— Esquece o homem sério de trinta anos que acorda às cinco da manhã para pegar pesado na fábrica — disse Bete, girando Daniel pelas bochechas. — Se você quer que a garotada de dezoito anos acredite na sua história, a gente precisa apagar cada vestígio dessa vida dura do seu rosto.
Daniel suspirou, olhando para o espelho do guarda-roupa. Ele viu o rosto coberto pela barba densa e bem desenhada que ostentava há anos, o peito com pelos aparentes na gola da camisa de algodão e a postura ereta de quem carrega a responsabilidade da casa nas costas.
Em poucas horas, Bete transformou o operário. A lâmina de barbear deslizou pela pele, arrancando cada fio da barba até deixar seu queixo completamente liso, revelando traços joviais que há muito tempo estavam escondidos. Os pelos do peito e dos braços foram aparados com cuidado, e o cabelo, antes alinhado e discreto, ganhou volume com ajuda do secador e um bocado de mousse fixador, ficando com aquele visual levemente bagunçado e cheio de movimento.
— Agora, a postura — orientou Bete, cruzando os braços e andando ao redor dele. — Jovem não anda ereto como se estivesse marchando para a fábrica, Daniel! Jovem anda largado, com a cabeça balançando, mãos nos bolsos ou segurando a alça da mochila. E as gírias? Repete comigo: qual é, tá ligado, sinistro, massa. Se falarem algo engraçado, você não dá uma risadinha formal. Você solta um "caraca!" ou manda um sorriso de canto de boca.
Ao final da tarde, Bete levou Daniel até a praça central de São Francisco das Formigas. Escondido atrás de um jornal, no banco sob a sombra de uma amendoeira, Daniel passou quase duas horas observando os grupos de adolescentes e jovens adultos que saíam do colégio e se reuniam para tomar sorvete. Ele anotava mentalmente o ritmo das risadas, o jeito acelerado de falar, a gesticulação exagerada.
No fundo, porém, um nó de angústia apertava o peito de Daniel. Encarar a fábrica era fácil, o trabalho bruto ele conhecia. Mas entrar numa sala repleta de jovens de dezoito anos, fingindo ter a mesma idade deles, parecia um teste assustador. E se me descobrirem no primeiro minuto? E se acharem que sou um ridículo?
De volta ao quarto, Bete deu o toque final: separou uma jaqueta corta-vento em blocos de cores vibrantes (rosa, azul-turquesa e roxo), uma calça jeans em lavagem acid wash bem dobrada na barra, meias brancas soquete e um tênis casual impecável. Para arrematar o visual, algumas pulseiras de silicone colorido no pulso direito. Daniel não era mais o operário casmurro da fábrica de doces. Nascia ali um alter ego leve, estiloso e magnético.
Enquanto isso, na outra ponta da cidade, o Colégio São Francisco já estava silencioso, mas a marca das trapalhadas do dia permanecia no pátio. No corredor dos armários, Thiago recolhia os cadernos que haviam sido derrubados pela turma de Maurício horas antes.
A caminhada de Thiago até em casa foi solitária. Ele ajustava o aparelho auditivo para diminuir o ruído dos carros, tentando esquecer as risadinhas e os apelidos maldicos que ouvia todos os dias. Chegando ao quintal de sua casa, o garoto de dezoito anos sentou-se no degrau da varanda e encarou o céu limpo da noite que começava a despontar.
Naquele momento, um risco brilhante cortou a imensidão escura: uma estrela cadente. Thiago fechou os olhos, apertou as mãos no peito e fez um pedido em silêncio, sussurrando para a brisa da noite:
— Por favor... que venha alguém de verdade. Alguém que me veja de verdade e transforme a minha vida numa festa.
A noite caiu de vez e, do outro lado de São Francisco das Formigas, o professor Raoni não conseguia focar a atenção na correção das provas sobre sua mesa. A imagem de Daniel — a voz grave, a pele quente, a entrega do olhar — parecia impregnada no ar do seu apartamento.
Incapaz de resistir ao impulso, Raoni pegou o casaco e foi até a casa de Daniel. Com um toque suave na porta, convidou o rapaz para dar uma volta de carro pela orla do riacho que cortava a cidade. Pararam em uma lanchonete retrô na beira da estrada, pedindo dois milkshakes de morango com duas palhas.
O clima dentro do carro fechado era pura eletricidade. O perfume amadeirado de Raoni misturava-se ao cheiro de sorvete doce.
— Você tá diferente... — observou Raoni, os olhos fixos na boca lissa de Daniel, surpreso com o visual sem barba. — Fica incrivelmente bem em você. Pareceu mesmo que o tempo voltou quinze anos.
— É o meu novo "eu" para amanhã — sorriu Daniel, meio tímido, mas sustentando o olhar do professor.
Entre um gole e outro de milkshake, as lembranças da adolescência emergiram com força. Relembraram a vez em que fugiram da aula de educação física para tomar banho no riacho e a viagem secreta que fizeram de bicicleta até a praia vizinha, onde dormiram sob as estrelas dividindo o mesmo saco de dormir.
(transição suave para o flashback, com a narração de Raoni e o som distante das ondas crescendo...) ??
Como num passe de mágica foi como se Daniel e Roni estivessem se vendo novamente adolescentes, lembrando de como eram há quinze anos. um tarde/noite na praia onde aqueles dois adolescente só queriam saber de ficar juntos...
Raoni acariciava o rosto de Daniel, segura o queixo do rapaz e o beija
puxando o lábio inferior, o jovem toca o corpo grande, que naquela época já era forte, com pelos ralos, e percebe as reações que são causadas por seu toque no corpo do namorado, com um pouco de relutância ele pega no pau grande, grosso e pesado do Raoni, que mesmo adolescente naquelas épocas já era bem avantajado e sentia o calor e a maciez, ele alisava o membro e lembra de como logo a palma de sua mão ficava melada, de como ele sentiu pela primeira vez o cheiro de outro homem, era a primeira vez de Daniel, e embora Raoni já tivesse metido em muitas putinhas e vidados da época, Daniel esperava por aquele momento guardando-se pro amado, lembrou ainda de como Raoni falava baixinho e rouco.
— Se você não quiser ir adiante irei compreender!
Daniel o olhava no fundo de seus olhos e tomado por uma decisão desconhecida, responde convicto. — Se cheguei até aqui, não quero mais perder tempo, quero me entregar totalmente a você, aqui e agora.
Raoni levantava-se com cuidado da areia, o som do mar, o cheiro de maresia, tudo voltava a mente neste flashback, ele abre a carteira e pega um preservativo, volta para perto de Daniel e depois de tirar do envelope envolve seu pau com a camisinha, pede para o jovem deitar-se novamente na areia da praia e abrir as pernas.
Daniel o obedece de imediato, mais uma vez, o futuro professor chupa Daniel, e ele lembra de como aquilo o surpreendeu mas desce um pouco mais até encontrar o cuzinho apertado, situação que o faz arrepiar-se até hoje, ele chupa fazendo o rapaz se contorcer de prazer, tenta introduzir um dedo, mas é muito apertado, outra vez ele levanta-se e pega um frasco de hidratante em sua mochila, pede para Daniel ficar de costas e massageando o corpo do rapaz, ele chega as
nádegas grandes e carnudas, ele acaricia cada poupa, despeja um pouco do
liquido pastoso sobre a pele do orifício e com o polegar faz movimentos
circulares. Daniel geme ansioso, com o prazer e relaxamento que recebe, seu cuzinho pisca e dá passagem ao dedo do namorado, que vai trocando um a um até passar pelos quatro dedos, posicionando-se atrás dele, Raoni força a cabeça, quente e pulsante na entrada do cuzinho apertado e resistente do namorado.
Ele geme de dor ao sentir a cabeça do pau ir entrando lentamente, morde o travesseiro, o jovem Raoni para por um instante, e acaricia a pele suada de Daniel, tira o pau da entrada do cuzinho do jovem rapaz e chegando próximo ao seu ouvido pergunta provocante:
— Quer que eu pare?
Daniel fala rouco tomado ainda pela dor e prazer que se misturam.
— Não, pode ir em frente!
Raoni volta a forçar a cabeça do pau, e rompe as pregas daquele buraquinho apertado e vai sendo engolido pouco a pouco, o jovem também é consumido pelo prazer e geme apertando as nádegas do namorado com força.
— Ahhhhh...
Ele inicia os movimentos de vai e vem lento e ritmado, o suor escorre por seu corpo e pinga sobre as costas de Daniel, que apenas geme ofegante, o pau está entrando e saindo, quando Daniel pede ao namorado para olhar em seus olhos
Ao tirar o pau de dentro de Daniel, ele vê que está sujo de sangue, a colchonete, a areia da praia da também tem algumas gotas escuras, ele respira apavorado e lágrimas escorrem de seu rosto, Raoni o abraça e pergunta se quer continuar, ele surpreendentemente confirma que sim, Raoni troca de preservativo, coloca as pernas de Daniel para o alto em seus ombros e entra aos poucos, porém com um pouco mais de
facilidade. Os movimentos vão se intensificando, ficando cada vez mais rápidos, os dois gemem, quando Raoni tira quase tudo de dentro do cuzinho deflorado do ex virgem e empurra rápido e com vigor, eles estão prestes a gozar, Daniel sente uma sensação estranha no corpo, um formigamento toma conta de suas pernas, seus batimentos cardíacos ficam acelerados, e sem tocar no pau ele solta o primeiro jato farto de esperma, seu cuzinho se contrai com as sensações do orgasmo, ele geme.
— Aaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!!
Raoni acelera as estocadas e minutos depois, goza dentro de Daniel, ele urra feito um urso e seu corpo grande para um jovem naquela época, cai ao lado do menino que está paralisado ainda sentindo as sensações do seu orgasmo, eles se beijam novamente e Daniel deita a cabeça em seu peito que começava a ficar peludo naquela época e estava molhado de suor, os dois ficam calados por algum tempo pensando em tudo o que aconteceu, até adormecerem.
(A narração volta ao presente, no bar, o som do mar ainda ecoando na cabeça dos dois)
A conversa foi ficando mais baixa, os rostos mais próximos. A luz amarelada do painel do carro iluminava o brilho nos olhos de ambos. Raoni estendeu a mão e tocou devagar o queixo recém-barbeado de Daniel, descendo os dedos pelo pescoço do rapaz. A atração era avassaladora, uma tensão sexual e romântica que fazia a respiração de ambos acelerar. Os lábios se aproximaram tanto que Daniel pôde sentir o calor do hálito de Raoni.
Contudo, antes que o beijo finalmente acontecesse, ambos se esquivaram com um sorriso nervoso, lembrando-se do risco que corria aquela nova dinâmica.
— Amanhã eu sou seu professor, Daniel... — sussurrou Raoni, a voz rouca de desejo.
— E eu sou só mais um aluno da sua sala — respondeu Daniel, engolindo em seco, o peito queimando de vontade.
O sol da manhã seguinte surgiu radiante, tingindo o céu de amarelo e alaranjado.
Os portões do Colégio São Francisco estavam abertos e centenas de alunos transitavam pelo pátio com suas mochilas, conversas barulhentas e risadas soltas. O ar estava saturado com a energia caótica da juventude.
De repente, o barulho do pátio pareceu diminuir ligeiramente de volume.
Atravessando o portão principal, Daniel deu os primeiros passos no chão de cimento do colégio. Ele vestia a jaqueta corta-vento vibrante sobre uma t-shirt branca ajustada, a calça acid wash dobrada no tornozelo e os tênis brancos reluzentes. O cabelo com volume e levemente despenteado dava um ar descolado e moderno. No pulso, as pulseiras de silicone se destacavam ao lado de uma mochila transversal jogada displicentemente sobre um dos ombros.
Apesar do frio na barriga e do medo terrível de ser desmascarado, Daniel usou o conselho de Bete: ergueu o queixo, ajustou a postura com uma pose natural, divertida e cheia de estilo. Não parecia um homem maduro acuado; parecia o jovem mais autêntico e interessante que já havia pisado naquela escola.
À medida que caminhava em direção ao corredor principal, os olhares ao redor começaram a se voltar para ele.
Encostado no pilar perto da entrada, Maurícinho, segurando sua bola de futebol e cercado por sua turma de rebeldes, parou de falar no mesmo instante. O olhar debochado do bad boy deu lugar a uma curiosidade magnética, os olhos varrendo o novato de cima a baixo com um sorriso de canto de boca intrigado.
Do outro lado do pátio, perto dos armários, Thiaguinho ajeitava a alça da mochila quando percebeu a movimentação. Seus olhos encontraram a figura colorida e estilosa de Daniel caminhando pelo corredor. O coração do jovem nerd deu um aperto no peito, e um brilho inédito surgiu em seu olhar, como se a resposta ao seu pedido da noite anterior tivesse acabado de cruzar os portões da escola.
Daniel continuou avançando a passos firmes, atraindo a atenção e os olhares curiosos de todo o pátio, enquanto o sinal estridente tocava, anunciando que a primeira aula estava prestes a começar.
CONTINUA...
fotos...Logomarca e Raoni

