O desejo nasceu no momento em que a água do banho parou de cair. Eu estava ali, parada, sentindo as últimas gotas escorrerem pelas curvas do meu corpo, enquanto o espelho embaçado refletia a silhueta de alguém que já não aceitava mais as regras da decência. Com movimentos lentos, eu me enxuguei, sentindo a aspereza da toalha contra a pele ainda quente. Quando pendurei a toalha no suporte, o silêncio do meu local tornou-se ensurdecedor. Eu não peguei calcinha, não peguei sutiã, não peguei sequer um chinelo. Apenas estiquei a mão e coloquei meus óculos de grau. Não era por estética ou para parecer séria; eu sou bem míope e, sem eles, o mundo seria apenas um borrão. Eu não estava nada séria e nem tampouco intelectual; nem sequer tinha me penteado. Meus cabelos curtos, todos desarrumados e rebeldes, me faziam parecer uma completa louca, o que tornava a cena ainda mais visceral. O suspense antes de cruzar a porta foi torturante. Eu caminhava pelo corredor, sentindo o ar frio do ambiente beijar meus bicos, que já estavam rígidos e pulsando. Cada passo descalço no chão era um lembrete de que eu estava prestes a cometer um ato extremamente vergonhoso. O coração martelava contra as costelas, e a buceta, latejando, já estava úmida, respondendo à vergonha iminente. Quando finalmente abri a porta e saí para o carro, a sensação de vulnerabilidade foi como um choque elétrico. Entrei no carro, sentindo a pele nua tocando diretamente no estofado, a textura do tecido contra minha bunda e minha buceta. Dirigir assim era um exercício de luxúria; a cada curva, a cada sinal vermelho, eu percebia as pessoas ao lado olhando através do vidro e vendo apenas a moldura dos óculos e a nudez absoluta de quem não tinha nada a esconder. Ao chegar no estacionamento do shopping, abri a janela para pegar o ticket e abrir a cancela, e já vi uma câmera de vigilância apontada diretamente para mim. Será que estavam vendo tudo? O cenário era aterrorizante e excitante. O lugar era vasto, com luzes fluorescentes e o eco de pneus contra o concreto. Estacionei, desliguei o motor e, por um instante, fiquei em silêncio, sentindo o coração disparar. Então, eu fiz. Abri a porta e saí. O ar do estacionamento atingiu meu corpo de forma brutal, fazendo cada poro se contrair. Eu estava completamente pelada, descalça, usando apenas meus óculos e com o cabelo bagunçado. O risco era excitante demais. Tranquei o carro e, num impulso de loucura, peguei a chave e a abandonei no chão, do lado interno de uma das rodas. Um gesto irreversível. Se alguém visse aquela chave ali, pensaria que tinha sido perdida; levaria a chave, e eu ficaria presa naquele imenso labirinto de concreto, sem carro, sem roupas e sem saída. A adrenalina disparou, o frio na barriga era insuportável. Caminhei em direção ao mercado, sentindo o chão frio e áspero sob a planta dos pés, a nudez expondo cada centímetro do meu corpo ao olhar das câmeras de segurança. Peguei um carrinho de compras, segurando a barra de metal gelada, que contrastava com a temperatura do meu corpo em chamas. Mas a tensão era tanta que eu não consegui dar mais um passo para dentro do shopping. A ideia de entrar ali, com centenas de pessoas, totalmente pelada, causou um curto-circuito na minha mente. Parei ali mesmo, no estacionamento, encostada no carrinho de compras. Levei a mão à minha buceta, que já estava encharcada, e comecei a bater uma siririca desesperada, minhas tetas balançavam, minha respiração estava ofegante, eu soltava gemidos e risadas descontroladas, parecia uma louca. Eu era uma louca. Meu orgasmo começou como um tremor sutil, uma onda de calor que subiu da barriga para as tetas, enquanto meus dedos encontravam o clitóris inchado e hipersensível. A tensão de estar quase entrando no shopping, pelada e excitada, foi como um soco no estômago. No meio do processo, a sensação tornou-se avassaladora; minha buceta começou a pulsar com uma força rítmica e violenta, contraindo-se contra meus dedos em espasmos incontroláveis. Eu sentia cada nervo do meu corpo gritando, a lubrificação transbordando, enquanto meu cérebro alternava entre o pânico de ser descoberta e o êxtase da imoralidade. Então, veio o ápice. O orgasmo explodiu em uma sucessão de ondas intensas, deve ter durado quase vinte segundos — mas para mim parecia uma eternidade, meu orgasmo nunca terminava, parecia que eu estava gozando há horas. Eu estava travada, incapaz de me mover ou de parar, mesmo que alguém surgisse naquele exato instante. A vergonha amplificou-se a cada segundo de exposição; eu estava ali, pelada, com o cabelo bagunçado e os óculos no rosto, gozando publicamente, totalmente rendida a um prazer que me impedia de fugir. Foi um colapso físico e mental, onde a pulsação frenética da minha buceta ditava o ritmo do meu desespero e da minha luxúria. Eu gozei imaginando o escândalo, a vergonha, a indecência de ser a mulher pelada fazendo compras no shopping. Contudo, o medo finalmente venceu a luxúria. O pânico de ser pega me fez desistir. Lembrei-me do ticket do estacionamento: o prazo de tolerância era de 15 minutos. Comecei a contar os segundos. O tempo parecia correr contra mim, cada batida do coração era um tique-taque. Corri, descalça e nua, de volta ao carro. Minhas tetas balançavam debochadamente, meu rosto estava corado e a respiração ofegante. Quando cheguei ao veículo, me abaixei freneticamente, tateando o chão perto da roda. Meus dedos tocaram a chave no exato momento em que o relógio do painel marcava 14 minutos. Saí dali com o coração na boca, sentindo a pele ainda vibrando pelo orgasmo e pelo susto. Enquanto dirigia para casa, a imagem daquela chave no chão não saía da minha mente. Eu sabia que, se tivesse atrasado apenas 60 segundos, eu estaria completamente fudida. Não havia roupas, não havia plano B. Eu teria que entrar no shopping, caminhar pelada por corredores lotados e enfrentar a multidão apenas para validar um ticket de estacionamento. Além disso, como eu iria pagar? Não trouxe dinheiro nem cartão, nem ao menos documentos. Hoje, quando fecho os olhos, eu não sinto medo. Sinto a memória daquele frio no estômago e a lembrança da minha buceta pulsando no estacionamento. O mistério que fica é: até onde eu teria coragem de ir se a chave tivesse desaparecido? E, mais do que isso... quando será que eu vou me colocar nessa situação novamente, sabendo que, da próxima vez, talvez eu não queira que o tempo acabe?
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