Henrique se mexeu, deslizando a mão do meu quadril para a barra da camiseta, e seus dedos encontraram pele nua. Eu deveria ter parado. Deveria ter dito que não, que já tinha sido suficiente, que qualquer barulho acordaria alguém no corredor. Mas seu pau roçou entre minhas coxas e meus quadris arquearam para trás por conta própria, procurando-o. Ele puxou minha calcinha para o lado com um movimento prático, e a cabeça do seu pau deslizou pela minha buceta, já molhada do sono e da expectativa. Empurrou devagar, entrando em mim com aquele deslizar quente que me fez morder o travesseiro. Começou a se mover, lento e profundo, e eu abria as pernas o quanto o colchão permitia, sentindo cada centímetro entrando e saindo enquanto o lençol cobria tudo.
Foi quando a maçaneta rangeu.
Congelei. Henrique parou dentro de mim, ainda duro, seu corpo tenso atrás do meu. A porta se abriu e a luz do corredor recortou a silhueta de Alana — cabelo amassado, camiseta grande de dormir, celular no ouvido. Ela não olhou para a cama. Foi direto para o armário do quarto, abrindo a porta com um rangido e começando a mexer nas prateleiras.
"— Não, amiga, eu juro que ele mandou mensagem às três da manhã — a voz de Alana preencheu o quarto enquanto eu mantinha os olhos semicerrados, respiração controlada, fingindo dormir."
Henrique não parou. Seu quadril moveu-se quase imperceptivelmente, um vai e vem de poucos centímetros, mas suficiente para que eu sentisse cada milímetro do seu pau deslizando dentro da minha buceta apertada. Apertei os lábios, olhos fixos na parede. Alana estava a menos de dois metros de distância, vasculhando uma pilha de roupas no armário, e eu estava sendo fodida silenciosamente sob o lençol.
"— Sério? Você tá falando sério que ele fez isso? — Alana riu, alta e despreocupada, tirando um cabide do armário."
O movimento de Henrique era agonizantemente lento. Cada investida empurrava meu corpo alguns milímetros para frente no colchão, e eu precisava me conter para não deixar o colchão ranger. Sua mão subiu por baixo da camiseta e segurou meu seio, o polegar circulando o mamilo endurecido. Eu mordi o lençol. A buceta estava encharcada, o som úmido abafado pelo cobertor, mas eu temia que cada movimento fosse traído pelo barulho.
"— Ah, para! Você nem sabe o que tá falando — Alana virou-se parcialmente, e por um segundo achei que estava olhando para a cama."
Meu coração parou. Henrique escolheu exatamente aquele momento para investir mais fundo, e um gemido subiu pela minha garganta antes que eu pudesse engolir. Mas Alana continuou virada para o armário, rindo de algo que a amiga tinha dito no telefone. Ela não viu nada. Não percebeu nada.
"— Tá, tá. Deixa eu achar aquela blusa azul e eu te conto o resto."
O tempo se arrastou. Alana procurou a tal blusa por mais dois ou três minutos enquanto Henrique mantinha o ritmo torturante, lento, profundo, e eu sentia meu orgasmo se formando como uma onda distante. Cada vez que ele entrava até o fundo, a cabeça do pau batia contra meu colo e eu apertava o lençol entre os dentes. Finalmente, Alana encontrou o que procurava.
"— Achei! Ok, te ligo depois. Beijo."
A porta se fechou. Os passos se afastaram pelo corredor.
Soltei a respiração que tinha segurado por minutos inteiros.
"— Henrique, para — sussurrei, a voz rouca. — Ela pode voltar. Ela pode entrar de novo e..."
Ele não parou. Acelerou. Suas mãos agarraram meus quadris com firmeza, e o ritmo mudou de lento e cuidadoso para algo deliberado e urgente. O som úmido de pele contra pele cresceu, e a cama começou a ranger de forma perigosa.
"— Henrique, pelo amor de...
Ele me virou de costas com um movimento rápido, puxando o lençol sobre nós. Sua boca encontrou a minha, calando qualquer protesta. O pau roçou minha coxa, subiu pelo meu ventre, e ele se ajoelhou sobre meu peito, os joelhos de cada lado dos meus ombros. A cabeça do pau, vermelha e brilhante, pairou a centímetros do meu rosto.
"— Abre — foi tudo que ele disse.
Eu abri a boca. Ele empurrou devagar, preenchendo minha língua com o gosto salgado do seu pré-go, e começou a bombear. A mão direita agarrou o encosto da cama para não esmagar meu rosto, e a esquerda segurou meu cabelo, me mantendo no lugar. Eu chupava, língua trabalhando a parte de baixo, e sentia o pau latejar a cada investida. Os gemidos dele eram abafados, controlados, mas eu ouvia a respiração ficando irregular.
"— Tá quase — ele rosnou entre dentes cerrados, e acelerou o ritmo, fodendo minha boca com estocadas curtas e profundas que me faziam engasgar silenciosamente."
Então ele travou. O corpo inteiro tensionou como uma corda prestes a arrebentar, e o primeiro jato veio quente e espesso contra minha língua. Segundo. Terceiro. Quarto. A quantidade me surpreendeu — ele não tinha gozado menos por ter gozado na noite anterior, parecia ter se acumulado. A porra preencheu minha boca, escorrendo pela língua, e eu mantive os lábios fechados ao redor dele, engolindo em golfadas apressadas para não deixar vazar. O gosto salgado e levemente metálico desceu pela minha garganta enquanto ele dava as últimas estocadas lentas, esvaziando-se completamente.
Quando finalmente se retirou, limpei os cantos da boca com os dedos e engoli o resto. Não sobrou nada. Nenhuma evidência.
Henrique se deixou cair ao meu lado na cama estreita, respirando pesado. O silêncio do quarto era absoluto, quebrado apenas pelo nosso ofego. Ficamos ali, deitados de costas, olhando para o teto manchado de umidade, enquanto a casa acordava ao nosso redor — o barulho de água no cano, passos na cozinha, o cheiro de café que começava a se espalhar.
"— Bom dia — ele disse finalmente, a voz preguiçosa, um sorriso no canto dos lábios.
Eu virei o rosto para encará-lo. O cabelo dele estava uma bagunça, os olhos ainda meio fechados, e havia uma satisfação tranquila na expressão que me fez querer rir e me envergonhar ao mesmo tempo.
"— Você é impossível — respondi, mas meu corpo relaxou contra o dele, a perna cruzando sobre a dele por instinto.
O sol já entrava mais forte pela janela. Em algum lugar da casa, Alana cantarolava enquanto fazia café. Nanda provavelmente ainda dormia. E eu ficava ali, naquele colchão de solteiro que cheirava a sexo e suor, sabendo que o café da manhã em breve nos reuniria na mesma mesa, com Alana contando alguma história e Nanda enrolada no sofá, e ninguém — absolutamente ninguém — saberia o que aconteceu naquele quarto apertado de hóspedes. Apenas eu e Henrique carregaríamos aquele segredo, quente e úmido entre nós, como uma promessa silenciosa de que aquilo não seria a última vez.
Muito bom