O gerente e o engenheiro - parte 2

Essa é a continuação da parte 1 até onde transamos loucamente.

A luz crua da manhã paulistana invadiu o quarto pelas frestas da cortina blackout, trazendo de volta a realidade que havíamos ignorado na madrugada. Quando abri os olhos, o lado oposto da cama king size já estava vazio e frio.

Ricardo estava de pé diante da bancada, de costas para mim, terminando de dar o nó na gravata de seda azul-petróleo. A camisa social branca estava esticada com precisão militar sobre os ombros largos, cada botão alinhado, sem um único vinco fora de lugar. A armadura do "Doutor Ricardo" tinha sido reconstruída às pressas, tijolo por tijolo.

— O café abre às sete e quinze — ele avisou, a voz polida e neutra demais, sem virar o rosto para a cama. — Temos que estar no auditório central às oito em ponto para a primeira apresentação de governança corporativa.

Sentei-me na cama, passando as mãos pelo cabelo desgrenhado, e o encarei pelo reflexo do espelho. Os olhos dele encontraram os meus por um décimo de segundo antes de desviarem rapidamente para o colarinho. Havia uma tempestade silenciosa de confusão e rigidez ali. O homem que havia rosnado contra a minha boca horas antes agora agia como se estivesse preenchendo um formulário de vistoria em silêncio fúnebre.

— Bom dia para você também, querido — respondi, enfatizando o apelido com um sorriso calmo de canto.

Ele apenas engoliu em seco, pegou a pasta de couro sobre a cômoda e saiu do quarto dizendo que me esperava no saguão.

O dia na convenção foi um exercício exaustivo de frieza calculada. Durante as quatro palestras sobre diretrizes de risco e expansão regional, Ricardo sentou-se na fileira exatamente ao meu lado. Seus joelhos mantinham uma distância milimétrica dos meus; quando precisávamos trocar impressões sobre os slides de orçamento, ele falava olhando para o painel de LED no palco, a voz estritamente profissional, evitando qualquer contato visual mais longo. Ele estava em pleno curto-circuito interno, tentando a todo custo encaixar a noite anterior dentro da sua gaveta mental de "coisas que nunca deveriam ter acontecido".

Às seis da tarde, o último painel foi encerrado sob aplausos protocolares da diretoria. Os executivos começaram a se dispersar em pequenos grupos rumo aos elevadores.

— Preciso ir direto para o quarto adiantar o parecer técnico de amanhã — Ricardo disse, assim que saímos para o corredor do centro de convenções, ajeitando a pasta sob o braço como se quisesse erguer uma barreira física.

— Nem pensar — cortei no mesmo instante, segurando firme o antebraço dele. Senti o músculo rígido sob o tecido do paletó. — Você passou oito horas fingindo que eu sou uma estátua de mármore. Você não vai se trancar lá em cima com um arquivo do Excel. Nós vamos sair.

Ele tentou resistir, os olhos claros faiscando em uma mistura de cansaço e hesitação:

— Edu, a gente tem a plenária de encerramento amanhã cedo...

— Ricardo. Guarda a pasta. Nós vamos pegar um táxi. Agora.

Meia hora depois, estávamos longe do perímetro corporativo da Berrini. Levei-o para um bar subterrâneo na região dos Jardins, com iluminação âmbar baixa, balcão de nogueira escura e um jazz instrumental abafado que não lembrava em nada o zumbido de ar-condicionado de hotel de negócios. Sentamos nas banquetas do canto mais reservado.

O primeiro uísque duplo desceu queimando para cortar a rigidez dele. O segundo começou a dissolver o nó da gravata, que Ricardo finalmente puxou para o lado com um suspiro longo.

— Eu passei o dia inteiro achando que todo mundo na plateia sabia — ele confessou de repente, fitando o copo de cristal enquanto girava o gelo com a ponta do indicador. A voz dele agora soava mais espessa, despida daquela pose inabalável. — Olhei para o diretor de operações de manhã e a única coisa que passava na minha cabeça era que a minha vida tinha saído completamente do projeto.

Aproximei meu copo do dele, fazendo o cristal tilintar.

— O seu projeto era uma prisão, Ricardo. Ninguém no banco sabe de nada, e ninguém precisa saber. O que acontece fora do Batel pertence a nós dois.

O álcool e a proximidade começaram a cobrar o preço da sobriedade. Entre uma dose de uísque e cervejas artesanais encorpadas, as conversas soltaram amarras que nós nunca havíamos tocado em Curitiba. Ele falou do divórcio cinzento de dois anos atrás, da sensação sufocante de ter passado uma década cumprindo o roteiro perfeito de uma família de elite paranaense para descobrir que estava vazio por dentro. Eu contei da minha ambição desmedida, de como eu usava a agilidade com os números para nunca deixar ninguém chegar perto o suficiente para me desestabilizar.

Passava da meia-noite quando pedimos a conta. O equilíbrio já não era o mesmo.

No trajeto de táxi de volta para a Berrini, a cidade corria em borrões luminosos pelas janelas molhadas pela garoa. Ricardo estava sentado colado em mim no banco traseiro. O calor do corpo dele era intenso; as mãos pesadas dele procuraram a minha no vão do assento, os dedos grossos e calejados se entrelaçando aos meus com um aperto urgente, sem qualquer cerimônia ou medo de quem estivesse na frente. Ele não falava nada, apenas respirava fundo, o olhar fixo no painel da corrida, enquanto o polegar dele desenhava círculos ásperos nas costas da minha mão.

Atravessamos o lobby do hotel em passos ligeiramente trôpegos, rindo baixo de uma piada interna sobre o sotaque empolado do palestrante da manhã. O contraste da sobriedade formal do saguão de mármore com o nosso estado alterado pela bebida deixava o ar carregado de cumplicidade conspiratória.

Dentro do elevador, com as portas de metal fechadas e o espelho refletindo nossas figuras desalinhadas, Ricardo me prensou de leve contra o corrimão de inox. Os olhos dele estavam dilatados, brilhando com o peso da bebida e de uma decisão irrevogável.

— Você me desarrumou inteiro, garoto — ele murmurou perto da minha têmpora, o hálito quente de malte e uísque roçando na minha pele.

— Você precisava de uma reforma estrutural há anos, engenheiro — sussurrei de volta, sentindo o peito dele subir e descer contra o meu.

Quando a chave magnética finalmente destrancou a porta do quarto, o silêncio nos engoliu. A porta bateu com um clique seco. Ricardo jogou o paletó sobre a escrivaninha de qualquer jeito, tropeçou na ponta do tapete e me puxou pela cintura com uma firmeza que dissipou o restante da sua hesitação.

Então eu fui até Ricardo e comecei a beijá-lo com força. Faltava ar. Era intenso e gentil. Erramos como dois mortos de fome comendo um prato de picanha. Deitamos, tiramos a camisa e de repente, aquele peito peludo apareceu. Eu passava as mãos enquanto o beijava. Ele tinha pouca iniciativa. Aquele corpo maior que o meu, mais forte que o meu e com cheiro de macho me deixavam maluco. Eu estava em extase.

Foi então que comecei a sentir o pau dele pulsando, decidi puxar a calça e ele me repeliu. Não queria aquilo, mas era tarde demais. Eu puxei com força e apareceu aquele pau de 16 cm grosso, com muitos pelos. Eu disse que começaria os trabalhos e então comecei.

Ele viara os olhos, não sabia o que fazer, tinha tesão mas não se entregava. Até que eu olhei e disse:

- NÃO TIRA OS OLHOS DE MIM

Eu então, olhando para ele, fui chupando, e o pau dele foi entrando. até que desapareceu. Engoli inteiro o penis mais gostoso que ja tinha chupado.

Então comecei a passar o dedo em seu cuzinho, ele pulou na hora. E eu avisei que era parte do processo. Fui passando, massageando, até que ele se entregou. Lambi muito aquela bunda peludissima. mordia suas nadegas. dava tapas. punhetava. Deixei ele completamente louco de tesão.

Mas não acabou ai, eu queria mais.

- Ricardo, eu quero te comer.
- Edu, eu nunca dei, não sou gay.
- Ricardo, eu vou te comer, ou você relaxa ou vai doer. Já que você não tem iniciativa, eu vou te mostrar o porquê eu sou gerente.
- Você tpa de brincadeira, olha o que você está me fazendo. (e ficou em ssilencio)

Fui até sua orelha, e disse:
- você quer que eu pare?
- Não, mas vá com carinho.

Então após lamber tanto, peguei um lubrificante que comprei escondido. passei no meu pau e na bunda dele. E fui introduzindo
DE
VA
GAR
ZINHO

Ele foi gemendo, sentindo dor. E depois de um tempo ELE MESMO COMEÇOU A REBOLAR.

Foi a deixa para eu começar a fuder ele. Então transamos muito. Ele de costas, e eu metendo. Foi simples, mas foi intenso. Comecei a bombar mais forte e anunciei que ia gozar.

Então enfiei o pau bem fundo e gozei la dentro. Ele gritava ao sentir meu gozo. eu sempre gozo muito. Ficamos conectados por um tempo e então ele me disse

- Eu nunca senti isso, isso é tesão de verdade. Eu acho que eu quero sempre edu. Na verdade.... Eu acho que eu te amo.

E ai, querem mais?


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Comentários


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engmen Comentou em 09/09/2026

Na toada dos opostos se atraem, a construção talentosa e criativa dessa narrativa nos deixa em plena e deliciosa satisfação! Excelente sequencia!!!

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kzadojfora Comentou em 09/09/2026

Gostei muito




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271827 - O gerente e o engenheiro - parte 1 - Categoria: Gays - Votos: 6

Ficha do conto

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Nome do conto:
O gerente e o engenheiro - parte 2

Codigo do conto:
271828

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
09/09/2026

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