sarro que ela dava contra ele era um convite ao êxtase.

Ao lado dela, Larissa, a melhor amiga de vinte anos, era um espetáculo à parte. Mais alta, com quadris largos e um bundão que parecia desafiar as leis da física a cada rebolado. Seu vestido vermelho decotado deixava pouco à imaginação, e seu sorriso aberto e simpático escondia uma sensualidade feroz que Lucas só começava a perceber. As duas dançavam juntas, às vezes se encarando, às vezes se roçando de um jeito que deixava claro que a amizade entre elas tinha camadas que ele ainda não explorara.

A galera ao redor vibrava, mas Lucas mal ouvia o funk. Seus olhos estavam presos no jogo entre as duas — Anne sarrando nele com uma intensidade que fazia seu sangue ferver, enquanto Larissa dançava de frente para eles, sua bunda enorme quase tocando em Anne a cada movimento. E então, como se fosse a coisa mais natural do mundo, Larissa inclinou o rosto e prendeu os lábios de Anne em um beijo molhado, profundo. Foi rápido, mas suficiente para Lucas sentir um choque percorrer sua espinha. Anne se afastou com um sorriso safado, mas não surpresa. Aquilo já havia acontecido antes, ele percebeu. E a ideia o excitou mais do que deveria.

— Amor — Anne sussurrou em seu ouvido, seu hálito quente e doce de vodka com energético. — Vamos ali no banheiro para você aliviar um pouco.

Ela puxou seu braço e acenou para Larissa, que imediatamente se aproximou, os olhos brilhando com cumplicidade. Os três se esgueiraram pela multidão até a área externa, onde dois banheiros químicos ficavam escondidos em um canto mal iluminado. Anne fez um gesto para Larissa esperar e, com um piscar de olhos cheio de intenção, arrastou Lucas para dentro de uma das cabines.

O espaço era apertado, abafado, mas o cheiro doce do perfume de Anne dominava tudo. Ela o empurrou contra a parede de plástico e, sem dizer uma palavra, abaixou seu jeans e sua cueca.

— Seu safado — ela murmurou, segurando seu pau já completamente ereto. — Aposto que está assim por conta das minhas amigas dançando e se pegando, né?

Lucas engoliu seco. — Claro que não, amor. Você sarrando com essa bunda gostosa não tem como me controlar.

Ela riu baixinho, um som rouco e sedutor, e então se ajoelhou. Seus lábios envolveram a cabeça de seu membro com uma habilidade que ainda o surpreendia. A boca quente, a língua dançando, as mãos firmes na base — tudo era perfeito. E saber que Larissa estava do lado de fora, ouvindo talvez os sons abafados, vendo a cabine balançar levemente, fez com que a excitação dele atingisse um nível insuportável. Ele imaginou a expressão da amiga, os olhos escuros fixos na porta, talvez se tocando disfarçadamente. A imagem foi suficiente. Com um gemido abafado, ele explodiu na boca de Anne, que bebeu cada gota com um prazer visível. Ela se levantou, pegou o lenço do bolso dele, limpou os cantos dos lábios com cuidado e retocou o batom vermelho, como se tivesse acabado de beber um copo d’água.

Quando saíram, Larissa estava encostada na parede, um sorriso curioso nos lábios. — Tudo bem aí dentro? — perguntou, com uma voz melosa.

— Tudo ótimo — respondeu Anne, passando o braço pela cintura de Lucas. — Sua vez.

Larissa entrou no banheiro e eles voltaram para a agitação do baile. A noite progrediu, a música ficou mais alta, as bebidas mais fortes. O terceiro combo de vodka com energético deixou Lucas com uma sensação quente e flutuante, mas sua mente estava completamente alerta para cada movimento das duas jovens.

Quando ele se viu na fila do caixa, Anne se aproximou e sussurrou: — Amor, enquanto você fica aí, vou com Larissa no banheiro. Quem acabar primeiro encontra o outro.

Ele concordou, mas assim que a fila andou e ele pegou a ficha, uma intuição forte o puxou em direção aos banheiros. A área estava deserta, as duas portas fechadas. Um rapaz saiu de uma delas, ajustando o cinto, e Lucas entrou rapidamente no vazio deixado por ele. Ficou parado, ouvindo. No início, só o som distante da música. Então, um ruído baixo, úmido — beijos. E depois, gemidos.

Seu coração acelerou. Ele saiu e viu que a porta do banheiro para cadeirantes estava apenas encostada. — Amor, você está aí? — chamou, tentando disfarçar a excitação na voz.

A resposta de Anne veio trêmula, entrecortada por um suspiro: — Sim, amor… Abre a porta…

Ele empurrou a porta devagar, entrou e trancou-a atrás de si. O banheiro era espaçoso, mas o ar estava carregado de um perfume doce e o calor de dois corpos ardentes. A cena que se desdobrava diante dele foi como um soco no estômago — no bom sentido. Anne estava encostada na parede, o vestido preto levantado até a cintura, as pernas ligeiramente abertas. Larissa estava agachada entre elas, seu rosto enterrado na bucetinha rosa e apertada de Anne, que Lucas conhecia tão bem. Os olhos de Anne estavam fechados, a boca entreaberta em gemidos contidos, uma mão enterrada nos cabelos loiros de Larissa.

Lucas se aproximou, tentando beijar o pescoço de Anne, mas ela abriu os olhos e o olhou com intensidade. — Amor, agora quero que você só assista — ela ordenou, sua voz era um comando suave mas inegociável.

Ele recuou, encostando-se perto da porta, e puxou seu pau para fora, já latejante e duro como pedra. Larissa levantou o rosto, seus lábios brilhantes com a umidade de Anne, e piscou para ele com um sorriso aberto, safado. Então, as duas trocaram de posição com uma fluidez que confirmou as suspeitas de Lucas — aquilo não era a primeira vez. Larissa agora estava de costas para ele, seu vestido vermelho levantado, revelando um par de nádegas perfeitas, redondas e firmes. Anne se ajoelhou atrás dela, suas mãos abrindo aquela bunda magnífica, e enterrou o rosto no meio com uma voracidade que fez Lucas gemer baixo.

Ele se masturbava com força, os olhos vidrados naquele espetáculo. Anne chupava Larissa com dedicação, enquanto Larissa se apoiava na parede, seus gemidos abafados pela mão. O cheiro de sexo e perfume enchia o ar, e Lucas sentiu que não aguentaria muito mais.

— Amor, deixa eu participar? — ele pediu, a voz rouca.

Anne parou por um segundo, olhou para ele por cima do corpo arqueado de Larissa. — Quem mandou me contar que gosta de ser voyeur? Agora aguenta.

Larissa riu, um som abafado e sensual, e as duas se desgrudaram, vindo em sua direção. Sem uma palavra, as duas se ajoelharam diante dele, seus rostos lindos e manchados de desejo voltados para seu pau pulsante. Anne começou, lambendo a cabeça com a ponta da língua, enquanto Larissa beijava e mordiscava suas bolas. Então, elas se alternaram, uma tomando-o profundamente enquanto a outra beijava seu torso, até que ele não pôde mais segurar. Com um gemido alto, ele jorrou, o sêmen branco respingando nos rostos e lábios das duas. Elas não recuaram, lambendo e beijando até que ele estivesse completamente vazio.

Anne se levantou, limpando o canto da boca com o dedo. — Amor, amiga, vamos embora. Ainda vamos dar o melhor presente de Natal pro Lucas.

As três saíram do banheiro, os corpos quentes, as roupas levemente desarrumadas. No táxi, Anne se aninhou contra ele, enquanto Larissa sentada na frente virava-se para trás com um sorriso malicioso.

— Sua casa ou a minha? — perguntou Anne, mordendo o lóbulo da orelha dele.

— A sua — ele respondeu, sabendo que a noite estava longe de acabar.

E enquanto o carro deslizava pelas ruas escuras, Lucas sabia que, como voyeur e corno, seu Natal havia sido, de fato, inesquecível.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Voyeur namorada e amiga

Codigo do conto:
263255

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
29/05/2026

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