Lucas parou no meio da sala, a mochila escorregando do ombro enquanto ele franzia a testa. "Você ouviu isso?" Ele virou o rosto para Jean, cujos olhos escuros brilhavam com uma mistura de cansaço e algo mais, algo que fazia o ar entre eles ficar mais denso.
Jean engoliu em seco, os lábios entreabertos. "Parece que tá vindo do quarto do seu pai." Sua voz, normalmente grave e calma, soou rouca, como se as palavras tivessem arrastado por algo mais grosso na garganta.
Os dois trocaram um olhar—aquele tipo de olhar que já tinha precedido muitas coisas entre eles: risadas no meio da noite, segredos compartilhados, toques acidentais que duravam um segundo a mais do que deveriam. Dessa vez, porém, havia algo diferente. Uma curiosidade quente, quase doentia, queimando por trás das pupilas de ambos.
Lucas não precisou dizer nada. Jean já estava se movendo em direção ao corredor, os pés descalços silenciosos no chão. A porta do quarto do pai de Lucas estava entreaberta, apenas alguns centímetros, mas o suficiente para que a luz amarela do abajur vazasse para fora, desenhando uma faixa dourada no chão. E, junto com a luz, os sons—gemidos surdos, o som úmido de pele batendo contra pele, respirações entrecortadas.
Jean parou a poucos passos da porta, o corpo tenso. Lucas colou-se às suas costas, tão perto que podia sentir o calor irradiando das costas largas do amigo. Os dois se inclinaram levemente, apenas o suficiente para espiar pelo vão.
Dentro do quarto, a cena era ainda mais intensa do que os sons sugeriam. O pai de Lucas, Carlos, estava de joelhos na beira da cama, as mãos enterradas nos lençóis enquanto o pai de Jean, Marcel, ficava atrás dele, as coxas musculosas contraídas a cada movimento. Marcel segurava os quadris de Carlos com força, os dedos afundando na carne enquanto empurrava para dentro, devagar, como se quisesse saborear cada centímetro. Os gemidos de Carlos eram baixos, guturais, quase um rosnado de prazer, enquanto Marcel sussurrava algo em crioulo, palavras que soavam como ordens e carícias ao mesmo tempo.
Lucas sentiu o próprio corpo reagir instantaneamente. O sangue correu quente para a virilha, a calça jeans de repente apertada demais. Ele não conseguia tirar os olhos da cena—do jeito como Marcel mordia o ombro de Carlos, como as nádegas do seu pai se contraíam a cada investida, como os dois homens, ambos na casa dos quarenta, pareciam se devorar sem qualquer vergonha.
Ao seu lado, Jean estava igualmente hipnotizado. Sua respiração havia ficado mais pesada, os lábios entreabertos enquanto os olhos percorriam cada detalhe. Lucas não resistiu. Esticou a mão, lentamente, até que seus dedos roçaram os de Jean. O toque foi elétrico. Jean virou a cabeça apenas o suficiente para encará-lo, e o que Lucas viu nos olhos do amigo não era apenas excitação—era uma fome que ele conhecia bem, porque sentia a mesma coisa.
Sem uma palavra, Jean virou o corpo, encostando Lucas contra a parede fria do corredor. A boca dele desceu sobre a de Lucas antes que ele pudesse reagir, os lábios quentes e exigentes, a língua invadindo sem cerimônia. Lucas gemeu contra a boca de Jean, as mãos subindo para agarrarem os cabelos cacheados do amigo enquanto sentia o corpo dele se pressionar contra o seu, duro e quente em todos os lugares certos.
Eles se moviam como se estivessem possuídos, imitando o que viam—Jean empurrou a coxa entre as pernas de Lucas, esfregando contra a ereção latejante dele através das calças, enquanto as mãos de Lucas desciam para apertar a bunda de Jean, puxando-o mais para perto. Os gemidos deles se misturavam aos dos pais, criando uma sinfonia suja que ecoava pelo corredor.
Foi então que ouviu-se um riso baixo, rouco.
"Parece que a gente tem plateia."
A voz de Marcel cortou o ar como uma faca. Lucas e Jean congelaram, os lábios ainda colados, os corpos pressionados um contra o outro. Lentamente, eles viraram a cabeça em direção à porta do quarto.
Carlos estava apoiado nos cotovelos, o rosto corado, os olhos brilhando com um misto de diversão e luxúria. Marcel, ainda dentro dele, tinha um sorriso lento e perverso nos lábios, os músculos das costas brilhando com uma fina camada de suor.
"Não parem por nossa causa", disse Carlos, a voz grossa de prazer. "Pelo contrário. Continuem."
Jean engoliu em seco, mas não se afastou. Seus dedos se fecharam com mais força na camisa de Lucas, como se temesse que ele fosse recuar. Lucas, por sua vez, sentiu algo dentro dele se quebrar—uma barreira que ele nem sabia que existia. O desejo era mais forte que qualquer vergonha.
Marcel se moveu novamente, fazendo Carlos gemer, e o som pareceu ser o sinal que faltava. Jean empurrou Lucas com mais força contra a parede, a boca descendo pelo seu pescoço enquanto as mãos ágeis desabotoavam a calça de Lucas. O ar frio do corredor bateu na pele quente do pau de Lucas quando Jean o libertou, a mão fechando-se em torno do membro já duro, os dedos deslizando pelo comprimento com uma pressão perfeita.
"Assim, mon ami", murmuro Marcel, os olhos fixos nos dois enquanto continuava a foder Carlos com movimentos lentos e profundos. "Mostrem pra gente como é que se faz."
Lucas não conseguia pensar. Não conseguia fazer nada além de sentir—os lábios de Jean em seu pescoço, a mão dele bombeando seu pau, o som obsceno de carne batendo contra carne vindo do quarto. Ele gemeu, as costas arqueando quando Jean apertou a ponta do seu pau, o polegar espalhando o pré-gozo que escorria.
"Vocês dois são uns safadinhos, hein?" Carlos riu, a voz trêmula enquanto Marcel aumentava o ritmo. "Escondidos aqui, se espremendo como se a gente não fosse notar."
Jean não respondeu. Em vez disso, ele afundou de joelhos na frente de Lucas, a boca quente engolindo a cabeça do pau de Lucas em um só movimento. Lucas soltou um gemido alto, as mãos voando para a cabeça de Jean, os dedos se enterrando nos cachos enquanto o amigo o chupava com uma fome que o deixava tonto.
"Isso aí", incentivou Marcel, a voz mais rouca agora, os quadris batendo contra a bunda de Carlos com mais força. "Chupa esse pau como se fosse o último dia da sua vida."
Jean obedeceu, a garganta se contraindo ao redor de Lucas, os olhos lacrimejando levemente enquanto ele levava Lucas cada vez mais fundo. Lucas olhava para baixo, hipnotizado pela visão do amigo de joelhos, os lábios esticados ao redor do seu pau, a saliva escorrendo pelos cantos da boca. Era demais. Era tudo o que ele sempre tinha querido, mas nunca tivera coragem de pedir.
Dentro do quarto, Carlos gemeu alto, as unhas arranhando os lençóis enquanto Marcel o penetrava com força, os músculos das costas se contraindo a cada investida. "Vão se foder também", ordenou Carlos, a voz um rosnado. "Quero ver vocês dois se comendo como cachorros no cio."
Jean soltou o pau de Lucas com um pop úmido, a saliva fazendo uma linha prateada entre os lábios e a cabeça latejante. Ele se levantou, os olhos escuros queimando com desejo, e empurrou Lucas em direção ao quarto. "Entra", sussurrou, a voz grossa. "Agora."
Lucas não hesitou. Ele tropeçou para dentro do quarto, o cheiro de sexo no ar—suor, sperma, o perfume pesado de dois homens que já estavam se fodendo há tempo demais. Carlos e Marcel os observavam, os corpos ainda unidos, os olhos fixos nos dois jovens como se fossem presas.
Jean fechou a porta atrás deles com um chute, e então estava em cima de Lucas novamente, a boca colada na dele enquanto as mãos rasgavam as roupas um do outro. Lucas sentiu as costas baterem na cama, o colchão cedendo sob o peso deles. Jean não perdeu tempo—ele virou Lucas de bruços, as mãos grandes espalmadas nas costas dele enquanto a boca descia pela sua coluna, mordendo, chupando, deixando marcas que iam arder por dias.
"Assim, putain", rosnou Marcel, a voz cheia de aprovação. "Mostra pra ele quem manda."
Jean não precisava de mais incentivo. Lucas sentiu os dedos do amigo deslizando entre suas nádegas, úmidos de saliva, pressionando contra seu cu apertado. Ele arqueou as costas, um gemido escapando dos lábios quando Jean empurrou um dedo para dentro, devagar, mas sem piedade.
"Relaxa", murmurou Jean, a boca perto do ouvido de Lucas. "Vou te fazer gozar até você não aguentar mais."
Lucas não tinha forças para responder. Ele enterrou o rosto no travesseiro, os dedos se fechando nos lençóis enquanto Jean trabalhava nele, primeiro com um dedo, depois com dois, esticando-o, preparando-o. Os gemidos de Carlos e Marcel preenchiam o quarto, misturando-se aos seus próprios sons desesperados.
Quando Jean finalmente posicionou a cabeça do seu pau contra a entrada de Lucas, ele não esperou. Empurrou para dentro com um só movimento, fazend Lucas gritar, o corpo se esticando com a dor aguda e o prazer ainda mais intenso. Jean não parou. Ele começou a mover os quadris, cada investida mais profunda que a anterior, as mãos segurando os quadris de Lucas com uma força que ia deixar marcas.
"Isso aí", grunhiu Marcel, a voz áspera enquanto ele e Carlos assistiam, os próprios corpos ainda se movendo em um ritmo lento e hipnótico. "Fode esse cu como se fosse seu."
Jean obedeceu, os quadris batendo contra a bunda de Lucas com um som molhado, os gemidos de Lucas se tornando cada vez mais altos, mais desesperados. Ele podia sentir o suor escorrendo pelas costas, o ar quente do quarto colando a pele deles. Era demais. Era perfeito.
Quando Lucas gozou, foi sem aviso—o orgasmo o atingiu como um trem, o corpo se contraindo enquanto jatos quentes de sperma sujavam os lençóis abaixo dele. Jean não parou. Ele continuou fodendo Lucas até que seu próprio corpo se enrijecesse, um gemido longo e rouco escapando dos seus lábios enquanto ele se enterrava fundo, o pau pulsando dentro de Lucas enquanto o enchia.
Por um longo momento, ninguém se moveu. Apenas o som das respirações pesadas preenchia o quarto—quatro homens, todos satisfeitos, todos ainda excitados, os corpos entrelaçados de maneiras que desafiavam qualquer noção de certo ou errado.
Carlos foi o primeiro a se mexer. Ele se afastou de Marcel, o pau ainda duro apesar do orgasmo recente, e se aproximou da cama onde Lucas e Jean estavam colados. Seus dedos traçaram o suor nas costas de Lucas, descendo até a bunda ainda aberta, onde o sperma de Jean começava a vazar.
"Parece que a gente tem muito o que explorar", murmurou Carlos, a voz um rosnado de promessa. Seus olhos encontraram os de Marcel, que sorriu, lento e perverso, enquanto passava a mão sobre o próprio pau, já começando a endurecer novamente.
Jean rolou para o lado, puxando Lucas com ele, os corpos ainda colados, os olhares fixos nos dois homens mais velhos. Não havia vergonha. Não havia arrependimento. Apenas uma tensão elétrica, uma pergunta não feita pairando no ar: O que vem agora?
Ninguém disse nada. Não era necessário.
Os quatro sabiam que isso era apenas o começo.
Caralho conto gostoso pra porra