Verão com tio Gustavo - Parte 02



Depois daquela noite no carro, a gente demorou alguns dias pra voltar a se tocar. Não porque eu não quisesse. Eu queria tanto que doía. Mas dentro de casa o Gustavo e eu mantínhamos uma cordialidade respeitosa, de tio e sobrinho exemplares, pra não levantar a menor suspeita dos meus pais.
E funcionava bem demais. No jantar de domingo, meu pai largou o garfo e disse, com um orgulho meio desajeitado:
— Fiquei surpreso, Renato. Achei que você ia fazer cara feia com a vinda do Gustavo, e você tá se dando super bem com ele. Maturidade é isso.
— É um bom menino — disse o Gustavo, me olhando por cima do copo de suco, com a cara mais inocente do mundo. — Muito educado.
Eu quase engasguei com o arroz. Minha mãe riu, meu pai bateu no meu ombro, e debaixo da mesa eu senti o pé descalço do meu tio subir devagar pela minha canela e parar bem em cima do meu joelho. Fiquei a refeição inteira tentando mastigar com a cara séria.
Por trás daquele teatro de respeito, a tensão só crescia. Eu sentia no corpo, o dia inteiro, como uma febre baixa. Toda vez que ninguém estava olhando, o Gustavo dava um jeito de me olhar. Uma piscadela no corredor. A língua passando devagar nos lábios enquanto eu enchia um copo d'água na cozinha. Um roçar de mão proposital quando a gente se cruzava na escada. À noite, no nosso quarto, ele deitava na cama extra só de samba-canção, com a luz do abajur marcando o peito peludo, e ficava me olhando enquanto eu fingia estudar. Eu virava a página do mesmo capítulo de Direito Civil umas vinte vezes sem ler uma palavra.
Eu aprendi a conhecer o silêncio daquele quarto. O ronco manso dele, o cheiro dele impregnando o ar, o colchão rangendo quando ele se virava. Mais de uma madrugada eu fiquei acordado, de pau duro, olhando o contorno do corpo dele no escuro e me perguntando se ele estava acordado também. Eu não ousava fazer nada. Ainda não.
* * *
Na quarta-feira tinha jogo do Flamengo. Meu pai é fanático, e o Gustavo, que torcia pra qualquer time que estivesse perdendo, resolveu fazer companhia. Os dois se esparramaram no sofá da sala, com uma cerveja e um prato de amendoim entre eles. Minha mãe tinha ido dormir cedo. Eu fiquei numa cadeira junto à mesa, de frente pros dois, fingindo ver besteira no celular.
O Gustavo estava de short de tecido leve, estilo samba-canção, daqueles bem largos. E sem cueca. Eu percebi isso logo que ele sentou, pelo jeito que o tecido caía, pelo balanço, pela forma que o volume desenhava a coxa quando ele cruzava a perna. Meu pai, ali do lado, gritando pro juiz, completamente alheio.
Em algum momento, num lance perigoso do jogo, meu pai se levantou pra xingar a televisão. Foi nessa hora que o Gustavo, sem tirar os olhos da tela, enfiou a mão no short e deu uma pegada firme e lenta no próprio saco. Apertou, ajeitou, e só então virou a cabeça e me olhou, bem na hora em que eu levantei os olhos do celular.
Eu congelei. Disfarcei como pude, voltei os olhos pra tela, mas o meu pau já tinha dado sinal, inchando dentro da bermuda. Minhas orelhas queimavam.
O celular vibrou na minha mão. Uma mensagem do Gustavo.
"O cu tá piscando né, safada"
Olhei de relance pra ele. Ele não olhava pra mim, bebendo a cerveja com a maior naturalidade do mundo, mas o canto da boca tremia, segurando o riso. Digitei com os dedos meio trêmulos:
"Tá. E muito, tio."
Vi ele ler. Vi o peito dele subir num suspiro longo. Meu pai voltou a sentar e comentou qualquer coisa sobre o centroavante, e o Gustavo respondeu como se nada tivesse acontecido. Um minuto depois, outra vibração.
"Amanhã a gente dá um rolê."
Eu não ouvi mais nem um minuto daquele jogo. Não sei nem como terminou.
* * *
Quinta-feira foi o dia mais lento da minha vida. Assisti três aulas sem anotar nada, almocei sem fome, voltei pra casa contando os minutos. Quando meu pai chegou do trabalho, no fim da tarde, o Gustavo pediu o carro emprestado com a maior naturalidade.
— Vou sair pra tomar uma gelada, Gui. Se importa?
— Pode levar, só não volta muito tarde. — Meu pai jogou as chaves pra ele.
— Chamo o Renato pra ir comigo? O moleque tá estudando demais, precisa respirar.
Meu pai achou ótima a ideia. Eu aceitei com a maior discrição que consegui fingir.
Marcamos de sair às oito. Perto da hora, eu me arrumei como nunca. Tomei um banho demorado, me depilei com cuidado, caprichei no perfume, passei um creme nos cachos pra deixar o cabelo no lugar, coloquei uma camiseta justa de que eu gostava muito e um short curto, daqueles que marcavam a bunda. Olhei no espelho. Pensei: "se não for hoje, eu desisto".
Quando desci, meu pai estava na sala e avisou:
— O Gustavo já tá tirando o carro, vai lá.
Saí. A noite estava quente e abafada, cheiro de terra molhada de uma chuvinha que tinha passado mais cedo. O carro estava parado com o motor ligado e a luz interna acesa. Entrei, fechei a porta.
E o cheiro me atingiu.
Era um cheiro de macho, forte, denso. Ele não tinha tomado banho logo antes de sair, só depois do almoço. O que sobrava era um resquício de loção misturado com a fumaça dos cigarros que ele tinha fumado na tarde inteira e com o suor de quem passou o dia todo naquele calor. Em qualquer outra pessoa aquilo seria só um cheiro. No Gustavo, me deixou tonto, as pernas moles, a boca cheia d'água. Fechei os olhos sem querer.
Ele não me deixou nem terminar de respirar. A mão grande veio na minha nuca, me puxou, e ele me beijou. Um beijo forte, áspero, profundo, com gosto de cigarro e de fome, que me tirou do ar por alguns segundos. Quando ele soltou, eu estava ofegante.
— Tio... — olhei pra janela, em pânico. — Estamos na frente de casa. E se o meu pai...
— Relaxa, Renatinho. — Ele passou o polegar nos meus lábios, calmo. — A luz da sala tá apagada, o vidro é escuro. Ninguém vê nada daqui.
Ele engatou a marcha e saiu.
* * *
No caminho a gente falou de coisa nenhuma. Ele contou uma história de um colega do porto, eu ri no tempo certo, mas por dentro estava um turbilhão. A mão dele, apoiada no câmbio, às vezes caía na minha coxa e ficava ali, pesada, quente, subindo um pouco, voltando. Cada vez que isso acontecia, eu prendia a respiração.
Na ponte, ele diminuiu a velocidade e olhou pra janela, pro Convento da Penha lá no alto, iluminado contra o céu escuro.
— Porra, que saudade dessa vista. Quando eu era moleque, tinha cada pé de vento aqui... — Ele sorriu, ficou em silêncio um instante. — Tu sabia que eu subia lá de joelho com a minha mãe, na Páscoa?
— Sério?
— Sério. Promessa. — Ele riu baixo. — E hoje eu tô levando o sobrinho pra pecar. Vê só como a vida é.
Alguns minutos depois a gente já estava na Rodovia do Sol. Eu olhava a pista passando, as luzes, o mar escuro ao longe. Até que o Gustavo reduziu, ligou a seta e entrou num motel à beira da estrada. Meu coração disparou tão forte que achei que ele ouvia.
Ele nem precisou dizer nada. A cancela subiu, o carro entrou na garagem, a porta fechou atrás da gente.
* * *
Subi a escada na frente dele, a mão tremendo no corrimão. A suíte era quente, com uma luz baixa avermelhada, cama enorme de lençol branco, espelho no teto, cheiro de limpeza e de perfume barato. Eu mal tive tempo de olhar tudo. Ouvi a porta fechar, passos pesados atrás de mim, e de repente os braços dele me envolveram por trás.
Ele colou o corpo inteiro nas minhas costas. O rosto afundou na minha nuca, cheirando fundo, e eu senti a barba raspando a pele sensível ali, o hálito quente. Desceu as mãos pela minha cintura, agarrou meus quadris e me puxou pra trás, e então eu senti: o pau dele, meio duro, encaixado no meio da minha bunda, pressionando o short.
Eu fiquei mole. Meus joelhos quase dobraram.
— Hoje eu quero ver se meu sobrinho serve pra ser mulherzinha — ele sussurrou no meu ouvido, a voz rouca. — Putinha de macho. Tu quer?
— Quero, tio... — Minha voz saiu num fio. — Eu quero muito.
Ele rosnou baixinho e esfregou o pau no meu rego, devagar, mostrando como estava crescendo. Eu sentia ele endurecer em tempo real, encorpando, empurrando o tecido do short pra dentro de mim. O meu pau também estava a ponto de bala, doendo preso na bermuda, apesar de não ser tão grande quanto o dele, nem de perto. Pensar nisso, aliás, só me deixava com mais tesão.
Ele me virou com certa brusquidão e me envolveu nos braços fortes e peludos. O beijo que veio foi sedento, viril, de quem estava esperando aquilo havia dias. Apoiei as mãos no peito dele, sentindo através da camisa os pelos espetando, o coração batendo forte. Ele deslizava as mãos pelas minhas costas até a bunda, apertava com força, afundava os dedos no meu rego por cima do short, e meu cu piscava, desesperado, pedindo o que ainda não tinha.
A boca dele não parava. Me beijava na boca, no rosto, descia pro pescoço, chupava, mordia de leve, e a voz grossa não parava um segundo de sussurrar no meu ouvido:
— Que boca gostosa... Minha vadiazinha... Faz dias que eu só penso nisso, porra. Hoje tu vai ser minha fêmea de verdade.
— Sou sua, tio...
— Eu sei que é.
Ele começou a me despir. Primeiro a camiseta, me ajudando a tirar por cima da cabeça, bagunçando meus cachos. Quando meu peito ficou nu, ele me olhou de cima a baixo com uma fome que me arrepiou, e então abaixou a cabeça e engoliu um mamilo meu. Chupou com tanta força que doeu, uma dor aguda, quente, mas que se misturou imediatamente com um prazer que me fez gemer alto e agarrar os cabelos grisalhos dele.
— Gosta, né? — ele murmurou, lambendo o outro. — Gosta de sentir o macho te marcando.
— Gosto... gosto muito...
Ele abriu meu short, desceu pelas minhas pernas e me deixou só de cueca. Mais beijos, mais mordidas, mais palavras sujas: "que puta gostosa", "olha o que tu faz comigo". E então, de surpresa, ele segurou minha cueca pelos dois lados e rasgou. O barulho do tecido cedendo foi seco, rápido, como se fosse papel.
Eu me assustei. Soltei um "ah!" sem querer. Mas a surpresa passou na hora e deu lugar a uma sensação absurda: aquela força bruta, quase animalesca, de um homem capaz de me rasgar a roupa como quem rasga um embrulho. Eu estava nu na frente dele, de pau duro, completamente exposto, e ele ainda vestido. Eu adorei.
* * *
Ele me segurou pelos ombros e me virou de frente pra parede.
— Mãos aí, sobrinho. Encosta.
Apoiei as palmas na parede fria, as costas arqueadas, a bunda empinada sem eu nem pensar. Ouvi o barulho dele se ajoelhando atrás de mim. As mãos grandes, ásperas, agarraram minhas nádegas e abriram devagar. Senti o ar quente do quarto tocando a minha pele mais íntima. Eu nunca tinha me sentido tão exposto.
Um dedo grosso passou de leve pela minha portinha, só roçando.
— Olha essa florzinha... — a voz dele estava embargada. — Que cuzinho lindo. Rosadinho, todo apertadinho. Quero ver como vai ficar depois de arrombado.
Meu estômago deu um nó. De repente eu me lembrei do que eu tinha visto no carro, da grossura, do tamanho, dos vinte e dois centímetros que eu só tinha conseguido engolir pela metade com a boca. Eu nunca tinha dado pra ninguém com um pau daquele tamanho. O medo apertou meu peito por um segundo. Mas se misturou com o tesão numa mistura tão forte que virou necessidade. Eu queria aquilo. Eu precisava daquilo.
E então ele enfiou a boca em mim.
Eu gritei. Um grito curto, agudo, que ecoou no quarto. A língua dele passou pelo meu cu de uma vez, quente, molhada, enquanto a barba raspava minha pele sensível. Não era só lambida. Ele me beijava ali, de verdade, como se beijasse uma boca: chupava, mordia de leve, babava, esfregava o rosto inteiro na minha bunda. A língua lambuzava a beirada e depois forçava, penetrando de leve naquela entradinha que piscava sem parar, sedenta, implorando por pica.
— Ai, tio... meu Deus... — eu gemia, as pernas tremendo, as unhas arranhando a parede. — Que delícia...
Ele só respondia com sons abafados, gulosos, o rosto enterrado em mim.
* * *
Quando minhas pernas começaram a falhar, ele se levantou, me pegou pelo braço e me levou até a beira da cama. Sentou na ponta do colchão, me abraçou, e eu fiquei de pé entre as pernas abertas dele. Ele me beijou de novo, e senti o gosto de mim mesmo na boca dele, e isso me fez gemer. As mãos dele acariciavam minha bunda, e um dedo voltou a procurar meu cu, entrando só a pontinha, brincando.
— Agora ajoelha. — A voz saiu grave, mandona. — Mama o titio, vai. Mama gostosinho.
Eu obedeci sem pensar. Ajoelhei no carpete, entre as coxas peludas dele, e abri o zíper com os dedos trêmulos. O pau saltou pra fora, duro, enorme, a cabeça brilhando de pré-gozo. Aproximei o rosto.
Senti o cheiro forte da sua virilha. Denso. Cheiro de suor acumulado do dia, dos pentelhos escuros e grossos, e um resquício de mijo. Ele não tinha lavado nada desde o banho do almoço, e eu sabia disso. Uma parte de mim, a parte educada, de classe média, pensou que talvez eu devesse sentir nojo. Mas o que eu senti foi o contrário. Uma necessidade que me subiu pelo corpo todo, quente, profunda. Aquele era o cheiro de macho. Do meu macho.
Lambi a cabeça devagar, saboreando o salgado. Ele soltou um gemido longo. Fui descendo a língua pelo pau, pela veia grossa, até chegar nos pentelhos, e enfiei o nariz ali, respirando fundo, sem vergonha nenhuma. Depois voltei, abri a boca e comecei a engolir. Devagar. Centímetro por centímetro. Até a metade.
— Ah, porra... — Gustavo gemeu, a cabeça pendendo pra trás. — Boquinha de puta mesmo. Que delícia. O tio vai gamar assim.
As mãos dele estavam na minha cabeça, fazendo um carinho leve, os dedos entrelaçados nos meus cachos. Eu me sentia bem, protegido, concentrado em dar prazer. Subia e descia, a saliva escorrendo, a língua trabalhando.
E então, sem aviso, as mãos dele apertaram.
Ele segurou minha cabeça com força e empurrou. O pau foi mais fundo do que eu achava possível. Bateu no fundo da minha garganta, e eu engasguei, o corpo inteiro tentando recuar. Meus olhos lacrimejaram. Mas ele não soltou.
— Abre a boca, sobrinho. Relaxa a garganta. — A voz era baixa, firme. — Aguenta. Tu aguenta.
Eu tentei. Respirei pelo nariz, relaxei como pude, obedeci. Senti um pouco de humilhação, uma onda quente de vergonha, mas junto com ela veio algo ainda mais forte: eu gostava de sentir a força dele. Gostava de ser usado por ele. Ele começou a socar devagar na minha boca, e entrou mais da metade, quase tudo, até meu nariz roçar nos pentelhos duros dele.
— Isso, putinha... que garganta gostosa, porra... — ele gemia, os quadris se mexendo. — Olha como engole... Nasceu pra isso.
Ele tirou o pau de repente. Eu tossi, a respiração falhando, o queixo e a boca completamente lambuzados de baba e pré-gozo, fios grossos escorrendo. Ele me puxou pra cima pelos braços e me beijou de novo, um beijo extremamente molhado, em que se misturavam saliva, secreção e suor, e eu nem me importei. Eu só queria mais.
* * *
Ele me agarrou pelo braço e me jogou na cama. Eu caí de lado, ofegante, e antes de eu me virar ele já tinha me posto de bruços. O colchão afundou com o peso dele subindo por cima de mim. O pau encaixou no meu rego, quente, duro, escorregando no meio da minha bunda. Senti a camisa dele roçando minhas costas, os pelos, a barriga macia. Beijos na minha nuca, na bochecha, nos lábios, virando meu rosto de lado.
— Quero te comer, Renato. — A voz estava rouca, quase um grunhido. — Quero transformar esse cuzinho em boceta.
— Eu quero, tio... — Eu mal conseguia falar. — Eu quero muito. Mas eu não sei se vou aguentar...
— Vai sim. — Ele mordeu a minha orelha. — Tu vai se acostumar. Tá na cara que tu nasceu pra ser mulherzinha de macho de verdade. Só não tinha achado ainda um macho que soubesse te usar do jeito certo.
Ele se esticou até a mesinha de cabeceira e pegou um sachê de lubrificante do motel. Ouvi o plástico rasgando. Senti o gel gelado escorrendo pelo meu rego, e logo depois os dedos dele. Dedos brutos, grossos, calejados de anos de corda e ferro do porto. Eram ásperos, mas o meu cu respondia mesmo assim, piscando, abrindo pra ele. Um dedo entrou, fundo, devagar. Eu gemi. Dois dedos. O ardor, o alargamento, o prazer vindo em ondas. Eu me esfregava no colchão, sedento, perdendo a vergonha.
— Mete, tio... — eu pedi, a voz arrastada. — Mete, eu quero sentir você.
— Isso, meu neném. — Ele beijou meu pescoço. — Pede pica pro titio. Pede.
— Me dá pica, tio... Eu quero seu pau. Por favor.
— Que delícia de vozinha.
Ele ficou me preparando mais um tempo, até eu estar mole, trêmulo, sem pensar. Então se ajeitou por cima de mim e falou perto do meu ouvido:
— Eu gosto de meter sem capa, Renato. Gosto de deixar minha vadia cheia da minha semente. Tu topa?
Eu pensei por meio segundo. O corpo inteiro dizendo sim.
— Topo, tio. — Meu coração batia na garganta. — Quero seu leite dentro de mim.
— Então empina a bundinha, sobrinho.
Empinei. Senti ele se posicionar, as mãos firmes nos meus quadris, e então a cabeça grossa encostou na minha entrada. Pressionou. Eu prendi a respiração. Ele forçou, devagar, mas sem recuar, e eu senti aquela cabeça enorme abrindo caminho. Dor, prazer, tesão, tudo junto, tudo ao mesmo tempo.
— Caralho... — ele gemeu, os dentes cerrados. — Que cu apertado, porra... Delícia. Mas pode deixar, eu vou deixar esse cuzinho bem arrombado com o tempo.
Entrou mais um pouco. Metade. E então a dor explodiu.
Foi como se me rasgassem por dentro. Soltei um grito abafado no colchão, as mãos agarrando o lençol.
— Tá doendo, tio... — a voz saiu chorosa.
— Relaxa. — A voz dele continuava firme, mas diferente, mais próxima. — Putinha boa tem que aguentar. Respira.
— Tá bom, tio...
As lágrimas escorriam dos meus olhos, quentes, molhando o lençol. Ele continuou entrando, bem devagar, centímetro por centímetro, sem pressa, até que senti os pelos dele encostando na minha bunda e os quadris colados nos meus. Ele ficou parado.
— Tá vendo? Entrou tudo. — Ele beijou meu ombro. — Nasceu pra ser mulherzinha mesmo.
Eu respirava aos soluços, o corpo inteiro tremendo, completamente preenchido, com a sensação de que não restava um milímetro de mim livre dele.
— Tá doendo muito, tio — falei, baixinho.
Ele inclinou o corpo sobre o meu, o peito peludo colado nas minhas costas, e beijou minha nuca com uma delicadeza que não combinava com tudo o que tinha acontecido até ali.
— Relaxa, minha putinha. — Sussurrou. — Meu sobrinho lindo. Daqui a pouco melhora, tu vai ver. Mas se tu quiser mesmo, a gente para. É só falar.
Os beijos na nuca. Ele sabia exatamente como amolecer um viadinho como eu. A dor ainda estava ali, mas, no meio dela, eu senti outra coisa nascendo. E percebi, com toda a clareza, que parar era a última coisa que eu queria.
— Não tira, tio. — Apertei o lençol. — Só espera um pouquinho pra eu relaxar.
— Sim, minha princesa. — Ele sorriu contra o meu pescoço. — Hoje o titio espera um pouquinho.
Ficamos assim por um tempo que não sei medir. Ele parado dentro de mim, falando no meu ouvido, putarias, elogios, palavras de carinho e de sacanagem se misturando, beijando minha nuca, meu pescoço, minhas orelhas. Aos poucos, a dor foi cedendo, e o que ficou foi uma sensação de plenitude quente, pulsando. Meu pau, que tinha amolecido, voltou a endurecer contra o colchão. O tesão subia, cada vez mais forte, cada vez mais sedento.
— Mete, tio. — A voz saiu mais firme. — Mete em mim. Eu tô pronto.
— Isso, minha putinha. — Ele riu, rouco, satisfeito. — Eu sabia que tu aguentava.
* * *
Ele começou devagar. Tirava um pouco e voltava, o pau escorregando pra fora e pra dentro, abrindo, alargando, me arrombando cada vez mais. Eu gemia a cada estocada, sentindo o corpo se acostumar, as paredes se rendendo. Quando ele percebeu que meu cu já aceitava o ritmo, foi acelerando. E foi ficando bruto.
Ele colocou a mão direita aberta sobre o meu rosto e pressionou contra a cama, me imobilizando, o corpo inteiro por cima do meu. O som do quarto mudou: o estalo molhado da pele dele contra a minha, a cama rangendo, a respiração pesada dele no meu ouvido, os meus gemidos escapando sem controle.
— Toma, porra... — ele rosnava, metendo fundo. — Toma tudo, sua vadia gostosa. Que cu delícia, caralho! É todo meu agora!
— Ai, tio... ai... — eu gemia, a voz embargada.
— Tá gostando, putinha? Fala! Tá gostando de levar pica de macho?
— Tô, tio... Tô gostando muito...
— Sabia, porra. Tu nasceu pra isso. Olha como tu me engole, caralho, que delícia de cuzinho...
Veio então um tapa na minha bunda. Forte, estalado, que ardeu na hora. Eu pensei, no meio da névoa, que ia ficar marca. E não me importei. Eu estava adorando. Gemia, agradecia, chorava, sorria, tudo ao mesmo tempo, sem saber o que sentia primeiro.
— Obrigado, tio... obrigado...
— Isso, bem educadinho. — Ele riu, sem parar de socar. — Que putinha obediente. Vou te deixar todo arrombado, vou te encher de leite...
Depois de um tempo, ele tirou o pau de repente. Senti um vazio imenso, quente, a pele se contraindo, como se o corpo ainda estivesse esperando. Mas não durou. Ele me agarrou com força, com uma brutalidade que me deixou sem ar, como se eu não pesasse nada, e me virou de barriga pra cima. Dobrou minhas pernas junto ao peito, deixando meus joelhos quase na altura dos ombros, na posição de frango assado, e encaixou outra vez. Meteu tudo de uma vez só, até o fundo. Eu gritei.
— Delícia de boceta, porra! — ele urrou, a voz rouca de tesão. — Agora tu é minha, sobrinho!
— Sim, tio...
Ele segurou meus tornozelos e me olhou nos olhos, o rosto suado, a testa franzida, a respiração em golfadas.
— Fala o que tu é.
— Sou sua, tio.
— Minha o quê? — Ele estocou mais forte.
— Sou sua putinha, tio... — gemi. — Sua mulherzinha.
— Isso, vadia. — Ele sorriu, selvagem. — Mulherzinha do titio.
E então deu um tapa na minha cara. Estalado, seco. A cabeça virou de lado com a força. Doeu. Eu senti o rosto queimar, os olhos ardendo. Mas a verdade é que eu adorei, e o meu pau latejou de um jeito que eu nem tinha como disfarçar. Voltei a olhar pra ele, ofegante, e ele sorriu, com uma ternura estranha, orgulhoso.
Ele metia cada vez mais forte, o pau me abrindo, me arrombando, a cama batendo na parede. De repente a respiração dele mudou. Ficou curta, entrecortada. O corpo dele tensionou.
— Vou gozar, vadia... — ele avisou, a voz embargada. — Vou encher esse cu de porra.
Senti o corpo dele enrijecer inteiro. Os músculos dos braços duros como pedra, as coxas tremendo, a barriga contraída. E então ele urrou, um som baixo, grave, quase um rugido, enquanto o pau pulsava dentro de mim, jorrando. Senti os jatos quentes, fortes, inundando o meu cu, um depois do outro, enchendo. Ele gemia baixo, os olhos fechados, a boca aberta. Os nossos corpos estavam banhados de suor, os cabelos grudados na testa, os peitos subindo e descendo.
Eu aproveitei aquele momento, com o pau dele ainda latejando dentro de mim, pra pegar o meu. Bati uma punheta rápida, desesperada. Bastaram poucos movimentos. Gozei gemendo suave, com uns gemidos que saíram mais finos do que eu esperava, quase femininos, a barriga se encharcando de porra.
Ele me olhou, ainda ofegante, com um sorriso largo.
— Olha que linda. — A voz era quase de admiração. — Goza igual uma mulherzinha mesmo. É isso que tu vai ser a partir de agora, viu?
— Sim, tio... — Eu mal tinha ar. — Vou ser sua mulherzinha. Obrigado.
* * *
Ele saiu de dentro de mim devagar. Eu senti o vazio de novo, e logo senti também o leite quente começando a escorrer pelas minhas pregas, escorregando pela minha bunda até o lençol. Ele não me deixou fechar as pernas. Me manteve na posição, joelhos no peito, e olhou.
— Olha só. — Passou o polegar na minha entrada aberta, piscando, rosada, melada de porra e de lubrificante. — Olha que lindo. Igualzinho a uma boceta. Com o tempo vai ficar bem arrombadinho, nem vai mais sofrer pra aguentar pica.
Eu fechei os olhos, o rosto em chamas, vergonha e prazer, e sorri.
Ele deitou do meu lado, me puxou pra junto dele e me abraçou de conchinha, as costas coladas no peito dele. Os braços fortes, peludos, me envolviam inteiro. Eu relaxei, senti a força daqueles braços, os pelos roçando minha pele suada, o calor da respiração dele na minha nuca. Pela primeira vez na vida eu me senti cuidado, completamente seguro.
— Tá bem? — ele perguntou, baixinho, beijando meu ombro.
— Tô, tio. — Sorri na penumbra. — Acho que nunca estive melhor.
Ficamos quietos um tempo, ouvindo a respiração um do outro, a luz avermelhada do quarto banhando tudo.
— Eu queria que a gente saísse pra namorar uma vez por semana. — A voz dele estava calma, quase tímida, uma coisa que eu nunca tinha ouvido nele. — Pelo menos por enquanto. Pode ser toda quinta. O que tu acha?
Eu nem pensei.
— Sim. Claro que sim.
— Então tá combinado. — Ele apertou o abraço. — Toda quinta tu vai ser a minha mulherzinha. Hoje eu só queria ver se tu tinha talento. E tu tem, viu? — Ele riu baixinho na minha nuca. — Semana que vem eu começo a te ensinar a ser obediente.
— Sim, tio. — Fechei os olhos. — Tudo que o senhor quiser.
Eu não queria admitir nem pra mim mesmo, mas a verdade era essa: deitado naquela cama de motel, com o leite dele escorrendo pelas minhas pernas e o corpo todo doendo, eu já estava completamente apaixonado, completamente entregue. Faria qualquer coisa que aquele homem me pedisse. Mal sabia eu que ele não ia pedir. Ia ordenar. E que eu ia obedecer a cada ordem, até me tornar de verdade a putinha obediente do titio.
Foto 1 do Conto erotico: Verão com tio Gustavo - Parte 02


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276519 - Verão com tio Gustavo - Parte 01 - Categoria: Gays - Votos: 4

Ficha do conto

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Nome do conto:
Verão com tio Gustavo - Parte 02

Codigo do conto:
276593

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
06/11/2026

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2

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