Depois da primeira vez com o Renan, minha vida virou de cabeça para baixo. Era como se algo dentro de mim tivesse despertado — algo que eu nem lembrava mais que existia. Se antes eu já andava distraída, agora era impossível não pensar nele o tempo todo. Eu amo meu marido, isso nunca deixou de ser verdade. Mas com o Renan… era diferente. Era como se, pela primeira vez em anos, eu me sentisse realmente viva. Desejada. Vista. Cada mensagem que chegava dele fazia meu coração disparar, meu corpo reagir sem pedir permissão, tomado por uma ansiedade quente e deliciosa de estar perto dele outra vez. Teve um dia que combinamos de ir ao Parque Villa-Lobos. Escolhi um vestido amarelo leve, com botões na frente, que marcava suavemente meu corpo, e um All Star branco — como se eu quisesse parecer casual… mas, no fundo, sabia exatamente o efeito que queria causar. Ele me pegou perto de casa. Assim que entrei no carro, antes mesmo de dizer qualquer coisa, ele me puxou pela cintura e me beijou. Um beijo intenso, daqueles que fazem o mundo desaparecer por alguns segundos. Quando nos afastamos, eu já estava completamente entregue àquele momento. Durante o caminho, ele apoiou a mão na minha coxa, como se fosse algo natural. Mas não era. Cada movimento dos dedos dele parecia calculado, provocando arrepios que subiam lentamente pelo meu corpo. Eu fingia olhar pela janela, mas por dentro estava em chamas. A mão dele subiu um pouco mais, e quando encontrou minha calcinha eu ja nao podia disfarcar, e minha respiração já não era a mesma. Quando finalmente ele percebeu o efeito que estava causando, soltou um suspiro baixo, quase um sorriso de satisfação. Levou a mão aos lábios, lambeu os dedos num gesto provocador, saboreando aquele instante… e então me olhou de um jeito que fez meu corpo inteiro reagir. — Como eu sou louco pelo seu gosto. Acho que a gente devia mudar os planos — ele disse, com a voz baixa, carregada de intenção. E naquele momento, olhando para ele, eu soube que não tinha a menor vontade de dizer não. Mas eu não respondi com palavras. Nem precisava. Meu silêncio, meu olhar preso ao dele, minha respiração descompassada… tudo já dizia o suficiente. Ele deu partida no carro de novo, mas agora o destino não importava mais. O caminho parecia mais curto, ou talvez o tempo tivesse simplesmente perdido o sentido. Minha mão foi até a dele, entrelaçando nossos dedos, enquanto eu sentia aquele calor crescer dentro de mim, pulsando, insistente. Quando ele parou o carro, em um lugar mais afastado e silencioso, o ar entre nós já estava denso. Não houve pressa — e isso só tornava tudo mais intenso. Ele se virou devagar, como se quisesse prolongar cada segundo, e passou os dedos pelo meu rosto, descendo pelo meu pescoço, me fazendo arrepiar inteira. — Você não faz ideia do efeito que tem em mim… — ele murmurou, tão perto que eu podia sentir sua respiração. Eu sorri de leve, mas não consegui sustentar por muito tempo. Porque, no instante seguinte, ele me puxou para o colo dele e me deu um beijo — mais profundo, mais urgente. Era como se todo o desejo contido desde a última vez finalmente encontrasse espaço para explodir. Minhas mãos se perderam nele, enquanto o mundo lá fora deixava de existir. O vestido leve, que antes parecia uma escolha inocente, agora era só mais um detalhe, pois meus seios ja estava pra fora, com ele os acariciando e beijando intensamente. Cada toque, cada pausa, cada olhar carregado dizia mais do que qualquer palavra poderia dizer. Mais uma vez estavamos nós naquela situação perigosa, com adrenalina e tesão a mil. E talvez fosse exatamente isso que tornava tudo tão irresistível. Ele puxou minha calcinha de lado e me penetrou, com intensidade. Senti ele pulsando, dentro de mim, e isso me fez soltar um leve gemido de prazer. Começamos o movimento. Intenso. Prazeroso. Meu corpo arqueou, entregue à sensação, até que, sem querer, encostei na buzina. O susto quebrou o momento por um segundo. Nós rimos. Nos olhamos. E aquilo só aumentou ainda mais a conexão entre nós. Voltamos, mais lentos, mais conscientes… olho no olho. Sentindo cada segundo. Cada toque. Até a intensidade voltar. Mais forte. Mais profunda. Quando gozei, veio como uma onda — me atravessando inteira, me fazendo tremer, perder o controle. E logo depois, senti ele também se entregar, explodindo dentro de mim, num instante quente, intenso, absoluto. Quando nos afastamos por um instante, ainda próximos demais, ele encostou a testa na minha e soltou um suspiro baixo, como se estivesse tentando se controlar… ou talvez decidindo se valia a pena tentar. Eu sabia que não valia. Porque naquele momento, tudo o que eu queria… era continuar. — Essa não vai ser a última uma vez… vai? — ele perguntou, em voz baixa. Eu sabia a resposta. Sabia desde o momento em que entrei naquele carro. Passei os dedos pelo rosto dele, sentindo um sorriso escapar, lento, cheio de intenção. — Você já sabe que não. Ele me deu um beijo suave, calmo. Vou fechando cada um dos botões do meu vestido, com o olhar fixo nos meus. Dei um beijo, na ponta do seu nariz, e voltei para o banco do passageiro. Ele ligou o carro, e seguimos para o destino inicial.
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