- Enzo. Prazer.
- Beatriz. respondi, tentando manter o olhar firme, mas com as bochechas queimando.
Conversamos por uns cinco minutos, só o básico, onde morávamos, o que fazíamos além de tentar atuar, se já tínhamos feito algo parecido. Enzo foi direto.
- É o seu primeiro? ele perguntou
- Primeiro o quê? voltei com a pergunta, surpresa.
- Filme adulto.
- Como assim?
- Você sabe que esse teste é pra filme adulto, né?
O chão pareceu sair debaixo de mim, minha boca abriu, mas nenhuma palavra saiu. Me virei discretamente para a mulher, ela confirmou com a cabeça e um sorriso educado.
- Podemos conversar em particular, se preferir, não começamos a gravar nada ainda. Queremos saber se está confortável. ela disse
Voltei a olhar para ele. Os olhos dele tinham algo que misturava segurança e provocação. Eu deveria ter saído. A reação esperada seria agradecer, balbuciar alguma desculpa e sair com o rosto quente de vergonha.
Ela me ofereceu água, perguntou se eu queria dar uma volta, pensar melhor. Mas minha resposta veio antes do raciocínio. Foi o corpo que respondeu.
- Não, tá tudo bem. e sentei de novo
Ela se sentou à frente e anotou algo
- Antes de tudo, não é cena completa, é um teste de presença, química, como vocês se conectam.
Eu assenti com um aceno pequeno. Ele ficou em pé ao meu lado, braços cruzados, observando meu rosto como se já me conhecesse. Quando a produtora saiu por alguns minutos, ele se sentou ao meu lado e virou o corpo na minha direção.
- Você ficou vermelha.
- Porque você está aqui? perguntei
- Porque gosto. Porque conheço meu corpo. E porque acho excitante olhar alguém nos olhos enquanto toco. Enquanto provoco.
As palavras dele me atingiram como uma corrente elétrica.
- Você imaginou alguma coisa desde que entrei?
- Você é direto, né?
- Só quando quero saber até onde posso ir
Fiquei em silêncio por alguns segundos
- Imaginei sim. Imaginei sua mão no meu rosto. Sua boca no meu pescoço.
A tensão entre nós se tornou palpável, como se o ar tivesse ficado mais denso.
- E se a cena fosse de verdade? Você toparia?
- Se fosse com você... sim.
A produtora voltou com uma prancheta
- Beatriz... está tudo bem pra você? Podemos seguir com o teste?
Eu olhei de novo pra ele. Ele não disse nada, mas seus olhos já falavam comigo.
- Sim, eu quero.
A produtora ajustou a câmera, a luz lateral foi suavizada e um silêncio se instalou na sala. Eu sabia que era um teste, mas bastou ele se aproximar e sussurrar "posso tocar?" para a realidade escorregar para outra camada. Assenti, e ele começou com calma, como quem explora um território novo, mas desejado há muito tempo. A ponta dos dedos percorreu meu braço, subiu até meu ombro, deslizou pela lateral do pescoço. Meu corpo reagiu de imediato, pequenos arrepios, a respiração presa no meu peito, os lábios entreabertos.
- Sua pele tá quente. ele disse
- Sua mão também
O toque desceu até minha cintura. Ele me puxou com leveza, trazendo meu corpo mais perto do dele, nossas coxas se encostaram, eu sentia o cheiro da pele dele, algo entre o sabonete e o cheiro masculino, e aquilo me deixava ainda mais entregue. Ele segurou meu queixo com uma mão, a outra acariciava meu quadril. Quando sua boca finalmente tocou a minha, foi com calma, sem língua no começo. A mão dele já estava por dentro da minha blusa, subindo com firmeza até encontrar meu seio.
- Já te imaginei gozando pra mim, antes mesmo de saber seu nome. ele disse
O volume no meio das pernas dele roçava contra mim. A calça era uma fronteira que logo queria ultrapassar. Aquilo não era mais um teste. Era a cena antes da cena. Ele me deitou ali mesmo no sofá. Tirou a camiseta com um só movimento, me olhou nos olhos antes de tirar tudo.
- Você ainda pode parar.
- Não quero parar, quero lembrar de cada segundo disso.
Ele tirou minha blusa com uma única puxada, meus seios saltaram livres, seus lábios tomaram meu mamilo, lambendo e sugando com uma fome silenciosa. Gemi alto sem pudor. A calça escorregou por minhas pernas como se não pertencesse mais ao meu corpo
- Você tem um gosto doce, eu poderia ficar aqui por horas.
- Então não para
Ele aumentou o ritmo, enfiou um dedo depois dois. Quando ele subiu em cima de mim, senti o calor entre nossas peles. O pau dele pressionava minha buceta e quando me penetrou eu gritei. Ele me preenchia aos poucos, e depois recuava, depois começou a acelerar.
- Você é tão apertada
- Me fode mais
Ele obedeceu. Os movimentos se tornaram intensos, o som da nossa pele, o sofá rangendo, nossos corpos colados, molhados, grudados de suor e tesão. Ele metia com pressão, de quem já estava acostumado com aquilo.
- Fica de quatro. ele mandou
Virei devagar, ajeitei o corpo e empinei a bunda. Ele se posicionou atrás de mim, só senti a cabeça do pau pincelando minha buceta e depois entrando com força. Ele metia com força. Eu amava olhar o rosto dele fazendo aquilo, olhando pra minha bunda com cara de desejo.
- Isso safado, soca fundo, soca
Ele atendia, puxava meu cabelo com ainda mais força e me fodia com mais intensidade
- Mais fundo gostoso, continua... eu tô gozando...
- Goza pra mim. Quero ver seu rosto quando gozar.
Um espasmo profundo tomou meu corpo. As pernas travaram. O grito escapou sem controle. o orgasmo me rompeu em camadas. Ele me segurava firme, como se aquele momento fosse tudo que importava. Quando terminou, deitou sobre mim. Ainda dentro, os dois suados, exaustos, ofegantes. O Mundo fora da sala parecia não existir, só nós dois. E a câmera, silenciosa, cúmplice, eterna testemunha da nossa primeira cena.
quro ser o próximo ator desse filme