É a “Bia” de novo rsrsrs
Voltei pra contar mais um pouco das minhas aventuras. Resumindo bem brevemente o conto anterior, eu tenho 24 anos, e namoro há um ano o “Paulo”, e sempre fui muito fiel. Mas devido à uns acontecimentos de festa de fim de ano da empresa, acabei cedendo às duas semanas de lábia do “Roberto”, um cara do dobro da minha idade que pegou uma amiga casada minha e depois me mirou. Ele é bem rico já, desde berço, e confessou ter esse fetiche e obsessão por seduzir mulheres comprometidas que ele conhecia pessoalmente, por isso ele deixou claro que não queria quebrar o meu namoro. Ele me enchia de roupas novas e caras e fazia eu posar pra ele, e aos poucos fui me permitindo ser envolvida por ele.
Num fim de semana que o Paulo viajou, acabei parando na casa do Roberto num misto de chantagem dele e curiosidade minha e, em poucas palavras, transamos. Naquele dia, o prazer tomou conta de mim e me deixei levar, fazendo tudo que ele mandava, pensei “quer saber, é só um final de semana, não vai matar ninguém”. E depois de uma manhã e tarde calorosas, ele foi buscar algo pra gente comer no final da tarde, que nem tínhamos almoçado.
Lá estava eu, na cama dele, vestindo uma regata, com calcinha e sutiã que ele comprou. Aproveitando os minutinhos pra perguntar pro meu namorado como ia o trabalho, se estava bem, e essas coisas. Parece que estava bem corrido lá, mas estava dando um tempinho pra passear. Foi um intervalo pra lembrar da parte de mim que eu ainda queria proteger.
Feito isso, levantei pra pegar uma água. Ainda estava tentando entender o que fiz, e o porquê fiz. Procurando sinais na minha vida que viessem me ajudar a explicar minhas decisões que me levaram aqui. Perdi minha virgindade só aos 20 anos, com meu segundo namorado, então acabei tendo que acalmar os ânimos da adolescência com fantasias, contos, e, não vou negar, até vendo uns videozinhos. Nunca fui do grupo das meninas populares da escola, nem da faculdade, que eu até era um pouco mais gordinha na época e talvez não muito vaidosa. Poucas vezes tive amigos homens. Então, sim, fui muito reprimida sexualmente no passado, mas eu achei que tinha mudado depois que comecei a namorar. Talvez meu comportamento devasso dessa última semana seria como a Bia adolescente queria ser, desejada e venerada.
Por mais que o Roberto não seja nem longe de um príncipe encantado, por mais que ele seja um ridículo, que se acha um sedutor, ele serviu de catalisador pra eu reencontrar esse lado meu. Ou melhor, eu mesma fiz com que ele se tornasse. Usei a atenção que ele me deu pra elevar minha autoestima, e cuidar da carência que eu achava que não tinha.
Fui tentando pensar em como eu poderia suprir essa minha necessidade e seguir minha vida com o Paulo. Talvez abrir o jogo com ele, não sobre a traição, mas de como eu precisava que em certos momentos, ele fosse o cavalheiro de bom coração que eu conheço, mas também às vezes encarnar o primata confiante dentro dele e me saborear com os olhos e mãos, com desejo puramente carnal. Ou seja, pedir a ele que se torne outra pessoa. Difícil…
Uma outra solução, era usar a pessoa que tinha entrado no apartamento com uns lanches naturais. Eu ainda não me via levando aquilo para além daquele final de semana, mas por ora, vamos de babaca mesmo…
Ele me convidou a sentar no colo dele numa poltrona grande que tinha na varanda, e comemos um lanche natural que ele tinha comprado. A gente não tinha parado pra conversar de fato até aquele momento, era só provocações, cantadas, xingamentos, etc. Disse que eu poderia ter aquilo tudo quando quisesse dar uma escapadinha, que podíamos manter escondido de todos do trabalho, ter esses momentos só nossos. Até chegou a falar da vida dele, que eu sinceramente não me importo. Papo de se vangloriar e se achar mesmo. Nem sei se ele percebeu que eu não tava prestando atenção.
No meio da conversa, ele insistiu em falar sobre o Paulo. Quis enaltecer o meu namorado, falando que ele era lindo, gostoso. O Roberto tentou tirar sarro dele, mas eu não deixava. Só que enquanto eu falava que o Paulo era bem sucedido no trabalho, falei que a confiança nos chefes era tanto nele que ele viajava bastante representando a empresa, tanto que estava viajando naquele momento. Eu não devia ter falado essa última parte…
Ele queria sair pra jantar, ir numa balada ali perto, mas eu não queria ser visto em público com ele, de jeito nenhum. O safado não largava a mão do osso, tentando me convencer de todo jeito, e como esperado dele, recorrendo ao dinheiro. Eu neguei tudo. Enquanto ele falava, voltou a fazer carinho e me alisar.
Uma coisa eu não nego, o toque dele era diferente… Desrespeitoso, mas também íntimo. Era um dia quente, mas a gente tava no ar condicionado, então minha pele estava um pouco gelada, depois que a adrenalina baixou de antes. Então a mão quente dele trazia excitação e também conforto. Odiei como aquilo tava mexendo comigo.
Fingi olhar pro horizonte, pra fora da varanda, não me importar com aquilo, enquanto tomava mru suco de laranja. Mas a calor do toque nas minhas pernas, braços, pescoço, e beijos na nuca foram me amolecendo. Sentia sua respiração calma enquanto a minha ficava afobada. Coloquei o suco de lado e respirei fundo. Ele continuava a sussurrar ideias de planos bem baixinho no meu ouvido. Eu concentrava no meu olhar pra frente pra não perder a compostura, e tentava pensar em outras coisas. Cheguei a olhar os outros prédios e pensar “será que estão vendo a gente?”, mas isso acabou atraindo mais fantasias na minha cabeça.
Fechei os olhos e ele ficava mais incisivo com o tempo. Descobriu logo a umidade entre minhas pernas. Minha pele não estava mais gelada, estava fervendo. Ele notou a mudança de temperatura e começou a falar cenários fictícios da gente na piscina pra esfriar o corpo, vendo o pôr do sol. O toque, o som, o cheiro, a imaginação, parecia uma experiência sensorial. Será que ele tinha drogado meu suco? Não sei, mas sei que estava gostoso.
Comecei a tocar o corpo dele também, braços, mãos, pernas. Senti os poucos pelos que tinha, peguei um pouco na sua barba. E ele continuava falando e falando safadezas, mas eu tinha parada de prestar atenção no conteúdo, e sim no arzinho que dava no meu ouvido. Eu sentia minha orelha vermelha, o leve som das carícias misturado com minha respiração ofegante.
Larguei o meu corpo pra tremer sozinho. Me deixei aproveitar o momento…
“Merda… vou precisar de outro banho.” - Pensei
Fiz o Roberto me soltar pra ir tomar uma ducha. Era o segundo banho que tomava. Dessa vez, ele me deixou em paz e consegui passar meus momentinhos detox que queria antes, deixando a água cair no corpo e clarear meus pensamentos.
Quando saí, ele me disse que tinha reservado um chalé com um amigo pra gente passar a noite. Que tinha uma piscina pra gente ficar tomando vinho e vendo o pôr do sol, como na fantasia que ele desenhou. Fiz de difícil um pouco, mas falei um “Tá bom” sem graça no final. Eu não tinha nada pra fazer no domingo mesmo, e apesar de mal acompanhada, pelo menos eu estaria numa piscina reservada. Eu adoro piscina, mas não me sinto à vontade com muita gente olhando. Até cheguei a me animar, fazia muito tempo que não entrava numa piscina.
Vesti uma das roupas que ele me comprou, que era uma minissaia de couro e uma blusinha preta. E levamos umas roupas que tinha experimentado mais cedo também.
O chalé era meio distante, então no caminho ele me contou dos casos que teve com as mulheres do trabalho que eu conheço, todas casadas, e algumas com filhos, a maioria entre 35 a 40 anos. Ele disse que eu era a mais nova até então, e não sei se é verdade ou se estava falando só pra inflar meu ego. Ele detalhava como que conseguiu seduzir cada uma, sempre abusando do dinheiro que tinha e às vezes até tirando proveito do cargo alto que tinha lá dentro. Eu não tava dando muita bola que eu imaginei que metade do que ele falou era mentira.
Então, ele falou da Ju, como eles se aproximaram em uma reunião com cliente em outra cidade, e saíram pra jantar depois. Ele disse que o marido dela não conseguia dar conta do seu fogo. Lógico que ele jogou muita sardinha pro lado dele, mas acredito que o resultado final foi o mesmo, que eles tinham parar no quarto dele. Ou seja, na festa, já tinha sido a segunda vez deles. E chegou a dar detalhes mais fundos do que fizeram na noite da festa. Tive que forçar ele a parar de falar, pra ele respeitar a minha amiga.
Chegando lá, ele fez o checkin e rapidamente fomos para o chalé, que era mais naqueles estilo cabana chique com uma piscina na frente. Era no fim da tarde, e fomos pra piscina já pra pegar o pôr do sol. Vesti o maiô preto meio cavado que ele me fez dançar de manhã, fiz um coque, que não queria molhar o cabelo e entramos na piscina, enquanto tomávamos um vinho. Não sou muito de vinho e não entendo nada, mas combinou com a paisagem, que era muito bonita, por sinal.
Ficamos encostados na beira da piscina conversando. Ele ficava perguntando da minha vida, principalmente de experiências sexuais, até perguntas bem íntimas como quantas vezes eu me masturbava por semana, e depois também da minha vida sexual com o Paulo. Obviamente eu ignorei a maioria das perguntas, que sabia que ele queria que eu comparasse ele com o meu namorado. Ele até fazia comentários bem diretos que várias das coisas que fizemos hoje eu nunca faria com o Paulo. Perdi a conta de quantas vezes tive que mandar ele calar a boca, falando que eu amava o Paulo e pra ele parar de falar essas asneiras.
Não sei se foi o vinho, mas nessas provocações dele, acabei dando uma choradinha, lembrando da culpa, mas também da raiva da idiotice dele. Sou orgulhosa, então tentei esconder olhando pro horizonte. Até falei pro Roberto que eu queria ir embora, mas ele desconversou, falando pra gente jantar ali mesmo.
Outra coisa que me convenceu foi o pôr de sol lindo que estava formando. Acho que até ele estava apreciando a paisagem, que parou de falar besteira. Chegou a se aproximar e abraçar meu ombro. Ainda estava irritada, mas se isso fosse fazer ele parar de falar, então eu aceitaria. Calado, ele até que era suportável.
O clima estava bem gostoso. O calor da tarde estava indo embora aos poucos. Tudo combinou com o vinho, a temperatura baixando um pouco, o sol se pondo, o frescor da piscina. Não sei que vinho era, mas era muito bom. O vinho deixou até a companhia boa. Nunca me imaginei encostando a cabeça no peito de um homem como o Roberto enquanto apreciava a paisagem. Foi uma vista tão bonita que me deixei levar e aceitei os beijos.
Quando o sol sumiu, eu fiz que ia sair da piscina, mas ele me segurou, me levantou pela bunda, e começou a me beijar. Óbvio que ia ter sexo. Não tinha porque fugir, e nem queria. Ele me encostou numa parede e ali ficamos, começando as preliminares. Beijos se tornaram amassos, e amassos se tornaram roçadas. Senti o corpo dele reagindo ao meu. Ficamos bem coladinhos. Eu também já estava ficando pronta.
Saímos da piscina e ele mandou eu ficar de joelhos, ali no deck de madeira mesmo. Falou pra eu mesma abaixar sua sunga branca e chupá-lo enquanto ia pedir a janta pelo celular. Estava um pouco humilhante pra mim, que ele estava de pé olhando de cima, mas algo nisso tudo me excitou. Primeiro brinquei um pouco com suas pernas ainda molhada da piscina e mexi na sua sunga, depois fiz o que ele pediu.
Isso, gatinha, assim mesmo. - ele me chamava de gatinha o tempo todo, e como ele não parava, acabei me acostumando rápido.
Ele terminou de usar o celular e deixou num sofá redondo que tinha ali do lado. Cheguei a me perguntar: por que a gente não tava ali ao invés de me fazer ajoelhar na madeira? E com as mãos agora livre, ele não segurava minha cabeça e não dava espaço pra minha boca reclamar.
Eu chegava a perder o ar. Ele conduzia minha cabeça como queria. Começou a me chamar de vários nomes chulos. Até então ele não tinha sido tão violento e agressivo no sexo. Eu até me esforçava pra usar a língua, mas não adiantava. Meus beiços estavam todos esticados. Meus olhos começaram a lacrimejar. Consegui olhar pra cima um pouquinho e nem olhando pra mim ele estava mais, a cabeça dele estava pra cima. Por alguns segundos, senti que ele tinha esquecido completamente que eu era uma pessoa. Eu era só o corpo ali, disponível pra ele.
Eu não deveria, não queria, não podia. Mas meu corpo estava ficando mais quente. Culpei o vinho. Culpei o clima. Não queria admitir que eu estava gostando. O molhado do meu maiô não era mais só da água da piscina. Ele aliviou as mãos e me deixou fazer no meu ritmo.
Meus joelhos já doíam. “Até quando ele ia me deixar ali? Ah, e por que eu não levanto por conta própria?” - me perguntei. Eu estava esperando me dizer o que fazer. Percebi então que tudo o que fiz desde que chegamos no chalé foi como ele pedia e queria. Quanto mais eu deixava ele conduzir, menos eu precisava pensar. Acho que era isso que estava me prendendo ali. Estava seguindo porque eu quis. Porque me fazia sentir bem.
Ficamos mais um tempo ali e depois ele se deitou no sofazinho redondo ao lado e mandou eu deitar em cima dele pra fazermos um meia nove. Foi uma sensação meio nova pra mim, e não diria que estava amando aquilo, mas memórias da minha adolescência lendo 50 tons de cinza e similares, me levaram a curiosidade de experimentar algo do tipo. Não que ele seja um Christian Grey, mas eu também estou longe de ser uma Anastasia rsrsrs eu percebi que a curiosidade de descobrir e aprender mais sobre esse lado me levou a continuar com esse comportamento.
Assim que me posicionei, ele já puxou meu maiô e atacou. Eu não conseguia me concentrar muito na minha parte, porque parecia que eu estava sendo jantada.
A cabana fica meio isolada das outras, mas mesmo assim, estar ao ar livre fazendo aquilo fez minha adrenalina subir de um jeito bom. Não descrever bem, mas foi uma sensação de “perigo seguro”, que eu sabia que provavelmente a gente não seria visto, que era um lugar bem privativo, mas ainda assim, não era dentro de um apartamento ou quarto. Isso me deu uma motivação pra me esforçar, fazê-lo sentir bem, assim como estava pra mim. Comecei a colocar intensidade no boquete também, e percebi ele ficando mais duro que o normal. Foi extremamente prazeroso pra mim. Meus gemidos iam perdendo os tons de culpa das vezes anteriores, de pouco a pouco.
Terminadas as preliminares, ele me pôs de quatro ali mesmo e começou devagarinho. Ainda doía um pouco, mas depois de uns vai e vem, fui me acostumando de novo. Algumas travas nos meus pensamentos foram se soltando. Eu saboreava e focava toda minha concentração lá embaixo, parecia que eu era preenchida e alargada a cada movimento. Essa sempre foi minha posição preferida por causa disso.
As brisas inconstantes batiam no meu corpo, as leves mudanças de temperatura da noite, o tecido um pouco áspero e um pouco macio do sofá… eu sentia tudo. Meu tato estava aguçadíssimo.
A transe que entrei foi tão grande que não percebi que um homem de meia idade tinha entrado no chalé. Tinha pinta meio de “véio da lancha”, e foi se aproximando. Levei um susto e tentei levantar, mas o Roberto não parava de me comer, e logo meu corpo voltou a ficar de quatro. O Roberto riu e respondeu alguma coisa baixa que me fez perceber que eu tinha virado assunto entre eles.
Eu tava morrendo de vergonha. Não acreditava no que estava acontecendo. Eles falavam como se eu não estivesse ali, e acabei meio que fingindo que eu não estava. Escondi meu rosto de vergonha, e pra tentar abafar as gemidas que dava. Minha buceta apertou involuntariamente e eu comecei a sentir mais ele dentro de mim. Eles continuaram conversando, e entendi que ele era um amigo do Roberto, chamado “Marcos”, e dono dos chalés. Parece que eu não era a primeira que ele levava. Fora isso, sinceramente eu não consegui tirar mais nada da conversa.
Eu realmente não acreditava que o Roberto estava fazendo aquilo comigo. Só que antes do Marcos entrar, eu estava muito prestes a gozar, e acabei tentando segurar no susto de vê-lo. Mas meu corpo estava muito sensível, já lutando pra não tremer. Eu achei que ia ficar mais brava com a situação, mas foi mais vergonha do que raiva. Só que eles conversavam tão naturalmente que a vergonha foi passando. E estava tão delicioso, que não me deu a mínima vontade de parar.
O Roberto estava me comendo mais violentamente que mais cedo. Talvez pra mostrar pro amigo dele como me dominava, foi isso que pensei na hora. Eu geralmente só transava de camisinha pra não dar sorte ao azar, mas realmente sexo sem camisinha tem um sabor diferente. Meu corpo sente bem mais, aceita bem mais.
Ainda com o rosto abaixado no sofá (eu ainda nem tinha visto a cara do Marcos direito), meu corpo começou a reagir forte. Eu sabia o que estava por vir, e não tinha como parar. Meu corpo convulsionava. Tentei abafar o gemido no sofá, mas não foi o suficiente. Não dava pra esconder. Eu gozei, e gozei muito forte na frente deles. Com certeza eles perceberam, que pararam de falar do nada pra observar a cena.
O Roberto não parou de me comer, mas diminuiu a frequência. As mãos dele ainda na minha cintura. Mas de repente, senti uma terceira não nas minhas costas. Era o Marcos alisando o meu corpo. Ele tinha se sentado no sofá ao meu lado.
Minha pele tava muito sensível, e meu corpo arrepiou por reflexo. Ele explorava minhas costas, meus braços, entrava a mão um pouco do maiô, e fez até um carinho no meu rosto. Eu me forcei a virar do lado oposto que ele tava, de vergonha. De repente, o Roberto convidou ele a bater e apertar a minha bunda e ele rapidamente o fez. Soltei um gritinho de susto, que o dele foi mais forte. Fizeram alguns comentários sobre minha bunda e ele voltou a acariciar mais o meu torso, chegando a massagear meus seios.
Ele também apertou minhas gordurinhas e me chamou de “gordinha gostosa”, o que me deixou puta da vida e virei pra olhar ele e xingar, mas me deparei com ele sorrindo e vi que era isso que ele queria, então fiquei quieta. Virei de novo pro outro lado pra esconder minha cara de prazer.
Eram só dois caras, mas eu me senti numa orgia com vários homens me tocando e me satisfazendo. Era uma das fantasias de adolescente que eu jamais achei que iria experienciar em toda a minha vida. Claro que nas minhas fantasias eram homens muito mais bonitos e jovens, mas mesmo assim. Acabei aceitando as mãos mais fácil do que queria admitir.
O Roberto mandou eu soltar os cabelos e acabei fazendo. Ele me segurou pelos cabelos e começou a falar besteiras pra mim. Meu corpo já não estava grudado no sofá. Minha cabeça foi forçada pra trás. Isso abriu mais espaço pro Marcos passar a mão em mim. Ele entrou na do Roberto e começou a me xingar também. Ele chegou bem perto de mim a ponto de usar as duas mãos e sussurrar no meu ouvido. Chegava a apertar forte meus peitos, por cima e por baixo do maiô.
Eu nunca tinha sido tão maltratada, e o pior era perceber que, no meio da vergonha toda, o meu corpo ainda reagia. Não tem como negar, tava muito gostoso. Muito mesmo. Eu acho que fiquei de olhos fechados quase o tempo todo, só sentindo. O Marcos começou a beijar o meu corpo. Chegou a beijar minha bochecha, até pegar um pouco o meu lábio. Eu já estava aceitando tudo o que falavam e faziam comigo.
Quando percebi, eu já estava falando coisas que normalmente morreriam na minha cabeça… como “que delícia”, “que gostoso”, e similares que tenho até vergonha de escrever.
Eu ainda ligava, ainda sentia vergonha, culpa e medo. Mas o prazer começou a ocupar espaço demais dentro da minha cabeça. Eles viram que eu comecei a falar e me incitaram pra eu falar mais besteiras. De como o pau do Roberto era grosso, como eu amava ser comida por trás. E confesso que cheguei a falar algumas. Frases que nunca achei que sairiam da minha boca. O tesão que eu tava era muito grande pra me importar com o meu orgulho.
Eu cheguei a gozar mais uma vez, e só paramos quando o Roberto finalmente gozou. Pelo menos ele teve a decência de não gozar dentro de mim. Só que ele me virou e quis gozar no meu rosto. Chegou até a pegar no meu cabelo. Ok, isso não estava nas minhas fantasias, e isso eu não gostei não. Parte de mim até desejou que ele tivesse gozado dentro. Aqui foi um momento que cheguei a pensar “na próxima usamos camisinha”, e me surpreendi que já estava considerando uma próxima.
O Marcos foi embora em algum momento que notei, e aproveitei pra ir tomar um banho. O banho sempre foi um momento bom de auto reflexão pra mim, o que às vezes é bom e às vezes nem tanto…
A adrenalina e o álcool foram baixando com a água caindo. Cheguei a chorar um pouquinho pelo nojo de mim mesma, mas tentei tirar o foco disso pra me entender de fato, e o que eu queria. Eu deveria estar satisfeita com tudo o que o Paulo me proporciona. Nossa vida sexual não é ruim, longe disso. Mas hoje foi o dia que eu tive certeza que eu precisava de certas validações, que eu posso ser fruto de desejo e cobiça que nunca imaginei ser. Não era simplesmente receber olhares e cantadas, era algo mais intenso. O Paulo me acompanha nos meus sonhos, me apoia nas minhas decisões, me traz calma e paz, eu o amo de verdade. Mas reparei que talvez precisasse de um agito a mais na minha vida... e eu estava ficando com medo do quanto eu achava que precisava dessa agitação. Medo de mim mesma. Demorei vários e vários minutos naquele banho.
Eu me vi no reflexo do espelho. “Quem você acha que é? Não tem nada de especial, você não é deslumbrante, levou uma vida bem medíocre, só conseguiu achar um bom namorado no Bumble, e ainda o trata assim? Se enxerga, garota!” A autocrítica bateu forte. Lembro de apertar minhas imperfeições, passar as mãos nas minhas celulites, curvas não perfeitas. E também a relembrar do complexo de inferioridade que eu sempre tive um pouco com o próprio Paulo. Já cheguei a pensar que eu não o merecia, que ele era bem mais bem sucedido que eu, e é só dois anos mais velho. O que eu estava fazendo da minha vida?
Eu tinha muita coisa pra pensar, mas por enquanto, limpei bem minha cara de choro, coloquei a roupa que tinha vindo, prendi meu cabelo num rabo de cavalo e saí do banheiro.
O Marcos a priori ia só trazer a janta, então tivemos que esquentar um pouco no microondas. Durante a janta, parecia que o Roberto decidiu amadurecer do nada, o papo dele tava mais fluido, então foi de fato uma conversa. Ele usava elogios bem mais específicos para mim, sem ser as cantadas de pedreiro. Ele me disse que eu era diferente das outras, que poucas vezes na vida ele sentiu tanto prazer em fazer a parceira delirar, que meu corpo se entregava e apreciava o momento como nenhuma outra. Falou que ficou hipnotizado como eu gemia, como eu tremia. Eu sentia verdade no que ele falava, não eram comentários sobre meu corpo ou meu rosto. Eu me senti ‘’única”. Um cara que já deve ter transado com várias mulheres na vida me elogiar assim inflou a minha autoestima. Tudo bem que foram todos comentários das nossas relações sexuais, mas eu gostei. Foi um contraste que eu precisava depois de me julgar tanto.
Eu aceitava os elogios e até respondia. Chegamos até a falar um pouco sobre nossas vidas, não esperava ter uma conversa concreta com ele. Até melhorou o clima pra vermos um filme na cama. Tirei a minissaia e fiquei só de calcinha e blusinha. Não transamos mais naquela noite, mas ele me acariciou bastante, tanto que fiquei tão molhada que tirei a calcinha. Assim dormimos, até levemente abraçados.
No domingo, não lembrava onde tinha jogado minha calcinha, então vesti a camisa branca dele que tava jogada, que era meio oversized. Fui lavar o rosto no banheiro e sinto uma encoxada por trás, seguida por uma boa passada de mão na minha bunda.
Que delícia, sem calcinha.
Nem estava reagindo mais, já tinha se tornado normal. Dei um jeito de “escovar os dentes” com pasta, dedo e enxaguante bucal que tinha e fui tomar uma água na sacada, perto da piscina, pra aproveitar a paisagem. O Roberto tinha pedido alguma coisa pro café da manhã, e já imaginava que fosse o próprio Marcos que viria servir. Com certeza ele tinha empregados pra fazer isso no lugar dele…
Ouvi o Marcos tocando a porta e pensei em vestir alguma coisa por baixo, mas não deu tempo, que o Roberto já abriu a porta, então só deu tempo de dar uma ajeitada mais pra baixo na camisa pra ter certeza que tava cobrindo tudo. O Marcos deixou os pães e frios na bancada, e se sentou numa cadeira na frente. Ele já olhou pra mim dizendo bom dia, e eu só acenei de leve com a cabeça desviando o olhar. De pé mesmo, fui fazer um lanchinho com presunto e queijo, e acabei ficando de costas pro Marcos.
Os dois continuaram conversando. Obviamente me tornei assunto. O Roberto descascava elogios, dizia que eu era a mais bonita da empresa, que desde que eu entrei que sonhava comigo. E falou que eu dançava muito bem. O que não era verdade, mas isso atiçou a curiosidade do Marcos, mesmo eu falando que não sabia dançar. Os dois ficaram tentando me convencer, mas não dei o braço a torcer.
Então sobe um pouquinho a camisa só pra ele matar a vontade, gatinha. - disse o Roberto
Isso, aí eu paro de te incomodar.
O Roberto sabia muito bem o que tava pedindo. O Marcos ia levar um susto. A ideia me pareceu engraçada ver a cara daquele coroa. Ele já tinha me visto numa situação mais deplorável ontem, mas não estaria esperando por isso. Eu fiz até uma posezinha de costas pra ele, e levantei lentamente a camisa. Ele soltou um “Meu deus” excitado, e
Já baixei a camisa. Até ri um pouco com o Roberto, que o Marcos ficou um tempo sem falar nada. Me impressionei que eu já tava fazendo esse tipo de “brincadeira”.
Pra matar o silêncio, o Marcos sugeriu pra gente ir pra piscina refrescar um pouco, ele até já pegar uma espreguiçadeira pra eu ficar mais confortável. Falei que não trouxe protetor pro sol da manhã, mas lógico que ele se ofereceu pra pegar também, então foram os dois buscar as coisas. Não nego uma piscina, então vesti o maiô, que tava meio molhado de ontem ainda. Foi bom eles saírem um pouco que deu tempo pra eu me arrumar sem pressa. Fiz o coque de novo no cabelo, até passei uma maquiagem de leve, com o pouco que eu tinha na bolsa, e esperei eles.
Assim que chegaram, já montaram a espreguiçadeira e falaram pra eu ir aproveitando já. O Marcos já foi afobado se oferecendo pra passar o protetor em mim. Eu falei que dava conta, mas como esperado, ele insistiu bastante. O Roberto me deu um empurrãozinho e disse pra eu dar ao menos essa felicidade pro homem, então acabei aceitando. Me debrucei na espreguiçadeira pra ele passar nas minhas costas.
Ao invés disso, ele quis focar nas minhas pernas. Foi a passada de protetor mais demorada que tive. Até falei pra ele ir logo que se não, não ia adiantar nada. Ele aproveitava cada centímetro. “Não precisa de tanto protetor entre minhas coxas” brinquei. Não sei o que deu em mim, mas eu acabei me divertindo. Soltei uns gemidinhos falsos até. Até que tava gostoso, que ele foi fazendo massagem também, principalmente nos pés, que adoro, e nas costas. Teve hora que ele ameaçou entrar com as mãos embaixo do maiô, mas eu o impedia com tosses. O único lugar que fiz questão de passar foi no rosto, geralmente eu passo um específico pro rosto, mas é o que tinha.
O Roberto entrou na piscina, mas sugeriu que eu ficasse ali “aproveitando o sol”. Ele estava adorando me mostrar pro Marcos. Fingi que não notava os olhares do Marcos, mas todos lá sabiam o que estava rolando. Ele soltava uns “Nossa…”, “Meu Deus…”. Chegou a sentar na beirada da espreguiçadeira e passar a mão por cima do maiô. Ele tava morrendo de vontade de me tocar mais profundamente, até insinuou certas vezes, mas me fiz de desentendida. O máximo que deixei foi quando virei de barriga pra cima, ele passar a mão bem pertinho dos meus seios. Aquele homem tava quase babando em cima de mim.
Pouco antes do final da manhã, o Roberto meio que deu um jeito de expulsar o Marcos do chalé pra ficarmos a sós.
Judiou do coitado hein, gatinha.
Eu mal conheço ele, deixei até demais.
E poderia ter deixado menos, mas deixou ele mais na vontade. - não neguei, até dei uma risada de leve.
Ele saiu e ficou sentado na beira da piscina. Falou pra eu ir lá do lado dele. Dali foi rápido, abraços, beijos, pegadas, e boquete. Não teve birra minha, não teve meus momentos de conflito interno, não teve culpa. Eu fiquei meio excitada com os joguinhos com o Marcos e queria aproveitar o resto do tempo no chalé ao máximo. Não preciso entrar muito em detalhes aqui, mas transamos sem nos importar muito em estar ao ar livre. Talvez as outras cabanas distantes tenham ouvido gemidos. Sentei nele, fiquei em cima dele, ele ficou em cima de mim, de frente de costas. Foi delicioso.
Eu não tinha mais calcinha limpa, então decidi já extravasar de vez e vesti a lingerie que tinha comprado pra usar com o Paulo. Vesti a última roupa que eu tinha levado da casa do Roberto, que era um vestido vermelho bem decotado que ia até o joelho. Quando íamos saindo do chalé em direção ao carro, fiz questão de ir na frente, e subir o vestido pra mostrar a lingerie pra ele. Ele deixou as coisas no porta mala, me botou em cima do carro e me lascou um beijo bem sensual. Abracei o pescoço dele e ficamos nos deliciando por um tempo antes de ir embora.
Foram muitas “primeiras vezes” naquele fim de semana, e apesar de no começo eu ter jurado que ficaria por isso mesmo, eu já não tinha tanta certeza.
Chegando em casa de noite, lembrei que nem tinha mandado mensagem pro Paulo e inventei uma desculpa qualquer pra responder tudo. A culpa que sentia antes estava menor… Do sábado pro domingo eu fui entendendo o que eu queria. Eu não tinha intenção de abrir mão do meu relacionamento com o Paulo, que realmente me fazia bem, eu tinha e tenho total certeza que ele é o homem que eu quero me casar, me dou muito bem com a família dele e ele com a minha. Ele é lindo, gentil, carinhoso e tenho certeza que será um pai e marido maravilhoso. Mas tinha algo em mim que buscava e necessitava ser desejada de outra forma, que queria se permitir ser submissa e dominada em certos momentos, que sentia adrenalina e excitação pelo perigo, pelo pecado.
Não precisava ser o Roberto, e seria melhor que não fosse, mas foi ele quem me fez perceber isso. O ponto final é, eu sigo com essa indecência e continuo traindo? Eu acho que já sabia a resposta… já não era mais pelo dinheiro e pelas roupas…
No meio dessas reflexões de um domingo a noite que o Roberto manda uma última mensagem do final de semana. Uma bela foto minha na espreguiçadeira, com uma mensagem de “boa noite” com um coração.
Deixo-os imaginando minha reação na cabeça de vocês.
Bjss

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