A Dama do Ônibus - José.

Oi, vamos lá?

São exatamente 19:08, desta terça-feira, 21 de julho de 2026. Acabei de sair do banho. Estou de toalha enrolada no corpo e outra na cabeça, secando o cabelo. O vapor do banheiro está pairando pelo quarto agora. Sentei aqui na cadeira, de frente para o computador, com muito assunto pra contar, com a mente a mil.

Estou euforia. Um pouco confusa. Um pouco envergonhada. Contudo, a memória ainda fresca, de tudo o que aconteceu há pelo menos, uma hora e meia, num motel em Santo Amaro.

Eu vinha pensando nesse retorno, há pelo menos um mês. Ficava remoendo, adiantando, desistindo, lembrando do passado… até que, sexta-feira da semana, procurei o filme na internet, e assisti: “A Dama do Lotação” pela milésima vez.

E aí veio a certeza. Aquele filme é uma obra de Deus. Uma verdadeira enciclopédia de como aproveitar a vida. Essa obra salvou a minha vida sexual.

Me ajudou nos momentos mais difíceis, quando eu estava triste, baixa-estima, destruída por dentro, e achava que nunca mais ia sentir tesão de verdade.


Hoje de manhã, mal consegui trabalhar. Ficava olhando o relógio, contando os minutos, imaginando o instante em que eu saísse, e colocasse o fetiche em prática. Meu pobre coração batia forte só de pensar, de sentir a emoção correndo pelas minhas veias.

Agora, enquanto digito no Word. Estou bebendo uma taça de vinho chinelo pra relaxar um pouco, e as palavras fluírem da mente. Irei escrever com calma, porque minha mente está intensa, a todo vapor.

Vamos por partes, né? Respira, mulher.

Ontem, segunda-feira, fui numa loja popular de roupa feminina, perto do local onde trabalho, escolhi e comprei quinze calcinhas. Pretas e vermelhas, são as cores que eu mais gosto de usar.

Comprei, porque queria fazer igual no passado: dar de presente a calcinha pro amante da vez, depois que a gente transasse. E mais cedo, foi o que eu fiz com o velho que transei. Ele ficou muito feliz com o presente. Sempre me excitou essa ideia de deixar algo meu com eles.


Hoje, saí do trabalho, às 14h, almocei algo leve, depois, entrei no banheiro, escovei os dentes, troquei a calcinha, colocando uma preta, ficando com aquela sensação do tecido vagabundo colado na pepeca.

Em seguida, entrei no carro e fui dirigindo para o centro. O coração acelerava a cada quarteirão que passava a cada semáforo. Coloquei música clássica pra tentar relaxar, mas não adiantava muito.


Dirigi uns 35 minutos até chegar na Praça da Sé.

Deixei o carro no mesmo estacionamento pago que deixava antigamente. Antes de sair, retoquei a maquiagem, abri a bolsa e conferi se todos os itens estavam lá, como: carteira, preservativos, documentos, cartão de crédito, dinheiro, e só então saí do carro.

No estacionamento, alguns homens que estavam conversando por perto e ficaram me olhando.

Digo a vocês: me imaginei transando com quatro daqueles 6. Eu não presto… minhas imaginações são muito promíscuas.

Voltando ao assunto: Assim que paguei, saí do estacionamento e andei cerca de 500 metros, até na parada de ônibus, na esquina da Rua Benjamin Constant, com a Praça da Sé.

Foi engraçado e emocionante. Enquanto fazia o trajeto, a nostalgia bateu forte. Lembrei das vezes que eu tinha feito o mesmo caminho anos atrás.

Não fiquei (cinco minutos na parada). Logo dei sinal para o ônibus 5185-10. Respirei fundo antes de colocar o primeiro pé no degrau e subir.

Lembrei disso na hora. Fiz igualzinho a personagem da Sônia Braga no filme. Primeiro cumprimentei o motorista, depois olhei pro interior do ônibus, procurando o possível amante…

Quando dei os primeiros passos em direção à catraca, os pelinhos dos braços ficaram arrepiados, o coração bateu tão forte, a adrenalina dominando meu corpo inteirinho. Há muitos anos, não sentia essa sensação.

Foi uma mistura de: medo e tesão. As pernas tremeram um pouco. Eu lembrava exatamente dessa sensação de anos atrás, mas agora, em 2026, tudo parecia mais perigoso. Celular na mão de todo mundo, câmeras, gente filmando qualquer coisa… ainda assim, continuei.

Quando cheguei na catraca, cumprimentei o cobrador, um senhor de pelo menos 60 anos com afeição de cansaço.

Disse a ele: Boa tarde.

Ele respondeu: ‘Boa tarde’ - sem nem olhar direito.

Passei a catraca olhando todo mundo. Um por um. Tinha gente de todas as idades. Mulheres, homens mexendo no celular, uma senhora com sacolas. Meu olhar foi passando devagar, avaliando. Eu precisava de alguém que me olhasse de volta. Alguém que tivesse aquele brilho de interesse, aquele que tivesse vontade para me conhecer.

Foi então que vi um senhor (esse da foto).

Estava sentado no banco do corredor, mais ou menos no meio do veículo. Camisa listrada azul e branca, calça jeans, óculos de grau, bigode grosso, careca, uns 63 anos.

Quando eu passei pela catraca, ele virou o rosto, e nossos olhos se acharam. Foi só um segundo, mas deu pra sentir. Ele me olhou de cima a baixo, sem nem disfarçar.

Continuei escorada na catraca, disfarçando, enrolando, colocando o cartão do ônibus dentro da bolsa. Queria dar tempo pra ele me olhar. Queria sentir se ele ia continuar me olhando. Esse era o plano que bolei naquele instante.

Ao fechar a bolsa, ele continuou me olhando, olhei pra ele e vi um pequeno sorriso, de canto de boca, retribuí. Aí comecei a dar anda devagar me segurando na barra amarela para não cair, devido ao arranque do coletivo.

Parei ao lado dele, fingindo que estava procurando lugar para sentar, olhei para ele, e falei baixo:
— Tem lugar aqui?

Ele me olhou nos olhos, sorriu sem mostrar os dentes, se mexe um pouco, faz espaço no banco do corredor e responde:
— ‘Tem sim, senhora, pode sentar.’

Passei por ele, a perna dele quase resvalou bastante na minha e sentei no banco da janela. Sentada, abri a bolsa, tirei o celular e fiquei mexendo nele sem olhar nada, só pra dar tempo, pensando no que ia falar pra ele. Todavia, fiquei com medo dele levantar e descer do ônibus, então tomei coragem, virei o rosto e falei:
— Esse ônibus costuma estar vazio nesse horário?

Ele respondeu: “Quê... não entendi”.

No momento que eu perguntei, passava uma ambulância com a sirene ligada. Esperei a ambulância passar e refiz a pergunta.

Ele sorriu, o bigode se mexendo:
— ‘É… de tarde costuma encher. Você vai até o final?’

Eu balancei a cabeça, ainda olhando pra ele, minha resposta foi essa:
— Ainda não sei. Tô meio sem destino hoje…

Ele estranhou a minha resposta. Tenho certeza, ele deve ter me achado uma doida. Mas, foi assim que tudo começou. O coração batendo forte, as mãos suadas. Medo de outras pessoas escutarem.

Ele perguntou meu nome. Respondi: É Luciene, e o seu? — olhando nos olhos dele.

Ele estendeu a mão, e disse assim:
— ‘José Pereira. Prazer.’

Apertamos de leve as mãos. Eu soltei a mão devagar, deixando os dedos deslizarem um pouco nos dele.

A conversa foi fluindo, seguindo de um jeito natural, o engraçado. Ficamos alguns minutos só trocando olhares e falando de coisas banais, sobre: O trânsito, a frente fria que estava chegando em São Paulo, como o ônibus estava mais vazio do que o normal.

Foi ele quem começou com as perguntas pessoais. Olhou pro meu anel (que eu não uso mais, mas o dedo ainda tem a marca) e perguntou; se eu era casada, se tinha filhos, onde morava.

Fui dando as respostas. Umas eu falei a verdade, outras menti. O engraçado, a cada resposta minha, ele ia balançando a cabeça, como quem havia entendido. José me perguntou pela segunda vez, pra onde eu estava indo? — Pela segunda vez, respondi; que estava meio sem destino, só queria sair pra conhecer alguém.
Foi aí que ele entendeu o jogo. Um homem com essa faixa etária não é bobo. Encostei um pouco mais a perna na dele e perguntei; se ele era casado?

Ele sempre sorrindo sem mostrar os dentes, meio constrangido; ‘respondeu que era casado há 40 anos, que tinha dois filhos: um de 39 e uma de 37. Já casados, disse que tinha quatro netos.

Fiquei alguns segundos olhando pra ele em silêncio. Depois perguntei; aonde ele ia descer. Ele respondeu; que ia descer na Avenida Rubem Berta, que estava voltando para casa.

Admito: Fiquei na dúvida, se ia dar certo, mas continuei até aonde ia dar.

Foi nesse momento que eu decidi. Encostei o ombro no dele e falei, bem baixinho, perto do seu ouvido:
— E se eu descer com você?

A cara que ele fez pra mim, eu não esquecerei. Peguei o senhor no pulo. Ele não estava esperando. Ele virou o rosto. Os olhos dele ficaram brilhando. Ficou pensando em silêncio uns três segundos. Depois perguntou pra mim; ‘se eu tinha certeza’.

Meu coração só faltou sair pela boca. Eu ficava olhando pra frente, e verificando se o cobrador estava ouvindo a nossa conversa. Eu só balancei a cabeça, afirmando e sorri discretamente.

Eu tirei duas selfies, antes da gente descer do ônibus, na Av. Moreira Guimaraes. Ele parou na calçada e me olhou de novo, ia dizer alguma coisa, acho que desistir, ou arrumar alguma desculpa.

Todavia, não o deixei falar, tapando a boca dele com a palma da minha mão. Cheguei perto, as mãos no peito dele, isso em público, subi até o pescoço e puxei a cabeça dele pra baixo. Demos o segundo beijo, com o barulho dos carros e das pessoas passando e nos olhando. Foi um beijo rápido… depois ficou mais fundo e molhado. O bigode dele arranhou um pouco meus lábios. Senti o gosto de café, não tinha bafo.

Foi uma sensação de liberdade. Naquele segundo, senti o tesão voltar com tudo. Me senti a personagem da Sônia Braga no filme. Aquele desejo antigo de aprontar, de ser desejada, de fazer besteira. As pernas tremeram. A calcinha ficou molhada.

Não irei dizer, qual motel entrei com ele. Entramos a pé na recepção. José foi até o balcão, pagou o quarto e a gente subiu de mãos dadas. Os degraus eram apertados. Eu ficava olhando para o lugar, as paredes, o teto, a decoração simples, sentindo o cheiro de desinfetante que vinha do chão. Me senti: uma prostituta no puteiro mais barato da cidade.

É difícil decifrar a sensação. Era estranha e deliciosa ao mesmo tempo: estar com um completo desconhecido. Um homem comum, aposentado, nunca que me envolveria com ele, se não fosse este fetiche. E outra, eu estava prestes a fazer sexo de todo jeito, sem história, sem compromisso, só tesão.

Quando entramos no quarto, era tudo simples. Cama de casal, um espelho grande na parede, no teto, luz suave, ar-condicionado ligado.

Estava tranquila e louca para aprontar. Assim que a porta fechou. José me puxou pela cintura e a gente se beijou de novo, mais fundo dessa vez. Foi aí que eu tirei as duas fotos. A primeira foi nós dois nos beijando, eu segurando o celular com uma mão e a outra na cintura dele. A segunda foi eu sorrindo pra câmera, de mãos dadas com ele, ainda vestida, o coração batendo forte.

Depois das fotos, esqueci o celular, e a gente começou a se beijar muito, e a despir. Abri os botões da camisa dele devagar. Ele tinha peito peludo, pele quente. Ele puxou minha blusa pra cima, desamarrou o vestido e me deixou só de calcinha preta e sapatilhas.

Eu desci a calça do José, sua cueca era marrom. A gente se olhou e voltamos a nos beijar. Em seguida, subimos na cama. Tirei as sapatilhas e deitei de costas. Ele tirou os sapatos, as meias, se ajoelhou entre as minhas pernas e começou as carícias mais íntimas. Beijou a barriga, desceu, passou a língua pela beirada da calcinha. Depois puxou o tecido pro lado, e viu pela primeira vez a minha buceta, tirou a calcinha de uma vez.

Fiquei nua da cintura pra baixo. Olhos dele me olhando, não esquecerei jamais. José abriu minhas coxas, se ajeitou na cam, e enfiou a língua na minha buceta. Isso foi muito bom! Lambia lento, chupava, passava a língua pelas coxas, descia pelas pernas, voltava. Subia beijando a barriga, chupava os seios, mordia os bicos, voltava pro pescoço, me beijava na boca com o gosto da minha própria buceta. Depois descia de novo e chupava mais.

Eu gemia baixinho, soltava umas frases para provoca-lo, com a mão na cabeça careca dele, me entregando 100%. Não me arrependo de nada.

Em algum momento, virei ele de costas na cama e desci. Puxei a cueca pra baixo. O pau não era grande e tão pouco duro. Tive que masturbá-lo por algum tempo, falando palavras excitantes, e só depois, ficou durinho. Caí de boca, lambi e engoli o pau dele sem camisinha. Tinha um cheiro de urina. Chupei com vontade, subindo e descendo a boca, masturbando, esfregando a cabeça nos meus seios, no rosto, voltando a lambendo a cabeça.

Ele não era de falar, o pouco que falou, era pra dizer que estava bom.

A transa foi rapidíssima. Depois eu mesma peguei o preservativo na bolsa, abri e coloquei no pau dele.

Deitei de novo e abri as pernas. Ele ficou por cima, no papai e mamãe. José veio e me penetrou fundo, soltando um gemido baixinho, se ajeitando por cima, até começar os movimentos sexuais.

Há muito anos, eu não transa com um homem tão velho. Ele me estocava com calma. O pau não estava tão duro. A gente se beijou por todo esse período.

Eu arranhei as costas, pra deixar o rastro da traição para a esposa dele em sua pele. O tesão estava tão forte que eu mal conseguia pensar.

O único pedido que José me fez durante a transa; foi para eu ficar de quatro. Obedeci. Ele saiu de mim, ajoelhei na cama, encostei a cabeça no travesseiro e abri as pernas. O velho se posicionou atrás, ficou se masturbando enquanto esfregava a cabeça do pau nos lábios da minha buceta. Pensei que ele fosse brochar até pela sua idade. Mas não, tive sorte, ele segurou minha cintura e enfiou na buceta de uma vez. Metia até com força, batendo a barriguinha saliente na minha bunda. Mas não durou muito.

Em poucos minutos, talvez dois, ele apertou as minhas nádegas, avisando que iria gozar, e gozou dentro da camisinha. Pra dizer a verdade, eu nem suei. Ficamos na cama por um tempinho.

Vou ser sincera até o fim, meus amores.

A transa foi decepcionante. Eu esperava mais de José. Ele gozou muito rápido. Fomos tomar uma ducha. Tentei de tudo para o pau dele voltar a ficar duro. Masturbei, chupei de novo. Passava a mão, beijava, sugava, não adiantou.

Ele ficou envergonhado, pediu desculpas várias vezes e disse que precisava tomar uns remédios pra ficar mais ativo. Eu só sorri e falei que estava tudo bem, mas por dentro a frustração era grande.

Saímos do banho. Voltei pro quarto, me sequei e vesti a roupa. Esperei ele se vestir também.

Chamei um carro de aplicativo pelo celular. Antes de sair do quarto, dei a calcinha preta que estava usando, amassei na mão e coloquei no bolso da camisa dele. Coloquei uma outra calcinha que tinha na bolsa. O coitado nem conseguia olhar nos meus olhos.

Ficamos no quarto, no total de 50 minutos.

Quando o carro chegou, me despedi dele na porta do motel. Um beijo rápido no rosto, um “tchau” ainda mais rápido.

Ele ficou tão decepcionado consigo mesmo, que nem pediu meu número, nem meu contato de nada. Só ficou ali parado enquanto eu entrava no carro.

Falo pra vocês: tinha entrado com tanta expectativa naquele ônibus… e o amante não foi grandes coisas.

Mas faz parte. Nem sempre a aventura entrega o que a gente imagina. Ainda assim, eu voltei. E isso já é alguma coisa.

Por hoje é isso, Beijos.

Foto 1 do Conto erotico: A Dama do Ônibus - José.

Foto 2 do Conto erotico: A Dama do Ônibus - José.

Foto 3 do Conto erotico: A Dama do Ônibus - José.

Foto 4 do Conto erotico: A Dama do Ônibus - José.


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook

Comentários


foto perfil usuario krystalbuarque2

krystalbuarque2 Comentou em 26/07/2026

O Velho broxouuuuu, ahhhhhhhhhhhhh

foto perfil usuario oesscritor

oesscritor Comentou em 26/07/2026

me chama gatona, meu pau medi 22 cm de puro prazer, q tal?

foto perfil usuario felipa

felipa Comentou em 26/07/2026

O coroa estragou tudo. Meus sinceros pêsames. 🤔




Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


268089 - A Dama do Ônibus (À volta) - Categoria: Fetiches - Votos: 24

Ficha do conto

Foto Perfil lucienebarbosa
lucienebarbosa

Nome do conto:
A Dama do Ônibus - José.

Codigo do conto:
268292

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
26/07/2026

Quant.de Votos:
19

Quant.de Fotos:
4