Grazi sempre foi minha amiga de confiança — aquela que sabe das minhas merdas, que já me viu bêbado demais e que nunca julgou. Taiane, minha namorada há quase dois anos, adorava a presença dela. As duas se davam bem demais, trocavam olhares cúmplices, riam das mesmas piadas internas. Eu gostava disso. Gostava muito.
Por volta da meia-noite, a conversa já tinha descambado para assuntos mais íntimos. Taiane, com as bochechas coradas pela bebida, começou a falar sobre uma fantasia antiga dela. Coisa leve no começo, mas logo o tom mudou. Ela olhava para Grazi de um jeito diferente. Um jeito que eu conhecia bem.
— Você já beijou uma mulher, Grazi? — perguntou Taiane, a voz mais rouca do que o normal.
Grazi riu, jogou o cabelo loiro para trás e respondeu com aquele sorrisinho malicioso que ela faz quando está se divertindo.
— Algumas vezes. Por quê? Tá curiosa?
Taiane não respondeu com palavras. Ela simplesmente se inclinou no sofá, segurou o rosto da Grazi com as duas mãos e a beijou.
Foi lento no começo. Um toque hesitante de lábios. Depois mais firme. As línguas se encontraram e eu senti meu pau pulsar dentro da calça só de assistir. Elas se beijavam como se tivessem ensaiado aquilo mil vezes. As mãos de Taiane deslizaram pelo pescoço da Grazi, descendo até a cintura, puxando-a mais perto. Grazi gemeu baixinho na boca dela, um som que me atravessou inteiro.
Eu fiquei parado uns segundos, só absorvendo a cena. Depois me levantei devagar, o coração batendo forte no peito.
— Vocês duas… — minha voz saiu mais grave do que eu esperava — …vêm comigo pro quarto.
Não precisei falar duas vezes.
Entramos tropeçando um pouco de tanta pressa. A luz do abajur deixava tudo num tom âmbar quente. Taiane puxou a regata pela cabeça e jogou no chão. Os seios dela, livres, balançaram levemente. Grazi fez o mesmo, revelando a pele clara e os mamilos já duros. Eu tirei a camisa com um movimento só, sentindo os olhares das duas em mim.
Taiane veio primeiro. Me beijou com fome, a língua invadindo minha boca enquanto suas mãos abriam o botão da minha calça. Grazi se aproximou por trás de Taiane, beijando o pescoço dela, mordiscando de leve a pele enquanto deslizava as mãos pelos seios da minha namorada, apertando os mamilos entre os dedos. Taiane gemeu alto contra minha boca.
Eu as guiei para a cama. Taiane deitou de costas, as pernas abertas, a calcinha já encharcada marcando o contorno da buceta. Grazi se ajoelhou entre as pernas dela, puxou a calcinha para o lado e lambeu devagar, da entrada até o clitóris. Taiane arqueou as costas, agarrando os lençóis.
— Porra… Grazi… assim… — ela gemia, os olhos semicerrados me encarando.
Eu me posicionei atrás da Grazi. Tirei a calcinha dela com calma, admirando a bunda redonda e a buceta brilhando de tão molhada. Passei a cabeça do pau na entrada dela, só esfregando, sentindo o calor e a umidade. Ela empinou mais, pedindo sem palavras.
Entrei devagar. Ela era apertada, quente, escorregadia. Soltou um gemido longo enquanto eu a preenchia até o fundo. Ao mesmo tempo, ela enfiou dois dedos em Taiane, chupando o clitóris com vontade. O quarto se encheu de sons molhados, gemidos, respirações pesadas.
Taiane gozou primeiro. Gritou meu nome misturado com o da Grazi, o corpo tremendo inteiro. Grazi não parou — continuou lambendo devagar, prolongando o orgasmo até Taiane implorar que parasse porque estava sensível demais.
Então Grazi se virou para mim, o rosto molhado do gozo da Taiane. Me beijou com gosto, me fazendo sentir o sabor dela na língua da minha amiga. Taiane se recuperou rápido e veio por trás de mim, beijando minhas costas, as mãos descendo até minhas bolas, massageando enquanto eu fodia Grazi com estocadas mais fortes.
— Quero vocês dois ao mesmo tempo — Grazi murmurou, a voz entrecortada.
Troquei de posição. Deitei de costas. Grazi subiu em mim, encaixando meu pau devagar, gemendo alto enquanto descia até sentar completamente. Taiane se posicionou na frente dela, de quatro, empinando a bunda na direção do rosto da Grazi. Grazi não perdeu tempo: enfiou a língua em Taiane enquanto quicava no meu colo, os quadris rebolando em círculos perfeitos.
Eu segurava a cintura dela, ajudando no ritmo, sentindo ela me apertar cada vez mais. Taiane olhava para mim por cima do ombro, os olhos vidrados de prazer.
— Goza dentro dela, amor… quero ver… — ela pediu, a voz rouca.
Não aguentei mais. O orgasmo veio forte, subindo pelas pernas, explodindo dentro da Grazi. Ela gozou junto, apertando meu pau em espasmos, gemendo alto contra a buceta da Taiane. Taiane gozou de novo segundos depois, esfregando o clitóris na boca da Grazi enquanto tremia inteira.
Ficamos os três ali, ofegantes, suados, embolados na cama. Grazi deitou no meu peito, Taiane do outro lado, uma perna jogada por cima de nós dois. Ninguém falou nada por uns bons minutos. Só respiração pesada e toques preguiçosos.
Depois de um tempo, Taiane riu baixinho contra meu pescoço.
— Acho que a gente devia tomar mais cerveja juntos com mais frequência…
Grazi deu uma risadinha e mordeu de leve meu ombro.
— Concordo.
Eu só sorri, passando a mão nas costas das duas.
A noite ainda estava longe de acabar




