— Hoje vocês vão apanhar de novo — provoquei, apontando para a camisa vermelha de André. — E vou te dizer uma coisa: se o Grêmio perder, tu pode escolher o que quiser como prêmio.
André conhecia bem aquele tom. Eu só fazia promessas grandiosas quando estava absolutamente convencido de que venceria.
— Cuidado com o que promete, meu amigo — respondeu ele, recostando-se no sofá. — Tu fica corajoso demais antes do jogo.
Bati no peito, teatral.
— Palavra de gremista. E gremista não volta atrás.
Michele, minha esposa, estava sentada ao nosso lado, acompanhando a discussão com um sorriso discreto. Colorada apaixonada, ela adorava me ver tão confiante justamente porque sabia como eu ficava quando era contrariado: primeiro negava, depois reclamava da arbitragem e, por fim, tentava transformar a derrota em piada.
Mas naquela noite havia outro motivo para seu interesse.
Algum tempo antes, Michele havia me contado uma fantasia que nós dois nunca tínhamos levado adiante: a possibilidade de incluir André em uma brincadeira entre nós. Eu fingira tranquilidade na ocasião, mas ela percebera a mistura de curiosidade e ciúme em meu olhar. Desde então, nós dois evitávamos tocar no assunto diretamente, embora a ideia continuasse presente entre nós.
Michele ergueu os olhos do celular.
— Qualquer coisa mesmo?
A pergunta pareceu casual, mas eu conhecia aquele sorriso. Era o sorriso que ela usava quando já tinha uma ideia e estava apenas esperando o momento certo para colocá-la sobre a mesa.
— Michele… — adverti, embora minha voz não tivesse a firmeza necessária.
Ela se levantou e caminhou até nós, aproveitando a atenção que havia conquistado.
— Ué… tu disse que ele podia escolher o prêmio.
André observou nós dois com interesse. No começo, achou que Michele estivesse apenas me provocando, mas logo percebeu que havia algo mais naquela troca de olhares. Eu parecia dividido entre a vontade de manter o controle e a curiosidade de descobrir até onde ela pretendia ir.
Michele parou entre nós.
— E se o prêmio fosse eu?
O silêncio caiu sobre a sala.
Soltei uma risada curta, nervosa, como se pudesse transformar a proposta em uma simples piada.
— Tu está falando sério?
Michele inclinou a cabeça.
— Talvez. Depende de quanto tu confia em mim.
A resposta me atingiu de um jeito diferente. Eu queria parecer seguro, mas conhecia Michele o bastante para saber que ela não estava apenas brincando. Ao mesmo tempo, a presença de André tornava tudo mais intenso. Parte de mim queria interromper a conversa; outra parte queria ver o que aconteceria se não o fizesse.
André, por sua vez, sentiu a confiança crescer. Sempre fora mais provocador do que eu, mas não esperava que Michele fosse tão direta. Ele gostava de testar meus limites, especialmente porque eu reagia com uma mistura divertida de indignação e orgulho.
— Agora eu quero muito que o Colorado ganhe — disse André, sem tirar os olhos de Michele.
— Nem começa — retruquei, apontando para ele. — Tu ainda nem sabe o que está apostando.
— Talvez eu saiba melhor do que tu.
Michele sorriu, satisfeita com a tensão que havia criado.
O jogo começou, e a sala se transformou em um campo de batalha. Eu assistia em pé, incapaz de ficar parado, comentando cada passe como se fosse técnico do time. André permanecia mais relaxado, mas não perdia uma oportunidade de me provocar.
Cada lance colorado fazia Michele comemorar com entusiasmo exagerado, apenas para observar minha reação.
— Foi falta! — protestei.
— Foi nada — respondeu André, rindo. — Tu só está nervoso porque sabe que vai perder.
— Nervoso? Eu estou vendo o jogo com lucidez.
— Tu está andando de um lado para o outro há dez minutos.
Michele aproveitava cada discussão para se aproximar de um ou de outro, alimentando a rivalidade. Quando André fazia uma provocação certeira, ela ria. Quando eu respondia com alguma tirada orgulhosa, ela tocava meu braço, como se quisesse me lembrar de que ainda estava ao meu lado.
Mas eu percebia tudo. Percebia o modo como André olhava para Michele. Percebia como ela gostava de ser observada. E, embora uma pontada de ciúme surgisse sempre que os dois trocavam um sorriso mais demorado, havia também uma curiosidade difícil de ignorar.
Eu queria saber se conseguiria assistir àquela aproximação sem perder o controle.
O jogo se manteve equilibrado até os minutos finais. André ficou cada vez mais confiante, enquanto Michele já comemorava antes mesmo de os lances terminarem. Eu, ao contrário, comecei a falar menos. Meu silêncio era um sinal claro de que estava concentrado — e de que levava a aposta mais a sério do que gostaria de admitir.
Então veio o apito final.
O Grêmio venceu.
Explodi em comemoração. Pulei do sofá, ergui os braços e abracei minha própria camisa como se tivesse acabado de conquistar um título.
— Eu avisei! Eu avisei desde o começo!
André se jogou para trás, inconformado.
— Isso foi sorte.
— Sorte é o argumento de quem perdeu.
— O juiz ajudou.
— Claro. O juiz também é gremista, o gramado estava contra vocês e provavelmente a lua estava na posição errada.
Michele observava nós dois com os braços cruzados, divertindo-se com a minha transformação. Eu parecia genuinamente feliz, mas ela também sabia que a vitória me dava uma sensação de segurança. Agora era eu quem tinha a vantagem.
— Então a brincadeira acabou? — perguntou ela.
Parei de comemorar aos poucos. O sorriso continuou em meu rosto, mas meu olhar mudou. Primeiro, encarei André. Depois, voltei-me para Michele.
— Eu ganhei o jogo — disse, saboreando cada palavra. — Mas acho que vocês dois estavam se divertindo demais com essa aposta.
André ergueu uma sobrancelha.
— E daí?
A pergunta era provocadora, mas havia curiosidade por trás dela. André queria saber se eu estava realmente disposto a seguir adiante ou se tudo terminaria como uma fantasia comentada entre amigos e familiares.
Balancei a cabeça, fingindo reprovação.
— Daí que hoje eu estou de bom humor.
Michele se aproximou de mim, estudando minha expressão.
— O que isso significa?
Sustentei o olhar dela. Ainda sentia o ciúme, mas agora ele vinha acompanhado de uma sensação inesperada de orgulho. Michele havia sido ousada, André havia entrado no jogo, e eu continuava no centro daquela dinâmica — não como alguém deixado de lado, mas como quem decidia até onde a brincadeira iria.
— Significa que o Grêmio ganhou — respondi. — Eu poderia simplesmente cobrar a aposta e encerrar o assunto. Mas vou deixar vocês dois aproveitarem a noite.
André riu, surpreso.
— Tu é um gremista muito estranho.
— Não. Sou um gremista que sabe comemorar uma vitória.
— Ou um gremista que gosta de fingir que está no controle.
Apontei para ele, mas não consegui esconder o sorriso.
— Não força a sorte, colorado.
Michele segurou a mão de cada um, unindo nós três naquele gesto simples e carregado de significado. Ela estava satisfeita não apenas porque a provocação dera certo, mas porque eu havia enfrentado o próprio ciúme sem recuar. André, por sua vez, parecia mais interessado do que nunca.
Peguei minha camisa do Grêmio e caminhei em direção à cozinha, ainda me sentindo o vencedor da noite.
Antes de desaparecer pelo corredor, olhei por cima do ombro.
— Só não esqueçam de uma coisa: amanhã vocês vão ter que me ouvir falar dessa vitória o dia inteiro.
— Se tu deixar a gente dormir — respondeu Michele.
— Isso depende do comportamento de vocês.
André soltou uma gargalhada.
— Está vendo? Ele ganhou um jogo e já acha que virou chefe.
Apontei para os dois, satisfeito.
— Hoje eu posso.
Michele e André trocaram um olhar cúmplice, e nós três começamos a rir.
Michele veio atrás de mim na cozinha, e questionou ainda meio em dúvida:
- Posso subir para nosso quarto com ele?
E eu prontamente falei:
- Oque tu gostaria de fazer ? Não falou que sentia tesão no teu cunhado ? Aproveita que estamos levemente bebados e com essa provocação toda e experimenta o sexodo teu cunhado .
Ela de vestidinho me olhou nos olhos colocou as alças para o lado o vestido caiu no chão, revelando ela somente de calcinha e sutiã vermelhos lindos de renda, me olha e comenta que agora que o Colorado vai jogar de verdade.
Dei um tempo na cozinha e quando fui em direção ao quarto só ouvia gemidos e estalos de beijos, quando abri a porta Michele estava no colo de André ele completamente nu com os peitos dela na boca, já sem sutiã, calcinha estava pro lado e o mebro rígido de André roçando na portinha da buceta dela.
Uma mistura de raiva, ciúme e tesão chegou a ferver meu sangue, e olhando aquela cena André me olhou colocou ela na cama deitada e foi por cima e ambos me olhando pareciam que tinham combinado, ele foi entrando na minha esposa que gemia e me agradecia com olhos.
André aumentando a velocidade da estocada nela, solta um comentário :
- melhor que uma mulher casada é uma mulher casada com um adversário nosso, e gozando dentro da minha esposa, me disse que aquele tipo de gol era o lance mais gostoso do campeonato e ele marcou no campo do adversário , na minha cama.
Naquela noite, a derrota do Colorado acabou sendo apenas o começo. A aposta havia revelado mais do que qualquer um de nós esperava: meu orgulho, a ousadia de Michele e a confiança provocadora de André.
