Acho que toda história precisa de uma preparação, de um contexto, de um aperitivo antes do prato principal ser servido! Então, não se assustem se demorar para entrar na parte da "sacanagem" que é o que normalmente a gente procura num conto erótico!
Como não sei bem por onde começar, vou começar me descrevendo atualmente. Sou um homem maduro, que já passou dos 50, casado com uma mulher que, para mim é maravilhosa em todos os sentidos: acho bonita, de sorriso contagiante e olhos brilhantes. Excelente esposa, amiga, companheira e cúmplice. Mãe excelente para meus filhos, compreensiva e batalhadora. Aquele tipo de mulher que puxa um homem para cima. Literalmente!
Ela é perfeita? Claro que não, muito menos eu, mas a gente se esforça para manter nosso relacionamento feliz. Temos altos e baixos como todo casal, mas nossos baixos duram pouco e são mais pelos problemas normais da vida do que por problemas entre nós. O que é ótimo! Já aprontamos juntos, mas conto isso outro dia. Hoje quero falar de uma experiência meio incomum que aconteceu comigo tem uns tempos e que nunca mais repeti. Foi algo bem fora do padrão, ainda mais levando em conta que até esse ponto tem mais de 10 anos que não apronto nada.
Tenho um amigo que fiz tem bastante tempo na internet. Gosto de jogos online, do tipo massivo que você joga com centenas de pessoas. Me diverte a interação e também as mecânicas que esses tipos de jogos tem. Num dos jogos que mais gosto, conheci um camarada muito divertido de jogar e acabamos fazendo uma amizade no jogo bem produtiva: ambos se divertiam, descontraiam e se livravam do estresse no computador. O tempo foi passando e continuamos nossa amizade e jogatina online. Um dia ele parou de aparecer no jogo. Já estava tão habituado com nossa rotina de jogo que senti falta.
Depois de uma semana sem ele dar sinal no jogo mandei um oi pelo sistema de mensagens. Isso era uma sexta-feira a noite. Praticamente na mesma hora recebi uma resposta. Seu sumiço se devia ao computador ter dado defeito e ele não ter tido tempo de mandar arrumar ainda e não não queria levar numa assistência técnica. De acordo com ele, o técnico que foi lá, indicação de um outro conhecido, disse que só formatando e que teria que levar a máquina, coisa que ele prontamente descartou. Falei que se ele quisesse poderia olhar a máquina sem compromisso. Ele me respondeu com o número do seu telefone.
Foi só então que me toquei que, em todos os anos de amizade virtual e jogatina nunca trocamos telefone! Respondi com meu número, adicionei ele na agenda e em minutos estávamos conversado como antigos amigos que não se viam a muito tempo. Foi engraçado demais. A gente já se dava bem no jogo e pelo telefone a conversa fluía com uma risada atrás da outra. Combinamos de nos encontrar no dia seguinte e falei que levaria minha esposa. Daí almoçaríamos na casa deles e já aproveitava para ver o que tinha de problemas com o PC dele.
Acordei cedo no sábado, minha esposa resolveu fazer um pudim para levarmos. Enquanto isso, separei o que precisaria para resolver a máquina dele, peguei minhas ferramentas, um HD externo que tenho para fazer backups e alguns pendrives. Nada muito complicado. Coloquei meu notebook e o resto das coisas na mochila. Como ele mora em São Bernardo e sou de São Paulo, assim que o pudim ficou pronto, nos arrumamos, pequei o carro e fomos ao encontro do meu novo/antigo amigo!
Ao chegar na casa dele, fomos recebidos com muito entusiasmo. E descobrimos algo que nunca soubemos em todos os anos que jogamos juntos: Ele era mulato e eu branco e a esposa dele era branca e a minha mulata! As duas se entrosaram e em pouco tempo estava conversando como se fossem velhas amigas, mesma coisa com a gente. Depois de tomarmos um café, eu e ele fomos para o quarto da bagunça, como ele chamou, que era onde ficava os computadores dele e da esposa. Era um lugar divertido, cheio de brinquedos, bonecos, Legos e bichinhos. Dava para identificar muito claramente qual lado do quarto era o lado dele e qual era o lado dela!
Depois de um tempo examinando a máquina (e que bela máquina, nerds entenderão), determinei que o Sistema Operacional dele estava corrompido. O melhor a fazer seria backup e formatação. Depois de um tempo da gente papeando e mexendo no computador a esposa dele apareceu na porta chamando para almoçar.
Fomos para a cozinha, vou me conter de contar como foi o almoço, mas posso dizer que foi demorado e saboroso. Conversamos muitos, descobrimos que a esposa dele era psicóloga, que ele trabalhava numa importadora de componentes eletrônicos e pertencia ao cunhado. Tinham três filhos, todos adultos e casados e que tinha uns 5 anos que a mais nova havia se casado e ido morar no Paraná. Nossas esposas colocaram o pudim para nós e depois de comermos ela foram para a sala de braço dado conversando e rindo. Ele olhou para mim, fez uma careta e balançou a cabeça. Eu só respondi: "Mulheres!"
Voltamos para o quarto e disse que o melhor a fazer era tirar o disco dele, deixar de lado, colocar o meu e instalar o computador do zero e depois colocar as coisas de volta. Ele concordou e fizemos exatamente isso.
O tempo passava, a gente conversava de todo tipo de coisa e, como bons homens que somos, o papo acabou descambando para sacanagem. Ele contou de uma prima que transou e quase havia sido pego pela tia e a esposa e outras histórias mais divertidas do que eróticas e, em todas elas, ele quase se ferrava. Enquanto ele falava e eu me dedicava ao computador, pensei em como era esquisito o fato de a gente se conhecer online a tanto tempo, pessoalmente a menos de 6 horas e estarmos contando coisas da nossa vida como se fossemos amigos de confiança. Então ele contou da última vez que aprontou e realmente se ferrou. Quase acabou com o casamento. Imediatamente me identifiquei com a situação. Foi muito parecido com o que aconteceu comigo e a patroa.
Acho que pela coincidência do relato ou por conta do clima da conversa que estava tão bom, entrando na "vibe" e contando como quase acabei com meu casamento da mesmíssima forma que ele. Ele se surpreendeu com a semelhança da situação e perguntou como consegui resolver o problema. Contei que resolvi abrir o jogo com ela e contar tudo, desde o começo. Ele arregalou os olhos e ficou com uma cara de pânico que eu até ri. "_Não sei se você é corajoso ou completamente xarope!" - ele disse incrédulo.
Contei como ela foi comigo na casa da moça e conversou com ela, como lidou com a situação e como ficamos bem depois disso, mas sem entrar em certos detalhes mais particulares, afinal, eu não tinha tanta intimidade nem confiança para sair contando minha vida privada com a esposa ainda! Continuamos conversando, contando as mazelas que aprontamos durante a vida e se divertindo com as trapalhadas e sucessos um do outro. Enquanto isso o tempo ia passado e o conserto do computador progredindo.
Já passava das 19:00 quando a esposa dele veio perguntar o sabor da pizza que gostaríamos. Foi então que percebi a hora. Pedi desculpas pelo horário, afinal quando estava conversando em trabalhando realmente não via o tempo passar. Ela soltou um "Ah, nem se preocupa, ele é igualzinho!" e se foi pelo corredor falando ao telefone.
Quando as pizzas chegaram eu já tinha terminado de fazer a máquina. Estava toda pronta e configurada como ele queira, incluindo umas otimizações que gosto de fazer. Faltava apenas transferir essa nova instalação do meu disco para o dele. Coloquei a clonagem para rodar e fomos comer pizza. Novamente a conversa fluía bastante. Minha esposa e a dele vira e mexe olhavam para nós e riam. Aquilo me chamou atenção mas não comentei nada. Ele continuava alegre e falante. Na verdade todo mundo estava falante. E nem havíamos bebido nada alcoólico! A única diferença é que a conversa era mais amena, sobre família, filhos, trabalho, essas coisas.
Terminada a pizza, eu ele voltamos para o quarto, enquanto elas ficaram conversando e arrumando a cozinha. Clonagem estava pronta, troquei os discos, testamos tudo e abrimos nosso jogo favorito. Entrei na minha conta para exibir meus diversos personagens, conquistas e equipamentos e depois ele fez a mesma coisa. Ainda ficamos falando mais um pouco diversas bobagens até que minha esposa é que dessa vez apareceu na porta do quarto: "Amor, olha a hora!". Olhei para o relógio e já passava da 23:30! Me levantei, arrumei minhas coisas na mochilha, e fomos para o portão. Lá nos despedimos, a esposa dele me deu um abraço apertado que até fiquei sem graça e ele fez o mesmo, em mim e na esposa. Ambos gostam de abraços apertados, pensei comigo.
Entramos no carro e fomos para casa...
(continua).