Escritório: Novo Funcionário



Thiago tinha 28 anos quando foi contratado como assistente jurídico no escritório Moreira & Associados. Formado há dois anos, ainda buscava seu lugar no mercado de trabalho. Corpo esguio, óculos de armação preta, cabelo bem penteado, aquela aparência de quem ainda acredita que o mundo é justo.
O escritório era o mais tradicional de São Paulo. 40 anos de história, clientes corporativos, e um sócio nome que dominava tudo: Dr. Roberto Moreira.
Roberto tinha 52 anos. Advogado criminalista famoso, corpo de quem jogava tênis nos fins de semana — alto, largo, barriga começando a saliente mas ainda imponente. Cabelo grisalho bem cortado, barba por fazer proposital, olhos que não toleravam erros. Vestia ternos de alfaiataria que custavam mais que o salário anual de Thiago.
Na primeira segunda-feira, Thiago apresentou-se na sala de Roberto. O escritório era imenso, vista para o Parque Ibirapuera, madeira escura, cheiro de couro e café caro.
— Thiago Moreira, seu novo assistente — ele disse, a voz trêmula.
Roberto não olhou imediatamente. Continuou lendo um processo, caneta de ouro na mão. Depois de um minuto de silêncio, ergueu os olhos.
— Senta — ordenou.
Thiago sentou. A cadeira era rígida, desconfortável, posicionada de forma que ele ficasse mais baixo que Roberto, que estava atrás da mesa elevada.
— Seu currículo é mediano — Roberto começou, a voz grave, pausada. — Não teria te contratado. Mas minha secretária disse que você é bonito. E eu confio no gosto dela.
Thiago sentiu o rosto queimar. — Dr. Moreira, eu...
— Cala a boca — Roberto interrompeu, sem elevação de tom. — Quando eu falar, você escuta. Quando eu ordenar, você obedece. Este é meu escritório. Minhas regras. Minha propriedade.
Ele se levantou. Era mais alto que Thiago esperava, mais imponente. Circulou ao redor da mesa, parou atrás do jovem, e colocou as mãos nos ombros dele. Apertou, massageando, dominando.
— Você quer ter sucesso aqui? — Roberto sussurrou, o hálito de menta quente na orelha de Thiago.
— Quero — o jovem sussurrou, trêmulo.
— Então precisa entender como funciona — Roberto continuou, as mãos descendo pelos braços de Thiago, até os punhos. — O mercado é cruel. Competitivo. Para sobreviver, você precisa de alguém que te proteja. Que te ensine. Que te... possua.
Thiago engoliu seco. — Dr. Moreira, eu não entendo...
— Entenderá — Roberto cortou, voltando para trás da mesa. — Hoje, 20h. Minha casa. Moro no Itaim Bibi. Endereço na secretária. Vista-se bem. Traga sua pasta de trabalho. E nada mais.
Thiago abriu a boca para questionar, para recusar, para explicar que tinha namorada, que era hétero, que não entendia o que estava acontecendo.
— Pode ir — Roberto ordenou, já voltando para o processo. — E Thiago?
— Sim?
— Se não for, não volte na terça. Nem nunca.
Thiago saiu. As pernas bambas, o coração acelerado, a mente confusa. Era assédio. Era errado. Era ilegal. Deveria denunciar, processar, fugir.
Às 19h45, estava estacionando no Itaim Bibi. Vestindo o único terno que tinha, a pasta vazia nas mãos, o coração na garganta.
O apartamento de Roberto era no último andar, duplex, minimalista, caro. O próprio advogado abriu a porta. Sem terno agora — apenas calças de alfaiataria pretas, suspensórios, sem camisa, o torso musculoso e peludo exposto, a barriga saliente mas firme.
— Entra — Roberto ordenou, e Thiago entrou.
A porta fechou. Trancou.
— Tira o terno — Roberto ordenou, imediato. — Fica apenas de calça e camisa. Quero ver como você é de verdade.
Thiago hesitou, mas obedeceu. Tirou o paletó, a gravata, ficou ali, esguio, vulnerável, a camisa branca de poliéster colada no corpo magro.
Roberto circulou ao redor dele, inspecionando. — Magro demais. Fraco. Mas tem potencial. Olhos bonitos. Boca que parece não dizer mentiras. Ainda.
Ele parou atrás de Thiago, agarrou sua cintura, e puxou-o para si. O jovem sentiu a barriga de Roberto contra suas costas, algo duro pressionando sua bunda, o calor do corpo maior.
— Você é meu agora — Roberto sussurrou, a barba raspando o pescoço de Thiago. — Não apenas funcionário. Minha propriedade. Meu projeto. Meu... brinquedo.
Thiago tentou falar, mas Roberto virou-o, beijou-o brutalmente, a língua forçando entrada, dominando. Foi um beijo de conquista, não de carinho. Quando se afastou, Thiago estava ofegante, os lábios vermelhos, os olhos marejados.
— De joelhos — Roberto ordenou, afrouxando a própria calça. — Me mostra que quer esse emprego. Que quer minha proteção. Que quer ser meu.
Thiago olhou para baixo. Viu o pênis de Roberto saltar livre — imenso, grosso, curvado para cima, a cabeça roxa e brilhante, vazando pré-gozo. Era maior que o dele. Mais imponente. Mais poderoso.
Ele caiu de joelhos. No carpete caro do apartamento de Itaim Bibi, o jovem advogado de 28 anos abriu a boca, e recebeu seu chefe.
Roberto gemeu, as mãos nos cabelos bem penteados de Thiago, guiando, dominando, foder sua boca com força. — Isso. Sua boca é quente. Chupa como se sua carreira dependesse disso. Porque depende.
Thiago chupou. Não sabia direito como, mas aprendia rápido. Usava a língua, evitava dentes, engolia quando Roberto empurrava fundo. Engasgava, babava, os olhos lacrimejando, mas não parava.
Quando Roberto gozou, foi profundo na garganta, quente, salgado, obrigando Thiago a engolir tudo. O chefe saiu, limpou-se na camisa branca do jovem, deixando-a manchada.
— Levanta — ordenou, já recuperando a compostura. — Amanhã, 8h, no escritório. Não se atrase. E Thiago?
— Sim, Dr. Moreira?
— De agora em diante, você me chama de Senhor.
Thiago se levantou, trêmulo, a camisa manchada, a boca vermelha, os olhos vermelhos. — Sim... Senhor.
Roberto sorriu, triunfante. — Bom garoto. Agora vai. E lembra: segunda, quarta e sexta, você vem aqui. Para aperfeiçoar seu trabalho. Oralmente.
Thiago saiu. No elevador, no carro, em casa, ele não chorou. Sentiu o estômago revirar, a culpa, a confusão. Mas também — e isso o assustava mais — sentiu algo mais profundo. Uma excitação que não conseguia negar.
Ele era propriedade agora. De Roberto Moreira. E naquela noite, pela primeira vez, não pensou em sua namorada enquanto se masturbava.
Pensou no Senhor...

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270741 - A salvação do pastor - Categoria: Gays - Votos: 2

Ficha do conto

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Nome do conto:
Escritório: Novo Funcionário

Codigo do conto:
270740

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
25/08/2026

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