O date duplo que virou uma traição (parte 2)

O date duplo que virou uma traição – Parte 2

Os dias seguintes foram um inferno doce.

Durante a semana eu mal conseguia olhar pro Pedro sem sentir uma pontada forte no peito. Toda vez que ele me beijava ou me abraçava, minha mente voltava pro banheiro escuro, pra água quente escorrendo no corpo da Victória, pro jeito que ela tremia quando gozou na minha mão. Eu me sentia a pior pessoa do mundo… e mesmo assim, toda noite, antes de dormir, minha mão descia entre as pernas enquanto eu lembrava dela.

A gente se via com frequência. Como Pedro e Wesley eram bem próximos, os programas de casal eram constantes: churrasco na casa de um, cinema, shopping, pizza em casa. Sempre nós quatro. E isso só piorava tudo.

A Victória sentava do meu lado sempre que podia. Nossos olhares se encontravam o tempo todo. Às vezes ela passava a mão discretamente na minha coxa por baixo da mesa. Eu apertava os dedos dela por um segundo e depois soltava, coração na boca, com medo que alguém percebesse.
Numa noite de churrasco na casa do Wesley, eu estava ajudando ela na cozinha quando ela me prensou de leve contra a pia.

— Eu não paro de pensar em você… — sussurrou no meu ouvido, voz rouca.

Senti um arrepio forte. Minha buceta pulsou instantaneamente. Mas ouvimos a risada do Pedro se aproximando e nos afastamos rápido. Passei o resto da noite molhada, frustrada e com uma culpa enorme vendo ela sentada no colo do Wesley, rindo das piadas dele.

O ciúme veio forte numa dessas noites.
Estávamos todos no cinema. As luzes apagaram e, no escuro, senti a mão dela na minha. Apertei forte. Mas em determinado momento, vi o Wesley virar o rosto e dar um beijo longo nela. Vi a mão dele descer pela coxa dela, exatamente onde ficava a tatuagem que eu tinha beijado. Meu estômago revirou. Não era raiva dele… era um ciúme possessivo que eu nunca tinha sentido. Queria ser eu ali. Queria ser eu tocando ela.

Quando saímos do cinema, mal conseguia disfarçar. No carro, no banco do passageiro, sem perceber fiquei de cara fechada remoendo aquela cena. Eu deveria estar com um bico enorme.

— Você tá bem? — Pedro perguntou, olhando pelo retrovisor.
— Tô… só cansada — menti.

Em casa, mal esperei ele dormir pra me tocar pensando nela. Gozei imaginando sua boca em mim de novo. Imaginando o corpo dela colado ao meu.

O desejo foi crescendo a cada encontro que não dava certo. Uma vez quase rolou: estávamos na casa deles assistindo série e os meninos saíram pra comprar lanche. Assim que a porta fechou, nos jogamos uma na outra. O beijo foi desesperado, mãos por baixo da roupa, gemidos baixinhos. Mas eles voltaram em menos de 15 minutos. Tivemos que nos separar correndo, ofegantes, bocas inchadas e olhar culpado.

Foram duas semanas assim. Cada rolê era uma tortura deliciosa. Toques roubados, fotos excitantes de visualização única, olhares demorados e depois culpa pesada quando eu via o Pedro me olhando com carinho.

Até que um dia a oportunidade apareceu.
Os meninos marcaram de ir jogar futebol à tarde num campo perto. Disseram que iam demorar pois era um torneio. Assim que eles saíram, mandei mensagem pra Victória:
“Eles acabaram de sair. Consegue vir pra cá.”

Ela chegou em alguns minutos. Assim que fechei a porta, o clima mudou. Não teve pressa dessa vez. Nos olhamos por um segundo, quase com medo.
— Eu tô me sentindo horrível… — confessei baixinho. — Mas não consigo parar de querer você.
— Eu também… — ela respondeu, olhos brilhando. — Toda vez que o Wesley me toca, eu penso que é você.

O beijo começou lento, quase dolorido de tanta saudade. Tiramos a roupa com calma, explorando o corpo uma da outra como se fosse a primeira vez de novo. Levei ela pro meu quarto — a cama que eu dividia com o Pedro. Isso tornava tudo ainda mais errado… e mais excitante.

Deitamos na cama. Dessa vez eu quis provar ela.
Beijei seu pescoço, chupei sua orelha até ela gemer baixinho. Desci para os seios pequenos e durinhos, lambendo e mordiscando os mamilos até ficarem duros. Ela arqueava o corpo, apertando minha cabeça contra o peito. Continuei descendo, beijando a barriga, lambendo a tatuagem na coxa, e finalmente cheguei onde ela mais queria.

Victória estava encharcada. Sua buceta ali na minha frente depois de tanto tempo, brilhando de tesão, os lábios molhados e abertos. Passei a língua devagar, saboreando o gosto dela. Quando cheguei no clitóris, chupei com mais pressão, circulando a língua enquanto enfiava dois dedos bem fundo.

— Porra… assim… — ela gemeu, voz rouca, as mãos cravadas no meu cabelo.
Eu estava faminta. Chupava, lambia, fodia ela com os dedos cada vez mais rápido, sentindo as paredes quentes e molhadas apertando em volta deles. Ela rebolava contra minha boca, molhando meu queixo inteiro. Quando acrescentei um terceiro dedo, ela começou a tremer.

— Eu vou gozar… não para… por favor…

Victória gozou forte, gemendo meu nome entre dentes, o corpo convulsionando enquanto apertava minha cabeça entre as coxas. Senti o gosto dela ficar mais intenso, o líquido quente escorrendo pela minha mão. Continuei lambendo devagar até ela parar de tremer.

Ela me puxou pra cima com urgência e me beijou com força, chupando minha língua, sentindo o próprio gosto.
— Agora é minha vez — murmurou, com um brilho safado nos olhos.

Me virou e abriu minhas pernas. Senti sua respiração quente na minha buceta antes mesmo da língua tocar. Ela lambeu devagar, de baixo pra cima, saboreando cada parte da minha buceta. Eu estava tão ansiosa por isso que até tremia. Depois enfiou a língua o mais fundo que conseguiu enquanto o polegar massageava meu clitóris. Eu estava nas nuvens. O perigo de os meninos voltarem me deixava ainda mais excitada, eu estava me sentindo uma completa cachorra, e preciso confessar: gostei de me sentir assim.

— Você tá tão molhada… tão gostosa — falou enquanto me tocava.

Eu mordia o travesseiro com força, gemendo abafado, o cheiro do Pedro no lençol me deixando ainda mais louca de tesão e culpa. Victória enfiou dois dedos bem fundo, curvando eles no lugar certo enquanto a língua batia rápido no clitóris. O som molhado dos dedos entrando e saindo ecoava no quarto.

Eu não aguentei. Gozei intensamente, o corpo inteiro tremendo, apertando os dedos dela enquanto gozava na boca dela. Ela não parou, continuou chupando até eu implorar pra parar, sensível demais.

Ficamos deitadas depois, suadas, abraçadas, os corpos ainda pulsando. O silêncio voltou, junto com a realidade.

— Isso não pode continuar assim… — falei, traçando o piercing dela com o dedo.
— Eu sei — respondeu ela, apertando minha mão. — Mas eu não quero parar.

Nós duas sabíamos que mais cedo ou mais tarde aquilo ia explodir. Mas naquele momento, com o corpo dela colado no meu e o relógio correndo até os meninos voltarem, só conseguíamos sentir uma coisa: Desejo.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
O date duplo que virou uma traição (parte 2)

Codigo do conto:
266057

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
03/07/2026

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