A Trilha.



O sol de sexta-feira ainda castigava o asfalto da rodoviária quando Matias estacionou o carro. Ele bateu os dedos no volante, acompanhando o ritmo nervoso do coração. A expectativa de ver Sarah depois de tanto tempo pesava no ar, misturada ao cheiro de diesel e asfalto quente. Quando o ônibus da linha intermunicipal encostou, ele a viu. Sarah desceu com a leveza de quem flutua, segurando a alça de sua mala com dedos delicados. Ela usava um vestido solto que dançava conforme ela caminhava, revelando pernas finas e uma pele alva que parecia emitir luz própria.
        "Você não mudou nada, hein, boneca?"
        Matias sorriu, abrindo a porta do carro assim que ela se aproximou.
        "E você continua com essa mania de me chamar de boneca, Matias!"
        Ela riu, um som cristalino que ecoou pelo estacionamento, e jogou-se nos braços dele. O abraço foi apertado, o corpo pequeno dela aninhando-se perfeitamente contra o peitoral atlético dele. O perfume de baunilha dela invadiu as narinas de Matias, despertando algo que ele tentava manter sob controle.
        "Senti sua falta, Sarah. Sério."
        "Eu também, idiota. Agora tira essa mala daqui antes que alguém roube e a gente perca o timing da viagem."
        Eles partiram. O motor do carro ronronava enquanto a cidade ficava para trás. Sarah assumiu o controle do som, conectando seu celular com um sorriso travesso.
        "Prepare se, Matias. Vou lavar seu cérebro com a minha playlist de 'Vibe Praiana'. Se reclamar, eu te mando caminhar até o litoral."
        "Eu não reclamo de música, só de motorista que não sabe estacionar."
        "Ah, cala a boca! Escuta isso aqui."
        Uma batida indie envolvente preencheu o veículo. Eles conversaram por horas, as palavras fluindo como o vento pelas janelas abertas. Falaram sobre a faculdade de Educação Física dele, as noites em claro estudando anatomia, e sobre a Veterinária dela, as dificuldades de lidar com animais teimosos e a paixão por cuidar dos bichos.
        "Sério que você quase levou uma mordida de um Golden Retriever?"
        "Ele estava agitado, Matias! E eu sou pequena, eu parecia um brinquedo de mastigar para aquele cachorro."
        "Você é minúscula, Sarah. Às vezes eu esqueço que você não é feita de porcelana."
        "Porcelana? Que cafona. Mas admito que gosto quando você me olha assim, como se eu fosse quebrar."
        O olhar de Matias desviou-se para a estrada, mas um sorriso brincava em seus lábios. O clima no carro era elétrico, uma tensão silenciosa que crescia a cada quilômetro. Quando finalmente avistaram a avenida beira-mar, o relógio marcava vinte horas. O mar era uma massa escura e misteriosa sob a luz da lua, e a areia, vista de longe, parecia um lençol de prata.
        "Finalmente! Eu sinto que meus ossos fundiram com o banco do carro."
        "Eu também estou exausto. Vamos logo para o chalé, preciso de um banho e de algo para beber."
        O chalé era um refúgio de madeira e vidro, aninhado entre árvores que sussurravam com a brisa noturna. O ambiente era acolhedor, com luzes baixas que criavam sombras suaves nas paredes. Após descarregarem as malas, o cansaço venceu a urgência.
        "Quem vai primeiro?"
        Sarah perguntou, já tirando o vestido e revelando a lingerie simples.
        "Você vai, Sarah. Eu vou organizar as coisas aqui."
        Matias observou-a entrar no banheiro. O som da água caindo trouxe um relaxamento imediato. Quando ela saiu, envolta em uma toalha branca que mal cobria suas curvas delicadas, a pele rosada pelo calor do banho, Matias sentiu a garganta secar.
        "Minha vez."
        Ele entrou e deixou que a água quente levasse embora a tensão da estrada. Quando saiu, vestindo apenas uma bermuda larga, encontrou Sarah sentada na cama, com os cabelos loiros úmidos e um pijama curto de seda que deixava suas coxas expostas.
        "Estou com fome. Pizza e vinho? Parece um plano aceitável para quem não quer dar um passo sequer fora desse quarto."
        "Plano perfeito. Vou pedir a de calabresa com mussarela. E o vinho? Tinto?"
        "Tinto. Bem encorpado."
        A noite se desenrolou entre risadas e taças de vinho. Eles dividiram a pizza no chão do quarto, encostados na cama, sob a luz suave de um abajur. A conversa era leve, mas os olhares eram pesados. A cada risada, Matias notava como Sarah se movia, a feminilidade dela transbordando em cada gesto, a voz sutilmente diferente, mas irresistivelmente doce.
        "Sabe, Matias... esse lugar é mágico."
        "É sim. Mas acho que a companhia é o que torna tudo melhor."
        Sarah olhou para ele, os olhos castanhos brilhando. Ela se inclinou, e por um momento, a respiração de ambos sincronizou. A mão de Matias roçou a coxa dela, e ele sentiu o tremor sutil no corpo da garota. O desejo era palpável, um imã que os puxava, mas o cansaço era maior. A ereção de Matias marcou a bermuda, e Sarah, percebendo, mordeu o lábio inferior, sentindo seu próprio pequeno membro pulsar sob o tecido fino do pijama.
        "Amanhã..."
        Ela sussurrou, recostando-se no ombro dele.
        "Amanhã a gente resolve isso."
        Eles adormeceram abraçados, o calor dos corpos se fundindo no silêncio da noite estrelada.
        O sábado amanheceu com um sol radiante. O despertar foi lento, regado a beijos castos e bocejos.
        "Bom dia, dorminhoca."
        "Bom dia, brutamontes. Já estou acordada, só não quero levantar."
        Após banhos sucessivos e um café da manhã reforçado no restaurante do chalé, eles se prepararam para o dia. Matias vestiu uma camiseta verde escura que realçava seus ombros largos e um shorts preto, deliberadamente sem cueca, sentindo a liberdade do tecido contra a pele. Sarah estava deslumbrante: um top tubo tomara que caia cor salmão que apertava seus seios pequenos, mas firmes, e uma saia jeans curtíssima que mal escondia a calcinha vermelha vibrante. Ela colocou sua mochila pequena e sorriu para ele.
        "Pronta para a aventura?"
        "Sempre."
        Passaram a tarde na praia, nadando e rindo. Mas, no caminho de volta, enquanto caminhavam por uma trilha estreita e densa de mata, o clima mudou. O caminho era isolado, com árvores altas que bloqueavam parte da luz solar, criando um ambiente úmido e secreto.
        "Matias, olha aquele mirante ali na frente."
        Ela apontou para um pequeno recuo na trilha, cercado por folhagens grossas. Antes que ele pudesse responder, Sarah parou e se virou para ele, os olhos carregados de luxúria. Sem dizer uma palavra, Matias a puxou pela cintura, colando os corpos. O beijo foi imediato, faminto, as línguas se entrelaçando em uma dança de urgência e saliva.
        "A gente não pode fazer isso aqui, Sarah... tem gente passando na trilha."
        "Quem se importa? É isso que torna tudo mais gostoso, não é?"
        Ela sussurrou contra os lábios dele, a voz rouca de desejo. Matias soltou um rosnado baixo e a empurrou contra a parede de terra e raízes da trilha. Suas mãos desceram rapidamente, puxando o shorts dela para baixo com força, revelando a calcinha vermelha que contrastava violentamente com a pele branca. Ele puxou a peça para o lado, expondo o pequeno pênis de Sarah, que já estava ereto e pulsando.
        "Meu Deus, você é tão linda, Sarah. Tão perfeita."
        Matias abaixou o top salmão dela, libertando os seios pequenos, os mamilos rosados e rígidos por causa da excitação e da brisa fresca da mata. Ele se inclinou e começou a sugar um dos mamilos com voracidade, enquanto a outra mão descia para masturbar o membro dela com movimentos firmes e rápidos.
        "Ai... Matias... por favor... agora!"
        Sarah arqueou as costas, soltando um gemido alto que ecoou entre as árvores. Imediatamente, Matias levou a mão à boca dela, abafando o som.
        "Shhh... a gente tem que ser discreto, ninfeta. Se alguém ouvir, a gente tá ferrado."
        O perigo apenas alimentou o fogo. Matias se posicionou atrás dela, forçando-a a ficar de quatro sobre a terra batida e as folhas secas. Ele abaixou sua própria bermuda, liberando seu pau de quinze centímetros, grosso e latejando de desejo. Ele não usou lubrificante; a luxúria e a umidade natural do local bastaram.
        Com um impulso bruto, ele penetrou o cuzinho dela de uma vez.
        "Mmmmph!"
        Sarah gritou contra a palma da mão dele, os olhos arregalados, o corpo tremendo com a invasão súbita e poderosa. Matias não teve piedade. Ele começou a estocar com força, cada golpe fazendo a pequena estrutura de Sarah balançar. O som era visceral: o estalo da pele contra a pele, o úmido da penetração anal, o som do ar sendo expulso dos pulmões dela em soluços abafados.
        "Você é tão apertadinha, porra! Que cuzinho gostoso você tem!"
        Matias rosnava no ouvido dela, enquanto desferia tapas estalados em suas nádegas brancas, deixando marcas vermelhas que combinavam com a calcinha jogada de lado. Ele a fodia com brutalidade, sentindo a resistência do esfíncter dela cedendo ao seu tamanho. A cada estocada profunda, ele sentia que chegava ao limite, preenchendo-a completamente.
        Ele alternou a posição, puxando-a para que ela sentasse de costas para ele, as costas dela coladas em seu peito. Ele continuou a foder a bunda dela, mas agora usava a mão livre para massagear e estimular o pauzinho dela, criando um estímulo duplo que a levava à beira do colapso.
        "Eu vou... eu vou gozar, Matias!"
        "Não goza ainda, sua safada! Aguenta!"
        Ele a virou de frente, colando seus corpos. Sarah envolveu as pernas na cintura dele, os seios pequenos esmagados contra o peito atlético. Ele a penetrava agora de frente, os olhares fixos, a respiração ofegante. O sexo era visceral, sujo, movido por um tesão animal. Matias a beijava com força, trocando saliva enquanto seus quadris se chocavam com violência.
        Ele a colocou de quatro novamente, mas desta vez, ele se inclinou e começou a lamber e sugar o cuzinho dela, a língua explorando cada dobra daquela região proibida. Sarah gemia alto, quase esquecendo o perigo, a cabeça jogada para trás, os cabelos loiros sujos de terra e folhas.
        "Lamba... lamba mais... ai, meu Deus!"
        Matias voltou rapidamente para a posição de penetração, dando tapas no rosto dela, não com violência maliciosa, mas com a intensidade de quem domina. Ele a fodia com tanta força que Sarah sentia que seria partida ao meio, e ela amava cada segundo disso. O suor escorria pelos corpos, misturando-se ao cheiro de terra e luxúria.
        "Você é minha putinha, não é? Safada, taradinha..."
        "Sim... sim! Me fode mais, Matias! Me destrói!"
        O ritmo tornou-se frenético. Matias sentia o orgasmo chegando, uma onda de calor que partia da base da espinha. Ele a apertou contra o chão, as mãos enterradas na carne macia das coxas dela, e deu as últimas estocadas brutais, preenchendo o intestino dela com sua força total. Sarah gozou primeiro, seu pequeno pênis disparando jatos de líquido contra a folhagem, o corpo tremendo em espasmos violentos.
        Matias, porém, não terminou ali. Ele a soltou e se sentou contra uma árvore, a respiração pesada, o pau ainda pulsando.
        "Agora... termina o serviço, Sarah."
        Ela, com os olhos nublados de prazer e a respiração ainda instável, ajoelhou-se diante dele. Com a fome de quem não comeu em dias, ela envolveu o membro dele com a boca. A língua de Sarah era ágil, sugando a glande com força, fazendo vácuo, enquanto seus olhos castanhos encaravam Matias com uma sede pecaminosa.
        O som de sucção era alto no silêncio da trilha. Matias gemia, a mão enterrada nos cabelos loiros dela, guiando o ritmo. Quando ele sentiu a pressão subir, ele soltou um rosnado gutural.
        "Vou gozar... engole tudo, Sarah! Engole cada gota!"
        Com um espasmo final, Matias disparou seu leite quente e espesso dentro da garganta dela. Sarah não recuou; ela continuou sugando, sentindo o jato quente preencher sua boca. Quando ele finalmente retirou o pau, ela se afastou lentamente, um fio de saliva e sêmen conectando os dois. Ela olhou para ele, o rosto iluminado por um sorriso malicioso, e engoliu tudo com um gole audível, limpando os lábios com a língua.
        "Delicioso."
        O momento de êxtase foi interrompido pelo som distante de vozes e risadas. Alguém estava se aproximando da trilha.
        "Merda! Gente vindo!"
        Matias sussurrou, o pânico substituindo o prazer.
        Eles se vestiram em um frenesi de pressa. Matias puxou a bermuda, Sarah lutou com o top e a saia. Em segundos, eles estavam de pé, tentando recuperar a compostura, as roupas desalinhadas e o coração batendo na garganta.
        "Corre! Vamos embora agora!"
        Eles dispararam trilha abaixo, rindo nervosamente da adrenalina de quase terem sido pegos. No entanto, na pressa do êxodo, Sarah não percebeu que, no meio da folhagem densa e úmida onde haviam se entregado, ficou para trás um pequeno pedaço de tecido vermelho. Sua calcinha, o único vestígio daquela putaria selvagem, repousava sobre as folhas secas, aguardando para ser encontrada por qualquer caminhante distraído.
        Ao chegarem ao chalé, o silêncio da noite já havia retornado. Eles entraram no quarto exaustos, mas com uma cumplicidade nova, quase sagrada.
        "A gente quase foi pego, Sarah. Você é louca."
        "Mas você amou cada segundo, não amou, brutamontes?"
        Ela se aninhou no peito dele, sentindo o cheiro de suor e sexo que ainda emanava de ambos. Matias a apertou contra si, beijando o topo de sua cabeça.
        "Amei. Mas amanhã a gente escolhe um lugar com menos chance de sermos presos."
        "Veremos..."
        Sarah sorriu, já planejando a próxima aventura, enquanto o descanso finalmente os envolvia, selando aquele sábado com a promessa de que o domingo seria ainda mais intenso.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Trilha.

Codigo do conto:
272772

Categoria:
Travesti

Data da Publicação:
21/09/2026

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