A descoberta do professor

Eu era um jovem professor de inglês. Estava tentando me adaptar a uma nova profissão e levava muita fé no que fazia.

Naquela época eu tinha em torno de dez turmas. Elas estavam espalhadas durante o dia: sempre pela manhã, na hora do almoço e no finzinho da noite. Entre uma aula e outra sempre sobrava um tempo livre. Eu cuidava do meu cachorro, cuidava do meu pai, estudava e fazia algumas traduções.

Uma das aulas era pela manhã, uma turma do básico no CNA. Era uma turma especial, onde tinha alguns adolescentes, crianças e uma pessoa mais velha, da minha idade. Linda. O nome dela era Elaine.

Mas confesso que nunca olhei para ela de uma forma diferente. Para mim, era apenas uma aluna.

Em uma das aulas eu precisava ensinar direção, caminho, direita e esquerda. Acabei desenhando um mapa da minha casa e informei para todos que eu morava no meu bairro e na minha rua.

Ingenuidade da minha parte?

Sim. Acho que sim.

Até aquele momento eu não imaginei que aquilo pudesse trazer qualquer consequência.

Um dia, essa aluna da minha idade, Elaine, sabendo da minha rotina, perguntou se eu estava voltando para o Ipiranga, porque ela também estava vindo para cá, e perguntou se eu queria uma carona.

Eu aceitei.

Foi muito legal. Conversamos bastante, descobri mais sobre a vida dela. Era casada, tinha filho, e foi um papo muito agradável.

Ela me deixou na porta da minha casa, nos despedimos e ela foi embora.

Nada demais.

Eu ainda estava na minha postura de professor. Não passava absolutamente nada pela minha cabeça.

Algumas semanas depois aconteceu outra vez.

Ela disse que viria para o Ipiranga novamente.

Aceitei mais uma vez a carona. Nessa época já trocávamos mensagens pelo MSN e a amizade estava mais próxima.

Ela me deixou em casa, conversamos um pouco na porta e eu a convidei para entrar.

Ela não quis.

Foi embora.

Naquela época eu morava apenas com meu pai. Eu também dava algumas aulas particulares em casa.

Um belo dia eu estava cuidando do meu cachorro, lavando o quintal, só de shorts e chinelo.

Quem para na porta da minha casa?

Ela.

Naquele dia a ficha caiu.

Ela disse que estava indo encontrar uma amiga. Foi essa a história que me contou.

Ela estava cheirosa, linda, usando uma saia curta.

Eu, naturalmente, a elogiei.

— Nossa... onde você vai assim? Está maravilhosa.

Ela sorriu.

Perguntei:

— Seu marido deixa você sair assim?

Eu já sabia que ela dizia que ele não ligava muito para ela.

Então brinquei:

— Ele tem que tomar cuidado. Está cheio de professor de inglês mal-intencionado por aí.

Ela entrou na brincadeira.

— É mesmo? Professor de inglês? Tenho que tomar cuidado com professor de inglês?

Eu respondi:

— Professor de inglês pode ser muito perigoso. Tem cara de tonto... mas pode ser muito perigoso.

Ela sorriu.

— Ah, é? Pode ser perigoso? Que medo... Então vou tomar mais cuidado com esses professores de inglês.

Foi nesse momento que percebi que ela abriu um pouco as pernas e a saia subiu discretamente.

Naquele instante, o cara ingênuo que existia dentro de mim morreu.

Ali nasceu outro homem.

Olhei para os lábios dela, que ela mordia levemente, ouvi aquela voz mais baixa, mais lenta...

Não aguentei.

Aproximei-me da janela do carro, fiquei muito perto dela e disse:

— Nossa... com esse perfume você vai matar alguém de vontade hoje.

Ela sorriu.

Naquele momento eu ainda precisava terminar de arrumar algumas coisas em casa. Estava tudo aberto. Eu estava sem camisa.

Perguntei:

— Você não quer entrar?

Ela respondeu:

— Hoje é melhor não.

Eu sorri e disse:

— Tudo bem... mas cuidado. Você pode encontrar um professor de inglês com muita vontade.

Ela suspirou, olhou para mim... e me beijou no meio da rua.

Foi o nosso primeiro beijo.

Segurei delicadamente o pescoço dela e correspondi.

Ela então disse:

— Eu posso ficar só um pouquinho... mas não posso entrar.

Atrás da minha casa havia uma praça.

Eu disse para ela ir pelos fundos enquanto eu colocava uma camiseta.

Ela foi.

Entrei em casa, coloquei a camiseta e saí pelos fundos para encontrá-la.

Entrei no carro.

Só depois percebi um detalhe.

Eu estava apenas de bermuda, sem cueca.

O volume já aparecia.

Começamos a nos beijar novamente.

Eu disse:

— Nossa... aqui dentro o seu cheiro é ainda mais gostoso.

Ela olhou para o volume da minha bermuda e sorriu.

— Tem mesmo que tomar cuidado com esses professores de inglês. Você tinha razão.

Respondi apenas:

— Eu avisei...

Ela voltou a me beijar.

Nosso beijos se encaixou perfeitamente, segurava sua nuca entrelaçando meus dedos em seu cabelo que permitia  conduz sua cabeça, afastando  e aproximando.   Ao afastar seu rosto olhos nos olhos dela e digo, que beijo maravilhoso! 

Ela morde os lábios  e toca meu pau que está apontando sob a bermuda.

Nessa hora perfi a condução da sua cabeça 

Ela mergulhando uma só vez e cai de boca no meu pau. ...

-Nossa que delicia!!! Independente vc estava esse tempo todo!!! Pergunto

-Em casa pensando em você!!! Ela responde e volta a sugar meu pau....

Logo somos interrompidos por crianças que chegaram de bicicleta para brincar na praça.

Foi naquele instante que compreendi uma coisa que eu demorarei muito tempo para entender completamente.

Nada daquilo havia começado naquele dia.

Provavelmente havia começado muito antes.

As caronas, as conversas, as visitas... talvez nada tivesse sido por acaso.

Naquele momento eu deixei de enxergar apenas o que eu sentia.

Passei a enxergar também como eu era visto.

Foi ali que tudo começou....

Foi naquele dia que eu descobri que o professor que existia em mim despertava fantasias nas pessoas.

E essa descoberta mudou completamente a forma como eu passei a enxergar minha profissão, meus relacionamentos e até a maneira como eu me apresentava ao mundo.

Eu ainda era o mesmo homem.

Mas nunca mais fui o mesmo professor.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico bluehook

Nome do conto:
A descoberta do professor

Codigo do conto:
267215

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
15/07/2026

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