O momento parecia ter parado só pra nós. Eu te beijei primeiro, devagar, com toda a vontade que guardava, sentindo cada suspiro teu se misturar com o meu. Minhas mãos percorriam tua pele com cuidado, te fazendo arrepiar inteira, e tu te entregavas nos meus braços, soltando gemidos baixos que só nós três ouvíamos.
Eu sabia que ele estava ali, parado, observando cada detalhe, respirando junto com a gente. E quando nos afastamos, os teus lábios ainda brilhavam, vermelhos e entreabertos, ele se aproximou devagar.
— Deixa eu provar… — sussurrou ele, com a voz embargada de excitação.
Ele te puxou suavemente pra perto e te beijou. Um beijo carregado de tudo que ele sentiu vendo a gente. Beijou o mesmo lugar que eu tinha beijado, provando o gosto que ficou nos teus lábios, sentindo o meu gosto misturado ao teu. Tu te aconchegaste no peito dele, e ele te segurou com força, como se quisesse guardar aquele momento pra sempre.
Eu fiquei ali, perto, vendo, sentindo também. Vi como ele te beijava com ternura e fogo ao mesmo tempo — beijando você e sentindo que eu estava presente, que fazia parte daquilo. Quando se separaram, ele estava ofegante, os olhos brilhantes, e te olhou com um sorriso verdadeiro:
— Tem ele em você agora… — disse ele baixinho, passando o polegar pelos teus lábios. — Que delícia sentir isso. Que delícia saber que alguém te deseja assim…
Ele virou pra mim, estendeu a mão devagar e eu segurei firme. Sem ciúme, sem estranhamento — só cumplicidade.
— Obrigado — disse ele, direto nos meus olhos. — Por cuidar dela do jeito que cuida. Por me deixar sentir junto.
— É dela… e sempre vai ser seu — respondi. — Tudo que eu fizer, é pra vocês dois.
Ele sorriu, voltou a te abraçar, te beijou o pescoço devagar e te fez carinho nos cabelos:
— Pode continuar… — disse ele, olhando pra você e pra mim. — Deixa eu ver mais. Deixa eu sentir mais.
E ali ficamos, entrelaçados — você no meio, eu de um lado, ele do outro. Cada toque meu, cada suspiro teu, cada olhar dele — tudo junto, tudo nosso