Nestor me explica: - Suruba... é o que você tem. Quanto o cabra fica todo fudido de tanto transar. Era como os índios de antigamente chamavam. Mas passa... Minhas e meu pau doem, perdi a conta de quantas gozadas dei nas últimas 24h. Suruba. Passo uns dias mais de boas. Nestor, capitão dos caçadores de filhos de Epstein, pede para me acompanhar uns dias. Suspeitam que os filhos de Epstein tem sabotado pessoas importantes da época da revolução sexual, drogando elas e fazendo uma espécie de lavagem cerebral. Diz que fui um dos pesquisadores ativistas da erradicação do HIV, coisa que não consigo me lembrar. Se oferece para me acompanhar, o que agradeço dado o tesão de sua companhia. Nestor é antes de tudo um animal. De traços meio indígena meio europeu, é forte, peludo, feroz, olhar agudo, um urso. Baixo, ombros largos, barba rala, músculos bem definidos. Seu peitoral rijo, guarda na mama aureola que sucinta seu nascimento com traços femininos. Sua púbis, um enigma. Os pelos descem do umbigo e se distribuem em losango, pentelhos grossos compridos e encaracolados, e acabam numa vulva ali oculta, como uma mina de ouro no meio de um matagal. Dormimos uns dias na mesma cama, mas sempre que encosto nele sem querer, ou querendo, recebo um violento empurrão, que assusta. - Sem chance cara! - Diz Nestor a afastar minha cabeça quando demoro mais de um segundo cheirando seu sexo ao cumprimentá-lo durante o dia. - Eu gosto é de mulher - Complementa. E como gosta! Apesar de ser muito seletivo a algumas conhecidas, rejeitando várias mulheres que o cortejam durante o dia (talvez devido alguma fama), Nestor tem algumas amigas nas quais não perde a oportunidade de viver um sexo intenso. Noutro dia ele levou uma amiga para nossa cama, quando viu que eu estava excitado disse: - Fica aí batendo uma! Não vem atrapalhar não... E que cena! Bato uma vendo ele pegar a mulher com força e delicadeza. Agarrando-a com o tesão de mil braços. Ela se desmacha e jorra em poucos segundos. Agarrando-a por trás, ele beija sua nuca com desejo, com a mão esquerda segura firme seu seio a massagear o mamilo, e com a direita fode a sua buceta. Uma aula, faz movimentos circulares no clítoris, intercalando com penetração de um e depois dois ou três dedos na vagina. Dedos grossos, uma mão forte. Sigo olhando a babar, batendo minha punheta no ritmo do gemido dela. Foram uns dias de voyer, ou de aulas com este mestre do prazer feminino. Todas as noites sonhava com ele, ora sonhos impossíveis nos quais eu fazia com ele como ele fazia com suas mulheres, ora sonhos quentes nos quais eu era uma de suas mulheres, com ele me apertando por trás, chupando meu cu e depois metendo seus dedos grossos, tocando minha próstata e me fazendo voar. Outro dia dei uma escapada dele, que ficou louco atrás de mim. Estava numa oficina de travesti, estava determinado a seduzí-lo, e me arrumei toda para isso. Me depilei, pus salto, lace, fiz tudo que observei que ele gostava nas rachas. Quando enfim ele me encontrou de surpresa, levei um susto quando ele chegou dizendo a sua frase que tanto odeio: - Sem chance cara! Quer dizer, senhorita... - Mas... - Nem com cirurgia, nem sonha... Sossega esse facho que tem muita gente que te queira de todo jeito por aí... Nesta noite chorei muito na cama, ele notando saiu do quarto e foi dormir em outro lugar. Acontece, decido aceitar e ir pra outra. Continuo feliz com nossa amizade, e de poder assistir ele transar sempre que posso. Ele também me ensinou várias coisas de como funciona este tesudo mundo novo, onde o charme, o tesão e o cuidado, substituíram o dinheiro na ordem social. No fundo sinto que um dia ainda pego ele, ou quem sabe, sou pego.
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