Quinze anos de casamento tinham transformado tudo em rotina — olhares automáticos, toques distraídos, silêncios confortáveis demais. Nós éramos parceiros de vida… mas não de desejo. E, aos poucos, isso começou a me corroer por dentro. Minha autoestima, minha vaidade, minha confiança… tudo parecia ter se apagado.
Foi quase sem intenção que criei aquele perfil. Eu só queria testar. Ver se ainda chamava atenção. Ver se ainda existia algo em mim capaz de despertar interesse.
E foi assim que conheci o Renan.
As conversas começaram leves, despretensiosas… mas havia algo nele que me prendia. Um jeito de falar que me fazia sorrir sozinha, um interesse que eu já não sentia há muito tempo. Quando decidimos nos encontrar, eu não imaginava o quanto aquilo iria mexer comigo.
O primeiro beijo foi um choque.
Intenso. Demorado. Vivo.
E naquele instante, algo que estava adormecido dentro de mim há anos simplesmente despertou.
Depois disso, passamos a nos ver mais vezes. Sempre com aquela promessa silenciosa de que não passaria disso. Mas meu corpo já não obedecia à minha razão. Bastava vê-lo… e um arrepio percorria minha pele. Meu coração acelerava, minha respiração mudava, e um calor familiar — quase esquecido — tomava conta de mim.
Eu me sentia viva.
Desejada.
Perigosa.
No feriado, surgiu a oportunidade. Meu marido viajaria. Eu também. E o Renan se ofereceu para me levar.
Quando ele chegou, eu estava impecável — um vestido vinho, elegante, comportado… quase irônico diante do que eu carregava por dentro.
A viagem começou tranquila. Conversas leves, risadas… mas o toque dele na minha perna dizia tudo o que evitávamos dizer em voz alta. E a cada parada no sinal, ele se inclinava e me beijava — beijos que começavam suaves… e terminavam carregados de intenção.
Eu já não conseguia mais fingir controle.
Quando chegamos perto da casa da minha mãe, pedi para ele parar antes. “Melhor para aqui para nos despedirmos”, eu disse — mas nós dois sabíamos que não seria só uma despedida.
O carro ficou em silêncio.
Ele puxou o freio de mão, e me puxou no colo dele.
O beijo veio urgente, profundo, como se tudo aquilo tivesse sido contido por tempo demais. Minhas mãos já não sabiam onde parar. Meu corpo se inclinava contra o dele quase por instinto, como se finalmente tivesse encontrado algo que reconhecia.
Eu sentia ele, duro, e o meu corpo pedindo por ele. Eu ja nao estava simplesmente molhada... meu corpo ja estava suplicando...
Naquele frenesi, a razão ja tinha ido embora, e num impulso, me vi abrindo o zíper de sua calça e puxando minha calcinha de lado enquanto ele simplesmente encorrevaga pra dentro de mim, como se lá fosse o lugar dele.
A mãos dele explorando meu corpo, enquanto seus lábios se revezavam entre minha boca e meu pescoço. Os gemidos saindo da minha boca a cada cavalgada, ate que urrei atingindo ao ápice, enquanto ele explodia dentro de mim.
Quente!
Intenso.
O mundo lá fora simplesmente deixou de existir durante aqueles minutos.
Só havia o calor, a respiração acelerada, o desejo finalmente sem freios.
E, por um momento que pareceu eterno, eu simplesmente me deixei levar.
Sem pensar. Sem medir. Sem tentar controlar.
Quando tudo cessou, o silêncio voltou — mas não era mais o mesmo.
Abri os olhos devagar, ainda com o coração disparado… e foi nesse instante que a realidade me atingiu.
Eu sabia exatamente o que tinha acabado de acontecer.
E, no fundo… eu sabia que não queria esquecer.
lua1985