CONFISSÕES EM UMA PISTA DE DANÇA

Eu havia dito quando me apresentei para vocês de que todos meus contos seriam reais e oriundos das minhas experiências. Sendo assim, nem todas seriam boas e excitantes de se ler. Essa é uma delas. Hoje, vou contar pra vocês como perdi minha virgindade e me iniciei no mundo gay.
A cada conto vou compartilhar um pouco mais sobre mim e da minha história. Quero que vocês me conheçam um pouco mais e embarquem na minha cabeça.

Vamos rebobinar lá pra 2016, há 10 anos atrás, eu havia recebido a notícia que tinha passado na federal e sai da minha província em direção ao meu sonho. Salvador, a terra do dendê. Eu um garoto do campo, bobo, cheio de sonhos e ambições, sai da minha cidade com meu coração partido.
No ano anterior, havia conhecido um rapaz muito mais velho, eu tinha 16/17 anos e ele 27. Ex namorado de um conhecido que me odiava e até hoje acredito que esse rapaz só ficou comigo pra fazer vingança contra o outro querido. Enfim, esse rapaz mais velho ao qual fiquei foi com quem tive meu primeiro beijo. Na época, eu tinha cara de ainda mais novo, não tinha passado totalmente pela puberdade, era feio. Me sentia um patinho feio na minha cidade. Todos gays da minha idade e que frequentavam o meu ciclo social já namoravam, transavam, beijavam e etc. E eu era o único que ainda não tinha feito nada.
Até o dia em que conheci esse rapaz. Ele era primo do meu colega de turma e trabalhava na prefeitura da minha cidade. Um dia, saindo da escola, encontrei esse meu colega de turma com esse tal primo no ponto de ônibus e fomos apresentados. Depois daí, nos adicionamos no Facebook e começamos a conversar. Até o dia que marcamos um encontro, nossos encontros eram sempre depois que eu saia da escola no final da tarde. Eu estudava em período integral no Instituto Federal da minha cidade. Ficávamos juntos conversando perto da igreja (aquela igreja que toda cidade de interior tem no centro da cidade), íamos pra um canto mais reservado e ele deitava no meu colo. Conversávamos bastante… e ele era tão lindo.
Ele se chamava Felipe. Era um rapaz muito afeminado, branco, 1,65cm, cabelo liso, cara de bebê, olhos lindos, tinha uma barba toda desenhadinha. É o que hoje chamam de “homem branco padrão”, mas aquele padrão Colírio da Capricho. Nem preciso dizer que na época pra mim, ele era um príncipe encantado. Achava um máximo um homem daquele querer uma bichinha feia que nem eu (era como me enxergava na época). Todo fim do nosso encontro, ele tentava me beijar e eu só dava um selinho. Tinha medo. E se alguém me visse? Se meus pais soubessem…. seria meu fim. Em cidade pequena todo mundo se conhece.
Um Domingo, ele me mandou mensagem dizendo que sua mãe tinha saído e me chamou pra assistir um filme. Meus pais não estavam em casa e achei que seria a oportunidade perfeita pra gente se encontrar.
Deixei um bilhete pra minha mãe dizendo que tinha ido na casa de uma amiga e não iria demorar.
Sai em direção a casa de Felipe. Meu coração palpitava e o medo de ser visto por algum conhecido era enorme. É engraçado quando vamos fazer algo “errado” e ficamos com aquela impressão que todo mundo vai saber, né? rs
Ao chegar na casa dele, ele me abraçou, me ofereceu água e me apresentou toda a sua casa e coleção de filmes que ele gostava. Por fim, ele me levou até ao seu quarto e trancou a porta.
Ele veio em minha direção e me deitou na cama. Seus lábios pequenos e macios vinham em minha direção. Estava acontecendo… estou dando meu primeiro beijo.
Enquanto escrevo esse conto, lembro perfeitamente a sensação que senti naquele dia. Parece que foi ontem.
Meu coração acelerou de uma forma que nunca senti bater, senti uma corrente de energia passando por todo meu corpo, era como se eu fosse apenas uma energia dissipando naquele espaço. Eu estava tendo uma euforia.
Nossas línguas se tocavam de forma delicada, ele mordia meus lábios e eu sem graça parava o beijo pra rir. Seu beijo tinha gosto de bala Halls de melancia. Eu era um menino bobo e ele parecia um lobo faminto querendo me devorar. Eu passava a mão pelo seu corpo, sentia seu peso em cima de mim, ele rebolava por cima do meu short e eu estava nitidamente excitado. Ele notou. Tentou passar a mão por dentro do meu short em direção ao pote de ouro, mas meu medo era maior e eu recuava. Continuamos nos beijando. Queria que aquele momento fosse eterno.
Mas aí, o telefone tocou. Era minha mãe me ligando e querendo saber onde eu estava. Eu respondi que estava na casa de uma amiga e que já estava indo pra casa.
Avisei a ele que precisava ir pra casa e dei tchau. Depois desse dia, nossa conversa nunca mais foi a mesma… tento entender se fiz algo de errado, mas acredito que ele queria transar e já estava impaciente. A nossa diferença de idade mostrava que estávamos em caminhos opostos.
Depois desse ocorrido, passei meses sofrendo por ele. Tinha me apaixonado por ele e não conseguia seguir em frente. Me culpava por tudo e minha vida começou a desmoronar por completo.
Meses depois, fui em uma festa com uns amigos e acabei ficando bêbado. Cheguei em casa gritando que não aguentava mais aquela vida, que não aguentava fingir… e eu era gay. “Cansei! Sou gaaaaay!” Lembro até hoje disso. Não preciso comentar que minha vida se tornou um inferno por mais de um ano até atingir a maioridade e passar na federal. Meus pais são conservadores e evangélicos. Não preciso me extender sobre esse assunto. Vocês já entenderam.

Com o coração partido, cheguei em Salvador. Decidido que era cidade nova e uma vida nova, pensei que seria outra pessoa aqui. Aquele rapaz do campo tinha morrido no dia que coloquei meus pés na rodoviária daquela cidade maldita. Aqui faria da minha vida o que eu quisesse e ninguém poderia me deter.
O Caju de 18 anos era apenas um maturi, uma castanha ainda verde que se achava um caju suculento. Logo, eu entenderia que Salvador é uma máquina de fazer sucos e que até a fruta mais bonita se torna um bagaço em algum momento.
Decidido a perder minha virgindade, comecei a sair todos os finais de semana para festas LGBTQI+ na intenção de conhecer novas pessoas e por fim, transar. Eram festas pra bichinhas novas que nem eu, em um bairro boêmio. A maioria delas moravam com os pais e não trabalhavam. Então, não tínhamos dinheiro pra motel. Ficávamos nos beijos. Cada final de semana, eu beijava em média de 5-8 homens. Bichas novas da minha idade na época ou até os 30. Foi um momento divertido pra mim. Na pista de dança, consegui me conhecer melhor.
Nessa época, conheci o aplicativo Grindr. Ele não era tão popular como era hoje, mas já era muito utilizado pelas gays depósitos.
Navegando por lá, criei um perfil. Tinha uma foto minha de rosto, sem roupa na frente do espelho, eu sempre fui muito magro.
Recebia muitas mensagens de homens mais velhos. Lá na casa dos 50. Naquele tempo, tinha uma mentalidade muito boba e achava nojento esse tipo de homem falando comigo. Acabava bloqueando a maioria.
Uma certa noite, recebi uma mensagem de um rapaz barbudo. Era um branco, barbudo, me mandou uma foto de rosto e achei atraente. Trocamos nudes e marcamos pra transar no dia seguinte. Ele morava bem próximo de mim.
No dia seguinte, comprei algumas camisinhas e fui pro endereço que ele tinha me dado. Ele me atendeu e fomos para seu apartamento.
Era um apartamento grande, mas ficamos no sofá da sala. Ele tinha que trabalhar em 2 horas e não tínhamos muito tempo.
Parando pra analisar hoje em dia, consigo entender todo o cenário. Ele queria uma transa casual antes de ir trabalhar. Além disso, ele era dessas bichas brancas passivas que tinham fetiches em serem arrombadas por homens negros. Percebi isso…
Enfim, eu sempre sonhei que minha primeira vez seria com alguém que eu gostasse ou que pelo menos, conhecesse e tivesse algum tesão acumulado pela pessoa.
Acabou que perdi minha virgindade no sofá daquela sala. Ele ficou nu e vi aquele cu branco, peludo, arrombado. Não tive coragem de lamber aquele rabo. Na época, tinha nojo de pelos.
Coloquei a camisinha e mandei ele ficar de 4. Engatilhei meu pau no cu dele e com duas cuspidas meti de vez. Meu pau entrou escorregando igual a quiabo, meus queridos. Eu nunca esqueço disso. Fiquei surpreso! Porque sempre li que uma grande dificuldade no sexo anal é o fato do cu ser muito apertado e doloroso. Mas ali não tinha dificuldade nenhuma. O querido era bem arrombado!
Comecei a meter naquele rabo devagar e ele sem cerimônia alguma me pedia pra meter forte. Eu obedeci e comecei a meter com mais força.
Ele gemia e me pedia pra bater na bunda dele. Eu batia. Ele pedia pra puxar pelo pescoço. Eu puxava.
Acabou que houve um momento que já não aguentava mais servir de consolo pra aquele viado. Me irritei com ele e comecei a dar uns murros em sua costela e meter meu pau com mais força. Ele gemia. Estava adorando. E eu pedindo a Deus pra que aquele momento acabasse logo.
Depois, trocamos de posição. Ele ficou em frango assado e eu enfiava todo meu pau naquele cu. Não sentia muita coisa, mas ele aparentemente sentia. O formato do meu pinto batia perfeitamente na sua próstata e ele gemia de prazer. O branquelo estava todo vermelho, revirando os olhos e avisando que iria gozar. Não demorou muito e ele realmente gozou. Fiquei feliz que aquilo já ia acabar.
Eu continuei metendo e disse que também ia gozar. Encenei uma gozada e tirei a camisa do pau.
Eu não tinha gozado, mas queria ir embora. Estava com medo dele ser algum maluco e querer fazer algo comigo.
Ele me chamou pra tomar banho e ficou me beijando. Dei aquele beijo mecânico, sem ânimo e doido para ir pra casa.
Ao final, nós nos despedimos e ele disse que gostaria de transar comigo de novo. Fingi costume e disse que claro! Cheguei em casa e bloqueie ele.
Deitei na minha cama e chorei. Finalmente, eu não era mais virgem. Não tinha sido como eu esperava, mas eu havia sido iniciado. A partir daquele momento, eu seria uma vadia e faria história.
Depois desse episódio, comecei a sair pra transar com outros homens pelo grindr. As experiências não eram boas. Tive o azar de transar com um sadomasoquista sem saber, um ativo de ejaculação precoce, um pigzão viciado em submissão e alguns outros que nem vem ao caso.
Seria o sexo uma linguagem ao qual eu ainda não tinha sido alfabetizado? E se eu ainda não sabia ler, porque tentava a todo custo escrever uma nova versão de mim?
Após essas experiências, sempre que colocava minha cabeça no travesseiro, me perguntava se eu tivesse transado com Felipe naquele dia como teria sido. Eu seria uma pessoa diferente? Minha relação com sexo seria melhor? Eu teria entendido que não é não e que não deveria ter me submetido a tantas relações degradantes? Eu teria gostado? Teríamos namorados? Seríamos felizes?
Essa eram questões que me faziam passar noites sem dormir.

(Essa foto é uma foto minha mais recente muito semelhante a que usava no meu perfil do Grindr).

Foto 1 do Conto erotico: CONFISSÕES EM UMA PISTA DE DANÇA


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Ficha do conto

Foto Perfil ocaju
ocaju

Nome do conto:
CONFISSÕES EM UMA PISTA DE DANÇA

Codigo do conto:
262370

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
18/05/2026

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