Noite de Plantão

O corredor do terceiro andar cheirava a desinfetante forte misturado com o odor metálico de sangue seco que nunca sai completamente do piso. Meus tênis faziam um leve “squeak” no linóleo enquanto eu contava os segundos até a sala de materiais.

Abri a porta e o ar mudou de imediato: quente, abafado, com cheiro de látex, gazes esterilizadas e algo mais… o perfume dele. Amadeirado, com fundo de cardamomo e um toque defumado que grudava na minha garganta e descia direto pro meu pau.

Gabriel já estava lá, encostado na maca de aço inox, jaleco aberto. A luz fria das lâmpadas fluorescentes batia no suor que começava a brilhar no pescoço dele, escorrendo devagar até sumir dentro da camisa. Ele não falou nada. Só me olhou com aqueles olhos verdes quase felinos e fez um movimento mínimo com o queixo: “tranca a porta”.

O clique da tranca ecoou como um tiro no silêncio.

Em dois passos ele me encurralou contra as prateleiras de metal gelado. Senti as costas baterem nas caixas de luvas — o papelão rangendo levemente. A boca dele desceu na minha com fome: lábios quentes, macios, mas a barba por fazer arranhava deliciosamente, deixando minha pele ardendo. A língua dele invadiu, salgada, com gosto residual de café preto e um leve amargor de nicotina que ele tentava esconder do chefe de residência.

Ele cheirava a homem suado depois de doze horas de centro cirúrgico: testosterona, antisséptico e algo animal que me deixava tonto.

Minhas mãos foram direto pro peito dele por baixo da camisa. Pelo grosso, duro, quente. Os mamilos enrijecidos roçando na palma da minha mão enquanto eu apertava. Ele grunhiu dentro da minha boca — um som grave, rouco, que reverberou no meu peito e fez meu cu piscar de antecipação.

— Tira isso — ele rosnou, puxando o cordão do meu scrub com tanta força que o tecido fez “vush” ao descer pelos ombros.

O ar condicionado gelado bateu nos meus ombros nus e arrepiou cada pelo do meu corpo. Ele desceu a boca pelo meu pescoço, sugando forte o suficiente pra deixar marca, dentes afiados roçando a veia que pulsava loucamente. Quando chegou no meu peito, lambeu o mamilo com a língua quente e plana, depois mordeu — dor aguda, prazer imediato. Eu soltei um gemido abafado que ele calou enfiando dois dedos na minha boca.

— Chupa. Molha pra mim.

Obedeci. Senti o gosto da pele dele, salgada, com um leve resquício de sabonete cirúrgico de clorexidina. Enquanto eu chupava, ele abriu o próprio zíper. O som do metal descendo foi obsceno no silêncio. O pau dele saltou quente contra minha barriga, a cabeça já úmida, escorregadia de pré-gozo, deixando um rastro pegajoso na minha pele.

Ele me virou de frente pra prateleira. Metal frio nas palmas das minhas mãos, metal frio nos meus mamilos quando ele me empurrou pra frente. Ouvi o pacote de lubrificante ser rasgado com os dentes — cheiro doce de silicone líquido invadiu o ar. Dois dedos gelados, viscosos, entraram em mim sem aviso. A temperatura contrastando com o calor interno me fez arquear e soltar um gemido longo que ele abafou enfiando a outra mão na minha boca de novo.

— Quieto, residente. Quer que eu pare?

Balancei a cabeça freneticamente. Não, porra, não para.

Os dedos dele se moviam dentro de mim com precisão cirúrgica: curvando, abrindo, roçando a próstata até eu sentir lágrimas nos olhos de tanto tesão. Cada vez que ele acertava o ponto certo, um jato de prazer líquido subia pela minha coluna e eu babava nos dedos que me calavam.

Ele tirou os dedos de dentro de mim com um som molhado indecente e os substituiu pelo pau. A cabeça grossa, latejante, queimando de tão quente, forçando entrada. Eu senti cada centímetro me rasgando devagar, o atrito ardido apesar do lubrificante, o estiramento delicioso que faz o cérebro desligar.

Quando ele entrou até o talo, ficou parado um segundo. Senti as bolas dele peludas encostadas nas minhas, o suor dele pingando nas minhas costas, o coração dele batendo contra minha omoplata. Depois começou a meter.

Devagar no início — cada saída arrastava as paredes internas, cada entrada batia fundo com um som molhado de carne contra carne. O ritmo acelerou. A respiração dele ficou animal no meu ouvido: grunhidos curtos, ofegantes, misturados com o barulho dos quadris dele batendo na minha bunda, “ploc ploc ploc” cada vez mais rápido, mais forte.

O cheiro agora era puro sexo: lubrificante, suor, pau, gozo velho de plantões anteriores que nunca limpam direito aquelas salas. Minha visão embaçava toda vez que ele acertava a próstata — faíscas brancas explodindo atrás das pálpebras.

Ele passou um braço pelo meu peito, me puxando pra trás, me arqueando. A outra mão desceu pro meu pau e começou a punhetar no mesmo ritmo das estocadas: firme, escorregadio com o meu próprio pré-gozo. Senti o orgasmo subindo quente pelas bolas, apertando, latejando.

— Goza — ele mandou no meu ouvido, voz rouca, quase quebrada. — Goza com meu pau te arrombando.

Eu explodi. Gozei tanto que senti os jatos quentes batendo nas caixas de gaze à minha frente, o corpo convulsionando, o cu apertando em volta dele em espasmos. Ele deu mais três socadas brutas, fundo, fundo, fundo — e gozou com um grunhido longo e animal, jatos quentes, grossos, enchendo tudo, transbordando, escorrendo quente pelas minhas coxas trêmulas.

Ficamos assim, grudados, ofegantes, o cheiro de sexo tão forte que impregnou até nossas roupas. Ele saiu devagar, o pau ainda meia-bomba roçando minhas nádegas sensíveis. Deu um tapa estalado na minha bunda que ecoou na sala e deixou a pele ardendo.

— Sexta-feira, quatro da manhã — ele sussurrou, voz ainda rouca de gozo. — Sem cueca. E traz a boca bem molhada, porque vou foder ela também.

Eu só consegui assentir, sentindo o gozo dele escorrer devagar, quente, pegajoso, descendo pelo saco até pingar no chão frio.

Tá sentindo agora? ??

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Comentários


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rotta10 Comentou em 05/03/2026

Maravilha adorei




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Noite de Plantão

Codigo do conto:
256204

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
05/03/2026

Quant.de Votos:
4

Quant.de Fotos:
5