Alessandra e os campeões Part 6

                  A Rachadura no Pacto
Após alguns dias,?o silêncio nos vestiários era sagrado para os titulares, mas o ego de um dos reservas foi arma perigosa. Júnior, que passou a final no banco e só viu de longe a movimentação na granja, não aguentou o peso do segredo. Em uma parada de posto, regada a cachaça e jactância, ele abriu a boca para o irmão mais velho, VALDIR, um caminhoneiro experiente que rodava o país.
?Valdir ao saber de tudo, não viu "madrinha" ou "mulher de família". Ele viu uma oportunidade de sexo fácil com Alessandra, embora sexo pra ele nunca faltara pois era homem forte, alto e de boa aparência mas rústico ao se vestir.
?                   O Cerco por Telefone
?Alessandra tentava focar na rotina, mas o celular vibrou com um número desconhecido. Ao atender, não era a voz educada de um dos meninos, mas uma voz grossa, lixada.
?— "Dona Alessandra? Aqui é o Valdir, irmão do Júnior do time. O moleque fala demais quando bebe... É um dos defeitos dele e eu pretendo corrigir, afinal de contas sou o irmão mais velho.E ele me contou coisas daquela granja que até o diabo duvida. Que festa boa, hein?"
?O mundo de Alessandra desabou. O suor frio escorreu instantaneamente. O pacto de cavaleiros dos meninos tinha uma falha, e o chantagista estava do outro lado da linha.
Valdir foi direto. Ele sabia que Miguel era um homem de princípios e que os filhos de Alessandra eram bravos, mas ele não tinha medo.
?— "Eu estou com o caminhão carregado aqui perto. O Miguel sai para o trabalho às 07h, não é? Se eu não tiver um 'atendimento especial' da Madrinha amanhã às 08h, eu passo aí, mas não vai ser para tomar café. Vai ser para mostrar os áudios que o Júnior me mandou direto para o seu marido."
?                               O Dilema
?Alessandra agora se vê em um beco sem saída. Diferente dos jovens do time, que tinham uma certa "adoração" por ela, Valdir era um homem feito,no auge da experiência de seus 48 anos,que a via apenas como um troféu que ele também queria "reivindicar". Alessandra sentiu o peso de sua infidelidade e o caminho que a levara e nada daquilo teria acontecido se tivesse deixado que os prazeres da carne fluíssem na noite da granja.
                        O Preço do Silêncio
O ronco do motor diesel estacionando na rua de cima fez o estômago de Alessandra dar um nó. Não era o carro barulhento de um jovem, era o som pesado de quem vive na estrada. Valdir, o irmão de Júnior, desceu da cabine com a confiança de quem já se sentia dono do terreno. Ele não usava uniforme de time; vestia uma camisa de flanela aberta que mostrava seu peitoral forte e peludo, calça jeans gastos e exalava um cheiro de perfume amadeirado, cheiro de homem bruto.
Alessandra o recebeu no portão, tentando manter a postura de "Dona de Casa" para os vizinhos.
?— "Então é você a famosa Madrinha?" — Valdir disse, com um sorriso de lado que não chegava aos olhos. — "O Júnior falou que você era bonita, mas de perto... você é um monumento, Alessandra. Entendo por que aquele bando de moleques perdeu a cabeça."
?Ele não pediu licença. Caminhou para a varanda e sentou-se, cruzando as botas sujas.
?                     Os Termos do Contrato
?— "Vou ser direto, porque meu frete não espera," — começou Valdir, baixando o tom de voz para um nível íntimo. — "Eu sei de tudo. O Júnior gravou áudios dos meninos contando os detalhes daquela madrugada na granja. Se o Miguel ouvir aquilo, ou se o Caio e o Willian souberem que a mãe deles foi o troféu do vestiário, sua vida acaba não é mesmo?!."
?Alessandra sentiu um frio na barriga só de imaginar sua família sabendo de tudo. O "Pacto de Cavaleiros" dos titulares tinha sido traído por um reserva invejoso.
?— "Eu não quero seu dinheiro, Alessandra. Eu quero o que eles tiveram. Sempre que eu encostar o caminhão na cidade, você vai ser minha amiga generosa vamos se dizer assim. Sem desculpas, sem dor de cabeça. Se você cooperar, o segredo morre comigo.Vc vai nem que seja para ficarmos conversando, mesmo se não houver sexo, mas de qualquer forma vc vai se encontrar comigo.Se não..." — Ele deu um tapinha no bolso onde guardava o celular.
                        O Jogo de Cintura
Valdir se levantou, a sombra dele cobrindo Alessandra por completo. Ele esticou o braço robusto, segurando a nuca dela, olhando em seus olhos esperando uma afirmação para beija-la.
Alessandra com dúvida olhava para Valmir mas nesse momento a imagem de Miguel veio a mente dela e falou mais alto. Alessandra não recuou com nojo; com ódio ou nada assim,ela colocou a mão no peito de Valdir, sentindo a rigidez dos músculos dele, e com uma calma que o surpreendeu.
— "Espera, Valdir..." — ela sussurrou, a voz firme. — "Você quer a Madrinha do time ou quer uma dona de casa de avental sujo de gordura? Se é para eu ser sua, eu quero fazer direito."
Valdir parado estava é parado continuou intrigado.
— "Hoje eu estou nervosa, o Miguel pode chegar a qualquer momento para buscar uma ferramenta, alguns vizinhos estão por aí .Me dá até amanhã. Eu vou me preparar, vou colocar uma lingerie que nem mesmo os meninos viram na granja... vou estar cheirosa e pronta para você, sem pressa. No meu tempo, Valdir. Não desse jeito, no meio do quintal."
O caminhoneiro, gostou do que ouviu, ficou desarmado pela promessa de um prazer maior. Ele soltou a nuca dela onde fazia um carinho e sorriu.
— "Você é esperta, Alessandra. Gosta do jogo. Está bem... amanhã, às 08h, quando o Miguel sair. Se vc sentir-se a vontade de fazer o melhor sexo da sua vida não vai querer mais parar. Se não quiser transar, tudo OK, mas se não aparecer lá a primeira mensagem vai direto pro celular do seu marido."
Ele virou as costas e caminhou para o caminhão. Alessandra ficou na varanda, vendo a fumaça negra do escapamento subir, enquanto sua mente já trabalhava febrilmente: ela precisava de um plano, e precisava rápido.
          O Código de Honra dos Campeões
?Assim que o caminhão de Valdir sumiu na dobra da esquina, o pavor de Alessandra deu lugar a uma fúria fria. Ela sabia que não podia enfrentar um homem como aquele sozinha, e o medo de Miguel descobrir era sua maior fraqueza. Ela imediatamente buscou o contato de Guilherme no WhatsApp.
?— "Guilherme... o pacto foi quebrado. O Júnior contou tudo para o irmão dele, o Valdir caminhoneiro. Ele esteve aqui na minha porta agora mesmo... ele me ameaçou. Ele quer que eu seja dele amanhã cedo ou vai enviar os áudios para o Miguel. Me ajuda, por favor."
Do outro lado da linha, o silêncio de Guilherme foi curto, mas pesado. A resposta veio em áudio, com uma voz que Alessandra nunca tinha ouvido antes: fria, autoritária e perigosa.
— "Fica calma, Madrinha. Entra, tranca as portas e não fala com mais ninguém. O time cuida disso. Te dou notícias em breve."
Em menos de dez minutos, o grupo secreto do time "explodiu". Guilherme convocou uma reunião de emergência no vestiário do campo de várzea, o "templo" onde eles haviam selado o pacto. Não era um treino; era um tribunal.
?                  O Tribunal do Vestiário
?Quando Júnior chegou, rindo e achando que era apenas mais uma resenha, encontrou os 11 titulares e os outros reservas formando um semicírculo fechado. A porta de metal foi batida e trancada por Marcos, o zagueiro gigante, que ficou de braços cruzados guardando a saída.
?No centro, Guilherme segurava o celular. Ele não gritou. Ele falou baixo, o que era muito pior.
?— "Júnior... a gente ganhou um campeonato como um time. A gente jurou silêncio como homens. E você... você correu para o seu irmão para se gabar? Você deu munição para um estranho ameaçar a mulher que abriu a casa dela, sempre nos tratou bem e ainda fez sexo com a gente?"
?— "C-calma, Capitão... o Valdir é sangue bom, ele só queria participar..." — Júnior tentou recuar, mas sentiu o peito de Xavier bloqueando suas costas.
?                A Ameaça do Capitão
?Guilherme deu um passo à frente ficando mais próximo de Júnior. O clima de amizade tinha morrido.
?— "Escuta bem, seu moleque invejoso. Se o seu irmão encostar um dedo na Alessandra, ou se um segundo de áudio chegar no celular do Miguel ou dos filhos dela, a gente acaba com você. Você nunca mais pisa num campo de futebol nesta região. E sobre o Valdir... diz para ele que se ele aparecer na rua dela amanhã, ele vai ter que passar por 15 homens que não têm nada a perder."
?Guilherme pegou o celular de Júnior à força e deletou cada mensagem, cada áudio e cada rastro daquela noite.
?— "Agora liga para ele. Agora! E diz que foi tudo uma brincadeira, que você inventou para aparecer, não tô nem aí se ele vai acreditar ou não,se ele já conversou com a Alessandra ou não,se ele insistir, avisa que o time está esperando por ele na saída da cidade."
Na mesma hora Júnior ligou— "Ô, Valdir... é o Júnior. Esquece a Alessandra. Esquece de se encontrar com ela. O time todo sabe. Se você aparecer lá, vai dar merda pra você e pra mim. Eles estão dispostos a tudo. Ela é nossa protegida, cara, eu errei... some dessa rota, some de aparecer lá, Deixa a madrinha em paz."
?         O Contra-ataque de Alessandra
?Enquanto isso, Alessandra recebia uma nova mensagem de Guilherme:
"Madrinha, o Júnior já foi 'educado'. Amanhã, às 08h, eu e o Marcos vamos estar estacionados na esquina da sua casa, por precaução. O Valdir não vai fazer nada. Você está protegida pelos seus campeões."
?Alessandra sentiu um alívio imenso, mas ao olhar para o espelho, percebeu que agora estava ainda mais presa aos rapazes. Eles talvez não eram apenas seus amantes de uma noite; agora, eram seus guarda-costas e donos do seu segredo mais profundo.

          O Retorno da Paz e o Novo Limite
?A manhã de terça-feira nasceu com um céu limpo, mas Alessandra ainda tinha o corpo tenso. O café da manhã com Miguel foi silencioso; ela o observava comer. Assim que ele saiu para o trabalho, o silêncio da casa foi quebrado pelo toque de uma mensagem.
?Era Valdir. O tom de voz confiante de ontem dera lugar a uma mensagem de texto seca, mas admitindo a derrota:
?"Dona Alessandra, esquece o que eu disse. Tive atitude de moleque, pilhado pelas histórias do Júnior. Não quero confusão com o time e nem com a senhora. Estou seguindo viagem e não passo mais na sua rua. Assunto encerrado,precisei ser ameaçado para cair na real dessa atitude lixo, mas eu não ia forçar nada, falo de coração por mais que não acredite."
?Alessandra respirou fundo, mas não deixou barato. Com os dedos firmes, ela digitou a resposta final:
?"Acho bom, Valdir. Fique longe da minha casa e da minha família. Se você ou o Júnior pensarem em abrir a boca ou aparecerem aqui de novo, eu não vou lidar com vocês apenas através dos 'campeões'. Eu vou direto à polícia e faço uma denúncia por extorsão e importunação. Não brinque com a minha paz novamente."
?Ela bloqueou o número imediatamente. O ciclo de medo com o caminhoneiro estava morto.
                   ?A Visita do Capitão
?Pouco depois das 08h, um carro parou discretamente na esquina. Era Guilherme. Ele desceu e caminhou até o portão, mas não entrou. Ele não estava sem camisa ou com o olhar de garanhão da festa; vestia uma roupa simples e tinha uma expressão de genuína preocupação.
?— "Bom dia, Madrinha. Só vim garantir que o Valdir não apareceu," — disse ele, mantendo uma distância respeitosa. — "O Júnior confirmou que ele já pegou a rodovia. A senhora está bem?"
?Alessandra sorriu, um sorriso cansado, mas verdadeiro.
— "Estou bem, Guilherme. Ele mandou mensagem se desculpando. Obrigada... de verdade. O que vocês fizeram por mim ontem... eu não vou esquecer."
?Guilherme assentiu, sério.
— "A gente protege nossos amigos e amigas, tia Alessandra. Ninguém encosta na senhora."
Ele se despediu com um aceno e saiu. Naquele momento, Alessandra sentiu que, embora a chama da vaidade ainda estivesse lá, ela precisava de um tempo para respirar e ser apenas a dona da sua casa novamente.
                O Desabafo com Bárbara
?Minutos depois, Bárbara entrou pela cozinha, já sentindo o cheiro do café novo. Ela notou a expressão mais leve da amiga.
?— "E aí? O brutamontes do caminhão apareceu ou os meninos deram um jeito?" — perguntou Bárbara, sentando-se e servindo-se de uma xícara.
?Alessandra sentou à frente dela e contou tudo: a chantagem de Valdir, o tribunal no vestiário liderado por Guilherme e a mensagem final que ela enviou colocando o caminhoneiro em seu lugar.
?— "Eu coloquei um ponto final nisso, Bárbara. Eu quase perdi tudo por causa de uma fofoca de vestiário. Eu amo o Miguel, e embora aquela noite tenha sido... intensa... eu não posso viver com essa corda no pescoço."
?Bárbara ouviu tudo em silêncio, com um meio sorriso.
— "Você cresceu, Alessandra. Usou os meninos como escudo e a polícia como espada. Mas me diz uma coisa..." — Bárbara inclinou-se para frente, com os olhos brilhando de malícia. — "Agora que a poeira baixou e você sabe que eles matam e morrem por você... como é que você vai olhar para o Guilherme e os rapazes no próximo churrasco?"
?Alessandra olhou para a xícara de café e com dúvidas ficou. A paz havia voltado, mas o segredo compartilhado com aqueles 15 homens agora era parte dela, uma tatuagem invisível que a lembrava de que, aos 52 anos, ela era muito mais poderosa do que jamais imaginou.
CONTINUA......

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Nome do conto:
Alessandra e os campeões Part 6

Codigo do conto:
257581

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
23/03/2026

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