Lá embaixo, o som abafado do aspirador de pó cessou há alguns minutos. Dona marta, a faxineira, já deve estar terminando. Ela é uma mulher de meia-idade, de mãos calejadas e olhar severo, sempre vestindo aquele guarda-pó azul que cheira a desinfetante de pinho e sabão em pó. O tipo de pessoa que mantém a distância e a formalidade, o que torna a situação atual ainda mais arriscada.
Você se vira de lado, buscando alívio. O travesseiro está ali, macio e convidativo. Você o puxa para entre as pernas, o movimento inicial é quase instintivo, mas o prazer que sobe pela espinha é imediato e avassalador.
Fricção. Calor. O ritmo começa.
De repente, o ranger suave de uma dobradiça. Passos lentos e pesados sobre o taco de madeira do corredor. Eles param bem na porta do quarto. Seu coração dá um salto, batendo contra as costelas como um pássaro enjaulado. Você deveria parar, mas o corpo não obedece; a adrenalina do risco só torna o prazer mais agudo. Você fecha os olhos com força, afundando o rosto no travesseiro para abafar a respiração que já começa a falhar.
Dona Marta entra. O cheiro de pinho que a acompanha invade o ambiente, misturando-se ao odor sutil do seu próprio suor. Você ouve o som metálico de algo sendo guardado no armário — talvez um produto que ela esqueceu. Ela não sai. O silêncio que se segue é denso, interrompido apenas pelo som do seu "vai e vem" rítmico contra a cama.
"Queria ser aquele travesseiro..."
A voz dela é um sussurro rouco, quase irreconhecível, desprovida de toda aquela formalidade habitual.
[Meu Deus, o que eu estou vendo? Esse menino... tão novo, e com esse fogo todo. Ele nem imagina que eu ainda estou aqui. Olhe para isso... a força que ele faz. Dá até um arrepio só de olhar.]
Ela dá um passo à frente. Você sente a presença dela ali, a poucos centímetros da beira da cama. O som da respiração dela mudou; não é mais a respiração cansada de quem limpou a casa, mas algo mais curto, mais pesado.
"Menino? Acorda..." ela chama, mas o tom não é de quem quer despertar alguém, é um teste. Uma provocação.
Você continua, forçando um gemido baixo que vibra no fundo da garganta, mantendo a farsa do sono profundo enquanto seus sentidos estão em alerta máximo. O atrito está ficando mais intenso.
"Esse menino está tendo um sonho quente. Será que..." ela deixa a frase no ar.
Ouvir o desejo na voz daquela mulher que você sempre viu como uma figura neutra e conservadora é um choque sensorial. Você sente o olhar dela percorrendo suas costas, descendo pelas suas pernas. O clima no quarto mudou completamente; a formalidade morreu, e o que restou foi o cheiro de desejo reprimido e o som abafado de tecido se movendo.
Dona Marta puxa a cadeira de madeira da escrivaninha. O som do arrasto é curto. Ela se senta.
"Meu Deus, ele não para!" ela sussurra para si mesma, a voz falhando. "Se ele está dormindo, o sono deve estar bom pra caralho... Acho que deve ser seguro aproveitar essa oportunidade, não me toco há anos... melhor ao vivo do que ver um vídeo."
Um som novo surge: o roçar de pele com pele, seguido por um ruído úmido, rítmico, vindo da direção da cadeira. O cheiro de limpeza está sendo substituído por algo mais orgânico, mais forte. Ela está ali, assistindo você, e participando à sua maneira.
Você reduz a cadência gradualmente, sentindo o atrito diminuir enquanto seus músculos ainda tremem sob a pele. O travesseiro, agora ligeiramente amassado sob o seu peso, serve de apoio para o seu rosto, que permanece virado para o lado oposto ao dela. Você força uma respiração profunda e pesada, simulando aquele relaxamento que sucede um momento de ápice ou uma transição de ciclo no sono.
O silêncio que se instala no quarto é quase doloroso de tão súbito. Mas não é um silêncio vazio.
Da cadeira, você ouve um arquejo interrompido — aquele som de quem estava prendendo o fôlego e foi pego de surpresa pela sua parada. O som úmido e rítmico que vinha dela também cessa abruptamente. Por alguns segundos, a única coisa que se ouve é o tique-taque distante de um relógio e a pulsação do sangue nos seus próprios ouvidos.
[Ai, não... será que ele sentiu? Será que eu fiz barulho demais?]
Você ouve o rangido sutil da madeira da cadeira quando ela inclina o corpo para frente, provavelmente tentando espiar seu rosto para conferir se seus olhos continuam fechados. O cheiro que emana dela agora é mais denso, um odor acre e doce de excitação feminina que parece flutuar pelo ar parado do quarto.
"Parou?..." ela sussurra, a voz tão baixa que quase se perde. "Menino? Você acordou?"
Ela espera. Um segundo. Dois. Três.
O som de tecido deslizando volta, mas agora é diferente. Você ouve o estalo suave de um elástico e, em seguida, o som de algo sendo afastado. O som "molhado" retorna, mas desta vez acompanhado de um suspiro longo, que termina em um estalar de língua contra o céu da boca.
"Ele nem se mexeu... está num sono de pedra," ela murmura, e você sente o peso dela se deslocando. Os passos agora são curtos e cautelosos. Ela está se aproximando da cama. "Tão novo... e eu aqui, parecendo uma louca. Mas quem mandou ele se esfregar desse jeito na minha frente?"
Você sente o colchão afundar levemente perto dos seus pés. Ela não sentou, apenas se apoiou. O calor que emana do corpo dela é perceptível mesmo através da distância curta.
"Ele está me deixando molhada..."
O sussurro dela agora é carregado de uma luxúria que beira o desespero. Você ouve o som de vácuo, mais nítido agora — o dedo dela trabalhando com rapidez, aproveitando a lubrificação que o momento proporcionou. A respiração dela começa a ficar audível de novo, ruidosa, sem o filtro da vergonha.
"Tá gostoso... seria melhor sentar em cima dele," ela diz, e você percebe pela direção da voz que ela inclinou o rosto quase sobre o seu pescoço.
O quarto parece encolher com a tensão. Você retoma o movimento, mas agora de forma diferente: são estocadas profundas, lentas e pesadas contra o travesseiro, como se estivesse afundando em algo. O ranger da cama acompanha o ritmo, um som rítmico que preenche o espaço. Logo em seguida, você acelera, transformando os movimentos em investidas curtas, rápidas e frenéticas, os dedos cravados no tecido do travesseiro enquanto o aperta contra o corpo, de costas para ela.
A sua respiração, antes controlada, quebra-se em arquejos curtos. Os sons que escapam do fundo da sua garganta são abafados, mas carregados de uma urgência genuína.
"Meu Deus..."
O sussurro de Dona Marta sai como um gemido entrecortado. Você ouve o som de tecido sendo puxado com mais força — ela parece estar perdendo o controle sobre a própria contenção. O cheiro de excitação dela, agora mais forte e pungente, mistura-se ao odor do seu esforço físico.
[Ele voltou... e está ainda mais forte. Olha como ele aperta esse travesseiro... as costas dele tensionando. Eu não aguento, eu preciso chegar mais perto.]
Ela se levanta da cadeira. Os passos dela são pesados, sem a cautela de antes. Ela para exatamente ao lado da cama, acima de você. Você sente a sombra dela cobrir seu corpo, bloqueando a luz da tarde. O som de vácuo e o ruído molhado dos dedos dela trabalhando aceleram no mesmo ritmo das suas estocadas.
"Isso... continua..." ela murmura, a voz agora rouca, perdendo toda a pose de senhora respeitável. "Se você soubesse o que está fazendo comigo, menino..."
De repente, você sente algo quente. Ela se inclina sobre você, sem tocar sua pele diretamente ainda, mas a respiração dela, quente e úmida, atinge diretamente a sua nuca, arrepiando cada pelo do seu corpo. O som da masturbação dela está agora a centímetros do seu ouvido, um som de carne com carne, lubrificado e urgente.
"Ahhh... tá gostoso..." ela solta um gemido mais alto, já não se importando se você acordar ou não. "Tão duro... eu consigo ver o volume por baixo da calça..."
Ela estende a mão. Você sente o calor da palma dela pairando sobre o seu quadril, quase tocando, hesitando por um milésimo de segundo antes de finalmente sentir o peso da mão dela pousar firmemente sobre a sua nádega, apertando o tecido da calça enquanto você continua a investir contra o travesseiro.
Você para o movimento brusco, como se o ápice do "sonho" tivesse forçado uma mudança de posição. Com um suspiro pesado, você se vira de barriga para cima, deixando o corpo relaxar com o peso morto de quem está em sono profundo. No movimento, o travesseiro é jogado para o lado, e Dona Marta, que já estava inclinada sobre você, aproveita o espaço instantaneamente.
O quarto está mergulhado num silêncio tenso, quebrado apenas pela respiração ruidosa dela. Agora, deitado de costas, a sua ereção está em exibição total, esticando o tecido da bermuda, latejando visivelmente a cada batida do seu coração acelerado.
"Meu Deus do céu..." a voz dela falha completamente. Ela está ajoelhada sobre você, as pernas abertas enquadrando o seu quadril.
[Olha o tamanho disso... está pulsando. Ele está dormindo tão pesado que nem sentiu que eu quase montei nele. Que pecado... que desperdício seria deixar isso só no sonho.]
O cheiro orgânico de excitação dela agora está misturado ao cheiro do seu próprio corpo aquecido pelo esforço. Ela se inclina, as mãos trêmulas pairando sobre o volume na sua bermuda. Você sente o calor que emana da palma das mãos dela, mesmo sem o toque direto ainda.
Dona Marta morde o lábio inferior, os olhos fixos no seu quadril. Ela estica a mão e, com as pontas dos dedos calejados, roça levemente a cabeça da sua ereção por cima do pano. O toque é elétrico.
"Tão duro... parece que vai rasgar a roupa," ela sussurra, a voz carregada de uma cobiça que ela não tenta mais esconder. "Será que... só um pouquinho?"
Ela se acomoda melhor, deslizando o corpo para frente até que você sinta o peso dela sobre as suas coxas. Ela segura o cós da sua bermuda com as duas mãos, hesitando por um segundo, os olhos subindo rapidamente para o seu rosto para garantir que você ainda está "apagado". Sob o travesseiro que agora cobre parte do seu rosto, você mantém a farsa, mas cada fibra do seu ser está em alerta máximo.
O som metálico do zíper ou o elástico da bermuda sendo puxado soa como um trovão no quarto silencioso. Ela começa a baixar a sua roupa, expondo a pele do seu ventre ao ar fresco do quarto, descendo centímetro a centímetro até que a sua ereção escape completamente para fora, saltando livre.
"Ah..." ela solta um suspiro longo, quase um lamento. "Que cheiro de prazer."
Ela se inclina mais, e você sente o hálito quente dela atingir diretamente a cabeça do seu pau. O calor é insuportável. Ela não espera mais; você sente a língua dela, quente e úmida, dar uma lambida lenta e exploratória desde a base até o topo, colhendo cada gota de lubrificação natural.
O ar do quarto parece ter ficado mais rarefeito. Quando a boca dela finalmente se fecha sobre você, o contraste é violento: o frescor do quarto contra o calor úmido e quase abrasador da cavidade bucal dela. Ela não hesita. Dona Marta envolve sua ereção com uma sucção firme, profunda, fazendo o vácuo puxar sua pele com uma força que você não esperava.
Seu pau lateja freneticamente, respondendo ao toque experiente da língua dela, que trabalha em círculos ao redor da cabeça enquanto ela desce até a base.
"Huummm..." ela deixa escapar um som vibrante contra a sua pele, sentindo a pulsação forte.
[Meu Deus, está vivo... olha como lateja na minha boca. E esse gosto... ele está tão excitado que está transbordando.]
O líquido pré-gozo escorre em abundância, misturando-se à saliva dela. Você sente a humidade descendo pela base, chegando ao seu saco, que ela acaricia com uma das mãos enquanto a outra segura firmemente a base do seu membro para manter o ritmo. O som é puramente carnal — o ruído de sucção úmido e pesado preenche o silêncio entre os seus suspiros fingidos.
Sob o travesseiro que cobre parte do seu rosto, seus olhos estão cerrados, mas cada nervo do seu corpo está disparando sinais de alerta. A sensação é de um prazer proibido, amplificado pelo fato de ser ela — a mulher que, horas antes, apenas limpava o chão — quem agora está devotada inteiramente ao seu prazer.
Ela aumenta a intensidade. A sucção se torna mais rápida, os movimentos de cabeça dela mais urgentes. Você sente os dentes dela rasparem de leve, o que só aumenta o seu estado de alerta. Ela para por um segundo, apenas para lamber toda a extensão, limpando o excesso de líquido que escorreu, antes de voltar a sugar com ainda mais vigor.
"Tão... tão quente..." ela murmura entre um movimento e outro, a voz abafada pela carne.
O tempo parece se dilatar. Cada segundo da sucção de Dona Marta é uma eternidade de prazer bruto. Ela parece ter percebido que você está no limite; a mão dela, que antes apenas segurava a base, agora aperta com força, enquanto a outra mão se enfia por baixo da sua nádega, puxando seu quadril contra o rosto dela, querendo cada centímetro.
Os cinco minutos seguintes são um borrão de sensações térmicas. O calor da boca dela contra o latejar rítmico do seu pau. O som de sucção ficando cada vez mais alto e "molhado", indicando que ela está engolindo sua saliva misturada ao seu pré-gozo.
"Isso... vem, menino... solta tudo pra mim..." ela sussurra, a voz rouca, vibrando contra a sua pele.
[Eu não vou parar... quero sentir o momento exato. Quero sentir ele pulsar na minha garganta.]
Sua respiração trava. O abdômen contrai involuntariamente. Você sente a onda subindo, impossível de frear. O prazer explode em espasmos violentos. Você jorra na boca dela, o líquido quente atingindo o fundo da garganta de Dona Marta.
Ela não recua. Pelo contrário, ela se agarra a você. Com as bochechas encovadas pela força da sucção, ela drena cada gota, engolindo ruidosamente. Você sente a garganta dela se movendo, o pomo de adão dela subindo e descendo enquanto ela aceita tudo. Ela continua chupando mesmo depois que o fluxo diminui, limpando cada vestígio com a língua, garantindo que nada se perca.
"Ter cortado aquele abacaxi pra ele depois do almoço parece ter sido providenciado, nem imaginei. Será que tento mais?" ela murmura para si mesma, limpando o canto da boca com o dorso da mão, enquanto recupera o fôlego.
O cheiro de sêmen e suor agora domina o ar ao redor da cama. Você permanece imóvel, o coração ainda martelando no peito, o corpo mole após o ápice.
Dona Marta suspira, um som de satisfação misturado com a melancolia de saber que precisa ir. Com movimentos cuidadosos, ela puxa sua cueca e sua bermuda de volta para cima, ajeitando a roupa como se estivesse recompondo um boneco. Ela se levanta da cama, e você ouve o som dela ajeitando o próprio guarda-pó.
"Não tem jeito, esse menino não levanta, não acorda... vou indo embora. Já deu minha hora, até passou um pouco."
Você ouve os passos dela se afastando, saindo do quarto. O silêncio retorna, apenas quebrado pelo som distante da porta da frente da casa batendo e o clique da fechadura.
Abro os olhos e me levanto.
eikawa