Luana ajeitou o vestido azul-marinho no espelho do quarto de hotel, observando o corpo bronzeado pelo sol do dia. Dez anos de casamento e Pedro ainda a olhava como na primeira vez.
— Você está linda — disse ele, se arrumando pra sair. — Vamos, o barzinho da esquina parece bom.
O ar de Fortaleza trazia aquele ar de liberdade. Caminharam de mãos dadas até o pequeno bar de beira-mar, mesas de madeira, luzes amareladas, música ambiente baixinha.
Foi lá que vimos Rafael pela primeira vez — moreno, sorriso fácil, camisa branca contrastando com a pele bronzeada. Ele estava sozinho no bar, pediu licença para puxar um banquinho na mesa deles depois de um comentário espirituoso sobre o coquetel que Luana tinha pedido.
— Você tem bom gosto — disse ele, os olhos castanhos fixos nela por um segundo a mais do que o necessário. — Esse drink é o melhor da casa.
— E você tem cara de quem já testou todos — provocou Luana, rindo.
Pedro observava, divertido, o jeito como a esposa se soltava. Rafael era inteligente, engraçado, contava histórias de viagens que arrancavam risadas genuínas dos dois. O papo fluiu fácil, as bebidas também. Em algum momento, os joelhos de Luana e Rafael se tocaram por baixo da mesa e ninguém puxou o joelho para trás.
Pedro sentiu aquele calor familiar no peito — não de ciúme, mas de excitação. Ele conhecia aquele brilho no olhar da esposa. Era o mesmo que aparecia nas conversas na cama, tarde da noite, quando os dois sussurravam a fantasia que nunca tinham realizado.
— Que tal continuarmos lá no hotel? — sugeriu Pedro, olhando para Rafael. — A vista da varanda é incrível à noite, e ainda tem gelo no freezer.
Rafael ergueu uma sobrancelha, olhando de Pedro para Luana, como quem confirma um convite que ia além de um drink.
— Eu adoraria — respondeu, com um sorriso que não escondia nada.
O quarto tinha uma varanda ampla de frente para o mar escuro, luzes da cidade cintilando ao longe. Serviram mais umas cervejas geladas, conversa mais baixa agora, risadas mais próximas. Luana estava sentada entre os dois no sofá, e a mão de Rafael repousava displicente na coxa dela.
— Você é ainda mais linda de perto — disse ele, baixinho, os dedos subindo de leve pela pele.
— Vou fingir que não ouvi isso — brincou Pedro, rindo, abrindo mais uma cerveja e entregando a Luana. — Mas ele não tá errado.
Luana sorriu, um pouco sem graça, sentindo o rosto esquentar. Rafael continuava com a mão na coxa dela, os dedos subindo de leve, e o clima entre os três ia ficando cada vez mais denso — os olhares se demorando, as risadas mais baixas, os silêncios mais carregados.
Pedro percebia tudo, o jeito como a esposa mordia o lábio, o jeito como ela se aproximava um pouco mais de Rafael a cada minuto. Ele conhecia aquele sinal.
— Vou tomar um banho — disse Pedro, de repente, a voz rouca, se levantando. Beijou os lábios da esposa devagar, depois sussurrou no ouvido dela: — Fique à vontade.
Luana entendeu exatamente o que aquilo significava. Era a frase-código que os dois tinham combinado havia meses, sussurrada entre lençóis, numa fantasia que finalmente ganhava vida.
Pedro se afastou rumo ao banheiro, deixando a porta entreaberta, o som do chuveiro começando a ecoar.
Sozinha com Rafael, Luana ficou um instante em silêncio, meio sem jeito, os dedos brincando com o rótulo da garrafa de cerveja.
— Você fica linda quando fica tímida assim — disse Rafael, se aproximando devagar, a voz baixa.
— Eu não sou tímida — respondeu ela, rindo baixinho, desviando o olhar.
— Não? — ele sorriu, se aproximando mais, os olhos nos lábios dela. — Então prova.
Foi ele quem tomou a iniciativa, encostando a boca na dela devagar, quase testando. Luana hesitou por um segundo, mas logo correspondeu, um beijo curto, ainda contido.
— Isso é permissão? — perguntou ele, sorrindo, encostando a testa na dela.
— É um convite — sussurrou Luana, um pouco mais solta agora, colando os lábios nos dele de novo.
O segundo beijo já veio mais intenso, e Rafael foi soltando um pouco mais de atrevimento a cada segundo, uma mão subindo pela cintura dela, a língua explorando com mais confiança.
— Assim, gostosa — sussurrou ele contra a boca dela, mordendo de leve o lábio inferior.
Aquilo pareceu quebrar o último resquício de vergonha de Luana. Ela soltou um gemido baixinho, as mãos subindo para o pescoço dele, puxando-o mais para perto, o beijo ficando cada vez mais urgente, línguas se encontrando sem pressa nenhuma de parar.
O beijo foi esquentando, as mãos dele subindo pelas costas dela até o zíper do vestido, descendo-o alguns centímetros. Luana passou as pernas por cima das dele, sentando no colo do rapaz, se esfregando de leve contra ele por cima da roupa, já completamente entregue.
— Você beija muito bem — murmurou ela, mordendo o lábio dele de leve.
— Você não faz ideia do que me dá vontade de fazer com você — respondeu Rafael, a mão apertando a coxa dela por baixo do vestido.
Foi assim que Pedro os encontrou ao sair do banho, ainda com uma toalha na cintura, os cabelos molhados: a esposa no colo do outro homem, ofegante, os lábios inchados de beijo.
— Não parem por minha causa — disse ele, a voz rouca de excitação, se aproximando.
Luana se levantou do colo de Rafael e foi até o marido, puxando a toalha e deixando-a cair no chão, beijando-o com a mesma urgência.
— Ele beija muito bem — sussurrou ela no ouvido de Pedro, sorrindo.
— Eu sei escolher companhia — respondeu Pedro, mordendo o pescoço dela.
Rafael se aproximou por trás, colando o corpo nas costas de Luana, que ficou entre os dois homens, sentindo as mãos de ambos percorrerem seu corpo ao mesmo tempo — Pedro beijando sua boca, Rafael beijando seu pescoço e ombro por trás, os dedos dele descendo o zíper do vestido até deixá-lo cair de vez no chão.
— Vocês dois vão acabar comigo — gemeu Luana, se esfregando contra os dois, sentindo os corpos deles colados no dela, um pau já duro pressionando suas costas e outro contra sua barriga.
Enquanto isso, os dois homens iam se despindo, um passo de cada vez, sem nunca parar de tocar nela. Pedro tirou a camisa de Rafael por cima da cabeça dele, os dois trocando um olhar cúmplice. Rafael desabotoou a calça de Pedro. Entre beijos e risadinhas, as últimas peças de roupa foram caindo no chão até os três estarem completamente nus, Luana no meio, um seio na boca de cada um.
— Geme para a gente — pediu Pedro, chupando um mamilo dela enquanto Rafael se ajoelhava, beijando o caminho da barriga dela até entre as pernas.
— Ai, meu Deus — gemeu Luana, a cabeça jogada para trás, sentindo a língua de Rafael explorar sua buceta já molhada enquanto Pedro continuava beijando seus seios e sua boca alternadamente.
— Ela tá gostosa? — perguntou Pedro, olhando para o amigo entre as pernas da esposa, a voz cheia de tesão.
— Ela tá deliciosa — respondeu Rafael, sem parar, arrancando gemidos cada vez mais altos de Luana.
Pedro se ajoelhou também, ficando de frente para ela, guiando o pau até a boca dela. Luana o chupou com vontade, gemendo em volta dele por causa do que Rafael fazia com a língua entre suas pernas.
— Isso, meu amor, assim — gemeu Pedro, a mão na nuca dela, sentindo a boca quente da esposa.
Depois de alguns minutos, os três se moveram para o sofá amplo. Rafael sentou primeiro, e Luana montou nele de frente, guiando o pau dele para dentro dela devagar.
— Ah, que delícia — gemeu ela, sentindo-se preenchida, começando a rebolar em cima dele.
— Sua buceta é apertadinha — gemeu Rafael, segurando os quadris dela, ajudando no ritmo.
Depois de um tempo, Luana pediu para descer do colo de Rafael, o corpo formigando de prazer.
— Deita aqui — pediu ela para Pedro, puxando o marido para o tapete macio ao lado do sofá.
Pedro deitou, e Luana se posicionou por cima dele, de costas, o rosto virado para onde Rafael continuava sentado no sofá. Pedro segurou os quadris dela, guiando o rosto dela até entre as próprias pernas, ao mesmo tempo em que abaixava a cabeça para beijar e chupar a buceta molhada da esposa.
— Ai, Pedro, isso — gemeu Luana, a voz embargada, esticando o braço para puxar Rafael mais perto.
Rafael se levantou do sofá e se posicionou de pé, o pau na altura do rosto dela. Luana o segurou com uma mão, levando-o à boca, chupando com vontade enquanto Pedro devorava sua buceta por baixo.
— Isso, chupa gostoso — gemeu Rafael, uma mão na nuca dela, guiando o ritmo.
— Ela geme tão gostoso comendo o pau dele — comentou Pedro, fazendo uma pausa só para falar, a voz rouca contra a pele dela, antes de voltar a chupá-la com mais vontade.
Depois de alguns minutos, os três trocaram de posição: Rafael deitou no lugar de Pedro, e foi a vez dele provar a buceta de Luana, enquanto ela se inclinava para chupar o marido.
— Seu pau é tão gostoso, Pedro — gemeu ela, entre uma chupada e outra, olhando para ele com os olhos brilhando de tesão.
— Você fica linda assim, de boca cheia — respondeu Pedro, a mão acariciando o rosto dela, gemendo baixinho.
— Ela tá toda molhada — comentou Rafael, sem parar, a língua trabalhando entre as pernas dela.
— Vou gozar — avisou Luana, afastando a boca do pau do marido por um instante, o corpo todo tremendo.
— Goza, meu amor, goza para a gente — pediu Pedro, vendo o rosto da esposa se contorcer de prazer.
Ela gozou gemendo alto, o corpo sacudindo, agarrando os cabelos de Rafael. Ainda ofegante, se virou para o marido, que continuava duro, esperando.
— Não terminei com você ainda — disse ela, sorrindo safada, empurrando-o deitado no sofá e montando nele de frente, guiando o pau do marido para dentro dela.
— Cavalga em mim — pediu Pedro, as mãos nos quadris dela.
Rafael, ainda recuperando o fôlego ao lado, observava com prazer os dois casados se movendo juntos, um casal se reconectando depois da brincadeira.
— Adoro seu pau, sabia? — gemeu Luana, rebolando em cima do marido, os seios balançando com o movimento. — Ninguém me fode como você.
— Sua buceta é a coisa mais gostosa do mundo — respondeu Pedro, sentando-se para beijá-la enquanto continuava as estocadas por baixo. — Amo ver você se soltando assim.
— Foi por sua causa, meu amor — sussurrou ela contra os lábios dele, sentindo o orgasmo se aproximando de novo. — Vou gozar de novo.
— Goza para mim de novo — pediu Pedro, acelerando, segurando-a firme.
Ela gozou uma segunda vez, gritando baixinho contra o pescoço dele, e Pedro goza logo em seguida, os dois se abraçando, ofegantes, suados, completamente saciados.
Depois de um tempo recuperando o fôlego, trocando carícias e risadas baixas, Rafael, satisfeito, começou a se vestir.
— Isso foi... inesquecível — disse ele, ajeitando a camisa, um último beijo em Luana. — Vocês dois são incríveis.
— Obrigada por essa noite — disse Luana, sorrindo, ainda enrolada no lençol.
Pedro o acompanhou até a porta, um aperto de mão cúmplice, e Rafael se foi.
Quando a porta se fechou, Pedro se virou para a esposa, os olhos ainda acesos de desejo.
— Chuveiro. Agora — disse ele, puxando-a pela mão.
Debaixo da água quente, ele a prensou contra o azulejo frio, as mãos percorrendo o corpo molhado.
— Você adorou, não foi? — perguntou ele, a voz rouca no ouvido dela.
— Adorei que você adorou me ver com ele — respondeu Luana, ofegante, sentindo-o já rígido contra ela.
Pedro a ergueu contra a parede, ela envolvendo as pernas em volta dele, e a penetrou com força, sem aviso.
— Pedro! — gemeu ela, a água escorrendo entre os corpos.
— Você é minha — disse ele, as estocadas fortes, o corpo dela sendo empurrado contra o azulejo a cada movimento.
— Só sua — confirmou ela, entre gemidos, a dor gostosa de sentir o marido possessivo depois de tudo.
Ele a fodeu com urgência, as mãos apertando os quadris dela, os gemidos ecoando no boxe do chuveiro junto ao barulho da água.
— Vou gozar de novo — avisou Luana, a voz entrecortada.
— Comigo — pediu Pedro, acelerando.
Os dois chegaram juntos, o corpo dela tremendo contra o dele, presa entre a parede e o marido, a água quente escorrendo por cima dos dois enquanto se abraçavam, exaustos e satisfeitos, o casamento deles mais forte — e mais safado — do que nunca.
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