O desejo é um veneno lento. No início, ele apenas altera o modo como você vê as coisas, mas logo ele começa a alterar as próprias coisas. Nas semanas que se seguiram àquela noite da saia justa, Sofia parecia estar em um transe de autodescoberta. A professora recatada estava sendo substituída por uma mulher que exalava uma nova consciência sobre o próprio corpo. A primeira evidência não veio de uma confissão, mas do cesto de roupas sujas. Eu estava separando as peças para a lavanderia quando meus olhos pararam em um pedaço de renda preta, minúsculo, que parecia perdido entre as camisolas largas de algodão. Era uma calcinha fio-dental. Sofia sempre odiou esse tipo de peça, dizia que "apertava" e que não tinha idade para aquilo. Peguei o tecido fino entre os dedos. Imaginei aquela renda sumindo entre as curvas generosas de sua bunda, escondida sob as roupas que ela levava para a escola. O contraste entre a seriedade do giz e o segredo sob a saia me fez perder o fôlego. Mas a mudança não parou na gaveta de lingeries. Naquela mesma noite, enquanto ela se trocava para dormir, notei que o perfume dela estava mais forte, uma fragrância mais doce e invasiva que parecia grudar na pele. Quando ela se deitou, percebi o movimento suave das mãos dela sob o lençol. Quando a procurei, o choque: a mata de pelos que eu conhecia há anos havia sumido. Ela estava completamente depilada, a pele lisa e sensível ao meu toque. — Sofia... você... — comecei, passando a mão pela pele macia. — Estava me sentindo pesada, João. O calor naquelas salas de aula estava insuportável com as calças jeans... — justificou ela, a voz trêmula, mas sem o tom de indignação de antes. — Comecei a usar aquelas calças de poliamida, estilo academia, sabe? São mais leves. Eu sabia exatamente que calças eram aquelas. Elas desenhavam cada detalhe da sua bunda e da sua buceta. Eu conseguia visualizar os alunos no fundo da sala, com as cabeças baixas, fingindo anotar algo enquanto devoravam a silhueta da professora. O clima de cumplicidade entre nós estava no ápice, até que ela sentou na cama e pegou o celular. O brilho da tela refletia em seus óculos. — João... aconteceu uma coisa. Eu não sei o que fazer — disse ela, a voz quase sumindo. — Um deles... o aluno que eu te falei... ele conseguiu meu número em um grupo da escola. Ela me entregou o aparelho. Meu coração de empresário, acostumado a grandes riscos, nunca bateu tão rápido. Na tela do WhatsApp, havia uma série de mensagens. O tom era audacioso, cru, sem qualquer respeito pela autoridade dela. Mas o que me paralisou foi a imagem abaixo: um nude explícito do garoto, exibindo uma juventude e uma audácia que eu nunca esperaria. — Ele disse que sabe que eu estava usando aquela saia por causa dele — sussurrou Sofia, olhando para mim, esperando uma reação. — Ele disse que sonha com essa minha bunda grande todo dia na aula... João, o que eu faço? Eu deveria denunciar, não deveria? Olhei para a imagem no celular e depois para a minha esposa, agora "lisinha", perfumada e usando uma lingerie que ela jurou que nunca usaria. O perigo tinha batido à nossa porta, e a expressão no rosto de Sofia não era de medo... era de alguém que estava prestes a pular de um penhasco e queria que eu a empurrasse.
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