Em contos anteriores, relatei minha primeira vez e também uma experiência com colegas da faculdade. Mais ou menos nessa época, comecei a sair sozinho nos finais de semana, indo a cinemas do centro de São Paulo, que ainda não eram cinemas pornôs. Logo comecei a perceber, em alguns desses cinemas, que os banheiros eram movimentados, mesmo durante as sessões. Entrava nos banheiros e via que alguns rapazes passavam longo tempo no mictório, se entreolhavam, se masturbavam, e, se percebiam que alguém olhava fixo, exibiam seus membros. Algumas vezes um pegava no pau do outro e se masturbavam reciprocamente. Comecei, aos poucos, a participar dessas práticas, mas no início só olhava. Tinha muito medo de que algum hetero entrasse realmente para urinar e pegasse a cena. Até que um dia alguém veio perto de mim, olhamo-nos, e ele pegou no meu pau. Não resisti e peguei no pau dele também. E assim, ia participando dessas brincadeiras. Certa vez alguém me convidou para sentarmos na sala de projeção. Saímos do banheiro, sentamos-nos, e brinquei o restante do filme com a rola do cara. Em outra ocasião, eu estava no mictório observando um cara à minha direita e outro à minha esquerda, quando um sujeito veio por trás de mim, e me encoxou. Adorei aquilo. A ousadia ia aumentando à medida que me ambientava com tudo aquilo. Certo dia saí mais cedo da faculdade, e fui ao cinema à tarde. Entrei e fui direto ao banheiro. Havia apenas um rapaz lá. Olhamo-nos, e me aproximei dele, que logo sinalizou para que eu pegasse na sua pica. Masturbei-o um pouco, e ele me pediu que eu o chupasse. A tentação era grande, mas tinha muito medo. Ele insistia, mas por fim, saí dali. Mas claro que, algum tempo depois, chupei e fui chupado, no banheiro e na sala de projeção. Num dos cinemas, ao lado dos mictórios havia 2 reservados. Às vezes alguma dupla entrava lá. Eu não tinha essa coragem. Já tinham me convidado para entrar no reservado, para sair e ir a algum hotel, ou na casa da pessoa, mas eu rejeitava. Um dia, estávamos em três no banheiro, quando um dos rapazes entrou na cabine e deixou a porta entreaberta. Para minha surpresa, ele abaixou a calça e mostrou a bunda para nós, e depois acenou para que entrássemos na cabine com ele. O outro rapaz topou. Entrou, e fechou a porta. E ali permaneceram algum tempo. Primeiro sai um deles (o que deve ter comido o cara) e depois saiu o passivo. Aquele episódio me encheu de tesão, e fiquei com muita de vontade de também chamar alguém na cabine, exibindo a minha bundinha. Passaram-se semanas, mas eu me lembrava sempre daquela cena. Até que um dia resolvi testar. Cheguei no cinema e me dirigi logo ao banheiro. Entrei e sai algumas vezes até um momento em que estávamos apenas eu e um outro cara, de quem gostei. Pensei: se der certo, vai ser ele. O rapaz se masturbava, eu olhava, mas, aparentemente, não queria nada comigo. Entrei no reservado, e, com a porta entreaberta fiz sinal para ele entrar na cabine comigo. Nada. Não tive dúvidas: abaixei a calça até o joelho, me virei, empinei a bunda e mostrei prá ele, pela fresta da porta. Nem precisei chamá-lo. Ele veio na hora, entrando na cabine, com o pau na mão. Entrou, trancou a porta. Virou-me de costas e encostou a piroca na minha bunda. Pedi que esperasse. Abaixei-me, peguei uma camisinha no bolso da calça e dei prá ele. Apoiei-me na parede, e joguei a bunda para trás. Encostou a rola no meu cuzinho, forçou, e entrou tudo de uma vez. Foi jogo rápido. Deu algumas bombadas e logo gozou. Saiu rápido da cabine. Limpei-me, e também sai. Foi uma fantasia realizada, mas não foi uma transa legal. Sem beijos, sem preliminares, sem ao menos saber seu nome e sem trocar uma palavra com ele. Nunca mais repeti algo parecido.
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