Déb — Parte III: O Sonho no Drive-In



Continuação do conto:

Episódio 1 - Déb — Parte I: A Primeira Apresentação
Episódio 2 - Déb — Parte II: Entre Lábios e Pele

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Alguns dias haviam passado desde a noite no motel, e a rotina reassumira sua voz habitual na casa de Katia e Thomás: café, trabalho, piadas sobre contas e listas de compras. Às vezes, no silêncio entre lavar a louça e responder mensagens, Katia sentia um calor que lembrava Déb, mas eles seguiram como se nada tivesse mudado. Havia um acordo tácito de leveza que os protegia — e que, de certa forma, os aproximava.

Thomás, porém, guardava uma pequena vitória em segredo: sabia de um desejo antigo de Katia, algo que ela mencionara quase como uma fantasia lúdica, tempos atrás — transar no carro num drive-in, sob as estrelas, com a tela como testemunha distante. Ele decidira tornar aquilo real. Numa noite de fim de semana, quando a cidade parecia menos apressada, ele a levou sem avisar, dirigindo em silêncio até o local escolhido. O estacionamento do drive-in estava quase vazio; a única tela brilhava com luzes longínquas e um filme que servia de pano de fundo anônimo.

Katia riu surpresa ao reconhecer o destino. O corpo dela se iluminou de expectativa; era um pequeno sonho realizado, um capricho que Thomás fizera questão de cumprir. Eles estacionaram numa sombra que permitia privacidade relativa — perto o bastante da tela para sentir a vibração do som no ar, longe o suficiente para que olhares ocasionais não representassem ameaça real. Ainda assim havia um risco tênue, um arrepio de possibilidade que deixava tudo mais urgente.

O carro cheirava a couro aquecido e ao perfume que ela usava. Thomás desligou o motor, mas não o mundo que os cercava: o ar estava frio, limpo, e as luzes do projetor desenhavam sombras móveis no capô. Ficaram ali, se olhando por um momento que se esticou, como se ambos medidassem a coragem um do outro. Depois, sem aviso, Thomás a puxou para si com força gentil.

Os beijos começaram rendidos e impetuosos. A mão dele percorreu a curva da nuca, passou pelo ombro e desceu até o seio, sentindo a pele quente através da blusa. Katia deixou escapar um gemido baixo quando os dedos de Thomás apertaram a renda do sutiã, empurrando o tecido para o lado. A saia subiu no instante seguinte — ela partiu com as próprias mãos, ajudando, abrindo aquele espaço que havia sonhado em silêncio.

Thomás foi direto, como havia prometido para si mesmo: quis dar a ela a intensidade do homem que conhecia, a voracidade que a fazia perder o prumo. A mão que antes acariciava agora afastava, despindo com pressa controlada. Ele puxou o elástico da calcinha com a mesma determinação e expôs a carne desejada. Katia arqueou, as costas coladas no banco, os dedos fincando no estofado. O mundo lá fora se tornou uma tela distante; ali dentro, havia só a urgência do toque.

Quando ele entrou, foi com profundidade e ritmo, sem rodeios. A penetração foi firme, quase seca no primeiro impacto, e Katia soltou um grito que se misturou ao som abafado do filme na tela. A sensação de ser preenchida assim, no interior do carro, com o ar noturno entrando pelas janelas entreabertas, era crua e crível: vulnerável e poderosa. Thomás puxava com vontade, como se precisasse recuperar o tempo de todos os desejos não ditos.

Katia respondeu no mesmo compasso. Deslizou as mãos pelo peito dele, agarrou a nuca, empurrou o corpo para mais perto. Seus gemidos deram cadência às investidas; a cada puxada dele, ela arqueava, mordia o lábio, marcava o ritmo com súplicas e ordens sussurradas: “Mais fundo. Devagar. Não para.” A voz dela tremia com excitação, e o animalidade do momento não a envergonhava — pelo contrário, a fazia inteira.

As mãos de Thomás encontraram as coxas de Katia e subiram, às vezes deslizando para dentro, às vezes segurando firme para manter o compasso. Ele gostava de como o corpo dela respondia, do modo como ela encaixava sua pelve na dele cada vez que ele invadia com força. Em um movimento, puxou o cabelo dela para trás, expondo o pescoço, e deixou a boca cair numa mordida quase possessiva. Katia gemeu alto, os dedos cravando no couro do banco, sentindo as unhas deixando marcas que ardiam um pouco.

Havia ali um jogo de controle e entrega: Thomás ditava o ritmo, a voracidade do homem que era quando deixava o mundo de lado; Katia, entregue, oferecia resistência suave e depois se moldava ao ataque, transformando a penetração em algo quase coreografado. O som das roupas sendo empurradas, das respirações cortadas e dos gemidos formava uma trilha que misturava ao som distante do filme, criando um pano sonoro que os tornava invisíveis e expostos ao mesmo tempo.

Num impulso mais ousado, Katia aproximou as pernas, envolvendo o quadril dele com força, buscando mais fricção. Eles se rocavam, corpos pressionados, pele contra pele em movimentos que pareciam rasgar o ar. Thomás aumentou o ímpeto; a cada estocada mais rápida, Katia sentia o clímax subir como uma onda incompatível com qualquer lógica. O perigo de serem vistos — uma luz que poderia passar, um carro que poderia chegar — adicionava uma eletricidade que transformava o prazer em febre.

Ela gemeu um nome — não para chamar por socorro, mas para se ancorar na presença dele. “Thomás”, foi o som entre as falas de prazer, uma confissão e uma moeda de troca. Ele respondeu com um grunhido que dizia tanto possessão quanto louvor. As mãos dele, ao apertarem os quadris dela, deixaram marcas que queimaram a pele; Katia respondeu com um arranhão nas costas dele, firme, deixando linhas vermelhas que logo se misturariam ao suor.

O orgasmo veio para Katia como uma tempestade: começou como tremor nos tendões, subiu pelo ventre, explodiu no centro do corpo e espalhou fervor por cada nervo. Ela puxou o ar, prendeu os passos e deixou escapar um grito longo que atravessou o carro. Thomás não diminuiu; pelo contrário, acelerou para acompanhar e colapsou pouco depois, sentindo seu próprio clímax estourar com força, enquanto o corpo dentro dele se contraía em torno do seu membro.

Depois, vieram as respirações pesadas e as risadas abafadas — uma mistura de alívio e êxtase. Ficaram um tempo ali, juntos, as mãos segurando as peles marcadas, os corpos sujos do prazer recente. Ao longe, a tela do drive-in seguia com cenas indiferentes, e a noite os abraçava.

Na manhã seguinte, quando Thomás viajou a trabalho, Katia sentiu uma vontade de retribuir algo que não sabia exatamente como mensurar. Ele tinha feito o sonho dela acontecer; ela queria mostrar que havia entendido o que ela amava. Então, numa pequena aventura solitária, fez uma escolha ousada e direta: comprou duas cinta-ligas brancas. Uma para ela; outra — guardada e silenciosa, uma promessa — para Thomás.

Ela deixou a ideia lá, simples e enfática, sem detalhes. O resto — como, quando e por que as duas seriam usadas — ficaria para o capítulo seguinte.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico secretossegredos

Nome do conto:
Déb — Parte III: O Sonho no Drive-In

Codigo do conto:
268001

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
22/07/2026

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