Inimigos intimos (3)

(III)

No dia seguinte Theo tinha desaparecido como se nunca tivesse existido, se não fossem as marcas no meu pescoço e pelo meu corpo todo eu diria que o acontecido na noite anterior tinha sido um pesadelo.
Theo nunca tinha ido tão longe assim, uns empurrões, umas humilhações públicas no colégio, mas o que aconteceu ontem era inédito, as coisas com ele nunca tinham tomado aquele cunho sexual.
Exceto aquelas noites, a muito tempo atrás, em que dois garotos estavam descobrindo o próprio corpo e que depois do funeral do meu pai Theo montou em mim, disse que me amava e que ia me proteger pra sempre enquanto nós dois choramos de mãos dadas.
Mas isso foi a três vidas atrás, antes de Theo ficar grande, maior que a vida, tão grande que eu fiquei pequeno demais para ele, em todos os sentidos.
Theo tinha seguido em frente e eu também. Tentando tampar o buraco que meu melhor amigo tinha deixado na minha vida, eu até obtive algum sucesso, algumas ligações, até Theo voltar de novo, não como amigo dessa vez, mas como inimigo, como líder da gangue de bullies locais com um hiperfoco em fazer minha vida um inferno. Eles eram populares, arrogantes, mas a crueldade deles era focada somente em mim e logo eu estava me isolando de novo para evitar eles.
Olhando no espelho do banheiro eu me lembrei da ameaça de Theo, que a mãe dele ia fechar a padaria. eu era um inútil, eu não podia correr o risco de perder a padaria. Um cacho de cabelo caiu sobre meu olho, meu couro cabeludo doía por conta das puxadas que Theo deu na noite anterior, eu apertei a pia branca, eu odiava esse cabelo agora.
Se eu pudesse tirar alguma coisa de Theo, um ato de rebeldia, eu faria, talvez se eu raspasse a cabeça ele perderia o interesse.
Nossa pequena cidade litorânea era basicamente composta de uma longa via principal com várias vias secundárias, a via principal seguia por dentro do mangue e da reserva florestal chegando na próxima cidade, uma metrópole gigante que descarregava um fluxo constante de turistas e movimentavam o comércio local. A cidade também servia para aqueles mais ricos, como a família do Theodoro, montarem suas mansões, afastados o suficiente da cidade grande para ter paz sem ficarem isolados dela. O nosso mar calmo e os lagos próximos a costa também propiciam que nossa pequena cidade fosse também base do centro olímpico da região, com direito a uma vila olímpica que agregavam várias promessas do esporte nacional para treinamento, era onde eu tinha conseguido minha bolsa de ciclismo e triathlon. Mas mesmo com todas essas incursões da cidade grande, Rosamar ainda mantinha aquele tom gracioso de cidade pequena. Meu pai amava esse lugar, e como aqui era o único lugar que eu tinha memórias dele, eu amava Rosamar por tabela.
Nossa padaria/casa ficava de frente para a praça principal, a poucos metros numa via secundaria ficava o Juan, o cabeleireiro. Era por volta das dez da manhã quando eu saí de casa, de olho pro caso de avistar a picape elétrica vermelha do Theo.
Mas ele estava sentado em um banco em frente ao cabeleireiro, um copo de latte na mão, calças bag e a regata assinatura que deixavam à mostra seu braço fechado com tatuagens. ele conversava animadamente com um grupo de senhoras frequentadoras do salão, eu congelei e dei um passo para trás, mas ele já tinha me visto, se despedindo das senhoras ele cruzou a rua até mim, que permanece congelado no lugar.
-Você é estupidamente previsível, sabia?
Ele disparou com o mesmo sorriso descontraido que conversava com as senhoras.
-Toma, trouxe pra você. É a sua mistura favorita.
Me entregando o copo ele pegou pela gola do meu abrigo e me direcionou de volta para casa. Eu peguei o copo e abri ele, olhando para o conteúdo desconfiado.
-O que? Você acha que eu batizei essa porcaria? Nem precisa, isso é tão ruim que só você toma isso na cidade inteira.
Ele se sentou em um banco da praça, me puxando para sentar ao seu lado, no pouco espaço que sobrou depois que ele se espalhou pelo banco abrindo as pernas e os braços. Assim que eu sentei ele passou o braço pelo assento do banco e me segurou pelo ombro machucado, apertando com força.
-A gente não vai sair daqui enquanto você não beber essa merda. E me agradecer por ter ido na loja comprar essa porcaria pra você.
Tremendo um pouco eu levei o copo à boca.
-Ah, espera!
Exclamou Theo, levando a mão do bolso e tirando algo que desembocou.
-Tinha esquecido do canudinho.
Ele olhou nos meus olhos enquanto ele mesmo colocava o canudinho no copo.
-Chupa isso daqui.
Ele segurou o canudo até que eu fechasse meu lábio nele. De canto de olho eu vi algumas pessoas olhando curiosas a interação de longe. Theo largou o canudo, passando o dedo discretamente pelo meu lábio. Ele ficou observando por um tempo, até que soltou um risinho irônico.
-Boquinha de mamar rola. Você é patético mesmo.
Ele acenou para alguém que passava do outro lado da rua, dando um tchauzinho.
-Voce ia cortar esse cabelo não é? Você queria o quê? Me atingir?
Então ele riu baixo, mas eu vi a veia na sua testa saltar.
-Você é muito burro de achar que eu me importo com esse ninho de pardal na sua cabeça. Mas não esquece disso: você tá na minha mão, um passo em falso e eu mando minha mãe fechar aquele quiosque.
Eu olhei para ele com medo genuíno agora.
-É… eu gosto desse olhar, significa que você tem o mínimo de inteligência nessa cabecinha oca. É o seguinte, vamos ver se você entende nosso trato a partir de hoje: se você for fazer qualquer coisa você vai me pedir permissão antes, se eu não estiver por perto você vai pegar esse seu caco que você chama de celular e vai me mandar mensagem pedindo permissão.
Enquanto conversava comigo, uma mão estava apertando meu ombro e a outra alisava algo entre suas pernas.
-Cortar essa porcaria de cabelo agora é proibido, nem vale a pena perder tempo com ele, eu ia te proibir de comprar roupa também, mas lembrei que você não deve ter dinheiro pra isso, e você nem precisa também, essas porcarias que você compra parecem trapos. Você tem permissão para trabalhar na padaria, ir para os treinos no ginásio e só.
Eu ouvia tudo isso incrédulo, não só como ele não alterou a voz para falar todas essas barbaridades sem noção, mas porque eram dez horas da manhã, a praça estava movimentada com gente cuidando da vida, passeando com seus cachorros, enquanto isso Theo estava sentado ao meu lado, de maneira casual, decretando minha prisão domiciliar e o fim da minha vida social.
-Desobedece alguma dessas regras, me desafia ou me deixa irritado pra você ver se eu não coloco você e sua mamãe no meio da rua, sem teto, sem nada. Você tá me entendendo, seu retardado?
Eu fiquei congelado, sem saber o que responder, eu mandava ele se fuder, em nome do orgulho?
-Balança a cabeça, sua mula empacada, tá desaprendendo até a falar.
Eu balancei a cabeça, afirmamente.
-É sério mesmo cara, você é muito chato, não consegue manter uma conversa interessante, todo retraído, submisso. Você tá em dívida mesmo comigo cara, tá sendo infinitamente tedioso ficar aqui pra cuidar de você.
-Você pode ir, eu vou ficar bem…
Eu falei sem pensar, olhamos um para o outro assustados, mas logo ele deu uma gargalhada.
-Tá vendo, tá até ficando espertinho, eu nem vou quebrar sua cara por isso, foi muito engraçado.
Theo arrancou o copo da minha mão e jogou no lixo ao lado.
-Para de fingir que tá tomando isso e deixa eu te levar de volta pra casa.
Eu não estava tomando mesmo, eu tinha certeza que Theo tinha feito algo nojento com o latte.

-Oi Theo, você de novo por aqui!
Minha mãe estava atrás do balcão, fazendo algumas contas, nessa hora mais movimentada do dia a gente tinha mais dois funcionário para ajudar.
-Oi Tia Mariana, eu encontrei o Maurim na rua e decidi fazer uma visita, vou aproveitar e fazer um estágio de administração com a senhora hoje o dia todo, me mostra o que eu tenho que fazer!
Eu fiquei na entrada da escada observando os dois interagir, Theodoro era charmoso, educado, gentil, com todo mundo. Não era à toa que ninguém acreditava toda vez que eu denunciava quem ele realmente era. Ele abraçou e beijou minha mãe afetuosamente.
-Ai, que ótimo, me ajuda fechando o caixa, meu menino.
Quem era o verdadeiro Theo, esse Theo gentil, ou o Theo cruel?
-Eu vou subir para fazer almoço, eu te chamo quando terminar, mãe.
-Ok querido, me chama se precisar de ajuda.
Eu subi vendo de canto de olho Theo piscar sorrindo para mim, igual aquele garoto que um dia foi meu melhor amigo.
Enquanto trabalhava lá em cima eu ouvia Theo rindo e conversando com minha mãe, com os funcionários, com os clientes, a loja tinha outra energia, como todo ambiente que Theo frequentava.
Era cerca de uma da tarde quando eu desci para substituir minha mãe na loja, para minha surpresa Theo ainda estava lá. E usando um avental da padaria.
-Tchau Theo, obrigado pela ajuda, aparece mais vezes, e se precisar de recomendação nos empregos futuros pode dar meu número.
-Obrigado tia Mariana, a senhora é nota dez, bom descanso.
Ficamos observando minha mãe subir as escadas, ela ia almoçar, banhar e dormir o resto da tarde. Alguns segundos depois Theo arrancou o avental e jogou na minha cara.
-Vai trabalhar, vagabundo.
Pelo visto ele virou a chavinha de novo…
-V-voce não quer ir almoçar também, Theo? Vai com a minha mãe.
Theo me olhou com cara de desprezo.
-Como se eu fosse comer a gororoba que você chama de comida. Vou almoçar no restaurante ali do outro lado da praça.
Antes de sair ele deu um tapa forte no balcão e apontou o dedo para mim, os dois funcionários já tinham ido embora, no período da tarde e noite eu cuidava sozinho da padaria antes de ir para a faculdade de gastronomia.
-To de olho em você, seu merda.
Quando ele estava já na porta eu cometi um erro.
-Tchau Theo, obrigado por ajudar minha mãe, até outro dia.
Theo congelou na porta, eu vi seu corpo tensionar. Ele se virou com uma careta feia, o pescoço cheio de veias.
Ele voltou e me agarrando pela camisa me arrastou para a dispensa da loja, escondida do público, não que tivesse alguém naquela hora na padaria.
Lá dentro ele me jogou no canto, contra a parede.
-Eu fiquei de olho nesse espaço o dia todo, eu tava só esperando você pisar na bola pra te trazer aqui.
Eu senti um calafrio de desespero percorrer meu corpo. Theo colocou o dedo no meu nariz.
-Eu ir embora? Você acha que se livrou de mim? Acha que eu vou dar esse mole de virar as costas pra você sair correndo pra raspar essa cabeça cheia de bosta ou tentar fugir?
SLAP!
Meu rosto ardeu com um tapa súbito e com as costas da mesma mão ele acertou a outra face.
-Tá vendo o que você me força a fazer? Você precisa ser mais esperto.
Então ele saiu, me deixando caido no chão, atônito.
Ele não voltou o resto da tarde, mas ficou do outro lado da rua sentado em uma das mesas do restaurante, eu sentia o peso do olhar dele e quando eu olhava ele estava virado em minha direção, de óculos escuros, sua mesa sempre cheia de pessoas, toda vez que eu olhava eram pessoas diferentes, ele aproveitou a tarde pra fazer social.
Já quando o sol estava se pondo e eu já tinha preparado o menu da noite, colocado algumas mesas do lado de fora e preparado as luzes me deparei com uma figura loira de vestidos azuis, me encarando indignada.
Katharina…
-Kat…
Ela estava furiosa, e eu entendi o porquê, pra ela eu tinha fugido da sua festa antes dos parabéns, eu não sei se Theo tinha contado a história do vandalismo, mas de qualquer maneira eu deveria ter tomado a iniciativa e pedido desculpa para Kat.
Eu cresci tendo Theo como melhor amigo, e Kat era como minha irmãzinha, eu passei muito tempo carregando ela pela cidade, e até mesmo quando Theo se afastou minha amizade com Kat persistiu.
Como uma rainha ela se sentou altiva em uma das mesas do pátio. Seus óculos escuros gigantes ocultando sua expressão.
-Vamos, eu estou esperando sua desculpa fiada.
De canto de olho eu vi Theo cruzando a praça em nossa direção.
Eu abri a boca e ela levantou a mão delicada para me parar.
-Olha, eu não espero que você me convença com desculpas, mas eu espero que me convença com subornos, e eu espero que esses subornos sejam dignos da afronta causada.
Então ela tirou os óculos e para meu alívio sua expressão era leve e alegre.
-Pois eu tenho uma coisa que eu estava trabalhando a tarde inteira que vai ser perfeita para subornar vossa majestade. Eu passei esses dias todos praticando na faculdade.
Ela colocou a mão no peito fingindo estar chocada.
-Eu vim aqui para ser subornada e vejo que serei tratada como cobaia para o aprendiz de cozinheiro!
-Prometo que seu sacrifício vai valer a pena.
Então eu fui pegar a receita que eu tinha preparado para o turno da noite, um mostruário com macarons coloridos. Kat deu um gritinho quando eu coloquei na frente dela.
-Ai meu deus, eu não acredito, eu não encontro macarons por aqui.
-Que merda é essa? Mini sanduíche colorido?
Theo tinha chegado, com sua gangue a tira colo, todos rindo da provocação dele, eles se sentaram na mesa de Kat.
-Ai Maurim, não liga pra esse troglodita, ele sabe muito bem o que é isso, ele ficou fã da última vez que fomos a Paris.
-Ah, é macaron? Eu quase não reconheci.
- Não acredito que decorações delicadas você desenhou neles, estão lindos.
Theo pegou um e analisou ele, desinteressado.
-E, bem delicadinho mesmo.
Os amigos dele deram risadinhas, eles entenderam a ofensa por trás das palavras de Theo.
-Minha. Nossa. Senhora. Maurim!!!! Isso está fantástico!!!!
Eu estava radiante, a aprovação de Kat era muito importante para mim, principalmente em receitas importadas como essa, apesar da idade Kat já tinha viajado o mundo, e ela era sincera o suficiente para me dizer se estivessem ruins.
Mas Theo, ele estava de cara fechada. Me encarando com algo similar a ódio, ele pegou um macaron, levou até a boca e experimentou, na segunda mordida ele fez uma careta e cuspiu o pedaço no chão.
-O que é isso Theo?
Perguntou Kat confusa.
-Eca, tinha uma casca de ovo! Quase quebrei meu dente.
Todos olharam para mim, uns surpreso, outros julgando. O que? Como?
-Me desculpa gente, eu acho que não estou pronto pra fazer essa receita ainda…
Eu rapidamente recolhi a poção restante e levei para a cozinho.
-Maurim…
Ouvi Kat dizer enquanto eu me afastava.
Theo com uma expressão de triunfo tirou o pod do bolso e começou a sugar o vape, Ali no ambiente onde haviam outras pessoas comendo. Ele me olhava rindo, me desafiando a afrontar ele.
-THEO, que coisa feia! A mamãe já falou pra você não usar isso, essa fumaça não faz bem pra saúde.
Foi Kat quem tomou a iniciativa, para meu alívio.
-Você não gosta da fumaça irmãzinha ?
-Ninguém gosta, não é saudável!
-Então eu tenho que jogar essa fumaça em algum lugar…
Eu estava anotando o pedido da mesa ao lado quando ele me puxou pelo braço forte e segurando no meu cabelo colou a boca na minha.
-THEODORO!!!!!
-AH, que nojo cara.
-Não acredito, que sacana!
Ouvi as pessoas falando ao nosso redor ao mesmo tempo de que senti a língua de Theo contra a minha, meus olhos arregalados ficavam os seus, semi errados, dilatados.
Logo em seguida senti uma corrente de ar doce e enjoativo sendo empurrada para dentro do meu pulmão por Theo.
Meu corpo tremeu enquanto Theo se debruçava sobre mim, descarregando a fumaça na minha boca. Após alguns segundos ele me soltou e eu caí no chão, tossindo e confuso. A expressão de Theo era insondável enquanto ele me olhava de cima para baixo.
-Theo, porque você fez isso, olha o coitadinho tá tossindo.
-Típico Theo, irmão! Toca aqui!
Eu estava tossindo tanto que meus olhos lacrimejaram. Theo me levantou pelo braço, apertando forte, eu tenho certeza que eu já tinha uma marca permanente das mãos dele nesses braços.
-Desculpa gente, isso foi sacanagem da minha parte, não pensei direito. Cuidem aqui da lojinha enquanto eu ajudo nosso amigo a se recompor.
Apesar do tom de arrependido ele não estava falando comigo, e sim com os amigos.
-Claro Theo, vai lá cara. Ajuda ele.
-Muito nobre da sua parte reconhecer seu erro cara.
Eu ouvi enquanto ele me arrastava para dispensa novamente, me jogando contra a parede e trancando a porta atrás dele.
-Que porra foi aquela, sua bicha? Você tentou colocar a língua na minha boca?
Eu tentei responder mas ainda estava tossindo muito, eu só consegui levantar a mão e balançar, a ideia de beijar o cara que tava transformando minha vida em um verdadeiro inferno é ridícula. Theo começou a andar de um lado pro outro na pequena dispensa
-Puta que pariu! Eu passei o dia todo tentando te ajudar e na primeira oportunidade você se aproveita de mim! Putz, você abusou de mim.
Ainda estava saindo fumaça da minha boca, como eu odiava aquele negocio. Theo estava em cima de mim agora, a mão acima de mim, me pressionando contra a parede, eu coloquei a mão no peito dele tentando afastar ele ainda engasgado.
Theo segurou minha mão contra seu peito pelos meus punhos.
-Você não consegue se conter, não é? É só me ver que você fica se oferecendo todo, acha que eu não percebi?
-Cof cof… aquilo.. cof cof.. não foi isso… cof cof… AQUILO NÃO FOI UM BEIJO!!!
-Sei lá cara, tocamos os lábios,você quase chupou minha língua, pra mim foi um beijo.
-Não, Theo, eu nunca beijei ninguém antes, meu primeiro beijo não foi com você, assim…
As narinas de Theo inflamaram, parece que ele tava ventando fogo.
-Virgem… eu desconfiava… quem é que ia querer te beijar mesmo?
Eu abaixei os olhos envergonhado, a tosse sob controle já.
-Eu tô bem agora, deixa eu voltar…
-Não, não não, eu acabo de me tocar que minha boca é a única que você vai beijar sua vida toda, acho que eu vou te fazer outro favor.
Ele então me beijou, não exatamente um beijo, parecia mais uma outra punição, muito dente, muita sucção. Eu não acho que um beijo deveria ser daquele jeito, e nem com meu melhor amigo. Eu sempre imaginei que seria com uma garota.
Quando Theo terminou eu estava sem fôlego, sentindo o gosto do meu sangue na boca, meus lábios cortados.
-Olha o que você faz comigo, olha o que você me obriga a fazer. Isso é nojento.
Ele atacou minha boca de novo, dessa vez enfiando a língua na minha boca até quase chegar na minha garganta, fazendo movimentos de vai e vem , explorando cada canto.
-Porra, você come muito doce e massa, seu hálito é muito doce, é enjoativo.
Ele se afastou, me empurrando contra a parede.
-E aquelas porcarias doces, que você acha que são macarons, você não vai mais colocar elas pra vender, elas são horríveis. Mas pra você não ficar completamente no prejuízo, uma vez por semana você vai mandar sua produção lá pra casa, eu vou pagar metade do preço normal. É o que aquela porcaria vale.



Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


276439 - Inimigos Íntimos (2) - Categoria: Gays - Votos: 1
276340 - Os 3 amigos (3) - Categoria: Gays - Votos: 2
276248 - Inimigo Intimo - Categoria: Gays - Votos: 2
276247 - Os 3 amigos 2 - Categoria: Gays - Votos: 2
276139 - Os 3 Amigos - Categoria: Gays - Votos: 3

Ficha do conto

Foto Perfil emyrys
emyrys

Nome do conto:
Inimigos intimos (3)

Codigo do conto:
276544

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
06/11/2026

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
0