— Alô, Salvador? É a Josi... da semana passada. Eu... gostaria de marcar outra sessão. Pode ser amanhã à noite?
Ele respondeu com aquela calma de sempre, voz grave e acolhedora.
— Claro, Josi. Amanhã às 20h está perfeito. Venha com o que estiver sentindo. Sem expectativas, só presença. Te espero.
Desliguei com o coração acelerado. Contei pro Marcos que ia a um “encontro de autocuidado” com uma amiga — tecnicamente não era mentira. Ele beijou minha testa e disse “vai se mimar, amor”. Me senti culpada por um segundo, mas depois lembrei: isso era sobre mim. Sobre o que eu precisava sentir.
Cheguei pontualmente às 20h. O prédio discreto no Sion, Belo Horizonte, luz suave na recepção. Salvador abriu a porta com um sorriso sereno, camisa branca de linho meio aberta no peito, calça leve. Me abraçou longo, como da outra vez. Senti o cheiro dele: sândalo misturado com algo quente, masculino.
— Bem-vinda de volta, Josi. Como você está hoje?
— Nervosa... mas animada. Quero ir mais fundo.
Ele assentiu, me levou pro mesmo quarto: tapete macio, velas espalhadas, música baixa pulsando devagar. Me pediu pra tirar a roupa no meu ritmo. Fiquei de calcinha e sutiã primeiro, depois tirei tudo, me cobrindo instintivamente com os braços. Ele não riu nem apressou. Só disse:
— Você está linda. Deita quando quiser. Vamos começar devagar.
Deitei de bruços, rosto no apoio. Ele aqueceu o óleo, começou pelas costas. Deslizava devagar, mãos grandes cobrindo cada centímetro. Eu suspirei alto quando ele chegou na lombar. Aos poucos, a timidez foi derretendo. Virei de costas por conta própria, sem ele pedir.
— Pode tocar minha yoni de novo? — pedi, voz baixa.
— Claro. Me diz o que você quer sentir hoje.
Começou igual: contornos, grandes lábios, pequenos lábios, monte de Vênus. Mas dessa vez eu estava mais aberta, pernas relaxadas, respiração profunda. Quando ele curvou os dedos dentro de mim, procurando o ponto sagrado, eu gemi alto. O polegar no clitóris fazia círculos perfeitos. Gozei rápido, corpo tremendo, mas não parei.
— Continua... por favor.
Ele continuou, devagar, prolongando. Eu sentia a energia subindo, descendo, circulando. Meu quadril começou a se mover sozinho, pedindo mais. Olhei pra ele: olhos escuros fixos nos meus, respiração controlada, mas dava pra ver a ereção marcando a calça fina.
— Salvador... posso te tocar?
Ele parou por um segundo, sorriu gentil.
— Só se for o que você deseja de verdade. Sem obrigação.
Levantei a mão, toquei a coxa dele primeiro. Subi devagar até a virilha. Senti o pau duro sob o tecido. Desci o zíper com dedos trêmulos, tirei pra fora. Era grosso, quente, veias pulsando. Segurei na base, deslizei a mão devagar pra cima e pra baixo. Ele soltou um suspiro baixo, mas não se moveu.
— Posso... chupar você?
— Sim, Josi. No seu tempo.
Me sentei na beirada da maca, ele ficou de pé na minha frente. Levei à boca devagar, lambi a cabeça primeiro, sentindo o gosto salgado misturado com óleo. Depois engoli mais, devagar, sentindo ele encher minha boca. Chupei ritmado, mão na base acompanhando. Ele gemeu baixo, mão no meu cabelo sem puxar, só acariciando.
— Você é incrível... — murmurou.
Depois de alguns minutos, parei, olhei pra cima.
— Quero você dentro de mim. Por favor... me come.
Ele hesitou só um instante.
— Tem certeza? Podemos parar a qualquer momento.
— Tenho. Quero sentir você me preenchendo.
Ele pegou uma camisinha da mesinha (sempre preparado), colocou com calma. Me deitou de costas, pernas abertas. Posicionou a cabeça na entrada, esfregou devagar, sem entrar ainda. Eu empinei o quadril, pedindo.
Ele entrou lento, centímetro por centímetro. Senti cada veia, cada pulsar. Quando estava todo dentro, parou, respirando junto comigo.
— Como você quer? — perguntou.
— Devagar no começo... depois mais forte. Quero gozar com você dentro.
Começou movimentos longos, profundos. Eu envolvia as pernas na cintura dele, puxando. Ele acertou o ângulo perfeito, batendo no ponto G a cada estocada. Uma mão no meu clitóris, círculos rápidos. A outra no meu peito, apertando o mamilo.
Eu gemia alto, sem vergonha. “Mais... mais fundo... assim...”
Ele acelerou, controlado, suor escorrendo no peito dele. Eu sentia o orgasmo se aproximando, forte, inevitável.
— Vou gozar... não para...
Ele manteve o ritmo exato, firme, profundo. O orgasmo me atravessou inteiro: corpo convulsionando, yoni apertando ele em espasmos longos, grito rouco escapando. Ele gemeu junto, mas se segurou — não gozou. Continuou devagar, prolongando minhas réplicas até eu ficar mole, ofegante.
Saiu devagar, tirou a camisinha, jogou fora. Deitou ao meu lado, me abraçou forte. Ficamos assim uns minutos, respirando juntos.
— Obrigada... — sussurrei.
— Obrigado você, Josi. Por se permitir.
Depois veio o aftercare: cobertor quente, água, silêncio confortável. Saí dali diferente. Mais inteira. Mais minha.
No carro, olhando pro retrovisor, sorri. Sabia que isso não era o fim. Era só o começo de algo que eu ia levar pra casa, pro Marcos, pra mim mesma.
sgtshark