Hoje vou-vos contar como realizei o meu fetiche por polícias.
Numa noite que tinha ido a um bar com amigos meus acabei por ser mandado parar pela polícia. Ainda por cima estava frio e a chover. Eu tinha tudo em ordem, mas claro que ficamos sempre amedrontados. Abaixei o vidro e o cheiro a frio e a asfalto molhado entrou no carro. A voz do policial era grave, profissional, sem surpresas.
— Boa noite, senhor condutor. Os documentos da viatura, por favor?
Entreguei-lhe a carta de condução e os documentos do carro, os meus dedos ligeiramente trémulos de frio, não de medo. Ele iluminou-os com a sua lanterna, um feixe de luz brilhante que me fez pestanejar. Não deixei de reparar que ele estava todo molhado, inclusive um volume bem marcado naquelas calças molhadas. O seu rosto estava na sombra, mas consegui ver a mandíbula forte, o começo de uma barba por fazer, um ar de autoridade sólida e compacta. Não o conseguia para de olhar para ele de alto a baixo e ele percebeu.
— Está a tentar ver alguma coisa senhor condutor? — Perguntou ele com uma expressão fria e indecifrável. Para não ficar mal respondi-lhe logo de seguida:
— Não senhor agente, estava a tentar olhar para cima, mas é difícil com a lanterna a bater-me nos olhos!
Claro que os meus amigos que estavam comigo, perceberam e riram-se, mas como eu disse aquilo em meio-tom cómico, pensei que o policia tinha percebido ser disso. Devolveu-me os papéis e tranquilizou-me:
— Tudo em ordem. Pode seguir. Boa noite!
Após fechar o vidro mandei um piropo:
— Contigo, seria uma noite maravilhosa, com certeza! — Os meus amigos caíram na gargalhada novamente.
No dia seguinte, o sol da tarde entrava pelas janelas do apartamento, pintando quadrados dourados no soalho de madeira. Era o meu dia de folga, um dia preguiçoso que planeava passar no sofá, talvez a ver uns filmes. O rapaz com quem eu estava na altura, estava a trabalhar e por isso, ficava com o dia só para mim. O silêncio foi quebrado pela campainha, um som estridente e inesperado. Fui à porta, ainda um pouco sonolento, e ao abri-la, o meu coração deu um salto que não soube bem classificar. Era ele. O policial da noite anterior. Agora com a luz do dia parecia maior, mais real. Ele estava a usar farda e aquilo mexeu comigo, logicamente. A camisa da farda mal continha o peito e os ombros largos e as calças novamente a mostrar tudo e mais alguma coisa, mas que assentavam perfeitamente naquelas pernas grossas e fortes.
— Bom dia! Desculpe incomodar. Acho que deixei cair a sua identificação ontem à noite quando lha devolvi. — disse ele retirando o boné e estendendo-me o cartão.
Os seus dedos, grossos e com pelos escuros nos nós, roçaram levemente nos meus. O toque foi breve e uma faísca de eletricidade estática que me percorreu o braço. Olhei para o cartão, depois para ele. A barba e cabelo pretos tinham fios de prata a brilhar, um contraste que o fazia parecer ainda mais imponente. Era um ursinho, daqueles que se queria abraçar e ser esmagado por eles.
— Ah!… Sim, obrigado. — gaguejei, a sentir o sangue a subir para o rosto.
— Nem tinha reparado que tinha caído. Quer entrar? Posso oferecer-lhe algo para beber, um café, uma cerveja, para agradecer? — a oferta saiu da minha boca antes de o poder processar.
Era um automatismo da educação, mas uma parte de mim, uma parte curiosa e excitada, queria mesmo que ele entrasse, que visse o que aconteceria a seguir.
Ele aceitou com um aceno de cabeça e um sorriso canto a boca que não chegava aos olhos, mas que prometia tudo.
— Se tiver, uma cerveja ficava bem. — respondeu ele.
Entrou no apartamento, e a sua presença pareceu absorver todo o ar, todo o espaço. Era como se o sofá, a mesa, a televisão, tivessem encolhido à sua volta. Enquanto me virava para ir à cozinha, senti a sua mão na minha cintura. Não foi um toque acidental. Era firme, quente, possessivo. Parei com a garrafa na mão e o corpo todo em tensão. Ele aproximou-se, o seu calor a envolver-me as costas e sussurrou junto ao meu ouvido:
— Tu e eu sabemos, porque é que eu vim aqui, não foi? — Eu completamente sem jeito gaguejei:
— Como assim senhor agente? — e ele continuou:
— Pensas que não percebi para onde estavas a olhar ontem à noite?
Não consegui responder. Apenas balancei a cabeça, num movimento mínimo, numa rendição silenciosa.
Ele rodou-me nos seus braços, forçando-me a olhá-lo nos olhos. Eram escuros, intensos, cheios de uma fome crua que me fez o estômago revirar. Uma mão dele subiu pelo meu braço e depois foi para o meu pescoço. O polegar esfregando debaixo do meu queixo.
— Aposto que gostas de ser dominado, não é, miúdo? — a pergunta dele foi um murmúrio, uma acusação e uma promessa.
A minha respiração falhou. Ele não precisava de uma resposta. Viu-a nos meus olhos, na forma como o meu corpo se inclinava para o dele, ansiando pelo contacto.
Então, beijou-me. Não foi um beijo de exploração, mas sim um beijo de conquista. Os seus lábios eram firmes, a barba por fazer roçava na minha pele, dando-me uma sensação áspera e incrivelmente erótica. A sua língua invadiu a minha boca, dominando, explorando, e eu respondi com a mesma urgência. Enquanto isso, as minhas mãos desapertavam alguns botões da camisa dele, sentindo a barriguinha fofa e peluda por baixo do tecido. Ele era uma montanha de homem, sólido, peludo, e eu queria ser esmagado por ele. Empurrou-me contra a parede da cozinha e o peso dele prendeu-me e eu senti o seu membro, duro e imenso, a pressionar contra a minha coxa através das calças de farda. Um gemido baixo escapou-me dos lábios, um som de pura submissão.
Com um movimento rápido, ele meteu a mão pelo meu roupão adentro, enfiando-a por entre as minhas pernas, procurando o meu buraquinho. Para lhe dar acesso livre, levantei um pouco uma das minhas pernas e para surpresa dele e deleite meu, adoro andar em casa só de cuequinha de fio e um plug, quando estou sozinho. Os seus dedos grossos começaram a massajar o meu orifício, à volta do meu brinquedo, que já piscava de excitação.
— Olha só o que temos aqui. Uma putinha de cuequinha e plug. Estavas à espera de macho, era? — rosnou ele com um sorriso agora triunfante.
A linguagem perversa dele, em vez de ofender-me, apenas me excitou mais ainda. Ele começou a inserir um dedo lentamente dentro de mim, fazendo parceria com o plug. A outra mão puxava a minha cabeça para trás para morder o meu pescoço. Eu estava completamente à sua mercê, cada nervo do meu corpo a arder. De repente, ele parou e:
— Ajoelha-te aos meus pés! — ordenou ele e a sua voz não deixava lugar para discussões.
Eu obedeci imediatamente. Os meus joelhos bateram no soalho frio. Ele abriu o fecho das calças, puxando a piroca de fora. Era magnífica. Grossa, longa, com uma veia grossa a correr ao longo do eixo e os pelos escuros e espessos na base. O cheiro dele era hipnotizante, masculino e eu abri a boca de forma instintiva. Ele agarrou no meu cabelo, deixando só os meus lábios tocarem naquela cabecinha rosa.
— Para onde pensas que vais esfomeado? Vais engoli-la quando eu quiser. — Nesse momento, amarro a minha cabeça com as duas mãos e fez-me engolir aquele pau delicioso até à garganta, sentindo-a a inchar, a bater no fundo da minha boca.
Os seus gemidos de prazer eram a única música que eu precisava.
Depois de algum tempo ali de quatro no chão, feito uma cadela, ele puxou-me e amarrou-me nas golas do roupão dizendo:
— Quero-te rebentar todo. Onde é a tua cama? — Eu meio atordoado, sem dizer uma palavra, apontei para a porta ao lado.
Ele pegou-me ao colo de pernas abertas, virado para ele, com os meus braços a envolver-lhe o pescoço, envolvidos num beijo extremamente fogoso.
Avançou lentamente, com as botas pretas a ranger no soalho de madeira a cada passo. Parou junto à cama e mandou-me ajoelhar novamente. A sua sombra a cobrir-me completamente. Com um movimento rápido, agarrou o meu cabelo, forçando a minha cabeça para trás. O seu polegar pressionou o meu queixo, forçando-me a olhar para ele.
— A partir de agora, tu fazes o que eu digo. Entendido sua putinha? — eu gaguejei um sim, apesar das palavras estarem presas na minha garganta.
A sua mão apertou mais no meu cabelo, uma dor aguda a espalhar-se pelo meu couro cabeludo.
— Não ouvi. Responde como deve ser.
— Sim, senhor. — consegui dizer, a voz a sair como um sussurro ofegante.
— Melhor! Abre a boca. Vai mostrar-me o quão boa boca tens para outras coisas além de falar.
Abri a boca e a língua a tremer de antecipação. Ele agarrou-me, com os dedos a enterrarem-se no meu cabelo novamente, e empurrou-se para dentro de mim. O pau dele preenchia toda a minha boca e esticava os meus lábios, até me fazer lacrimejar.
— É isso, engole tudo. — grunhiu ele com os quadris a moverem-se em ritmo brutal.
— Toda essa boca quente só para mim.
As minhas mãos agarravam as suas coxas, os meus dedos a afundarem-se no tecido áspero da farda. O som dos meus engulhos ofegantes, dos seus grunhidos de prazer, do seu corpo a bater contra o meu, preenchia o quarto.
Ele puxou para trás rapidamente, deixando-me a ofegar, com fios de saliva a ligar a minha boca ao seu bastão.
— De pé. Vira-te e curva-te na cama.
Obedeci instantaneamente. Tirei o roupão e curvei-me sobre a cama, com o meu rabinho no ar, completamente exposto e vulnerável. Ouvi o som dele a ajoelhar-se no chão, enquanto se posicionava atrás. Uma das mãos dele bateu no meu traseiro com força, no qual a dor transformou-se instantaneamente em prazer.
— Gosto de ver uma passiva como tu assim de cuequinha e plug! — disse ele com a voz cheia de posse.
O senhor agente desviou levemente a minha cuequinha e começou a lamber o meu reguinho, a passar a língua em volta do plug. Enquanto isso, ía inserindo os dedos também no meu cuzinho que piscava freneticamente.
Após algum tempo, ouvi ele levantar-se e senti o seu pénis a pressionar contra a minha entrada, molhada e pulsante. Ele começou a esfregar a cabeça do seu pirocão e eu estava a tremer, pois ele ainda não tinha tirado o plug e estava mesmo a ver que ele ia meter o pau junto com o plug, mas eu precisava desesperadamente que ele entrasse dentro de mim.
— Por favor, por favor senhor! — supliquei eu envolto em gemidos abafados pelo colchão.
— O quê? O quê é que a minha putinha quer? — ele continuou a torturar-me, a esfregar-se lentamente.
— Por favor, foda-me senhor policia. Preciso que me foda!
Subitamente ouço um barulho estranho atrás de mim, ele colocou um joelho em cima da cama e senti algo frio e duro a entrar dentro de mim e a alargar-me, colocando uma mão no meu pescoço. Pelo espelho que estava ao meu lado, consegui ver que ele estava a meter o cassetete dentro de mim. Ele puxou o meu corpo para cima, fazendo-me ficando de joelhos na cama, com as minhas mãos no pulso forte dele para me segurar, enquanto ele sussurrava no meu ouvido:
— Assssiiiimmm… quero-te alargar todo para a minha piça entrar de uma vez só.
Fiquei com um misto de medo e puro prazer. Não sabia o que me esperava. Mais tarde ele atirou o cassetete para o chão e rosnou ao meu ouvido:
— Já que gostas tanto de plug, vai continuar aí dentro!
Colocou-se de novo atrás de mim, voltou a desviar o fio da minha cuequinha e com um empurrão brutal, ele meteu tudo. O grito que escapou foi uma mistura de dor e prazer intenso. Ele era enorme e o meu plug, também não era muito fino. Senti-me como se estivessem a esticar as minhas pregas até ao limite, a preencherem-me completamente. Parou por um momento, para deixar o meu buraco dilacerado habituar um pouco e depois voltou a cravar dentro de mim com tudo.
Cada golpe era forte, profundo e sem piedade. As suas mãos agarraram a minha cintura, os dedos a apertarem com força suficiente para deixar marcas. O som da nossa pele a bater, dos seus grunhidos animalescos, dos meus gemidos de prazer, era tudo o que eu conseguia ouvir. A farda dele roçava contra mim a cada movimento e a única pele dele que eu sentia era do pau, dos peitorais e da barriga dele, nas minhas costas, sendo um lembrete constante do poder que ele tinha sobre mim.
Ele puxou o meu cabelo, forçando a minha cabeça para trás. O ângulo mudou, permitindo-lhe ir ainda mais fundo. Eu gritava com o prazer a tornar-se avassalador. A sua mão livre deslizou pela minha frente, encontrando o meu pauzinho murcho todo babado e amarrou com força. Logo depois de algum tempo, O matulão virou-me e fez-me ficar de franguinho assado para ele. Nesse momento, fez de mim o que o seu desejo lhe mandara. Cuspia-me na cara e na boca, dava-me estaladas na cara, enchendo-me de “Puta” e “Vadia”. Eu estava em delírio total. Não queria que aquilo parasse nunca mais.
— Queres que te faça um filho vadia? — eu sem mais delongas, supliquei de imediato:
— Sim, senhor guardaaa! Preciso de um filho seeeuu…
Foi aquela questão que me fez perder o controlo. O orgasmo explodiu através de mim, com ondas de prazer intenso a sacudirem o meu corpo. Ele continuou a foder-me através do meu clímax, prolongando o prazer até se tornar quase insuportável.
— Boa putinha. Agora é a minha vez. — disse ele, a voz tensa.
Com alguns empurrões finais e brutais, ele atingiu o seu próprio clímax, sentindo-o a encher-me com o seu leitinho quente e abundante. Manteve-se dentro de mim por um momento e caiu exausto sobre mim. Sentia o seu peito a contrair e a expandir freneticamente. Levantou a cabeça e começo a acariciar o meu rosto e a beijar-me.
— Foste bom, muuuuito bom! — disse ele com a voz agora mais suave.
Beijou-me de novo, um contraste suave com a brutalidade dos momentos anteriores. Depois levantou-se, arrumou a farda, e escreveu um número num Post-it amarelo que eu tinha em cima da secretária.
— Liga-me quando quiseres mais. — disse ele antes de sair, deixando-me sozinho no quarto.
E com um último sorriso cúmplice, saiu, deixando-me com o seu cheiro, o corpo a doçurado de uma maneira boa e um pedaço de papel amarelo na minha mão que prometia muito, muito mais.