A primeira noite em Arraial d’Ajuda tinha terminado de uma maneira que dificilmente Robert esqueceria. Mas ainda era apenas o começo da viagem. Na manhã seguinte, o sol apareceu cedo e o calor convidava para não fazer absolutamente nada além de aproveitar a pousada. Depois do café, Robert percebeu que precisava resolver um problema com o celular e decidiu ir até o centro. Camila preferiu ficar. — Vou aproveitar a piscina — disse ela. Robert olhou para o minúsculo biquíni que a esposa havia separado. — Estou vendo... Camila sorriu. Ela conhecia perfeitamente aquele olhar. Pouco depois, estava estendida em uma espreguiçadeira próxima à piscina, aproveitando o sol. O biquíni escolhido era daqueles que pareciam ter sido comprados propositalmente um número menor (vide foto abaixo). Para Camila, quanto menos tecido, melhor. Foi ali que conheceu duas garotas na faixa dos vinte e cinco anos. As três começaram com uma conversa despretensiosa. Falaram sobre praias, restaurantes, festas e sobre o movimento de Arraial naquela época do ano. Camila tinha facilidade para fazer amizade. Em pouco tempo, já parecia conhecer as duas havia dias. Foi quando uma delas comentou: — Você vai ao luau hoje? — Que luau? As meninas explicaram. Haveria uma grande festa naquela noite, na praia. Música, barracas, bebidas e bastante gente. — Nós temos dois ingressos sobrando. Vai com a gente. Camila sorriu. Aquilo parecia interessante. — Acho que vou. Quando Robert retornou à pousada, encontrou a esposa ainda conversando com as novas amigas. Mais tarde, já sozinhos, Camila contou sobre o convite. — Elas acham que você não vai. Robert levantou uma sobrancelha. — E eu não vou? Camila sorriu. — Vai. Mas sozinho. Ele começou a entender. A ideia era simples: para as amigas e para as pessoas que conhecesse naquela noite, Camila estaria desacompanhada. Robert iria separadamente e permaneceria à distância. Era um jogo que os dois conheciam bem. ________________________________________ Uma tarde aparentemente tranquila Antes do luau, entretanto, ainda havia uma tarde inteira pela frente. Robert e Camila resolveram passear pelo centrinho de Arraial. Caminharam pelas ruas, entraram em algumas lojas e passaram pela praça. Para aquela saída, Camila escolhera algo aparentemente mais comportado: um vestido relativamente comprido. Aparentemente. O vestido possuía um decote lateral bastante generoso na parte superior. Dependendo do movimento de seu corpo, boa parte da lateral dos seios ficava à mostra. (vide foto abaixo) Robert percebeu assim que ela apareceu. — Você não consegue sair sem aprontar, consegue? Camila olhou para o próprio vestido, fingindo inocência. — Estou de vestido comprido, Robert. — Sei... Ela deu risada. Durante o passeio, nada aconteceu. Nenhum convite. Nenhuma abordagem. Apenas olhares. E Camila percebia praticamente todos. Alguns homens disfarçavam. Outros não faziam questão alguma de esconder. Ela caminhava tranquilamente ao lado do marido, aparentemente indiferente, embora Robert soubesse o quanto ela gostava daquela atenção. Sentaram-se por algum tempo na praça, beberam alguma coisa e simplesmente observaram o movimento. Para qualquer pessoa que passasse por ali, eram apenas marido e mulher aproveitando uma tarde de férias. Para eles, entretanto, existia sempre aquele jogo silencioso. Mais tarde retornaram à pousada. E estava chegando a hora do luau. ________________________________________ A preparação Quando Camila apareceu pronta, Robert imediatamente entendeu que a noite prometia. Ela vestia uma saia branca muito curta e justa. Por baixo, nada. (vide foto abaixo) Na parte superior, uma blusinha preta, também escolhida para ser usada sem sutiã. Robert percorreu a esposa com os olhos. — Vai assim? — Algum problema? — Nenhum. Camila sorriu. As amigas chegaram pouco depois e as três partiram juntas. Robert esperou. Somente algum tempo depois saiu sozinho em direção à praia. ________________________________________ O luau A festa era maior do que eles imaginavam. Não se tratava simplesmente de algumas pessoas reunidas ao redor de uma fogueira. Era um luau relativamente sofisticado, montado em uma extensa área da praia. Havia música, iluminação, barracas vendendo bebidas e comidas e muita gente circulando pela areia. Em uma parte um pouco mais reservada havia ainda uma espécie de área VIP: um tablado de madeira com mesas, serviço de bebidas, vinho e petiscos. Camila chegou acompanhada das duas amigas. Robert apareceu algum tempo depois. Não se aproximou. Ficou suficientemente longe para que ninguém relacionasse os dois, mas perto o bastante para acompanhar parte da movimentação. As amigas apresentaram Camila ao grupo delas. Eram aproximadamente sete ou oito pessoas, homens e mulheres, todos conversando, bebendo e aproveitando a festa. Camila rapidamente se integrou. Sentada entre eles, conversava e ria enquanto cruzava e descruzava as pernas mostrando sutilmente a buceta pra quem olhasse. A saia era curta demais para esconder completamente o fato de que não havia lingerie por baixo. Ela percebeu quando alguns dos homens notaram. E não fez qualquer esforço para corrigir a situação. Robert, à distância, também percebeu e gostou da exibição da esposa. ________________________________________ O rapaz Entre os integrantes do grupo estava um rapaz de vinte e dois anos. Ele se aproximou de Camila aos poucos. Conversaram durante algum tempo até que ele fez um convite simples: — Vamos molhar os pés? Camila olhou para a praia. — Vamos. Saíram caminhando pela areia. Em determinado momento, começaram a andar de mãos dadas. Robert viu. Os dois chegaram à água e ficaram conversando enquanto pequenas ondas batiam em seus pés. O rapaz então se aproximou. Camila não recuou. O beijo veio forte, de língua, e rapidamente a aproximação ganhou outra intensidade. As mãos dele percorreram o corpo dela, passando pelas nádegas e pelos seios, até avançarem sob a saia, quando confirmou que ela estava mesmo sem calcinha. Camila respondeu à provocação tocando no pau dele também. A festa continuava acontecendo alguns metros atrás deles. Mas os dois resolveram caminhar para uma região mais escura e reservada da praia. Ali, longe do grupo, a aventura avançou. O rapaz pos o pau pra fora e falou para ela chupar; -Chupa vadia! Camila se ajoelhou diante dele, fazendo sexo oral. Não houve relação sexual entre os dois. Depois de algum tempo, recompuseram-se e começaram a caminhar novamente em direção às luzes do luau. Voltaram para o grupo como se tivessem apenas dado uma volta pela praia. Mas a situação mudou rapidamente. Um dos amigos chamou o rapaz. — Cara... tua namorada está chegando. Camila ouviu. O rapaz imediatamente mudou de postura e começou a se desvencilhar dela. Camila entendeu perfeitamente. Não reclamou. Apenas observou enquanto ele se afastava. Depois voltou para perto das amigas. No fim das contas, pensou ela, ele conseguira o que queria e desaparecera assim que soube que a namorada estava chegando. Camila achou graça. A noite estava longe de terminar. ________________________________________ Três homens observavam Do outro lado da festa, na área VIP, três homens haviam percebido parte daquela movimentação. Eram senhores próximos dos sessenta anos, empresários que estavam em Arraial participando de um evento relacionado ao setor de turismo. Os três tomavam vinho e comiam alguns petiscos enquanto conversavam tranquilamente. Mas Camila havia chamado a atenção deles. Especialmente de um. Algum tempo depois, Camila levantou-se. — Vou buscar alguma coisa para beber. Uma das amigas resolveu acompanhá-la. As duas caminharam até uma das barracas. Enquanto esperavam atendimento, um homem aproximou-se. Era justamente um dos empresários. — Boa noite. Cumprimentou Camila e depois sua amiga. Apresentou-se e iniciou uma conversa. Camila respondeu educadamente. Sua amiga percebeu rapidamente o interesse do homem. Olhou discretamente para Camila, sorriu e encontrou uma desculpa. — Vou voltar lá com o pessoal. E deixou os dois sozinhos. O empresário continuou conversando. Falou sobre Arraial, perguntou de onde Camila era e explicou que estava na cidade por causa de um encontro profissional ligado ao turismo. Era educado e seguro. Depois de alguns minutos, apontou para o tablado. — Estou ali com dois amigos. Venha tomar uma taça de vinho conosco. Camila olhou na direção indicada. Depois voltou os olhos para ele. — Não sei se seria muito prudente... — Por quê? Ela deixou escapar um pequeno sorriso. — Sou casada. Ele sorriu também. — Convidei você para tomar vinho. Não para casar comigo. (ele riu) Camila riu também. Ainda fez um pouco de cerimônia. Mas acabou aceitando. ________________________________________ A mesa dos empresários Na área VIP, o homem apresentou Camila aos outros dois. Rapidamente ela estava sentada à mesa com os três. Vieram vinho e petiscos. A conversa fluiu facilmente. Eles contavam histórias, faziam perguntas, brincavam e riam. Camila participava sem qualquer timidez e de vez em quando, aquela tradicional cruzada e descruzada de pernas. Uma taça virou outra. Aos poucos, ela ficou levemente alta, mais solta e falante. Em determinado momento, o homem que a havia abordado comentou: — Amanhã vamos fazer um passeio de escuna. Camila demonstrou interesse. Ele explicou que seria um passeio organizado para algumas pessoas do evento. — Você deveria ir conosco. — Eu? — Claro. Camila riu. — Acho meio complicado. — Por quê? — Porque eu tenho marido, lembra? Um dos outros homens brincou: — Esse marido está atrapalhando bastante suas férias. Todos riram. Camila balançou a cabeça. — Vocês não conhecem meu marido... O comentário passou quase despercebido pelos três. Mas, se Robert estivesse ouvindo, certamente compreenderia o significado. O empresário pegou o celular. — Fazemos assim. Você me passa seu número. Conversa com seu marido e amanhã me confirma. Camila hesitou pra se fazer de difícil. Depois pegou o próprio telefone. Os dois trocaram os contatos. ________________________________________ A mensagem Robert continuava pelo luau. Discreto. Ele havia acompanhado de longe boa parte da noite da esposa. Em determinado momento, o celular de Camila vibrou sobre a mesa. Era uma mensagem dele. Robert: Está pensando em ir embora? Camila olhou para a tela. Depois respondeu. Terminou o vinho e levantou-se. — Preciso ir. — Já? — perguntou um dos homens. — Meu marido está chegando para me buscar. Ela se despediu dos dois primeiros. Quando chegou ao homem que a havia abordado no bar, ele se aproximou um pouco mais. Camila percebeu a intenção. Mas não recuou. O beijo começou como uma despedida. Só que demorou mais do que uma despedida normalmente demoraria. As bocas se abriram e o beijo tornou-se de língua, gostoso, atrevido e rápido. Nada além disso. Quando finalmente se afastaram, ele ainda permaneceu próximo dela. — Espero sua mensagem amanhã. Camila sorriu. — Eu não prometi que vou. — Ainda. Ela riu. Virou-se e deixou a área VIP. ________________________________________ Pouco depois, já distante do grupo, encontrou Robert. Nenhuma apresentação. Nenhuma explicação para as pessoas do luau. Simplesmente começaram a caminhar juntos em direção à pousada. Robert olhou para ela. Camila ainda carregava no rosto aquele sorriso que ele conhecia tão bem. Naquela noite, ela havia conhecido duas novas amigas, provocado olhares, desaparecido pela praia com um rapaz muito mais jovem, voltado como se nada tivesse acontecido e terminado a festa bebendo vinho com três empresários. Agora havia ainda um telefone novo salvo em sua agenda. E um convite. — Então? — perguntou Robert. Camila olhou para ele. — Amanhã eles vão fazer um passeio de escuna. Robert ficou alguns segundos em silêncio. — Eles? Camila sorriu. — Os três. Continuaram caminhando pelas ruas de Arraial. Robert já sabia que aquele sorriso significava alguma coisa. E Camila também sabia que, antes de dormir, os dois ainda teriam muito sobre o que conversar. Porque o segundo dia da viagem estava terminando. Mas o convite para o terceiro já estava feito. CONTINUA...
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