Essa história aconteceu há alguns anos, mas até hoje, quando lembro, sinto aquele arrepio percorrer meu corpo. Eu tenho um amigo… daqueles que sempre esteve por perto. Conheci ele quando ainda namorava, melhor amigo do meu ex. Depois que o relacionamento acabou, a amizade continuou — e talvez tenha ficado ainda melhor. Ele sempre foi divertido, daqueles que fazem qualquer noite parecer melhor. Barzinho, sinuca, risadas… e, no meio disso tudo, elogios constantes. Sempre dizia que eu era linda, sexy… e, entre uma brincadeira e outra, deixava escapar que a gente ainda ia acabar ficando. Eu levava na brincadeira. Ou fingia levar. Até aquela noite. Eu tinha brigado com meu namorado da época. Estava arrumada, pronta pra sair, esperando por ele… e nada. Quando liguei, descobri que ele estava bêbado em um churrasco com os amigos. Aquilo me subiu um misto de raiva e frustração. Mas eu não ia desperdiçar aquela noite. Foi então que liguei pra ele. Meu amigo. Ele topou na hora. E, em menos de trinta minutos, estava passando na minha casa. Eu estava usando um vestido preto, com um decote que deixava tudo no limite entre o elegante e o provocante. Quando entrei no carro, ele me olhou de cima a baixo, sem disfarçar. — Hoje eu vou ter que cuidar bem de você… — disse, com um sorriso de lado. — Tá gata demais pra deixar qualquer um ficar olhando. Eu ri, mas senti aquele calor subir. Fomos para o bar de sinuca. Jogamos, bebemos, rimos… mas havia algo diferente no ar. Algo não dito, mas presente o tempo todo. Quando terminamos a primeira rodada, ele disse que ia fumar e me chamou pra ir junto. O fumódromo ficava no fundo, uma área externa, mais tranquila, com algumas mesas de bistrô espalhadas. Escolhemos uma no canto, mais afastada. A luz era baixa. O clima… perfeito demais. Conversávamos normalmente, até que, em um momento, ele se aproximou um pouco mais. Senti quando a mão dele pousou na minha coxa. Meu corpo ficou em estado de alerta. Ele se inclinou, aproximando o rosto do meu ouvido. — Seu namorado é um idiota… — sussurrou, com a voz baixa e quente. — Trocar uma mulher como você por bebida… Arrepiei inteira. Antes que eu pudesse responder, ele puxou minha cadeira ainda mais para perto. Sua mão voltou à minha coxa, dessa vez sem disfarce. — Eu posso fazer essa noite ser muito melhor… — ele continuou, agora olhando direto nos meus olhos. Havia algo naquele olhar. Seguro. Intenso. Decidido. E, ao mesmo tempo… como se estivesse me dando a escolha. A mão dele deslizou devagar, subindo, testando limites. Meu coração disparou. Eu não consegui dizer nada. Não quis. Quando dei por mim, ele estava fazendo movimento circulares ao redor do meu clitóris, e eu estava ali, segurando o gemido. Aquela situação… o lugar, as pessoas ao redor, o risco de sermos vistos… tudo só tornava mais intenso. Mais proibido. Mais irresistível. Quando vi, ele ja havia puxado minha calcinha de lado. Com o dedão continuava a massagear meu clitóris, e com o dedo do meio entrava e saia de dentro de mim. Fechei os olhos por um segundo, sentindo cada sensação com o corpo inteiro. Um arrepio forte me atravessou, como se tudo dentro de mim tivesse sido aceso de uma vez. Quando abri os olhos, encontrei o olhar dele ainda ali — fixo, atento, quase satisfeito por me ver daquele jeito. Sim, ele tinha feito daquela noite incrível. Ele tinha me feito gozar, ali. Nunca tinha acontecido nada entre nós. Nunca nem nos beijamos. Mas naquele instante eu entendi. Não era só brincadeira. Nunca tinha sido. Ficamos em silêncio por alguns segundos, próximos demais, com aquela tensão que parecia prestes a explodir a qualquer momento, sem saber o que fazer, depois do que tinha acabado de acontecer.
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