A noite caiu sobre o apartamento como um véu de silêncio e possibilidade. Eloisa dormiu por quase duas horas no colo de César, exausta da confissão, do sexo, da montanha-russa emocional que tinham vivido. Ele não dormiu. Ficou ali, acariciando os cabelos dela, o pau endurecendo e amolecendo num ciclo vicioso alimentado pelas imagens que não saíam de sua cabeça.
Quando Eloisa acordou, a luz da sala já era artificial, o abajur ligado, a cidade brilhando lá fora.
- “Que horas são?” - ela perguntou, a voz ainda pastosa de sono.
- “Oito e pouco. Você ficou apagada um bom tempo"
Eloisa sentou, esfregando os olhos. A toalha tinha caído completamente durante o sono, e ela estava nua, os seios à mostra, as marcas dos dedos dele ainda visíveis nos quadris. Olhou para ele, para a expressão pensativa, para o volume que teimava em não desaparecer completamente entre as pernas dele.
- “Você não dormiu?"
- “Não consegui"
- “Por que? O que você está pensando?"
César demorou a responder. Os olhos dele percorreram o corpo dela, demoraram-se nos lugares que outro homem tinha visto, tocado, desejado. A imagem do pau rosado voltou com força, e ele sentiu o sangue descer de novo.
- “Precisamos conversar” - ele disse, finalmente - “De verdade. Sobre o que aconteceu"
Eloisa engoliu seco. A culpa ainda estava ali, fresca, latejante. Ela achou que viria mais acusação, talvez mais raiva, talvez a decisão de separação que ela temia desde o momento em que mandou a primeira mensagem.
- “Pode falar” - ela disse, a voz pequena - “Mereço ouvir"
César respirou fundo. As palavras estavam na ponta da língua, mas pareciam enormes, impossíveis de serem ditas (Como confessar para a mulher que acabou de te trair que a traição dela foi o maior tesão que você sentiu em anos?).
- “Quando eu vi as fotos ontem” - ele começou, devagar - “No seu celular. As suas fotos. E as fotos... dele"
Eloisa fechou os olhos, preparando-se para o golpe.
- “Eu não fiquei com raiva Eloisa” - ele continuou - “Não do jeito que eu deveria. Eu fiquei... excitado. Muito excitado. E quando você me contou os detalhes hoje, o que aconteceu com ele, o que você fez... Eu fiquei mais excitado ainda"
Ela abriu os olhos, confusa.
- “Como assim?"
- “A imagem de você com outro homem” - as palavras saíam com dificuldade, mas saíam - “Você montada nele. Você querendo chupar ele. Isso... isso me enlouqueceu, Eloisa. Me deu um tesão que eu não sei explicar. Um tesão absurdo, primitivo"
Ela ficou em silêncio, processando o que acabou de ouvir de seu marido. Os olhos dela percorreram o rosto dele, procurando sinais de ironia, de julgamento, de algo que não fosse a verdade nua e crua que estava ali, exposta.
- “Você está falando sério?"
- “Nunca falei tão sério na minha vida"
Eloisa levantou-se, andou nua pelo cômodo, os braços envolvendo o próprio corpo como se tentasse se proteger. Parou em frente à janela, a silhueta recortada contra as luzes da cidade.
- “Isso é muito doido, César"
- “Eu sei"
- “Você está dizendo que gostou de saber que outro homem viu sua mulher pelada? Que outro homem tocou em mim? Que outro homem me comeu?"
- “Sim” - a voz dele saiu firme - “E quero mais"
Ela virou-se bruscamente.
- “Mais? O que significa mais?"
César levantou-se também. Foi até ela, parou a poucos centímetros de distância, sentindo o calor do corpo dela, o cheiro familiar misturado com o suor do sono e o cheiro dos dois ainda impregnado na pele.
- “Significa que eu quero ver você com outro homem de novo"
O silêncio caiu entre eles como um piano do oitavo andar. Eloisa abriu a boca, fechou, abriu de novo. Os olhos dela procuravam os dele, tentando encontrar a loucura, tentando entender se era real.
- “Você quer que eu te traia de novo?"
- “Não é traição se eu estiver sabendo. Se eu estiver participando. Se eu estiver esperando você voltar pra mim"
- “Participando como?"
- “Não sei ainda” - ele admitiu - “Mas eu quero. Eu quero muito. A imagem não sai da minha cabeça. Você voltando pra casa depois de estar com outro. A buceta cheia de porra de outro. E eu aqui, esperando, pronto para lamber, para chupar, para meter em você toda melada do que outro homem deixou"
Eloisa levou a mão à boca. O gesto podia ser de choque, de nojo, de surpresa. Mas os olhos dela brilhavam de um jeito diferente agora. Algo nela, algo que ela também não sabia que existia, despertou.
- “Você quer ser... corno?"
A palavra foi dita. Pesada, crua, real.
- “Quero ser SEU corno” - César respondeu enfatizando - “Quero que você tenha um homem. Um que você escolher. Um que você gostar. E quero que você volte para mim depois. Sempre. Só minha no final"
Eloisa andou em círculos, as mãos nos cabelos, processando. Parou, olhou para ele, para o pau dele endurecido marcando a cueca, para os olhos implorando, para a vulnerabilidade enorme que ele estava expondo.
- “Você tem certeza disso? Porque depois não tem volta, César. Depois que você me der essa permissão, não tem como desfazer a permissão"
- “Eu sei. E nunca tive tanta certeza de nada na vida"
Ela aproximou-se. Colocou as mãos no rosto dele, olhou nos olhos dele por muito tempo. E então sorriu. Um sorriso pequeno, cúmplice, pervertido.
- “Então você quer que eu arrume um amante?"
- “Quero"
- “Um fixo? Ou vários?"
A pergunta o pegou desprevenido. Ele pensou por um momento, a imagem de Eloisa com vários homens passando pela cabeça como um filme. O pau pulsou, mas algo nele hesitou.
- “Um” - ele decidiu - “Só um. Alguém que a gente conheça, que a gente confie. Alguém que entenda os limites. Não quero você virando garota de programa, quero você tendo um caso. Um caso de verdade, com um homem de verdade"
Eloisa acenou, compreendendo.
- “Faz sentido. E eu quero assim também. Um só. Alguém que saiba o que está fazendo. Alguém que me trate bem, mas que me coma como você não consegue mais comer sozinho"
A provocação funcionou. César sentiu o pau endurecer ainda mais, o sangue fervendo.
- “Você já tem alguém em mente?” - ele perguntou, a voz rouca.
Eloisa mordeu o lábio. O olhar dela desviou por um segundo, e voltou.
- “Posso ter"
- “Quem?"
- “Você lembra da minha amiga Paula?"
César franziu a testa, tentando localizar na mente. Lembrava-se de uma mulher mais velha, amiga de Eloisa dos tempos de faculdade, que aparecia em alguns churrascos e festas.
- “Lembro. Morena, cabelo comprido, um pouco mais velha que você"
- “Ela mesma. A gente conversa muito, César. Sobre tudo. E ela tem uma dinâmica parecida com o namorado dela, o Beto"
César sentiu o estômago embrulhar de excitação.
- “Que dinâmica?"
- “Paula é cuckquean. Sabe o que é isso?"
Ele negou com a cabeça.
- “É o feminino de cuckold” - Eloisa explicou - “Ela sente tesão em ver o Beto com outras mulheres. Ela escolhe as mulheres, muitas vezes. E depois que ele transa com elas, ela transa com ele. Come a buceta das outras cheia de porra dele, transa com ele melado. Exatamente o que você descreveu, mas ao contrário"
O mundo de César expandiu-se naquele momento. Não era só ele. Não era só uma loucura isolada. Havia outras pessoas, outras dinâmicas, outras formas de amar e sentir prazer.
- “E você acha que eles topariam?"
- “Eu posso conversar com a Paula. O Beto é muito tranquilo, muito experiente. Paula sempre fala que ele é um comedor nato, que transa muito bem, que sabe tratar mulher. E ele é discreto, super discreto. Se a gente pedir sigilo, eles vão respeitar"
- “Sigilo total” - César reforçou - “Ninguém pode saber. Família, trabalho, amigos. Tem que ser nosso segredo"
- “Lógico. Paula e Beto vivem isso há anos e ninguém desconfia. Eles sabem como funciona"
César sentiu o alívio e a excitação se misturarem. Não era apenas uma fantasia. Era possível. Estava ao alcance.
Eloisa aproximou-se mais. Colocou a mão no peito dele, sentiu o coração disparado.
- “Tem uma condição” - ela disse.
- “Qual?"
- “Se eles aceitarem, se eu começar a sair com o Beto, quando eu voltar do sexo com ele, você vai ter que me comer. Mesmo que eu não tome banho depois de dar para ele. Mesmo que eu esteja toda melada de esperma dele. Você vai lamber onde ele lambeu, chupar onde ele chupou, meter onde ele meteu. Você topa?"
César sentiu os joelhos fraquejarem. A imagem era tão vívida, tão real, tão suja e tão doce ao mesmo tempo.
- “Eu ia pedir exatamente isso” - ele confessou, a voz falhando - “Quero sentir o gosto dele em você. Quero lamber sua buceta depois que ele gozar dentro. Quero chupar seus peitos com o cheiro dele. Quero te comer de quatro e ver a porra dele escorrendo pelas suas pernas enquanto eu me posiciono"
Eloisa gemeu baixinho. A mão dela desceu pelo peito dele, pela barriga, até encontrar o pau endurecido. Apertou de leve, sentindo a grossura, o calor.
- “Meu marido corno” - ela sussurrou - “Meu lindo marido corno. Você vai ser tão feliz assim"
- “Vou. Se for com você, vou"
Eloisa afastou-se. Com um movimento lento, deliberado, começou a tirar a roupa. Não que tivesse muita coisa (estava nua desde o banho) mas o gesto era teatral, provocante. Passou as mãos pelos seios, beliscou os mamilos, desceu pelos quadris.
- “Olha pra mim” - ela ordenou.
César obedeceu. Os olhos dele percorreram cada centímetro do corpo dela, cada curva, cada sombra.
- “Essa buceta” - ela disse, apontando - “Vai ser de outro homem também. Vai abrir pra outro pau. Vai gozar em outro pau. E você vai adorar?"
- “Vou"
- “Essa boca” - ela tocou os lábios - “Vai beijar outro. Vai chupar outro. Pode até engolir porra de outro. E você vai querer beijar essa boca depois?"
- “Vou querer"
- “Esse cu” - ela virou-se de costas, mostrou a bunda, afastou levemente as nádegas - “Talvez um dia ele entre aqui também. Quem sabe? E você vai ter que chupar ele depois, se eu pedir. Você vai?"
César sentiu a boca secar.
- “Vou. Tudo o que você pedir"
Eloisa virou-se de frente novamente. Ajoelhou-se no chão, na frente dele, apoiando os antebraços na cama. A bunda ficou empinada, oferecida, a buceta visível por trás, os lábios já úmidos.
- “Então começa a treinar, corno” - ela provocou - “Vem comer sua mulher. Porque quando o Beto entrar na minha vida, você só vai me comer depois que ele me comer. Vai ter que esperar. Vai ter que aguentar saber que eu tô com ele, transando, gozando, enquanto você tá aqui, sozinho, imaginando. E quando eu voltar, você vai ter que me comer melada. Mas hoje não. Hoje eu ainda sou só sua. Então vem. Vem comer sua mulher antes que ela vire de dois"
César não precisou ouvir duas vezes. Ajoelhou-se atrás dela, as mãos nos quadris, o pau apontado para a entrada da buceta. Ela estava molhada, incrivelmente molhada, e ele deslizou para dentro com uma facilidade que o fez gemer.
- “Aaah, porra” - ele grunhiu.
- “Isso... mete... mete fundo” - Eloisa gemia, o rosto enterrado no edredom - “Quero sentir esse pau antes que ele vire segundo lugar"
A frase acertou César como um choque. Segundo lugar. Ele seria o segundo. Depois de Beto. Depois de outro homem. O pensamento fez o pau endurecer ainda mais dentro dela. Ele metia com força, as bolas batendo no clitóris dela, a visão da bunda ondulando a cada estocada. Uma mão puxou o cabelo dela, arqueando suas costas, deixando-a mais exposta.
- “Você gosta de pensar nisso, não gosta?” - ela provocou, a voz entrecortada pelos gemidos - “Gosta de saber que outro vai te substituir?"
- “Gosto” - ele admitiu, a voz um grunhido - “Gosto muito"
- “Vou gemer mais alto pra ele do que pra você” - ela continuou - “Vou gozar mais gostoso com ele. E você vai saber. Vai imaginar. E quando eu voltar, você vai lamber minha buceta e sentir o gosto dele"
- “Sim... vou lamber... vou chupar..."
- “Vai chupar minha buceta toda melada? Vai lamber a porra do outro de dentro de mim?"
- “Vou... vou lamber tudinho..."
- “Porra, César... você é muito corno... muito corno gostoso..."
Ela apertou a buceta propositalmente, os músculos internos massageando o pau dele, e ele sentiu que não ia aguentar. Poucas estocadas. Menos de um minuto. O orgasmo subiu pela espinha como fogo.
- “Vou gozar” - ele avisou.
- “Goza. Goza dentro. É a última vez que você vai gozar sozinho dentro de mim. Depois, vai ser sempre depois dele"
A frase foi o gatilho. César enterrou fundo, cravou os dedos nos quadris dela e esvaziou-se dentro da buceta da mulher, jatos quentes de esperma preenchendo o espaço que em breve seria de outro. Gozou como nunca, como se cada gota fosse uma declaração de posse e uma despedida ao mesmo tempo.
Ficaram assim, ele ainda dentro dela, a respiração ofegante, o corpo tremendo.
- “Eu te amo” - ele sussurrou.
- “Também te amo” - ela respondeu - “E vou te amar sempre. Mas você vai ter que dividir minha buceta agora. Aceita?"
- “Aceito"
Eloisa riu baixinho, um riso cúmplice, safado.
Ele saiu de dentro dela devagar, sentindo o esperma escorrendo pela coxa dela, a visão suja e erótica alimentando a fantasia que agora era real.
Ela virou-se de frente, sentou no chão, olhou para ele com os olhos brilhando.
- “Amanhã mesmo vou falar com a Paula. Vou ver se eles topam. E se toparem, vou conhecer o Beto direito. Vamos conversar, estabelecer limites. Quero que você conheça ele também, se sentir confortável. Quero que a gente faça isso direito"
- “Direito” - César repetiu - “Do jeito certo"
- “E você vai continuar me amando assim? Mesmo depois de ver com outros olhos?"
- “Vou amar mais. Muito mais"
Eloisa levantou-se, esticou o corpo, os músculos alongando-se. Passou a mão na buceta, sentiu o esperma escorrendo, levou os dedos à boca e chupou devagar, os olhos fixos nos dele.
- “Hmm... seu gosto” - ela disse - “Última vez que vou sentir só seu gosto. Da próxima vez, vai ser misturado"
César sentiu o pau endurecer de novo, impossível, milagroso.
- “Você vai acabar comigo"
- “Vou acabar com você de tanto tesão” - ela confirmou - “Mas você vai adorar cada segundo"
Ela deitou na cama, abriu as pernas, mostrou a buceta melada, os lábios inchados, o esperma escorrendo devagar.
- “Vem cá. Me lambe. Me chupa. Aproveita enquanto ainda é só seu gosto. Porque quando o Beto entrar nessa história, você vai lamber porra dele"
César deitou entre as pernas dela, a boca encontrando a buceta molhada, a língua deslizando pelos lábios, recolhendo o próprio esperma, sentindo o gosto ácido e quente. Chupou com avidez, como se fosse a última vez, como se cada lambida fosse uma declaração de amor e uma aceitação do futuro.
Eloisa gemia, as mãos nos cabelos dele, os quadris movendo-se contra a boca.
- “Isso... me chupa... me chupa bem... quero lembrar dessa língua... quero comparar com a língua dele..."
César chupou até ela gozar, os espasmos contra a boca dele, os gemidos preenchendo o quarto. Depois, subiu, deitou ao lado dela, abraçou-a forte.
- “Amanhã...” - ele disse - “Amanhã você fala com a Paula?"
- “Amanhã falo” - ela confirmou.
- “E se eles toparem..."
- “Se eles toparem, sua vida vai mudar. Nossa vida vai mudar"
- “Pra melhor" - Cesar confirmou.
- “Pra muito melhor” - ela sorriu, aninhando-se no ombro dele - “Amorzinho, você será um ótimo marido corno"
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