Meu contato era basicamente com as duas irmãs briguentas (entre elas), Andréia e Eliane, a sua prima, Fabi, do interior. Eu conversava com cada uma isoladamente, e era engraçado ouvi-las falar sobre as outras duas. Eu sabia que, embora não assumissem, claro, elas faziam o mesmo a meu respeito, mas o joguinho era divertido... e excitante, para dizer o mínimo.
- “Nossa... Eu sozinha aqui, no interior. Fico imaginando as coisas que vocês estão fazendo ai na Capital... Aiiiiiiii, que inveeeejaaaaaa.”, a Fabi me escreveu, determinada noite.
- “Uai... Vem passar um fim de semana aqui, e a gente resolve isso.”, falei, evitando intencionalmente revelar que, na verdade, eu mal via as primas delas, envolvidos que estávamos com trabalho e estudos, mas mantendo a mente dele no jogo.
- “Vou para o aniversário da Déia...”, ela falou. – “Estou sabendo que vai ser uma festança... Balada, muita gente, festa total.”, ela disse, demonstrando expectativa.
Era verdade. A caçula das irmãs estava planejando seu aniversário há semanas, e havia convidado uma legião de amigos para uma balada em São Bernardo, uma cidade vizinha à São Paulo, em uma balada muito grande e meio diferente do agito da cidade grande. Era uma danceteria à beira da estrada, vários ambientes, que já havia tido dias melhores mas ainda mantinha um ‘quê’ da sua fama. Havia outros detalhes interessantes, que só depois as pessoas foram descobrir.
Enquanto isso, o tempo ia passando e a turma toda ia se tornando cada vez mais ansiosa com a tal festa. Certa noite, conversando com as irmãs, a expectativa ficou claríssima:
- “Nossa... Você conseguiu causar na galera, hein, Morena...”, falei para a Andréia, em uma lanchonete onde havíamos nos encontrado. – “A turma não fala de outra coisa que não seja seu aniversário...”, falei, propositalmente enchendo a bola dela, só para variar um pouco.
- “Nem me fale... Não aguento mais ficar de relações públicas entre uns que querem que outros vão, e que querem saber quem está indo com quem...’, ela exagerou, como se estivesse organizando uma confraternização de políticos. – “Porque as pessoas não se viram, e me deixam sossegada? Cacete, quer ter certeza de que seu crush vai? Chama ele, porra! Eu, hein... Tenho lá cara de santa casamenteira?”
- “Santa? Você? Ahhhhhh... não mesmo!”, falei, de modo displicente, adorando provocar ela. – “Pode ficar tranquila.”
- “Vai se fuder, Marcos...”, ela respondeu, com a gentileza e delicadeza de sempre, me divertindo.
- “Aiii, Déia... Como você é grossa.”, a Eliane se apressou a falar, em minha defesa.
- “Humpf!”, a caçula reagiu com pouco caso, para emendar na sequência. – “É todo mundo querendo saber quem vai, que está com quem... Que saco! Eu não quero saber da vida dos outros, só quero me divertir.”, falou, seguindo na sua linha blasée. – “Só de interessados na Fabi, tem uns oito... Pow gente, falem com ela, combinem com ela. Não sou agente de ninguém. Eu, hein...”, disse, tentando parecer casual, mas olhando de canto de olho para ver a minha reação.
- “Aiii... Eu estou tão animada que ela vem.”, a Eliane falou, como sempre, dando um tom leve para a conversa pesada da irmã caçula. – “Adoro ter ela por perto.”
- “Affff... Dá pra ela, então.”, a caçula retrucou, áspera como sempre.
Para mim, entretanto, as cenas das duas se pegando não seriam facilmente apagadas na minha mente. O ciúmes da caçula com relação à prima era facilmente entendível, e eu me fiz de moco, fazendo de conta que não estava ligado na relação das duas primas. A verdade é que eu não via a hora de me encontrar de novo com a prima ‘caipira’, mas isso era um meio jogo de xadrez entre as três, e eu estudava cada movimento a fazer para não me queimar com as outras duas partes.
Finalmente, por incrível que pareça, o sábado do aniversário chegou. A Fabi disse que viria à tarde para São Paulo, as meninas estavam meio atarefadas, eu não via a hora da noite chegar. Lá pelas três da tarde, meu telefone bipou. Era a Andréia:
- “Oi... Você pode me fazer um favor?”, perguntou, explicando sem esperar a minha resposta. – “Sua irmã ficou de me emprestar uma gargantilha... Consegue me trazer?”, perguntou.
- “Posso te levar mais tarde?”, perguntei, pensando o óbvio... Ninguém precisa de uma gargantilha que irá usar às dez da noite, às três da tarde. – “Eu ia tomar uma com os meninos, para iniciar os trabalhos do dia.”, respondi, sincero.
- “Caralho, Marcos... Estou pedindo um favor, no dia do meu aniversário... CUSTA FAZER ESSE FAVOR?”, perguntou, não me deixando opção.
Decidi que era menos trabalhoso leva a porra da gargantilha lá de uma vez, tirar isso da frente, e ir beber com os meninos antes que aparecessem outras tarefas. Peguei a tal peça com minha irmã e fui até a casa dela, praticamente do lado da minha. Toquei a campainha, veio um grito para eu entrar. Antes de subir a escada que levava à casa delas, propriamente, ao passar pela garagem notei que o carro da mãe dela não estava ali. Encontrei ela na sala, vestindo um robe de seda vermelho, contrastando bastante com sua pele clarinha.
- “Aqui está sua joia, minha princesa...”, falei, esticando a caixinha com um gesto exagerado, em uma reverência.
- “Affff... Cala a boca, Marcos...”, ela retrucou, pegando a peça e colocando sobre a estante, com pouco caso. – “Você não tem nada melhor para falar, não?”, perguntou, parando a minha frente, balançando lentamente seu corpo.
Olhei para a cena, e o vão aberto entre as partes do robe, mostrando a pele no vale entre os seios dela, me atiçaram de imediato. Sem pensar sobre quem estava na casa ou não, estiquei a minha mão e toquei na sua pele, deslizando dois dedos no vale, notando que ela olhava fixamente para mim, examinando minhas reações. A menina era provocativa, gostava desse joguinho, e eu não iria decepcioná-la, até porque meu pau dava sinal de vida dentro da minha bermuda. Com a outra mão eu envolvi seu pescoço, e puxei-a de encontro a mim, beijando sua boca.
Ela não refugou... Na verdade, seus lábios se abriram e sua língua procurou a minha, aumentando a provocação toda do momento. Deslizei minha mão dos seus seios para baixo, entrando por baixo do robe e passando pela sua cintura, indo até sua nádega, absurdamente firme, redonda e empinada. Senti no toque o tecido macio da sua calcinha, meu pau sentindo-se já totalmente apertado dentro da bermuda. Nossas bocas seguiam grudadas, se chupando. Interrompi o beijo e sussurrei:
- “Está sozinha?”, meu coração pulsando forte, torcendo pela resposta dizendo que sua irmã não estava na casa.
- “Se você continuar fazendo isso, vai descobrir, já-já...”, falou, a ameaça esfriando meu estômago, a frustração se instalando. Eu queria ficar com ela, agora. Muito.
Apalpei sua bunda com mais vontade... Se aquilo iria parar, eu queria uma casquinha a mais. Ela grudou o corpo no meu, e alisou meu pau, por cima da minha roupa. Murmurou –“Hummmm... Durinho, já! Que gostoso...”. Segui sua linha e trouxe a mão para a frente do seu corpo, tocando sua xoxota por cima da calcinha, sentindo seu calor. Minha boca grudou no seu pescoço, mordendo-o. Ela reagiu de pronto.
- “Para! Seu maluco...”, disse, refreando meu ímpeto. Aquiesci... Afinal, sua irmã estava... –“Vai me deixar marca... tá doido?”, ela falou, me cortando.
Parei o quê estava fazendo, olhando fundo nos olhos dela. O brilho era quase ofuscante.
- “Sua putinha... Não tem ninguém aqui!”, falei, minha mão voltando para o meio das suas coxas.
- “Eu só falei que ‘Se você continuasse fazendo o quê estava fazendo, iria descobrir se tinha mais alguém em casa...’”, falou, sorrindo, maquiavélica, divertida com meu temor.
- “Putinha...”, respondi, empurrando ela sobre o sofá, atrás dela, e mergulhando a boca pela abertura do seu robe, beijando e chupando seus seios.
- “Ufsssss...”, ela gemeu, fechando os olhos. – “Cuidado... Não via deixar chupada!”
- “Claro que vou... Ninguém vai ver, além de mim!”, respondi, puxando o robe para o lado e acessando seu mamilo, já intumescido, enquanto minha mão subia melas suas coxas até sua xaninha.
- “Não... Não brinca! Não posso ter chupada, caralho...”, ela retrucou, afastando minha cabeça do seu seio. Não discuti, apenas deslizei pela sua barriga, até chegar à sua xoxota. – “Uffssssssss... cacete! Ahhhhhh”, ela gemeu, quando mordisquei ela, por cima da calcinha, antes de puxá-la para o lado e deslizar a língua pela extensão da sua boceta.
- “Tesão!!! Caralho, você é uma delícia!”, falei, completamente inebriado pelo seu cheiro, sua textura, seu gosto. Eu já não pensava em outra coisa – “Não vejo a hora foder você, todinha...”, me declarei.
- “Para!”, ela falou, virando nossos corpos em um movimento, e me colocando sentado no sofá, no lugar dela, e ela ajoelhada no chão, à minha frente. – “Você não me fode... Eu como você!”, respondeu, alisando meu pau com a mão espalmada sobre a bermuda.
Na sequência ela abriu minha bermuda, meu cacete estufando indecentemente a minha cueca branca. Ela mordeu ele, por cima do tecido, me provocando, olhando para mim com seus grandes olhos negros, desafiadores. Aos poucos puxou a cueca para baixo, liberando meu pau para o ar fresco da sala, me arrepiando. Sua língua deslizou por ele todo, da base até a cabeça inchada, duas, três, quatro vezes, me provocando. Finalmente ela levantou ele, descolando-o do meu corpo, e sem falar nada, mas sem tirar os olhos dos meus, começou a chupá-lo, engolindo-o aos poucos, de um modo safado, babado, provocativo.
- “Quietinho ai...”, ela falou, após uns minutos assim, escorregando pelo meu corpo acima.
Apenas afastando o robe para os lados, agora totalmente aberto, mostrando seus seios desnudos e seu corpo branquinho, ela foi se ajeitando sobre meu pau, puxando a calcinha para o lado. Esfregou a cabeça do meu pau nos seus lábios e grelinho por uns minutos, até ajeitá-la na posição certa e começar a descer sobre ele, engolindo-o. Ela fechou os olhos e me cavalgou com gosto, engolindo meu pau inteiro, seu corpo serpenteando sobre o meu.
Após alguns minutos assim, virei o corpo dela, deitando-a de costas no sofá, pernas abertas, enquanto eu ajeitava meu corpo entre suas coxas. Mantendo a calcinha puxada para o lado, pincelei a cabeça do pau contra seus lábios molhados, antes de voltar a penetrá-la. Ela gemeu, eu gemi de tesão, a trepada ganhou ritmo, meu cacete deslizando para dentro e para fora da sua boceta apertada. Puxei sua calcinha para fora do seu corpo, e girei-a no sofá, deixando-a ajoelhada.
Fiquei de pé, o cacete balançando, olhando aquele rabo divino. Ela leu minha mente:
- “Atrás, não...”, falou, olhando para mim. – “Põe na frente!”, determinou.
Ok, eu podia não por atrás, como ela disse, mas nada me impedia de olhar. Em meio às suas nádegas perfeitas, seu cuzinho rosado parecia o próprio ‘túnel do amor’, me convidando para um passeio mágico. Me contive, alisei meu cacete e apontei-o para o meio dos seus lábios molhados. Encostei e empurrei o pau lentamente para dentro dela, arrepiando-a, e a mim também. Vi meu cacete deslizar para dentro da sua xoxota, meu corpo encostar nas sua bunda perfeita, e pensei que precisaria de muita força de vontade para me controlar, segurando meu tesão.
Bem... não foi necessário tanto esforço assim.
BAAMMM!!! A porta da rua, na parte de baixo da escada que dava na sala, se abriu, com estrondo.
- “ANDRÉIA!!! ANDRÉIA, VOCÊ ESTÁ AÍ???”, uma voz feminina esganiçada chamou, lá de baixo. Passos na escada, acelerados, denunciavam que a pessoa vinha subindo, rápido.
A Andréia pulou para o lado, quase que sumindo da minha frente em um passe de mágica, me deixando ali, de pé e de frente para o sofá, o pau duro brilhando, balançando para um lado e para o outro. Por sorte, eu não havia tirado minha roupa, apenas abaixado a bermuda e cueca. Como um atleta, me abaixei, puxei a roupa para cima e, antes de ter tempo de abotoar a bermuda, a Eliane chegou no alto da escada, falando sem parar.
- “ANDRÉIA? Cadê você??? Ahhh, Marcos!!! Que surpresa... O quê você está fazendo aqui, a essa hora?”, perguntou, me fazendo querer por uma fita na boca dela. – “MÃE!!! O Marcos está aqui...”, continuou, mesmo comigo fazendo que não para ela, com ambas as mãos. – “Nossa, Marcos... Você está branco... o quê foi?”, falou, enquanto os passos da mãe dela subindo a escada chegavam mais perto.
Como um pateta, tentando desesperadamente justificar minha estadia ali, estiquei a mão para a estante e peguei a caixinha com a bendita gargantilha que havia começado tudo aquilo, incapaz de falar alguma coisa, olhando vidrado para a escada, mão esticada com a caixinha como se fosse uma oferenda a um mostro pronto para me devorar. Bem, era mais ou menos isso.
A puta da Eliane olhava para mim, um sorriso perverso no rosto, claramente dona da situação. Eu não conseguia imaginar como ela havia armado aquilo, como sabia que eu estaria lá, com oeu havia me enfiado naquela situação... Esperei a mãe das duas aparecer, me fuzilando com o olhar, sabedora que coisa boa eu não podia estar fazendo ali, sozinho com a caçula. Finalmente, os passos na escada cessaram, e a figura feminina chegou à minha frente, rosto fechado, raios saltando dos seus olhos brilhantes. Só não era a mãe delas.
- “Errr... Oi, Fabi.”, consegui balbuciar, muito surpreso, olhando para a Eliane e odiando o sorriso sarcástico dela. - “Tudo bem?”, perguntei, sem nem mesmo tomar a ação de dar um passo para cumprimentá-la.
- “Oi, Marcos... O quê é isso? Um presente?”, perguntou, olhando para a caixinha que eu, pateticamente, seguia ostentando como uma bandeira de paz. - “Você está pálido... Espero que não tenhamos atrapalhado nada.”, disse, fria como uma geleira.
Olhei para a Eliane, furioso, certo de que ela havia aprontado aquela incerta. Ela apenas sorriu de volta, cínica. A Andréia voltou lá de dentro, vestida como estava para meu desespero, de robe. A Fabi olhou para ela, com um claro semblante de censura. Minha situação só piorava. A Eliane soltou um “Belo traje para receber uma visita”, suficiente para receber de volta um “Ahh... vai se fuder, cuida da sua vida! Por quê fez de conta que a mamãe estava subindo, sua arrombada?”.
- “Nossa menina... Que stress. Não é porque está fazendo aniversário que precisa agir como uma velha.”, a mais velha falou, na verdade agindo como a caçula habitualmente faria. – “Vem, Fabi... Vamos deixar os dois ai, fazendo o quê quer que estivessem fazendo...”
Sem ter o quê fazer, sai dali completamente frustrado, em completa oposição a como eu me sentia cindo minutos antes. Eu havia investido durante quinze dias naquele final de semana da Fabi em São Paulo, e tudo fora agora jogado fora por um flagrante armado pela mais velha das irmãs, em uma atitude que tinha muito mais a ver justamente com a caçula. Que merda. Resolvi que precisava beber, e fui encontrar os meninos para fazer hora até ir para a festa da Andréia.
A tarde passou lenta. Nem vontade de beber, eu tinha. Fiquei lembrando dos acontecimentos, da Andreia de robe, do calor sua boceta, do desenho da sua bunda... Mas, o quê mais me martirizava, mais do que a peraltice da Eliane em armar o flagrante, afinal isso era comum entre as duas irmãs, um joguinho quase insano de gato e raro entre elas, o pior mesmo, foi o olhar da Fabi para mim, de decepção.
Quando ela passou por mim e, ostensivamente, olhou para baixo, para a minha bermuda, e viu meu pau ainda duro, esticando a roupa, claramente denunciando o quê, desculpa nenhuma, iria contornar. Passei duas semanas cantando ela, fazendo planos, juras de um final de semana especial, para ser pego no flagra com a prima.
Os meninos perceberam meu baixo astral, brincaram comigo, desconversei. As horas passaram, todos foram para casa se arrumar, em uma verdadeira carreata rumou para a tal balada. Ninguém queria depender de ninguém na hora de ir embora, todos com planos e alvos muito bem definidos. Chegando no endereço, uma confusão. À beira da estrada, o quê mais me chamou a atenção foi uma placa de um motel com o nome da balada... Seria uma pegadinha da Andréia, sempre polêmica?
Prestando mais atenção, após quase parar no acostamento, vi que na verdade eram dois estabelecimentos diferentes... Uma balada, e um motel, também. Ambos com o mesmo nome. Segui colina acima, passei pela recepção da balada, parei no enorme estacionamento, e ao me dirigir para a entrada não pude deixar de olhar a portaria do motel, quase anexa à balada. Muito conveniente, pensei.
Entrei após uma longa fila e revista, e em poucos minutos encontrei o lugar onde nossa turma estava. Passei uns minutos cumprimentando (de novo, no dia) uns e outras, e fui para o bar pegar uma bebida. Encontrei a Eliane. Resolvi não causar, e apenas a cumprimentei e fiquei esperando ser atendido.
- “Que susto hoje, hein... kkkkkk”, ela falou, de modo jovial. – “Você precisava ver sua cara.”
- “Meu, vocês duas são doentes?”, explodi. – “Cara, não é normal o quê vocês fazem...”, falei, pegando meu copo e deixando ela sozinha, puto da vida.
Procurei me juntar com outras pessoas da turma, querendo tirar as duas irmãs malucas da minha cabeça. Ambas eram uma PUTA trepada, mas eram demais para a sanidade de qualquer um. Beberiquei meu uísque, troquei ideia com uns amigos, olhei com interesse para umas loiras, pensando que precisava dar um tempo, afinal, das morenas. Gostei da minha proposta mental, pensando que aquele uísque estava muito bom, afinal.
Fui para a pista, dancei, brinquei, paquerei, e no segundo uísque eu estava mais relaxado. Cheguei perto de uma das mesas da turma, quando olhei para o lado e via a Andréia, enfim. Ela estava com um rapaz meio desconhecido da gente, eu mesmo havia trombado com ele apenas uma vez. Achei que ela estava muito entusiasmada na conversa com ele. Uma ponta de ciúmes me atingiu no estômago, mas ignorei. Era aniversário dela, e o mundo daria atenção para ela naquela noite, afinal. Virei um pouco o pescoço e vi a Fabi.
Linda, ela usava um vestido muito curto, branco florido, o quê compunha uma imagem jovial, quase inocente, não fossem seus seios apontados para a frente e suas coxas roliças logo abaixo da barra curta do tal vestido. Sob as luzes da pista, eu poderia jurar que conseguia vislumbrar a forma da sua calcinha, minúscula, sob o tecido.
A noite foi passando... A Andréia agora era cercada não apenas pelo rapaz de antes, que chamei mentalmente de Rambo, mas também por um outro, codinome ‘barba’, na minha mente já afetada por outro uísque. Alguém chegou perto de mim, e falou alguma coisa que não consegui entender. Olhei para a pessoa, e vi que era a Fabi. Me inclinei em sua direção, para conseguir ouvir.
- “Você vai continuar me ignorando a noite toda?”, ela falou. Aquilo me chocou.
- “Eu??? Achei que você estivesse brava comigo...”, respondi, meio que me entregando.
- “Por que eu estaria?”, ela falou, jovial, bebericando seu gin. – “Porque cheguei em São Paulo, depois de você me cantar duas semanas, e peguei você com as calças na mão, comendo minha prima aniversariante?”, ela falou, de um fôlego, mas parecendo surpreendentemente alegre. – “É... tem razão. Acho que eu tenho que estar brava com você, afinal.”, falou, me dando as costas e voltando para uma rodinha com vários meninos, que levantaram os copos em comemoração, quando ela chegou.
Fiquei olhando ela ir, seu corpo perfeitamente moldado embaixo do tecido leve do vestido, e senti um aperto na garganta. Nesse momento, outro aperto me chamou a atenção, dessa vez no meu braço. Ela a Eliane.
- “Ow... Sossegou, já?”, ela falou, divertida. – “Para de causar, vamos aproveitar a noite...”, disse, já meio altinha, se aproximando de mim.
Ela também estava muito gata, usando uma calça de couro e um top, valorizando tanto os seus seios generosos, como sua bunda. Mas, naquele momento, minha primeira vontade era derrubá-la com um cruzado no queixo.
Acho que ela percebeu, porque se aproximou do meu ouvido e sussurrou um “Para com essa marra... não sou sua inimiga!”. Acho que ela percebeu que eu estava pronto a desatar a falar tal qual uma represa rompendo, porque apenas levou o dedo aos meus lábios, em um gesto para eu ficar quieto, e me puxou para um canto mais escuro da balada, perto das grandes janelas que davam para o exterior. Chegando lá, de novo antes que eu começasse a falar, ela se aproximou do meu ouvido e disse:
- “Lembra que eu sou sua melhor amiga aqui...”, sussurrou, antes de passar a língua no meu ouvido, provocando um misto de tesão e raiva. – “Então, para de ficar com essa cara de sem amigos comigo.”, concluiu, passando os braços ao redor do meu pescoço, e me beijando.
Eu demorei ainda uns trinta segundos para assimilar aquela putaria, e mais do que isso, aceitar. Finalmente, enfim, o beijo era bom, e acabei me entregando. Quando me dei conta, minha mão já estava subindo pela sua calça de couro, alisando com gosto sua bunda.
- “Hummmm... Com uma passada de mão dessas, eu gamo!”, ela falou, apertando meu pau por cima da calça.
- “Uma pergunta...”, falei, aproveitando a interrupção do beijo e tentando entender aquele joguinho entre as irmãs. – “Por quê você disse que é a minha melhor amiga, se tentou me fuder hoje à tarde, com a Fabi? Você sabia que eu estava a fim dela... É por ciúmes?”, perguntei, na lata.
- “Sou sua melhor amiga, justamente por causa dela, gatinho...”, ela falou, sem largar meu pau. – “E não tenho ciúmes de você... Embora eu adore você, adore aprontar com você e, confesso, meio sem vergonha, adore trepar com você (por isso, aliás, que vou trepar com você hoje à noite), você é muito novinho para mim...”, ela falou, promovendo o maior gelo no meu estômago da noite. – “Não tenho ciúmes de você, acredite...”
- “Hã?”, foi tudo o quê saiu da boca, enquanto ela sorria para mim, e virava meu pescoço para o lado, na direção de onde um vulto se aproximava de mim. – “Mas o quê...”, comecei a balbuciar, até que o vulto chegou aonde estávamos, e sem preâmbulos, segurou meu rosto e me beijou.
- “Você é uma figura, Marcos...”, a voz falou, por cima da música. – “Um puta tarado sem vergonha, filho da puta... mas uma figuraça.”, continuou, olhando para mim, enquanto a louca da Eliane continuava ao meu lado, impassível, alisando meu pau por cima da calça. – “Agora, vamos sair daqui... Muito barulho!”, disse, e saiu andando, em direção à área onde ficavam os caixas e a saída.
A Eliane simplesmente me puxou pela mão, e seguimos andando, atrás da Fabi, rumo à saída da balada.
Na fila para pagar, olhando pelas janelas, a luz do Motel ao lado me ofuscava, olhos e mente.
