Imaginamos tudo com detalhes. Ela, branquinha, cintura fina, peitos deliciosos balançando, bucetinha lisinha e sempre depiladinha, de quatro no meio de cinco ou seis caras que a gente nem conhece. Eles safados fazendo comentários do tipo: “Olha só que casadinha gostosa… toda séria na rua, mas aqui pronta para engolir várias rolas ao mesmo tempo.”
Eles falam sem parar, e é isso que nos destrói de tesão. Uns elogiam de um jeito quase carinhoso: “Que bucetinha perfeita, toda branquinha… delícia de arrombar.” Outros vão no deboche pesado, olhando direto pra mim: “Olha o corno … escuta tua mulher gemendo alto com um pau enfiado no rabo. Tua esposa virando putinha na tua frente… que vergonha, cara.” “Olha como a casada rebola na rola.” E eu sinto o rosto queimar, o estômago embrulhar de humilhação, mas ao mesmo tempo o pau pulsa mais forte, quase dói de tanto tesão. É como se cada xingamento, cada risada deles, cada “corno” que soltam fosse um tapa que me excita ainda mais.
Quando a gente transa de verdade, só nós dois, a cena está toda na cabeça. Eu entro nela devagar e já falo baixinho no ouvido: “Imagina se fossem vários… imagina eles te pegando enquanto eu assisto…” Ela aperta as coxas em volta de mim, geme mais alto e responde: “Sim… eles me chamando de vadia casada… dizendo que eu sou melhor puta do que esposa… gozando na minha cara na tua frente…” E aí a gente perde o controle. Gozamos juntos, forte, suados, tremendo, como se a fantasia tivesse virado real por alguns segundos.
É pesado, sim. Tem vergonha, tem ciúme que rasga, tem aquela sensação de ser diminuído, de ver a mulher que amo ser tratada como objeto sexual descartável por estranhos. Mas é exatamente essa dor misturada com prazer que nos deixa viciados. Toda foda nossa carrega um pedaço disso agora. A gente ainda não viveu na prática – somos discretos demais pra arriscar –, mas a imaginação é tão vívida, tão constante, que às vezes parece que já aconteceu mil vezes.
E quando terminamos, ofegantes, abraçados, a gente ri baixinho, se beija devagar… e já começa a imaginar a próxima versão da cena. Porque, no fundo, é isso que nos mantém acesos: saber que, lá no mais fundo, ela adora ser a putinha deles na minha frente...
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casal4x