Eu estava deitado no sofá do meu apartamento quando o celular vibrou. Era o Pedro. “Tá sozinho?” “Tô. Marina viajou de novo.” “Camila também. Plantão até amanhã de manhã.” Ficou digitando por uns segundos. “Posso ir aí?” Eu olhei pro teto. O corpo ainda lembrava da sexta-feira anterior. O cu ainda latejava de leve quando eu me mexia de certo jeito. A gente não tinha falado sobre aquilo em voz alta desde que saímos da academia. Mas a mensagem estava ali, simples e direta. “Pode.” Vinte minutos depois a campainha tocou. Pedro entrou com uma sacola de cerveja e um sorriso torto. Estava de short preto e camiseta cinza. O cabelo ainda úmido do banho. A gente se cumprimentou com aquele abraço de sempre, mas o abraço durou um segundo a mais. O peito dele encostou no meu e eu senti o cheiro de sabonete barato misturado com o perfume que ele usava. Sentamos no sofá. Abrimos as cervejas. Ficamos em silêncio por um tempo, só bebendo e olhando a TV ligada no mudo. Eu sentia o joelho dele a poucos centímetros do meu. O calor do corpo dele chegava até mim. Pedro falou primeiro, voz baixa: — Você pensou nisso depois? Eu engoli o gole. — Pensei. — Eu também. Toda hora. Mais silêncio. Ele virou o rosto e me olhou. Os olhos dele estavam escuros, sério. — A gente pode… só a gente. Sem o Rafa. Eu senti o pau mexer dentro da calça. A respiração ficou mais curta. — A gente pode. Ele colocou a cerveja na mesa e se aproximou. A mão dele subiu pela minha coxa, devagar, como se ainda estivesse testando. Quando os dedos chegaram perto do volume, ele parou e olhou pra mim de novo. — Se você quiser que eu pare, é só falar. Eu balancei a cabeça. — Não para. A mão dele apertou meu pau por cima da calça. Eu soltei o ar pela boca. Pedro se inclinou e beijou meu pescoço, bem devagar, a língua quente roçando a pele. Eu fechei os olhos. A outra mão dele subiu por baixo da minha camiseta e passou pelo abdômen, pelo peito, apertou o mamilo. Eu gemi baixo. Ele tirou a própria camiseta. O corpo dele era mais magro que o do Rafael, mas definido, peito liso, barriga marcada. Eu passei a mão no peito dele, sentindo a pele quente. Pedro se ajoelhou no sofá entre minhas pernas e puxou minha calça e a cueca juntas. Meu pau pulou pra fora, já duro, a cabeça brilhando. Ele olhou, passou a língua no lábio inferior e depois olhou pra mim. — Posso? Eu só acenei. A boca dele desceu. Quente, molhada, apertada. Ele engoliu só a cabeça primeiro, chupou devagar, a língua girando. Eu joguei a cabeça pro encosto do sofá e soltei um gemido mais alto. Pedro desceu mais, engolindo até a metade, depois subiu, babando. A mão dele apertava a base enquanto a boca trabalhava. Eu sentia a saliva escorrendo pelas bolas. Ele chupava com vontade, fazendo barulho, olhos fechados, como se estivesse se concentrando em cada centímetro. Eu puxei o cabelo dele com cuidado. — Vem cá. Ele subiu e beijou minha boca. O gosto do meu pau ainda estava na língua dele. O beijo ficou sujo rápido, línguas se enrolando, dentes roçando. Eu desci a mão e abri o short dele. O pau dele estava duro, grosso, a cabeça já rosada e úmida. Eu segurei e bati devagar, sentindo o peso, a pele quente. Pedro gemeu dentro da minha boca. A gente se levantou. Eu puxei ele pro quarto. Na cama, ele deitou de costas e eu fiquei por cima, beijando o peito, o abdômen, descendo até o pau. Engoli ele de uma vez. O gosto era diferente do Rafael: mais limpo, mais familiar. Eu chupava fundo, a garganta se abrindo, a mão apertando as bolas. Pedro arqueava as costas e gemia meu nome. — Porra, Lucas… assim… Eu tirei a boca e subi de novo. A gente se beijou enquanto nossos paus se esfregavam. Eu passei a mão entre as pernas dele, toquei o cuzinho com o dedo. Ele tremeu. — Posso? Ele olhou pra mim, ofegante. — Pode. Devagar. Eu peguei o lubrificante que tinha na gaveta (tinha comprado depois da sexta-feira, sem admitir pra mim mesmo o porquê). Passei nos dedos e toquei de novo. O anel se abriu devagar. Um dedo, depois dois. Pedro respirava fundo, os olhos semicerrados. Eu curvava os dedos, procurando o ponto. Quando achei, ele soltou um gemido mais alto e apertou meu braço. — Aí… caralho… Eu tirei os dedos, passei mais lubrificante no meu pau e me posicionei. A cabeça encostou. Pedro olhou pra mim. — Entra. Eu empurrei. Lento. A pressão apertava a cabeça, depois o tronco inteiro foi entrando. O calor era absurdo. Eu soltei o ar quando estive completamente dentro. Pedro estava com a boca aberta, respirando pela boca, as mãos nas minhas costas. — Porra… você tá dentro… Eu comecei a me mexer. Avanço curto no começo, só pra ele se acostumar. Depois um pouco mais fundo. O pau deslizava fácil com o lubrificante. Cada vez que eu entrava até o fundo, o corpo dele tremia. Eu beijava a boca dele entre as estocadas, engolia os gemidos dele. — Mais fundo — ele pediu. Eu agarrei as coxas dele e abri mais. Comecei a meter de verdade. O barulho úmido encheu o quarto. A cama rangia. Pedro gemia sem parar, as unhas cravando nas minhas costas. Eu sentia o cuzinho dele apertando a cada retirada, sugando quando eu entrava de novo. Eu mudei de posição. Puxei ele pra de quatro. O pau deslizou pra dentro de novo e eu meti mais fundo, segurando a cintura dele. A vista era demais: as costas suadas, a bunda se abrindo pro meu pau, o volume das bolas balançando. Eu desci a mão e bati o pau dele no mesmo ritmo. Ele gemia meu nome, pedia mais, pedia pra não parar. Eu tirei o pau, me deitei de costas e puxei ele pra cima. Ele sentou devagar, o cu engolindo meu pau centímetro por centímetro. Quando chegou no fundo, ele ficou parado, respirando, os olhos fechados. Depois começou a se mexer. Subia e descia, primeiro lento, depois mais rápido. Eu segurava a cintura dele e empurrava pra cima, encontrando o ritmo. O pau dele batia no meu abdômen, pingando pré-gozo. Pedro se inclinava pra frente e me beijava enquanto bounceava. A língua dele estava bagunçada, a respiração quente. Eu mordi o lábio inferior dele e ele gemeu dentro da minha boca. — Tô perto — ele avisou. Eu acelerei. Segurei o pau dele e bati rápido enquanto ele subia e descia. Pedro gozou primeiro. O cu apertou forte em volta do meu pau e ele jorrou no meu peito, jatos quentes, o corpo todo tremendo. Eu continuei metendo por baixo, sentindo ele se contrair. Poucos segundos depois eu também gozei. Fundo, forte, o gozo saindo em pulsadas dentro dele. Eu segurei a cintura dele com força e soltei um gemido longo contra o pescoço dele. Ficamos assim por um tempo. Ele ainda sentado no meu pau, os dois ofegantes, suados. Eu passava a mão nas costas dele, devagar. Ele beijava meu ombro, meu pescoço, a mandíbula. Quando o pau amoleceu e saiu, ele se deitou ao meu lado. O gozo escorria pela coxa dele. Eu peguei a camiseta e limpei os dois. Depois a gente ficou em silêncio, só a respiração voltando ao normal. Pedro falou baixo, olhando pro teto: — A gente fodeu. Eu ri sem graça. — A gente fodeu. — E foi bom pra caralho. — Foi. Ele virou de lado e me olhou. — Quer de novo? Eu olhei pra ele. O pau já estava começando a endurecer de novo só com a pergunta. — Quero. Dessa vez foi mais devagar no começo. A gente se beijou por um tempo longo, mãos explorando, línguas preguiçosas. Eu desci e chupei ele de novo, gostando do gosto do gozo antigo misturado com o pré-gozo novo. Depois ele me chupou. A boca dele estava mais solta agora, mais confiante. Ele engolia fundo, babava, usava a mão na base. Eu gemia o nome dele. Quando eu estava duro de novo, ele se virou de quatro sem eu pedir. Eu passei mais lubrificante e entrei de uma vez. O cu já estava mais solto, mais quente. Eu meti com vontade, sem a hesitação da primeira vez. Pedro empurrava a bunda pra trás, encontrando as estocadas. O barulho era mais alto, mais molhado. Eu segurava os ombros dele e metia fundo, sentindo as bolas baterem. — Mais forte — ele pediu. Eu obedeci. A cama batia na parede. Pedro gemia sem vergonha, o rosto enterrado no travesseiro. Eu desci o peito nas costas dele e meti mais fundo ainda, beijando a nuca, mordendo o ombro. A mão dele estava embaixo, batendo o próprio pau. Eu tirei, virei ele de barriga pra cima e levantei as pernas. Enfiei de novo e meti olhando o rosto dele. Os olhos estavam vidrados, a boca aberta. Eu segurei o pau dele e bati no ritmo das estocadas. Ele gozou de novo, menos quantidade, mas o corpo inteiro tremeu. O cu apertou e eu gozei logo depois, fundo outra vez. Dessa vez a gente não se separou logo. Eu fiquei dentro, o pau ainda pulsando, o rosto escondido no pescoço dele. Pedro passava a mão no meu cabelo, devagar. Depois a gente tomou banho juntos. O chuveiro era pequeno. A gente se esbarrava o tempo todo. Eu lavei as costas dele, ele lavou as minhas. Quando a água escorria, eu me abaixei e chupei o pau dele debaixo do chuveiro. Ele segurou meu cabelo e gozou na minha boca pela terceira vez. Eu engoli. Depois ele se ajoelhou e me chupou até eu gozar também. Voltamos pra cama molhados. Deitamos de frente um pro outro. Eu passei o dedo no lábio inferior dele. Ele sorriu. — A gente tá fodido, né? — Tá. — Mas eu não quero parar. — Eu também não. Ficamos conversando baixo por um tempo. Sobre as namoradas. Sobre o Rafael. Sobre o quanto a gente tinha se controlado até agora. Pedro confessou que tinha batido uma pensando em mim duas vezes naquela semana. Eu confessei a mesma coisa. Quando a conversa morreu, a mão dele desceu de novo. O pau dele já estava semi-duro. O meu também. A gente se beijou mais uma vez e a coisa recomeçou. Dessa vez eu deitei de bruços. Pedro se posicionou atrás. Eu senti o lubrificante frio e depois a cabeça do pau dele. Ele entrou devagar, pedindo desculpa a cada centímetro, mesmo eu dizendo que estava tudo bem. Quando esteve dentro, ele ficou parado, respirando. — Porra… você tá apertado pra caralho. Eu empurrei a bunda pra trás. — Mete. Ele meteu. Primeiro lento, depois mais fundo. As mãos dele apertavam minha bunda, abriam, fechavam. Eu gemia no travesseiro. Ele se inclinava e beijava minhas costas, a nuca, o ombro. A voz dele saía rouca: — Você não faz ideia do quanto eu pensei nisso… em te foder… em sentir você apertando… Eu só conseguia gemer. Ele acelerou. O pau entrava até o fundo, as bolas batiam. Eu levantei o quadril e ele agarrou minha cintura com força. O ritmo ficou bruto, gostoso, desesperado. Eu bati meu próprio pau embaixo. Quando sentei perto, avisei. Ele meteu mais fundo e eu gozei no lençol, o cu se contraindo em volta do pau dele. Pedro gozou segundos depois, gemendo alto, o corpo colado nas minhas costas. A gente caiu de lado, ainda conectados. O pau dele foi amolecendo devagar dentro de mim. Eu sentia o gozo escorrendo. Pedro beijava meu ombro repetidas vezes, como se não quisesse parar de tocar. Passamos a madrugada inteira assim. Às vezes dormindo por meia hora, às vezes acordando e começando de novo. Eu chupei ele no meio da madrugada, devagar, sem pressa, só gostando do peso na língua. Ele me chupou depois. A gente se fodeu mais duas vezes. Uma comigo por cima, outra de lado, pernas entrelaçadas. Cada vez o corpo respondia mais fácil, o cu mais solto, a boca mais suja, os gemidos mais altos. Quando o sol começou a clarear a janela, a gente estava exausto. O colchão estava manchado, os lençóis bagunçados, o cheiro de sexo impregnado no quarto. Pedro estava deitado de bruços, o rosto virado pra mim. Eu passei a mão nas costas dele, sentindo a pele quente. Ele abriu um olho. — A Camila chega às dez. — A Marina só amanhã. Ele sorriu cansado. — Então a gente ainda tem umas horas. Eu me aproximei e beijei a boca dele, lenta. A mão desceu pela coluna até a bunda. Os dedos tocaram o cuzinho ainda úmido. Pedro abriu as pernas um pouco. — De novo? Eu acenei. Dessa vez foi o mais lento de todos. Eu preparei ele com a língua primeiro, lambendo, enfiando, abrindo. Ele gemia baixo, o rosto enterrado no travesseiro. Depois eu entrei. O pau deslizou fácil. Eu meti sem pressa, só sentindo o calor, o aperto, o jeito que o corpo dele se movia sob o meu. Pedro empurrava de volta, encontrando o ritmo. A gente se beijava de lado, as mãos entrelaçadas. Não tinha pressa. Não tinha urgência. Só a sensação de estar dentro dele e ele me recebendo. Quando eu gozei, foi profundo e longo. Pedro gozou na minha mão logo depois. A gente ficou abraçado, o pau ainda dentro, a respiração sincronizada. Depois disso a gente realmente dormiu. Acordei com a luz do meio-dia entrando pela janela. Pedro ainda estava ao meu lado, nu, o braço jogado sobre minha cintura. Eu fiquei olhando o rosto dele por um tempo. O cabelo bagunçado, a boca entreaberta, a marca de mordida que eu tinha deixado no ombro. Ele acordou devagar, piscou, me viu e sorriu. — Bom dia. — Bom dia. A gente se beijou de novo. O beijo de manhã era diferente: mais preguiçoso, mais íntimo. A mão dele desceu e encontrou meu pau já semi-duro. Eu ri contra a boca dele. — Você é insaciável. — Culpa sua. Ele desceu e me chupou de novo. A boca ainda quente de sono. Eu gozei na língua dele pela última vez daquela manhã. Depois ele se deitou de costas e eu correspondi. Engoli o gozo dele também. Tomamos banho juntos outra vez. Dessa vez sem sexo, só se lavando, se tocando de leve. Quando saímos, Pedro se vestiu devagar. Eu fiquei de toalha, sentado na beira da cama, observando. Ele parou na porta do quarto e olhou pra mim. — A gente vai fazer isso de novo. Não era pergunta. Eu acenei. — A gente vai. Ele se aproximou, beijou minha boca uma última vez e saiu. Eu ouvi a porta do apartamento fechar. Fiquei sozinho no quarto bagunçado. O cheiro de sexo ainda estava no ar. O corpo doía de um jeito bom. O cu ainda latejava. Eu me deitei de novo na cama e fechei os olhos. A gente tinha cruzado uma linha que não tinha mais volta. E nenhum dos dois queria voltar.
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