Depois de muita putaria na minha vida resolvi mudar, dar um basta. Foi suruba com homens, com mulheres, casais, com a irmã, com o irmão, entrar em motel escondido no porta-malas etc. Foram muitas aventuras, mas agora chega, não dá mais, um dia isso teria que acabar e resolvi que seria em 2026. Apaguei contatos, bloqueei pessoas, fiz tudo o que pude para deixar minha vida “putástica” pra trás.
E assim entrei em janeiro disposto a mudar tudo e levar uma vida sem exageros sexuais, fevereiro passei em branco, mesmo recebendo um convite bem animadinho, mas recusei, mas em março... Oh março filho de uma putana, em Março dos dias primeiro a dezessete recusei três convites para saidinhas, mas dia 18 de março, uma pessoa me mandou uma mensagem que me gelou por dentro. Vou chamá-la aqui de Kely, ela foi uma namorada que me marcou muito no final da minha adolescência ficamos namorando por um ano e meio até o dia em que ela me trocou por outro cara. Depois que ela se casou com este ser, ainda ficamos mais uma vez juntos e foi mágico, eu propus largar meu casamente e pedi para que ela o largasse para estarmos juntos de novo, ela aceitou, mas dias depois minha esposa ficou grávida e sabendo disso, Kely mudou de ideia, recusou minha proposta e sumiu, vida que segue.
Vinte e um anos se passaram desde aquela proposta, e no dia 18 de março de 2026 eu recebo a seguinte mensagem: ”-Olá, bom dia. Vejo que você ainda usa o mesmo número de telefone há mais de 20 anos. Kkk.”. Quando olhei a foto de perfil, ela Kely, linda como sempre, apesar de terem se passado 20 anos, ela estava linda na foto de perfil. Eu não sabia se respondia, de ignorava para manter minha nova vida, enfim, ela fez o que faz muito bem comigo, me tira o chão.
Na dúvida respondi um: “-Oi, quanto tempo. Pois é, tenho negócios neste número, mudar da prejuízo”. Fui educado e formal na resposta, mas por dentro eu queria dizer: oi, quando posso te ver?.
Ela me disse que precisava de um favor, e não pensou em outra pessoa que não fosse eu (já imaginei que para curtir é que não era). Conversamos rapidamente e ela falou que precisava de alguém para pintar a casa da mãe dela e lembrava que quando estávamos namorando eu ajudei o pai dela a pintar lá e a mãe e o pai dela elogiaram muito meu serviço, agora o pai dela é falecido e a mãe dela bem velhinha, aí conversando com a mãe dela lembraram daqueles dias divertidos de pintura e dissera: “Quem sabe o Kkareka não pinta aqui de novo”. Fiquei injuriado por ser lembrado só por isso e mandei na lata: “-É, mas naquele tempo enquanto pintava a casa eu te abraçava, beijava, seus pais saíram algumas vezes nos deixando a sós lá e o trabalho não rendeu porque paramos para fazer um amorzinho bem gostoso. E agora, como seria?”. Mandei a mensagem e quase apaguei, mas ela visualizou e começos a digitar em seguida, eu acho que ela digitava e apagava, digitava e apagava, porque a mensagem não chegava nunca, até que chegou. “-Aqueles foram os tempos mais gostosos da minha vida, lembro de muita coisa com muito carinho. Pena que eu tenha tomado algumas decisões só pensando em mim, mas, passou. Hoje meu pai não está mais conosco, minha mãe não tem mais a mesma energia, e eu ... estou mais fria que um freezer.”.
Dito isso, começamos a nos abrir e ela disse que o atual marido pouco a procura e que entraram numa rotina de trabalho e casa que ficam mais de seis meses sem transar e quando acontece, é aquela coisa rápida, seca e só ele se satisfaz. Falei o quanto ela era quente e que não me dava sossego, que queria fazer em tudo o que era lugar e tal, ela disse que aquela Kely está só na minha memória, que de fato não existe mais.
Pensei, acho que vou tentar fazer uma saideira da minha vida “putanesca”, vou aceitar pintar a casa da mãe dela e quem sabe dou uma “pintada” nela também.
Continua na parte final




