Seus olhos, inquietos, dançam de um lado para o outro.
As mãos, trêmulas, denunciam um sentimento que não se diz.
Os lábios, quase se tocando, guardam palavras que ardem em segredo.
O corpo... ah, o corpo pulsa em silêncio,
queimando em um desejo que não pede permissão.
O que será que tua mente sussurra nesse instante?
O que teu corpo tenta dizer,
sem que uma só palavra escape?
Eu te quero.
Te desejo.
Te espero.
Mata meu desejo.
Na quietude do olhar, te envio um convite sem pressa.
Prometo carinho em cada gesto,
delicadeza em cada toque.
Deslizar as mãos por tua pele,
como quem escreve poesia com os dedos.
Beijar tua alma antes do corpo.
Sentir cada parte de você
como se fosse a primeira vez,
e também a última.
Começo devagar, sem pressa,
como se o tempo tivesse parado.
Encosto os lábios no teu pescoço,
sentindo teu perfume,
beijando teu Ser em silêncio,
explorando teus contornos com devoção.
Teu corpo é mapa e mistério,
e eu percorro cada caminho
com ternura e sede e fome de amor.
E quando o desejo falar mais alto que as palavras,
quando os olhos forem mais sinceros que a voz,
que a entrega aconteça, plena, inteira,
não por urgência,
mas por sintonia.
Esta noite não será apenas prazer.
Será encontro.
Será entrega.
Será o começo de um segredo
guardado entre dois corpos
e duas almas
que se escolheram no escuro
de um pequeno apartamento.