A Chuva e o Silêncio do Escritório

Personagens:

Rael — Homem negro, trinta e poucos anos, porte robusto, ombros largos, pele escura que brilha suavemente. Membro de tamanho médio, roliço, com veias proeminentes que se destacam ao endurecer, firme, generoso, que se faz sentir em cada toque.

Vanessa — Pele branca e delicada, corpo magro e elegante, cabelos lisos que lhe caem em ondas douradas sobre os ombros. Seios médios, firmes, com mamilos escuros que escureciam ainda mais e endureciam ao menor sinal de desejo. Sensível, quente, pronta.

A chuva batia forte nas vidraças do terceiro andar, manchando a visão da cidade lá embaixo. O escritório, normalmente cheio de vozes e movimento, já estava quase todo vazio, restavam apenas nós dois e Carla, a amiga e colega de trabalho dela, que terminava de organizar papéis na outra ponta do salão.
Cada minuto parecia uma eternidade. Eu observava Vanessa sentada à mesa, as pernas cruzadas, o vestido justo desenhando sua silhueta esguia, e sentia o desejo crescer a cada instante. Ela sabia, de vez em quando levantava os olhos e me fitava, mordia levemente o lábio inferior, e desviava o olhar só quando Carla prestava atenção. A tensão no ar era densa, quase palpável: cada som de papel, cada passo da amiga parecia demorar mais do que devia.
Até que, finalmente, Carla pegou sua bolsa, acenou e despediu-se:
— Até amanhã, Vanessa! Não fique até muito tarde.
— Pode deixar, até amanhã! Respondeu ela, a voz mais doce do que o coração acelerado permitia.
A porta fechou-se. O clique do trinco soou como um sinal. Estávamos sós. A chuva continuava a cair, forte e constante, isolando-nos do resto do mundo.
Não trocamos palavras. Levantei-me e fui até ela, que já estava de pé, à espera. Os lábios se encontraram com uma fome contida por horas beijei-a com força, com urgência, e ela respondeu de imediato, abrindo os lábios, entrelaçando os dedos nos meus cabelos, colando o corpo magro ao meu. Beijei-lhe o pescoço, a linha delicada da mandíbula, e ela arqueou a cabeça para trás, soltando um suspiro que era metade nome, metade gemido.
— Estava te esperando... Sussurrou ela, com os lábios roçando minha orelha. — O dia inteiro...
As mãos desabotoaram a blusa devagar, revelando a pele branca e macia, os seios médios e perfeitos que preencheram minhas mãos com leveza. Apertei-os com carinho e firmeza, passei os polegares sobre os mamilos escuros e eriçados, e ela arqueou as costas, um gemido baixo escapando-lhe da garganta.
— Tão sensível... Murmurei, beijando-lhe o colo.
— Só com você... Respondeu ela, puxando-me para si.
Desci as mãos por sua cintura fina, seus quadris delicados, abri o zíper da saia e deixei-a cair ao chão. Estava ali, só de calcinha, tremendo levemente, os olhos brilhando no ambiente meio escuro. Aproximei-me e senti o calor dela emanar, passei a mão por sobre o tecido, sentindo a umidade, e ela abriu um pouco mais as pernas, ofegante.
— Tão pronta para mim...
— Sempre... Sussurrou ela.
Abaixei-me diante dela, beijei-lhe a barriga, a parte interna das coxas brancas e sensíveis, e quando a toquei por fim, inteira, ela segurou meus ombros, gemendo baixo:
— Rael... por favor...
Fiz o que ela pedia, com calma e intensidade, sabendo onde e como tocá-la. Ela se apoiou na mesa, as pernas tremendo, soltando gemidos abafados que se misturavam ao som da chuva. Sentia-a cada vez mais quente, mais úmida, e quando chegou ao primeiro gozo, apertou-me a cabeça contra si, tremendo dos pés à cabeça, o nome meu sussurrado como uma prece.
Recuperei-me e a puxei para si, beijando-a com paixão, fazendo-a sentir o quanto a desejava. Ela tocou-me por cima da calça, sentindo o quanto estava duro, o quanto a esperava, e desceu a mão para libertar-me. Ao me ver, sentiu-me roliço, firme, as veias saltadas que pulsavam de desejo e seus olhos encheram-se de brilho.
— Tão lindo... Sussurrou, aproximando a mão para me acariciar.
— E você perfeita... Respondi, puxando-a para o colo.
Sentei-me na cadeira grande de couro e a puxei para cima de mim. Ela hesitou um instante, depois posicionou-se e desceu devagar, recebendo-me inteira num gemido longo e doce.
— Me preenche toda... Disse ela, movendo-se devagar, encontrando o ritmo.
As mãos dela apoiavam-se nos meus ombros, os seios balançavam diante dos meus olhos, e eu os segurei, acariciando os mamilos escuros a cada movimento. Ela descia e subia, devagar e depois com mais firmeza, gemendo cada vez mais alto, sem se importar se alguém ouviria a chuva abafava tudo. As veias proeminentes roçavam-na por dentro a cada movimento, fazendo-a arquear as costas e apertar-me com as unhas.
— É tão intenso... Gemia ela. — Não pare... por favor, não pare...
Quando senti que estava chegando, a segurei firme e a deitei sobre a mesa, entre papéis e canetas, mudando o ângulo. Agora estava por cima, segurando-lhe as pernas, entrando fundo e devagar, vendo-a receber-me com os olhos fechados, os lábios entreabertos, o rosto corado de prazer.
— Olha para mim... Pedi.
Ela abriu os olhos e me fitou, ofegante, enquanto eu entrava e saia com firmeza, cada veia marcando o caminho, cada movimento uma pressão que a fazia tremer.
— Mais forte... Suplicou ela.
— Me faz sentir tudo...
Obedeci. Aumentei o ritmo, firme e profundo, e ela abriu ainda mais as pernas, recebendo cada movimento com gemidos que já não conseguia conter. Segurei-lhe as mãos sobre a mesa, entrelaçando os dedos nos dela, e senti quando o corpo todo dela se contraiu, o gozo a tomando de uma vez, forte e longo, o corpo sacudindo contra o meu.
— Rael! Chamou, estremecendo, apertando-me com força.
Continuei movendo-me enquanto ela voltava a si, e quando senti o meu próprio limite chegar, avisei:
— Vou gozar, meu amor...
— Comigo... dentro de mim... Suplicou ela, abraçando-me com força.
Gozei dentro dela, longo e abundante, apertando-a contra mim, sentindo cada contração do corpo dela a me receber. Ficamos assim, abraçados, sem nos afastarmos, ouvindo a respiração um do outro e a chuva que ainda caía lá fora, devagar agora, mais suave.
Beijei-lhe a testa, os lábios, os seios. Ela me abraçou, aninhando a cabeça no meu peito.
— Isso foi... Começou, e parou, sorrindo.
— Não tenho palavras.
— Não precisa. Eu senti também.
— Fica mais um pouco? Pediu, entrelaçando os dedos nos meus. A chuva ainda não parou.
Apertei-a nos braços.
— Fico. O tempo que você quiser.
Ali, entre o fim do dia e a noite que começava, soubemos que aquela chuva não era apenas tempo ruim, era o início de algo que voltaríamos a viver muitas vezes, sempre com a mesma intensidade, sempre com a mesma fome um do outro.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Chuva e o Silêncio do Escritório

Codigo do conto:
275754

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
28/10/2026

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