Quando me aproximei, vi Júlia passando o aspirador da piscina e Augusto atrás dela, “ajudando”. Parei para observá-los antes que percebessem minha presença.
Eles riam bastante. Enquanto Júlia avançava com o cabo do aspirador, inclinando o corpo, Augusto a abraçava por trás. Com uma mão acariciava o clitóris dela e, com a outra, segurava junto o cabo do aspirador, ajudando no movimento.
Em determinado momento, Júlia apoiou a cabeça no peito dele. Augusto soltou o cabo, deslizou a mão por baixo do biquíni e começou a estimular o bico do seio dela por cima do tecido. Ao mesmo tempo, beijava seu pescoço. A mão que massageava o clitóris soltou o laço lateral da tanga do biquíni. Júlia soltou o aspirador, levou a mão para trás e encontrou o pênis de Augusto, que já havia saltado para fora do shorts de corrida.
Eles continuaram se tocando até que Augusto se posicionou para penetrá-la. Foi quando olhou para trás e me viu observando. Ele parou imediatamente, deu um toque no ombro de Júlia e indicou que eu havia chegado. Júlia, calmamente, parou de acariciá-lo, amarrou o laço da tanga e me chamou para entrar na piscina.
— Vamos, Silvana! A água está uma delícia.
— Oba, vamos! — respondi.
Júlia nem esperou. Mergulhou na piscina. Eu fui andando tranquilamente e, ao passar perto de Augusto, olhei primeiro para o rosto dele e depois para o shorts, que mal conseguia conter o pênis ereto, saindo pela lateral. Encarei-o novamente e sorri, mordendo o lábio sem conseguir disfarçar a excitação pela cena que acabara de presenciar. Em seguida, corri e pulei na piscina ao encontro de Júlia.
Quando cheguei perto dela, Júlia segurou minhas mãos, levantou-as e exclamou:
— Nossa, o biquíni ficou perfeito em você! Está linda!
Olhei para baixo e me senti quase nua. O biquíni branco, agora molhado, havia ficado praticamente transparente, marcando claramente meus mamilos duros. Tive uma reação quase instintiva de me cobrir com as mãos.
— Nossa, não tinha percebido que ficava transparente...
— Relaxa, você está linda — disse Júlia, abrindo meus braços para que eu parasse de me cobrir. Logo em seguida, desafiou: — Vamos ver quem chega primeiro do outro lado?
E disparou nadando. Fui atrás, mas era impossível acompanhar uma surfista. Ela logo saiu da piscina e empurrou Augusto, que nos observava da borda, para dentro d’água. Ele caiu reclamando:
— Essa sua pirralha está ficando cada dia mais abusada!
Rimos todos. Júlia, ainda fora da piscina, foi até o quartinho ao lado, pegou uma bolinha de frescobol, jogou para mim e provocou:
— Vamos ver se esse coroa consegue tomar a bolinha da gente!
E mergulhou novamente.
Augusto se aproximou rapidamente. Assustada com a velocidade dele, joguei a bolinha para Júlia antes que ele me alcançasse. Ele foi atrás dela. Júlia tentou impedir que ele pegasse a bola, mas, por ser maior e ter os braços mais longos, Augusto a alcançou. Os dois ficaram disputando, mas percebi que era mais brincadeira do que outra coisa: as mãos dele estavam mais interessadas em tocar os seios e a virilha dela do que na bolinha.
Aproximei-me para ajudar Júlia e confirmei: a disputa era de mentira. Estávamos todos rindo e nos divertindo quando, de repente, Augusto soltou o laço de um lado da tanga de Júlia. Distraída, ela deixou a bolinha escapar. Ele a segurou bem alto, fora do alcance dela.
— Olha a trapaça! — reclamou Júlia, rindo.
Mesmo com um lado da tanga solto, ela pulou tentando pegar a bolinha. Augusto levantava cada vez mais alto. Ela pediu minha ajuda. Quando me aproximei, Júlia pulou novamente, agarrou-se no pescoço dele e cruzou as pernas na cintura de Augusto, tentando imobilizá-lo. Ele segurou a cintura dela com uma mão e, com a outra, levantava a bolinha. Notei que ele ajeitava o corpo para que ela se encaixasse melhor.
Quando cheguei mais perto, vi que ele já estava dentro dela. Fingi que não percebi e continuei brincando. A disputa seguiu até que Augusto se distraiu, peguei a bolinha e joguei para mim. Júlia não o soltou, alegando que precisava impedi-lo. Ele também não a tirou de cima, claramente gostando da posição, e caminhou com ela em minha direção.
Quando chegaram perto de mim, Júlia desceu do colo dele e se afastou, pedindo que eu jogasse a bolinha. Antes que eu pudesse fazer o movimento, Augusto segurou minha mão junto com a bola. Virei o corpo para impedir que ele tomasse. Foi então que entendi: agora era a minha vez.
A bolinha estava pressionada contra minha barriga, mas a mão dele desceu até minha virilha. Olhei para trás e vi Júlia mais distante. Encontrei o olhar dele, que sorriu e sussurrou:
— Agora é sua vez.
Entendi o recado. Mexi o corpo levemente e senti o pênis dele, que saía pela lateral do shorts, encostando em minha bunda. Ele enfiou a mão por dentro da minha tanga e começou a massagear meu clitóris. Debati-me um pouco, ainda atrapalhada com a situação, mas muito excitada. Júlia, do outro lado da piscina, pedia que eu jogasse a bolinha. Respondi, rindo:
— Não consigo, estou dominada!
A frase deixou claro para ele que podia continuar. Os toques se intensificaram. A outra mão dele abandonou a bolinha e foi para meus seios. Ficamos assim enquanto Júlia insistia. De repente, ele afastou minha tanga para o lado e se preparou para me penetrar. Foi quando Júlia gritou:
— Vai, joga!
Não joguei. Ela completou, rindo:
— Ah, só vocês querem brincar? Então vou sair.
Afastei Augusto rapidamente.
— Espera, Júlia! — falei, saindo atrás dela.