Mas a vida tem um jeito maldoso de colocar na sua frente exatamente aquilo que você prometeu que nunca ia querer.
Tudo começou quando nos mudamos de cidade. Marido com proposta irrecusável de emprego, eu segui porque sempre fui assim — parceira na alegria e na aventura. Chegamos sem conhecer uma alma sequer. Com o tempo, a solidão foi dando lugar a rostos novos, e entre eles, um casal se destacou de um jeito que eu não soube explicar direito: Marcela e Adriano.
Meu marido conheceu Adriano no trabalho. Trouxe o casal para um churrasco, e desde o primeiro dia eu percebi aquele olhar. Não era um olhar de assédio vulgar — era algo diferente. Intenso. Como se ele me lesse de um jeito que meu marido, de tanto me conhecer, havia esquecido de fazer.
Mas Adriano era correto. Educado. Nunca uma palavra fora do lugar, nunca uma mão que não deveria estar onde estava. Nem nos momentos em que ficávamos sozinhos, nem nas noites em que o vinho baixava um pouco mais do que devia.
E foi exatamente essa correção que me fudeu. Porque quando um homem te olha com aquela fome toda e ainda assim não chega perto, você começa a fantasiar. Muito. E com detalhes.
Aquele domingo à beira da piscina foi o estopim.
Meu marido e Adriano dentro da água. Eu e Marcela conversando na beira, copos de rosé na mão, preguiça boa de fim de tarde. Em algum momento eu comentei que ficaria sozinha aquela semana — marido viajando na quarta, filha também. E foi aí que Marcela soltou a bomba: ela também viajaria na quarta. Adriano ficaria sozinho até domingo.
Olhei para ele dentro da piscina e falei, fingindo leveza:
— Fiquei sabendo que você também tá solteiro essa semana, Adriano.
Ele deu aquele sorriso torto e respondeu:
— É, quando não tiver dormindo, tô jogando. Plano perfeito.
Todos riram. Eu também ri. Mas a minha risada carregava outra coisa dentro — uma sementinha pequena, traiçoeira, que passou a tarde toda germinando na minha cabeça.
Na segunda-feira acordei com culpa e decisão: não ia acontecer nada. Nada mesmo.
Na quarta-feira à noite, às 19h, eu estava mandando mensagem pra ele.
Fingi que não sabia que Marcela tinha viajado:
"Oi Adriano. Tá tudo bem? Mandei mensagem pra Marcela, mas ela não respondeu. Tô sozinha aqui, vocês não querem vir comer uma pizza e me fazer companhia?"
A resposta veio rápido:
"Oi! Ela não respondeu porque tá viajando ainda. Eu também tô sozinho aqui."
Fingi surpresa. Dei uma pausa estratégica, como se a conversa tivesse encerrado. Esperou. Ele não se mexeu. Então eu enviei de novo:
"Oi, eu de novo kkk. Já que tá sozinho e provavelmente sem fazer nada, não quer vir aqui conversar e tomar uma cerveja?"
E aí ele hesitou:
"Querer até queria, mas é meio estranho eu ir aí sem seu marido. Já imaginou os vizinhos te vendo chegar à noite, justamente quando você tá sozinha?"
Eu já tinha pensado em tudo:
"Ninguém sabe que ele viajou. E se quiser, me avisa que abro a garagem, você guarda o carro lá dentro. Ninguém vai ver nada."
Silêncio de trinta segundos.
"Tá. Uns 20 minutos eu tô aí."
E logo depois:
"Ei, a cerveja tá gelada?"
Respondi sem perder o ritmo:
"Alguma vez você tomou cerveja quente aqui em casa?"
"Tem razão. 20 minutinhos kkk"
Larguei o celular e fui tomada por uma coisa que não sabia nomear — ansiedade misturada com medo misturada com um tesão absurdo que me deixou completamente sem chão. O coração acelerado, as mãos levemente trêmulas, a cabeça girando com possibilidades.
Corri pro quarto.
Usava um vestido amarelo com estampas em verde-escuro, que caia até um pouco acima do joelho. Puxei ele pra cima, tirei a calcinha — que já estava encharcada —, me deitei na cama e comecei a me masturbar lentamente, só roçando o clitóris, imaginando coisas que uma mulher casada não devia imaginar.
Estava tão gostoso que perdi completamente a noção do tempo.
Quando meu celular vibrou — "tô chegando, pode abrir" — levei um susto. Pulo da cama, visto o vestido, desço correndo.
Sem calcinha. Xana encharcada e pulsando.
Ele entrou com o carro, desceu, me cumprimentou com aquela naturalidade de sempre — dois beijinhos no rosto, sorriso fácil, cheiro bom. Me convidei a entrar no que era, tecnicamente, minha própria casa.
Passamos pela cozinha. Cerveja, salgadinho, conversa. O de sempre. Mas havia uma tensão diferente no ar, uma eletricidade estática que a gente fingia não sentir.
Enquanto enchia os copos, ele me interrompeu:
— Se brindou, tem que beber.
Entrei na brincadeira:
— Verdade, porque brindar sem beber são três anos sem… né?
— Exatamente — ele confirmou, e depois completou, com um sorriso que não era totalmente inocente: — Pelas minhas contas, minha maldição já devia ter acabado faz tempo. Faz um bom tempo que tô tendo que me resolver por conta.
Ri como sempre ria das piadas dele. Mas dessa vez havia algo diferente na risada dele também — uma confissão embalada em humor, uma porta entreaberta.
E a gente foi empurrando essa porta juntos, aos poucos, sem pressa, enquanto a conversa ia ficando mais íntima. Intimidades de casal, desejos não atendidos, fantasias guardadas a sete chaves. Eu compartilhei coisas que nunca havia dito nem pra Marcela, que era minha amiga de verdade.
Me abaixei pra pegar uma vasilha e quando me levantei, de relance, vi o volume na calça dele.
Ele estava excitado.
Bom saber.
Convidei pra sala. Ele foi na frente, sentou. Eu me abaixei pra colocar os salgadinhos na mesinha de centro — e só quando levantei a cabeça percebi que ele tinha tido uma visão privilegiada do meu decote.
Os olhos dele estavam fixos nos meus seios.
Quando nossos olhares se cruzaram, ele não desviou. Eu também não.
Fui em direção ao sofá, tropecei no pé da mesa — juro que foi acidente — e ele me segurou pela cintura com as duas mãos, firme, me colocando com cuidado ao lado dele. Suas mãos demoraram um segundo a mais do necessário pra me soltar.
E aí veio o olhar.
Aquele olhar que me lembrou de ter dezesseis anos e ficar parada diante de um menino que estava prestes a me beijar pela primeira vez. Aquele olhar que antecede tudo, que é quase melhor do que tudo.
Eu adoro preliminares.
Ele se aproximou devagar. Fechei os olhos e dirigi minha boca em direção à dele.
O beijo foi imediato, intenso, a língua dele encontrando a minha sem hesitação, quente e com uma vontade que parecia represada há tempo demais. Parei no meio — um instante de clareza que veio e foi embora na mesma velocidade. Olhamos um pro outro. E retomamos.
Quando senti a mão dele no meu joelho, subindo devagar pela parte interna da coxa, levantando meu vestido centímetro por centímetro, fui abrindo as pernas sem pensar. A expectativa era insuportável, deliciosa. E quando a mão dele chegou lá e sentiu minha xana sem calcinha, sem nada entre nós, a surpresa no rosto dele foi visível.
— Nossa… — ele murmurou, quase pra si mesmo.
Me deitou no sofá com uma lentidão que me deixou louca. Tirou meu vestido. Me deixou completamente nua, exposta, sem nenhum lugar pra me esconder — e eu não queria me esconder de jeito nenhum.
Ele tirou a camiseta e voltou pra mim, mas dessa vez a boca foi direto pro meu pescoço, desceu pela clavícula, chegou nos seios e tratou cada um com uma dedicação absurda — língua nos bicos, mordidinhas leves que me faziam arquear, sucção que misturava delicadeza com força. Uma mão segurava o que a boca não alcançava.
Quando ele começou a descer pela barriga, eu já estava vibrando.
Passou pelo umbigo, roçou a virilha, beijou a coxa, chegou perigosamente perto — e não tocou. Ficou rodeando, lambendo em volta, deixando a tensão acumular até ficar insuportável.
E aí finalmente encostou a língua e subiu devagar, abrindo tudo, chegando no meu clitóris com uma pressão perfeita. Gemi alto, as mãos indo direto pro cabelo dele.
Ele desceu de novo. Subiu de novo. Repetiu o movimento com uma paciência de quem não tem nenhuma pressa, mas sabe muito bem o que tá fazendo. Na terceira ou quarta vez, ele desceu um pouco mais — e fingindo ter se enganado, encostou a ponta da língua no meu cuzinho.
Dei um gemido diferente, mais agudo.
Senti o olhar dele subindo pra mim — cara de safado puro, testando, querendo saber.
Gostei. Obviamente.
Ele repetiu. E dessa vez parou lá, fazendo movimentos circulares lentos, tentando penetrar com a língua, e eu já não me continha mais — levei a mão pra minha xana e comecei a me masturbar enquanto ele tratava do meu cú com aquela boca abençoada. Gemia sem pudor. Me torcia sem vergonha.
A língua dele começou a alternar — cú, xana, cú, xana — e eu perdi completamente o fio da meada, aquele tsunami de sensações todas ao mesmo tempo me tirando qualquer consciência.
Quando me dei conta, estava de quatro.
*Ele vai me comer o cú e eu nem tô preparada* — foi o único pensamento coerente que me passou pela cabeça.
Mas ele abaixou minha cabeça, ergueu minha bunda, e antes que eu processasse qualquer coisa —
TAPA.
Na bunda. Forte. Seco. Perfeito.
Não doeu. Pelo contrário — foi como se uma descarga elétrica partisse dali e explodisse por todo meu corpo. Quis mais antes mesmo de pedir. E ele chupou meu cú logo depois, sem nem me dar tempo de respirar.
— Mais — pedi, e a palavra saiu rouca, irreconhecível.
Ele me deu mais. E enquanto os tapas se alternavam com a boca e eu colocava minha mão na xana tremendo —
Eu gozei.
Gozei de um jeito que não lembrava. As pernas não me sustentavam. O corpo inteiro em espasmos, pulsando, incapaz de qualquer movimento consciente. Me deitei de bruços no tapete, olhos fechados, a sensação de ter sido completamente varrida por dentro.
Mas quando abri os olhos, ele estava ali, olhando pra mim com aquela cara — o sorriso torto, os olhos escuros, com vontade demais pra acabar ali.
Virei devagar. Abri as pernas. Nenhuma palavra necessária.
Ele tirou o que restava da roupa e eu vi.
Meu Deus.
Grosso, duro, as veias saltadas, a cabeça lustrosa e úmida — um pau que eu não esperava e que me fez engolir em seco involuntariamente. Ele se ajoelhou entre minhas pernas, passou os dedos pela minha xana aberta, olhou pra mim com aquela expressão intensa:
— Olha como você tá…
Não respondi. Puxei ele pelo pescoço.
A língua dele voltou pro meu clitóris, desta vez sem rodeios, com pressão e ritmo certeiros, alternando sucção com movimentos laterais que me deixaram gritando em menos de dois minutos. Quando gozei de novo, arquei a espinha toda e apertei a cabeça dele contra mim como se quisesse que ele nunca fosse embora dali.
Mas eu queria mais. Precisava de mais.
Quando ele se ergueu e passou a glande molhada na entrada da minha xana — devagar, provocando, esfregando sem penetrar — eu perdi o pouco de paciência que me restava:
— Para de me torturar e **me fode**, pelo amor de Deus.
Ele entrou de uma vez.
Fundo. Todo. De uma só vez.
Soltei um gemido que provavelmente os vizinhos ouviram e não me importei nenhum pouco. Ele começou a se mover com estocadas lentas e profundas, cada uma chegando num ponto que parecia ter sido esquecido há muito tempo, e eu envolvi as costas dele com as pernas e o puxei ainda mais pra dentro.
— Você é tão gostosa… tão apertada… — ele murmurou no meu ouvido, e as palavras me esquentaram mais do que qualquer coisa física poderia.
Mas eu queria conduzir.
Empurrei ele pra trás. Me ajoelhei entre as pernas dele, envolvi aquele pau com as duas mãos e olhei pra cima — ele me olhava com os olhos escuros, a respiração travada.
Lambi da base até a ponta devagar, saboreando a mistura de nós dois. Ele jogou a cabeça pra trás. Envolvi com a boca, firmeza nos lábios, ritmo crescente, sentindo cada veio, cada pulsação contra minha língua. Ele murmurava coisas sem sentido, a mão afundando nos meus cabelos, o quadril se movendo involuntariamente.
Engoli mais fundo. E mais. Alternava a sucção intensa com carinhos suaves da língua naquela cabeça que pulsava quente nos meus lábios. Com a mão que sobrava, massageava as bolas com delicadeza, sentindo ele ficar cada vez mais à beira.
Quando ele estava quase lá, parei.
— Ainda não — sorri, maliciosa como nunca me senti na vida.
Me deitei, chamei ele com o dedo indicador e uma cara de pura safadeza.
Ele não precisou ser chamado duas vezes.
Voltou pra cima de mim e o pau entrou de novo, e dessa vez não teve suavidade — foi o fogo que retomou do ponto onde tinha parado, as duas brasas se encontrando de novo.
Envolvi as costas dele com as pernas, puxando cada estocada mais fundo. Meus seios roçavam no peito dele, os mamilos duros arranhando sua pele. As mãos dele viajavam — minha cintura, minha nuca, meu cabelo que ele puxava com uma firmeza que me deixava completamente à beira.
Quando ele me virou de costas, me colocando com as mãos no apoio do sofá e segurando meu quadril —
Aí sim. Ali foi onde eu entrei em colapso.
Começou a **meter** de verdade. Sem dó. Com força e precisão, as coxas dele batendo nas minhas, as bolas roçando meu clitóris a cada estocada, o som dos nossos corpos preenchendo cada canto silencioso da sala. Eu gemia sem filtro, as unhas crispadas no sofá.
— Gosta assim? — ele sussurrou quente no meu ouvido. — Quer mais fundo? Fala pra mim…
— Vai… **mete esse pau todo**… não para…
— Assim?
— **Mais fundo. Mais forte. Me fode direito.**
E ele foi. Cada estocada mais funda, mais rápida, mais intensa. Senti o mundo estreitando ao redor daquele único ponto de prazer que explodia dentro de mim em ondas.
Quando senti os dedos dele apertando com força minha cintura e ele murmurou com a voz engasgada:
— Não aguento mais… vou **gozar dentro dessa buceta gostosa**…
Alguma coisa em mim se acendeu de um jeito primitivo. Levei a mão ao clitóris e comecei a me masturbar, pedindo entre gemidos:
— **Vai, puta que pariu, enche minha buceta de porra. Goza na sua putinha. Vai, vai, vai…**
Ele apertou. Empurrou até o fundo. Parou. E pulsou dentro de mim.
Três segundos depois, eu gozei também — contração atrás de contração, as pernas bambas, os dedos ainda no clitóris, implorando pra que ele não saísse de dentro de mim nem por um segundo.
Desabamos juntos no tapete.
Silêncio.
Só a respiração voltando aos poucos. Os corpos entrelaçados, suados, saciados de um jeito que não tem palavra certa. Ele passou a mão devagar pelos meus cabelos. Ficou assim por um tempo que não sei medir.
Quando a respiração voltou ao normal, ele sorriu pra mim — não o sorriso de sempre, não o sorriso do amigo do meu marido. Um sorriso diferente. Novo. Pesado de um jeito bom.
— Isso foi muito mais do que eu imaginei — ele disse baixo.
Me virei pra ele. Sorri de volta, com aquela mistura de prazer e travessura que eu não sabia que ainda morava em mim.
— **E ainda é só a primeira vez.**