Éramos jovens. E, embora já estivéssemos juntos havia algum tempo, Zana e eu ainda carregávamos aquela fome quase adolescente um pelo outro. Procurávamos qualquer oportunidade para ficarmos sozinhos. Uma viagem, um fim de semana fora, algumas horas longe da rotina — tudo podia se transformar numa desculpa para nos entregarmos sem pressa.
Saímos cedo no sábado. Ainda havia estrada pela frente antes de pegarmos o ferry-boat e seguirmos viagem. Entre espera, travessia e mais alguns quilômetros, chegamos ao destino no início da tarde.
O dia estava lindo.
O sol brilhava forte, o mar parecia tranquilo e havia pouca gente na praia. Era um daqueles lugares em que o silêncio só era quebrado pelo vento, pelas ondas e por alguma conversa distante.
André e Ana eram discretos, comportados. Zana e eu também parecíamos ser.
Parecíamos.
As duas vestiram biquínis comportados e fomos para a praia. Nada ousado demais. Ainda assim, desde cedo eu olhava para Zana com uma fome absurda. Acompanhava cada movimento dela, o corpo molhado saindo do mar, a pele brilhando sob o sol, o tecido do biquíni desenhando suas curvas.
Eu conhecia aquele corpo.
E talvez por isso mesmo o desejasse tanto.
Pelo jeito como Zana às vezes sustentava meu olhar, eu sabia que ela também estava esperando pela noite.
Mas, no fim da tarde, veio a surpresa.
Dormiríamos os quatro no mesmo quarto.
Quatro camas de solteiro.
A notícia caiu como uma pequena tragédia. Durante toda a viagem, Zana e eu havíamos alimentado a expectativa de ficarmos sozinhos. Em vez disso, passaríamos a noite a poucos metros de André e Ana.
Na hora de dormir, resolvi improvisar.
Arrastei minha cama até a de Zana e juntei as duas.
André e Ana já estavam deitados. Depois de algum tempo, o quarto mergulhou em silêncio. Pela respiração tranquila e pela ausência de movimentos, imaginei que tivessem adormecido.
Então Zana entrou.
Usava uma blusinha fina e uma calcinha comportada. Afinal, havia mais gente no quarto. Mesmo assim, quando a vi daquele jeito, senti voltar de uma vez todo o tesão acumulado desde a praia.
Ela se deitou ao meu lado.
No começo, fomos cautelosos.
Passei a mão pelo rosto dela. Dei um beijo curto em sua boca. Depois outro. Mais demorado.
A luz foi apagada.
E a escuridão mudou tudo.
Não se enxergava absolutamente nada. O quarto desapareceu. As camas desapareceram. André e Ana desapareceram.
Restaram apenas os sons.
A respiração.
O ranger ocasional de um colchão.
E a consciência perturbadora de que nossos amigos estavam a poucos metros de nós.
Minha mão percorreu lentamente o rosto de Zana, desceu pelo pescoço e encontrou seu seio ainda coberto pela camiseta fina. O mamilo já estava duro sob o tecido. Segurei o seio inteiro e apertei devagar.
Zana prendeu a respiração.
Aproximei a boca do ouvido dela.
— Quietinha…
Ela respondeu com um beijo.
Continuei descendo a mão pelo corpo até chegar à calcinha. Passei os dedos por cima do tecido, devagar, sentindo o calor entre suas pernas.
Ela já estava molhada.
Muito.
Comecei a alisar sua bucetinha por cima da calcinha, pressionando sem pressa. Zana abriu discretamente as pernas e empurrou o quadril contra minha mão.
Sua respiração ficou mais pesada.
Mas ela não podia gemer.
Não ali.
Não com André e Ana dormindo tão perto.
Talvez fosse justamente isso que tornasse tudo mais intenso.
Puxei sua blusinha para cima e a tirei. Meus dedos encontraram seus seios nus. Firmes, redondos, deliciosos. Apertei um deles enquanto levava o outro à boca.
Mordi de leve o mamilo.
Zana se contorceu.
Sua mão desceu pelo meu corpo e encontrou meu pau por cima da roupa. Apertou.
Eu já estava completamente duro.
Latejando.
Ela começou a me masturbar lentamente, enquanto eu alternava mordidas e beijos em seus seios. Tudo quase sem som. Cada movimento precisava ser controlado.
Então, de repente, Zana tirou a calcinha.
Antes que eu entendesse o que pretendia fazer, ela montou sobre mim.
Meu coração disparou.
— Você está louca… — sussurrei.
Ela não respondeu.
Apenas segurou meu pau e começou a roçar a buceta molhada sobre ele.
Devagar.
Para frente.
Para trás.
Sem me deixar entrar.
Eu mal respirava.
André e Ana estavam ali.
A poucos metros.
Talvez dormindo.
Talvez não.
Zana continuou esfregando a buceta no meu pau, molhando-o completamente enquanto rebolava sobre mim. Eu segurava seus seios com as duas mãos, apertando-os enquanto ela aumentava lentamente o ritmo.
O colchão se mexia.
Muito pouco.
Mas se mexia.
Qualquer som parecia enorme naquela escuridão.
Eu sentia o pau latejar entre as pernas dela. Bastava um movimento diferente e eu entraria.
A ideia me enlouquecia.
Segurei sua cintura, tentando puxá-la para baixo.
Zana resistiu.
Continuou apenas roçando.
Provocando.
Até que eu já não conseguia mais suportar.
Então ela parou.
Simplesmente parou.
Saiu de cima de mim, vestiu a calcinha e a blusinha novamente e levantou-se.
Fiquei imóvel, tentando entender.
Ouvi seus passos.
A porta do quarto se abriu.
Pouco depois, a luz do banheiro acendeu.
Zana apareceu na porta e fez um gesto com a cabeça.
Venha.
Levantei imediatamente.
Entrei no banheiro.
Ela fechou a porta atrás de mim.
Por alguns segundos, apenas nos olhamos.
Depois ela sorriu.
E eu entendi que toda aquela espera tinha terminado.
Agarrei-a pela cintura e a beijei. Tirei sua blusinha. Depois a calcinha. Em poucos segundos, ela estava nua diante de mim.
Virei seu corpo de frente para a parede.
Minhas mãos desceram por sua cintura e agarraram aquela bundinha que eu desejava desde a praia.
Afastei suas pernas.
Posicionei meu pau na entrada da buceta.
E penetrei devagar.
Zana soltou um gemido.
Imediatamente levei a mão à sua boca.
— Shhh…
Ela mordeu meus dedos.
Continuei metendo.
Devagar no início.
Depois mais fundo.
Zana começou a rebolar contra mim, empurrando a bunda para trás a cada investida. O som abafado dos nossos corpos parecia alto demais naquele banheiro.
Passei os braços por trás dela e agarrei seus seios.
Os mamilos estavam tão duros que quase perfuravam minhas mãos.
Apertei.
Ela gemeu novamente contra minha palma.
Continuei metendo enquanto segurava sua boca. Zana se entregava cada vez mais, rebolando, buscando meu pau, fazendo força para trás.
Quanto mais ela tentava conter os gemidos, mais excitada parecia ficar.
E eu também.
Porque nossos amigos estavam do outro lado daquela porta.
Porque talvez acordassem.
Porque talvez já estivessem acordados.
Aquela possibilidade fazia meu pau pulsar ainda mais dentro dela.
Zana começou a perder o controle.
Seu corpo ficou tenso.
As pernas endureceram.
Ela se apertou contra mim, travando as pernas e abafando um gemido forte contra minha mão.
Fiquei colado ao seu corpo.
Por alguns segundos, nenhum dos dois se moveu.
Apenas respirávamos.
Tentando recuperar o fôlego.
Tentando voltar ao mundo.
Depois nos vestimos.
Apagamos a luz do banheiro.
Abrimos a porta com cuidado.
E voltamos para o quarto.
Foi então que percebi.
André havia mudado de posição na cama.
Parei.
Olhei para ele no escuro, tentando distinguir alguma coisa.
Nada.
Silêncio absoluto.
Mas eu tinha quase certeza de que ele não estava naquela posição quando saímos.
Será que tinha acordado?
Será que ouviu a porta?
Será que percebeu nossa ausência?
Ou pior…
Será que já estava acordado antes?
Será que viu Zana montada sobre mim naquela cama?
Será que ouviu sua respiração?
O colchão?
Os passos até o banheiro?
Nunca descobrimos.
Até hoje não sabemos se André e Ana dormiram durante toda aquela noite ou se permaneceram imóveis, em silêncio, fingindo não perceber o que acontecia a poucos metros deles.
Mas alguma coisa mudou depois daquele fim de semana.
A dúvida permaneceu.
E, pouco a pouco, a possibilidade de sermos descobertos deixou de ser apenas um risco.
Passou a fazer parte do nosso tesão.
Porque, depois daquela noite, descobrimos que o medo de alguém abrir os olhos no momento errado…
…também podia ser uma forma de desejo
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