Ao cruzar o portão da casa dela, a atmosfera mudou. O silêncio do ambiente era quase ensurdecedor, quebrado apenas pelos passos rápidos dele. Ele sabia exatamente onde estava pisando: aquela era a casa de um casal, dividida ainda com um terceiro morador. Qualquer barulho na fechadura, qualquer carro estacionando antes da hora, e a fantasia se transformaria em um confronto perigoso. Mas a linha tênue entre o prazer e a tragédia era justamente o que tornava tudo mais vivo.
Quando ela abriu a porta do quarto, o impacto foi imediato. Ela já o esperava totalmente entregue ao calor daquele momento, o corpo evidenciando a urgência que as mensagens mal conseguiam conter. Não houve tempo para conversas longas ou hesitações; o tempo ali era o maior inimigo. O encontro foi uma explosão de adrenalina pura, onde cada toque carregava o peso de meses de provocação visual no quintal. Entre sussurros contidos para não alertar a vizinhança e os olhos fixos um no outro, eles consumaram o desejo proibido. Foi cirúrgico, intenso e urgente — um instante de audácia máxima onde eles desafiaram a sorte e saíram vitoriosos, deixando naquele quarto a memória da tarde mais arriscada de suas vidas.
Que delicia de conto amor, você escreve muito bem! Fiquei com um tesão danado enquanto lia, parabéns, teve meu voto! Postei um conto novo, adoraria um comentário seu, e se gostar vote ok? Bjinhos Ângela
ebano-