Depois daquela noite com o labrador em Curitiba, nada voltou ao normal entre nós. Sofia e eu nos olhávamos de um jeito diferente pela casa. O desejo estava sempre ali, pesado, sujo. Algumas noites ela vinha para o meu quarto sem falar nada, deitava ao meu lado e a gente se masturbava juntos em silêncio, lembrando do cão. Outras vezes eu a pegava de quatro no sofá e metia fundo enquanto ela gemia o nome dele. Mas o vazio deixado pela Helena crescia. O cheiro dela ainda estava nos lençóis. A ausência dela na cama virava fome. Foi Sofia quem sugeriu o cemitério. — Quero ir até lá — ela disse uma tarde, a voz baixa, sentada na beira da minha cama só de calcinha. — No túmulo dela. Quero que você me foda em cima. Eu hesitei. O estômago revirou. — Isso é… errado demais, Sofia. Ela se aproximou, ajoelhou na minha frente e passou a mão no meu pau por cima da calça. — Eu sei. Mas eu quero. E você também quer. Eu vejo. Não respondi. Só sentei o carro no final da tarde, o sol já baixo. Sofia ia no banco do passageiro de short curto e blusa fina, sem sutiã. O labrador ficou em casa. Entramos no cemitério pelos fundos, onde a grade estava torta. Andamos entre as lápides até achar o túmulo de Helena. Mármore claro, o nome dela gravado, as datas. Havia flores murchas em cima. Nos escondemos atrás de um mausoléu próximo, agachados entre as sombras. O sol foi descendo devagar. Cada minuto que passava o desejo apertava mais. Sofia ficava mexendo nas minhas calças, a mão quente no meu pau duro. Eu segurava o pulso dela e sussurrava: — Espera. Ainda tem gente passando. Ela gemia baixinho no meu ouvido, a respiração quente. — Estou molhada demais, pai… desde que a gente chegou. Quando a noite caiu de verdade e o cemitério ficou deserto, saímos do esconderijo. A lua estava alta, clara o suficiente para vermos o túmulo. Sofia se ajoelhou primeiro em cima da lápide, as mãos no mármore frio. Eu fiquei atrás dela, o coração batendo no pescoço. — Você tem certeza? — perguntei de novo, a voz rouca. Ela olhou por cima do ombro. Os olhos brilhavam. — Tira a roupa. Agora. Tirei a camisa. Depois a calça. O pau saltou para fora, latejando, já molhado na cabeça. Sofia tirou o short e a blusa. Ficou só de calcinha preta por um segundo, depois puxou para o lado. A buceta estava brilhante, os lábios inchados. Ela se ajoelhou de quatro em cima do túmulo da mãe, a bunda alta, as mãos espalmadas no mármore onde estava o nome de Helena. Eu me posicionei atrás. A ponta do meu pau tocou a entrada quente dela. Hesitei mais uma vez. — Sofia… — Mete — ela pediu, a voz baixa, quase tremendo. — Por favor. Enfiei devagar. O calor dela contrastava com o frio da pedra embaixo. Ela gemeu alto demais. Eu tapei a boca dela com a mão e comecei a meter. Fundo. Cada estocada fazia o corpo dela balançar em cima do túmulo. O mármore frio sob os joelhos dela, sob as minhas mãos quando eu me apoiava. Eu olhava o nome da Helena enquanto fodia a filha. Sofia gemia contra a minha mão, a buceta apertando, escorrendo. Eu tirei a mão e ela falou, ofegante: — Mais forte… ela está embaixo… me fode em cima dela… A culpa vinha em ondas, mas o desejo era maior. Segurei o quadril dela com força e meti com vontade, o pau sumindo inteiro a cada vez. O som molhado ecoava baixo entre as lápides. Sofia empurrava para trás, pedindo mais fundo. Em um momento ela se virou, deitou de costas em cima do túmulo, as pernas abertas, a cabeça encostada perto do nome da mãe. Eu entrei de novo, agora olhando no rosto dela. Os seios balançavam a cada estocada. Eu chupava um mamilo, depois o outro, enquanto metia. — Fala para ela — Sofia sussurrou, a voz quebrada de prazer. — Fala que está me fodendo em cima dela. Eu não consegui. Só gemi e meti mais fundo. Ela riu baixinho, suja, e puxou minha cabeça para um beijo molhado. A língua dela entrava na minha boca enquanto eu a arrombava em cima da lápide da própria mãe. Tire e a virei de novo de quatro. Enfie o polegar no cu dela enquanto metia na buceta. Ela gritou abafado, o corpo inteiro tremendo. Gozei quase junto com ela, mas segurei. Saí, me ajoelhei na frente e enfiei o pau na boca dela. Sofia chupou com vontade, a saliva escorrendo pelo queixo, os olhos marejados. Depois deitou de novo de costas e abriu as pernas. — Goza dentro… em cima dela… Enfiei de uma vez e meti sem piedade. O túmulo rangia de leve sob nós. Sofia gozou primeiro, a buceta pulsando forte, o corpo arqueado, o nome da Helena logo abaixo da cabeça dela. Eu gozei logo depois, fundo, enchendo ela, o sêmen escorrendo pela coxa e pingando no mármore frio. Ficamos ali por um tempo, ofegantes, o pau ainda semi-duro dentro dela. O vento frio da noite batia na pele suada. Sofia passou a mão pelo mármore, os dedos traçando o nome da mãe. Depois ela falou, a voz baixa, ainda ofegante: — A gente pode… abrir. Eu olhei para ela. — O quê? — O túmulo. A gente espera uma noite mais vazia. Traz ferramentas. Eu quero ver ela de novo. Quero tocar. O estômago revirou, mas o pau latejou de novo dentro dela. Sofia sorriu, sujo, e apertou a buceta em volta de mim. — Você também quer. Eu sei. Ficamos em silêncio por longos segundos. O desejo ainda queimava. Eu comecei a meter de novo, devagar, ainda semi-duro, sentindo o sêmen anterior escorrer. Sofia gemeu e falou no meu ouvido, a voz rouca, quase um sussurro sujo: — Ela… ela está gelada… que gostoso.
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