Capítulo Um – As questões
Como é possível um homem pensar em entregar sua esposa amada nos braços de outros homens, a fim de vê-los transando de forma animal? Essa pergunta levou muito tempo para ser respondida por mim. Minha esposa foi minha primeira namorada séria, paixão adolescente, que nos levou a casar até bem cedo em uma época em que o sexo era um tabu, pois a mulher casava virgem e qualquer desvio de conduta era condenado. Eu fui ensinado a tratar as meninas como eu gostaria que tratassem minha irmã, que era dois anos mais nova. Minha irmã foi ensinada a se comportar de forma a manter sua “pureza moral” e menciono isso como um reflexo projetado na formação da minha esposa.
Como então estava sentindo isso, mesmo antes de casar. Um pensamento atormentando minha mente. Como, eu, ciumento ao extremo, ficava de pau duro toda vez que via alguma interação da minha namorada/esposa com outros homens ou mesmo quando percebia que ela chamava a atenção da macharada em diversas situações? E principalmente, como abordar isso com ela, pois não havia indícios claros que qualquer desvios dela, embora em algumas situações que me provocava ciúmes, houvesse ambiguidade entre o que seria um comportamento dela pensado em atrair a atenção e um comportamento natural e inocente?
Olhando para este tempo, cerca de um ano antes de casarmos, já com alguma intimidade, com o tesão a flor da pele, e comprometidos perante as famílias, com o casamento marcado e com alguma liberdade, autorizados às saídas noturnas, mas claro com hora pra chegar, começando a frequentar barzinho com música ao vivo, esta minha angústia se mostrou mais latente.
Ela com toda a sua beleza de mulher debutante, nova, linda, e com atributos generosos, uma bunda linda, proeminente, arrebitada, que era moldada por uma cintura fina. Seios de meios a grandes, não exagerados, mais que ficava bem-marcado em seu sutiã, claro, porque estar sem, nem pensar. Seu olhar de menina-mulher que esconde uma curiosidade latente, que brilha ante surpresas excitantes, cabelos longos levemente cacheados e um jeito que me perturbava, uma característica que até hoje provoca grande prazer, uma sensualidades vigorosa camuflada em uma sonsice maliciosa. Essa era a fêmea enjaulada que descobriria muito breve.
Nossas interações nestes ambientes, onde falávamos sobre o que víamos acontecer com outros casais, amigos ou até desconhecidos, geravam conversas de surpresas e curiosidades. Eram coisas do tipo: “Olha como ela está vestida, o namorado não liga?”, “Olha como ela está dançando, meu Deus está aparecendo tudo... Que horror.”, “Amor ele está roçando nela”. Estas situações foram nos aproximando e criando um laço de confiança mútuo e cumplicidade que perdura até hoje.
Após nosso casamento, e sim, casamos virgens, transávamos diariamente. Ela se mostrou um furacão, muitas vezes me levando a exaustão. Esse comportamento faminto dela em relação ao sexo será retomado em outras ocasiões. O fato é que agora sem as amarras de nossas famílias e morando em outro bairro, com toda a liberdade que um casal novo pode ter, as situações foram acontecendo, traçando ponto a ponto uma estrada sem volta.
Nossas saídas de fim de semana, tornaram constantes e agora como mulher casada ela começou a usar roupas um pouco mais insinuantes. Meu ciúme sempre constante já não gritava tanto, pois ela sempre foi hábil em me conduzir a fazer o que ela queria. Um ponto crucial nesta evolução, foi uma vez que estávamos nos preparando para sair e ela colocou um vestido curto, no meu entendimento da época. Na verdade, no meu padrão atual de corno manso, que irei detalhar mais a frente, era um vestido que ficava alguns centímetros acima do joelho, portanto era até longo.
O questão era que mesmo não sendo curto, o vestido moldava bem as suas curvas, principalmente a bunda... Ela estava gostosa e eu no meio de alguns questionamentos meus, sobre o vestido, deixei minha ereção visível pra ela e foi a gota d’água, com as palavras que me denunciavam, – “Não estou bonita, não? Parece que o menino aí embaixo gostou muito.” – Fiquei vermelho e sem palavras. Ela foi mortal. – “Amor, aproveite sua mulherzinha. Ela é só sua.”
Uma noite confusa, sentimentos conflitantes, principalmente vendo-a serena e sabedora de sua presença e influência. Olhares sutis, sorrisos de canto de boca, mas uma coisa que me pegou, tudo relatado, nada escondido. Aquele “sou só tua” me conferia poder e posse, sem drama sem cobrança. Os passos seguintes estavam em minhas mãos. Ela queria? Não sabia ainda, mas como uma comporta de uma barragem, o escoamento dependia de uma ação minha, abrir a comporta...
Capítulo Dois – A Descoberta
Foi pouco mais de dois anos, após nosso casamento, que enfim entreguei minha esposa para outro homem. Usando a analogia no capítulo anterior, abri a comporta. Essa analogia é feliz, pois retrata com profundidade o que aconteceu e vem acontecendo até hoje.
A barragem representa nossa tara, nossas fantasias, nossos desejos. Uma condição acumulativa em ambos, que cresce, expande, pressiona por sair. A comporta representa a chave que foi dada por ela pra mim. Eu tenho a chave da comporta. Isso é interessante, pois ela sempre se mostrou subjugada, submissa, como uma escrava. Ela precisa disso, faz parte da sua natureza, da sua tara. E por fim o fluxo, a vazão do escoamento que representa o que ocorre depois que abro a comporta, não há mais freio, não há mais amarras, somente o fluxo intenso na medida do acúmulo de energia feito por nós. Agora ela é a comandante, ela assume os atos, a entrega, e eu aprecio e observo.
A descoberta da minha identidade de corno manso foi percebida ao longo dos anos, à medida que os casos iam acontecendo, fragmentos enterrados afloravam e clareavam os porquês acumulados.
Diferente do que é, e como é tratado, o estado do “corno manso” não é aquele a qual a mulher trai, e trair neste contexto, refere-se a transar com outro homem. Não! Só haverá traição quando a mulher transa com outro homem e quando o fato se torna conhecido pelo marido, este não aceita e acaba a relação. Este homem não é corno, ele é o homem traído.
Corno é o homem que sabe que a mulher está transando, (não traindo), com outro homem ou aquele que ao saber, aceita. Este é o corno. Abordarei em outro momento mais desta posição. E por que é importante esta definição? Porque minha esposa nunca me traiu. Ela sempre transou com a minha presença no mesmo local, juntos, ou comigo próximo.
Nesta linha de relato, se eu considerar o nascimento do homem, quando ele inicia um relacionamento sério, onde ele emprega o pronome possessivo “minha” à sua companheira, sou um corno que nasceu corno. Me permitam explicar os fundamentos da minha construção.
Sempre fui muito inteligente e estudioso quando novo. Na época do meu ensino fundamental, tinha notas tão surpreendentes, que fui passado de ano no meio do semestre, de forma que em um ano específico, cursei dois anos escolares em um ano secular. Outro fator acrescido foi que iniciei um ano mais cedo do que o normal. À época, se iniciava a primeira séria com 6 anos, comecei com cinco.
A consequência disso, digamos, dissonante, vejam, não negativa..., é que eu tinha dois anos a menos que os meus colegas de classe. Mas isso só teve impacto significativo na minha psique aos 11 anos, cursando a sétima série, com meus amigos, com treze, quatorze e até quinze anos. Todos pré-adolescente e eu... uma criança ainda. A diferença era visível, fisicamente principalmente. Eu era mirrado em tudo, com exceção da altura, sempre fui alto pra minha idade. Vi minhas paixonites da época namorarem com meu colegas, beijos e abraços pelos corredores e eu me sentindo rejeitado. Passei por esta fase assim, inferiorizado. Mais fraco e menor.
Foi nesta época que meu irmão mais velho, saiu de casa após concluir seu ensino técnico, indo morar em outra cidade. Ele deixou no seu quarto, agora destinado a mim, um armário pessoal que ele caprichosamente deixou trancado, que não resistiu por muito tempo à minha curiosidade de moleque. Abri e encontrei o tesouro do meu irmão.
Encontrei a coleção de revistas “de mulher pelada” dele. Havia algumas Playboy e ELEELA. Eu pirei e me acabei, se é que vocês entendem. Eu devorei as revistas e elas me acompanharam por toda a minha adolescência. O que eu mais gostei e revisitei inúmeras vezes foram na revista Playboy uma seção chamada Clicks. Basicamente era uma seção de flagras de situações das famosas ou não, em vários ambientes e situações digamos diferentes. O que prendeu minha atenção eram as mulheres sem calcinha, mulheres de minissaias curtinhas. Eu pirei nisso. Me transformei em um voyeur. Agucei minha imaginação e minha atenção.
Um evento real dessa tara ocorreu com uma prima, quando estive de férias escolares. Vários primos reunidos na casa dos avós… Estávamos brincando no “terreiro” da casa da minha avó de peteca (bola de gude). Eu e minha prima uns três anos mais velha. Onde eu morava, brincávamos lançando a peteca em pé. Naquela cidade, se ficava de cócoras para lançar a peteca. A minha prima de vestido ao ficar de cócoras expos a sua bucetinha. A diabinha estava sem calcinha. Puta que pariu… Eu com meus doze anos… fiquei completamente impactado pela sua naturalidade e como se mostrava pra mim a cada baixada… Seus sorrisos de canto de boca percebendo meu constrangimento. Claro que não houve nada… Eu era muito criança. Mas, aquilo me marcou profundamente…
Na revista ELEELA tinha uma seção chamada FORUM. Era uma coletânea de relatos de leitores falando de seus casos. Eu devorava esses relatos e dois deles eu lembro até hoje. O primeiro foi “Sexo na Gruta”. Uma esposa conta o evento onde ela e o marido caminhavam por uma estrada do interior quando começou a chover e eles se abrigaram em uma espécie de caverna. Acontece que nesta caverna, tinham se abrigados também três homens. Com a permanência das chuvas os homens acenderam uma fogueira e os chamaram para sentar-se próximos e começaram a conversar. Em dado momento a esposa tira seu casaco molhado e fica apenas com uma camiseta de malha onde seus seios ficaram bem proeminentes devido a transparência do tecido. Em resumo, os homens acabaram por forçar a transa e ela acabou cedendo. A mulher preocupada por estar gemendo olha para o marido e vê ele batendo uma punheta. Ela conta que se transformou e trepou com os três e o marido se acabando na punheta.
No segundo relato, o marido conta como levou sua esposa, vestida com um vestido sexy a um bar e ela se exibe para o garçom. Ficou provocando o garçom até que ele a levou ao banheiro masculino e trepou com sua esposa. A forma como o marido conta o prazer que ele sentiu, me tocou profundamente. Eu fiquei viciado nos relatos e contos e esperava com ansiedade a chegada destas revistas nas antigas bancas de revistas.
Os tijolos da minha construção mental estão agora claros.
Primeiro a atitude da mulher na forma como se veste, denunciando a nudez parcial, expondo as zonas sexuais de forma não explicita, aos poucos, com intenção de provocar, de excitar, de prender, de alimentar o desejo do homem, adicionado ao jeito, postura, caras e bocas, como se diz, que me pegou desde minha infância, crescendo olhando, desejando e não tendo. Um voyeur. O que vê.
Segundo o cara que cresceu sendo o mais fraco, o menor, o que via todos com as namoradinhas e eu ficando chupando o dedo. Via os meus colegas mais forte pegando as meninas e assim foi até meus 17 anos, quando também comecei com alguns rolinhos até conhecer minha atual esposa.
Se justificam meu ciúme e minhas questões. Tinha medo de perdê-la por me sentir o menor ou o mais fraco, e ao mesmo tempo, tendo uma mulher com todos os atributos sexuais que massivamente vi durante minha infância, adolescência e início da vida adulta, me tornando voyeur da minha própria esposa. Ciúme e Tesão, dois afetos em luta de cabo de guerra.
De forma simples, todo homem casado está no meio desta briga. Quando o ciúme é mais forte que o tesão, o cara pode até ser traído, mas não aceita e vai embora. Agora, quando o tesão vence o ciúme, o cara é corno. Assim sou eu. O meu tesão de voyeur da minha esposa, e aquele sentimento de que havia alguém com algo mais do que eu... Mais força, mais beleza, mais pica (maior e mais grossa) foram a minha fonte de alimentação da nossa barragem. Precisou de pouco mais de três anos, entre um de namoro/noivado e dois de casados para estar arrebentando a parede da barragem.
Capítulo Três – Eu sou assim
Não haverá julgamento de valor. Pra mim ser corno é um estado de espírito. Um estado de espírito bem definido. Usualmente se referem o corno, ao homem cuja mulher deu pra outro homem. Isso está longe de ser verdade. De forma geral o corno é o homem que permite e aceita que sua esposa transe com outro homem. Irei decorrer sobre as variantes neste capítulo. Por hora, vou atestar o que não é ser corno.
O homem que é traído, pois sua mulher deu pra outro macho, descobriu e não aceitou, rompeu a relação, ele não é corno, ele é traído. Os relacionamentos liberais, onde tanto o homem quanto a mulher transam com outros parceiros, estes homens não são cornos, eles são liberais.
Os cornos são os homens que aceitam que suas esposas transem com outros homens. São homens que não traem suas esposas. São homens que mantem suas relações. Todos os homens têm potencial para serem cornos, mas há a tensão de afetos que descrevi no final do capítulo anterior.
Eu sou corno apaixonado. Amo profundamente minha esposa e embora eu aprecie, como todo bom voyeur as provocações de outra mulher e me excite com isso, transar com outra mulher é algo que nem cogito. Tudo se volta para minha esposa como uma idolatria e não confundam com submissão, embora haja cornos submissos que escondem um prazer homossexual, não é este o meu caso. Não tenho nenhum prazer no corpo dos comedores da minha esposa. É óbvio que me impressiona em muitas vezes, a potência masculina destes comedores, homens agraciados pela natureza com uma pica gigantesca, mas é sempre como instrumento a serviço da manipulação na minha esposa, como ela reage, se entrega, enlouquece nestes mastros vigorosos o que me excita.
Então, não sou um corno submisso. Minha esposa não me humilha, não uso prendedores penianos, não sou usados pelos machos da esposa, não chupo comedores. Nada relacionado a homossexualidade e não há aqui julgamento de valor.
Eu sou um corno alfa o que não significa que sou controlador, muito pelo contrário e digo isso porque há os cornos controladores que querem intervir em tudo, até na hora que o macho tá fudendo a esposa, ficam falando como, onde, assim, assado. Já conheci alguns assim. No meu caso, desde que fomos nos descobrindo como casal sempre falamos tudo um para o outro, sendo o mais importantes o que descrevi sobre minha descoberta e que contarei mais a frente sobre a descoberta da minha esposa quanto a sua condição de esposa puta.
Disso tudo, outra característica aflora no meu eu corno manso, é que minha esposa me permite o controle inicial de todas as fases da preparação de nossas aventuras, ela se deixa conduzir, confiando em mim cegamente, de forma que quase todas as nossas aventuras se deram com algum nível de preparação e controle dos eventos, até quando “caçamos” desconhecidos. E o termo caça apareceu de forma natural e descontraída nos dias que íamos sair. Uma roupa, um olhar e a palavra mágica aparecia nos lábios quer meu, quer dela. Então sou um corno arquiteto, como a minha esposa costuma falar, quando me vê preparando os cenários da caça. Falarei mais a frente sobre esta mania minha.
Sou um corno voyeur. O que começou de forma aleatória, como contei anteriormente, observar me provocava enorme excitação. Era o observar o que eu não teria, não comeria, às vezes observando e outros desfrutando. Com a minha esposa, minha atenção ficou plasmada nela, em sua sensualidade, na sua sexualidade. Cada detalhe, cada gesto, cada ação, cada preparação.
Antes da primeira transa, exploramos demasiadamente o exibicionismo dela e o voyeurismo meu. Essa conjunção é extraordinária e mencionarei mais a frente este aspecto da construção dela. Fomos evoluindo em cada saída, explorando limites, derrubando tabus e medos. Então, se muito me excitava a exibição dela, imagina as trepadas. Foi a conjunção dos meus dois fatores construtivos, o prazer de observar e o prazer de entregar o que é “meu” para outro dominar e se esbaldar...
Sou um corno arquiteto, arquétipo criado pela minha esposa. De fato, minha excitação que chamo de tesão de corno, começa no momento que identifico um potencial chifre, ou quando estamos a caça. Quando identifico um potencial comedor, avalio as implicações, crio cenários, aproveito as oportunidades que culminam com ele conhecendo minha esposa, sempre em uma condição em que ela está preparada para deixar claro que não é uma esposa “séria”. Roupa, gestos, insinuações, frases de duplo sentido, tudo que possa aguçar o faro de macho devorador de esposinha. Estreito o contato com estes agora “amigo” até que o inevitável e necessário acontece.
Quando vamos a caça, o ritual armado é sempre a exibição da minha esposa, o que possibilita o crescente em nossa excitação. Então, a roupa e principalmente o local são estudados e preparados para isso. Gostamos de ir a lugares em bairros afastados, de reputação duvidosa, onde encontramos outras mulheres tão exibidas quanto ela, o que favorece as roupas não tão apropriadas para uma mulher casada. E o fato dela ser casada e estar vestida como uma “puta” (vou explorar este termo posteriormente), atrai o tipo de macho que buscamos.
Há um prazer quase sádico do macho que come a mulher de outro e eu percebo isso no olhar deles (também vou explorar isso). Seguindo neste contexto, a mesa que escolhemos em um local mais reservado, a iluminação, como disponho as cadeiras e principalmente onde eu e ela sentamos em relação a mesa. Tudo isso me causa uma excitação que acaba excitando ela também.
Sabedor da característica quase sádica do comedor em relação a uma casada puta, me fez ser muitas vezes um corno performático. Como exploramos a exibição da minha esposa, preciso me fazer de bobo. A cena é até cômica.
A preparação... Um casal sentado em uma mesa, destas quadrangulares que tem uma cadeira em cada lado, sendo que o marido senta em uma cadeira de um dos lados da mesa, puxa a cadeira lateral e faz sua esposa sentar ao seu lado, mas fora da mesa com nada na frente dela. Um local estranho, para que um homem leve sua esposa. A esposa vestida como uma puta, minissaia, vestidos curtos, blusas com alguma transparência e sem sutiã. A esposa sem calcinha com as pernas a mostra e no início cruzadas, chamando a atenção de todos.
O fingimento... Eu ao lado dela fingindo não ver os olhares dos garçons, dos caras das mesas ao lado e a frente, às vezes grupos de homens. Fingindo não ver ela flertando com os mais atirados. Fingindo não ver ela descruzando as pernas e abrindo sutilmente em uma exibição explícita para plateia que fica ouriçada. Facilitando as investidas saindo várias vezes e a deixando sozinha. Facilitando por aceitar que ela dance com o macho que se apresenta para pedir.
As nossas performances, eu me fingindo de bobo e ela de esposa safada que faz de conta que o marido não sabe o que ela está fazendo. Essa atmosfera é inebriante e viciante. Muitas vezes nem foi preciso acontecer de fato uma transa para ter valido a pena.
Eu sou assim. Um corno manso apaixonado, voyeur, alfa, arquiteto e performático. Verão isso nos relatos vindouros.
Capítulo Quatro – A sociedade
Não é fácil ser um corno manso. Mesmo hoje, com a diversidade sexual aflorada, gêneros e subgêneros, preferências, binariedade para todos os lados. Não é fácil ser corno.
Família, trabalho, vizinhos e amigos. Lidar com esse quadrilátero da sociedade foi difícil. Não era uma questão de repressão ou preocupação com suas ideias, bem ao contrário eu diria. Certamente tinha a haver com as indagações, perguntas e discursos que não atendiam nossa forma de ver a vida, e principalmente nosso casamento, nossa relação.
As coisas conosco, começaram sutis como falei, situações inertes, só absorvidas por nós, ainda no noivado e ainda na tutela familiar. Após o casamento fomos morar em outro bairro o que fez com que os laços com nossas famílias e amigos, meus e dela, criados antes do casamento, ficassem sob “controle”. Nossas convivência familiar era protocolar e com os amigos ainda mais. Claro que nos casos dos amigos, ainda tomamos alguns sustos em alguns locais que fomos e acabamos por encontrá-los, o que nós fez ajustar nossas intenções. Algumas vezes fomos para outro lugar porque queríamos muito nos aventurar. Basicamente por estas razão, nossas famílias e amigos, quando íamos caçar, buscávamos ambientes em bairros mais afastados. Nestes cenários, digamos, mais rústico e mais simples, muitas das nossas aventuras envolveram homens também rústicos, brutos (não violentos), negros e muitos bem-dotados.
Com a vizinhança e com o trabalho (amigos de trabalho) a coisa foi diferente. Meu primeiro chifre ocorreu dois anos depois de casados e por mais dois anos caçamos os desconhecidos. Neste período tomamos muito cuidado com a nossa reputação.
No ambiente de trabalho, havia muita brincadeira envolvendo traições, muitos comentários de fulano e de fulanas. E como o grupo encarnava geral eu tinha receio deles saberem que eu era corno. Mas nesse ambiente comecei a desenvolver um tesão escondido, quando surgia algum comentário sobre alguém que tinha sido corneado pela esposa e a galera comentava, descrevia os acontecidos, atualizavam as fofocas, eu ficava excessivamente excitados chegando a imaginar que era eu, de quem eles falavam. Esse sentimento crescente neste ambiente me levou a viver situações envolvendo colegas de trabalho. Haverá muito a contar sobre essas aventuras com colegas de trabalho.
Na vizinhança era similar. No primeira casa que moramos por cerca de quatro anos e onde desabrochamos na nossa vida de casal de corno e puta. Tentamos manter uma reputação de casal normal assim como os demais da rua e entorno, porém algumas situações e eventos acabaram por sair do nosso “controle” e alguns destes “amigos da vizinhança” acabaram por comer minha esposinha. Estes casos serão contados posteriormente à medida que avanço nos relatos. Depois deste caso, a vizinhança se tornou objeto de observação o que levou em três ocasiões, três lugares em que vivemos, em que a minha condição de corno manso foi exposta, em uma delas me tornei o maior corno do bairro. Estes três períodos serão contados em detalhes em um livro dedicado a este tema. Assim como os dos amigos de trabalho. E outras situações vividas também.
Neste contexto das vizinhanças e dos amigos de trabalho, nas quais as dinâmicas dos eventos diferem das nossas caçadas habituais, tivemos experiências intensas e únicas, como dupla penetração, a transa com mais de um no mesmo dia e no mesmo ambiente.
Em uma ocasião minha esposa transou durante um churrasco, no banheiro da nossa área de lazer, com quatro amigos de trabalho, um por um, enquanto jogávamos cartas. Bastava um sair, para que ele fosse comer minha esposa no banheiro. Ficaram se revezando na buceta, no cú e na boca da minha esposa puta. Essa prática se tornou uma coisa que sempre buscávamos fazer estendendo a nossa caçada. Trepar em banheiros e estacionamentos de casa de show e de bares de praias, com mais de um macho. Envolvia os seguranças, garçons e flanelinhas. Teremos livros para esses casos.
Considerando nossa estória, iniciando com o receio da descoberta da minha cornitude, até o limite de ser reconhecido como o maior corno de um bairro, por que minha mulher foi comida por praticamente todos os homens da vizinhança e principalmente o prazer que eu senti e sinto até hoje com estas situações alheia às práticas em si me despertaram para ver em mim uma classificação interessante sobre as atitudes do corno manso, que eu adaptei de uma das minhas leituras.
A primeira atitude é a do Corno Manso Privado. Me vi assim no início da nossa vida como casal. O corno privado separa a vida de aventuras do seu círculo familiar, social e profissional. Há o Corno Manso Público, embora na definição se afirme que esse tipo de corno já está livre das amarras sociais e não liga para seus círculos sociais, no meu caso em específico sempre deixamos de lado os familiares, mantendo uma distância segura deles em relação a nossa outra vida.
Eu me considero um corno manso misto, com caraterísticas dos dois citados anteriormente. Para alguns minha condição de corno manso é pública e notória, embora sempre busque estabelecer como base, que todos saibam que minha mulher é puta, mas poucos sabem que eu sei. Essa situação me permite estar em ambientes e situações em que falam da minha mulher, eu sabendo que é da minha mulher que estão falando, mas eles não sabem que sei exatamente. Ouço cada coisa, coisa de macho escroto, esculachando ela e eu. Eu gozo de lembrar essas situações. Eu adoro a condição de corno otário, que eles imaginam que eu sou, sendo feito de trouxa pela esposa que apronta sem eu saber de nada. Só que eu sei! Porra é demais!