A semana em que eu escolhi o Amante



Oi genteee,

Voltei pra postar mais umas historinhas. Pra quem não leu os dois primeiros contos, eu mantenho nomes, cidades, lugares, tudo fictício pois não tenho intenção nenhuma de sair do anonimato. Acabo colocando mais detalhes pra tentar mostrar um pouco do que senti em cada momento, então meus contos acabam meio longos, o que não parece muito comum aqui no site, então já alerto de antemão rsrsrs

Meu nome é “Bia”, tenho 25 anos e namoro o “Paulo”, que conheci em um App de namoro, há mais de um ano. Os contos anteriores foram para detalhar minhas primeiras traições com o “Roberto”, um cara perto dos 50 anos, que apesar de não me atrair fisicamente no começo, acabei sendo envolvida por ele.

Depois daquele final de semana dos primeiros contos, continuei meu caso com o Roberto, às vezes no apartamento dele, às vezes num motel, em torno de uma vez a cada duas semanas, que eu não queria levantar suspeitas. Como o Paulo trabalha bastante no meio da semana, muitas das vezes não conseguimos nos encontrar, então eu aproveitava pra dar uma escapadinha com o “Rô” (quando sozinhos, peguei a intimidade de chamá-lo pelo nome abreviado). Eu sempre priorizei o meu namorado, então não repetimos mais a saidinha pro chalé, que precisaria de um final de semana inteiro.

O Rô continuou comprando roupas pra mim, desde pijamas e roupa casuais, até vestidos chiques e lingeries. Ele até me convenceu a só usar as roupas que ele me dava pra ir ao trabalho. Outra coisa é que ele gosta “lá embaixo” bem raspadinho, então até pagou depilações a laser pra mim. Nunca me achei descuidada, sempre me maquiei, fui ao salão, me arrumava, mas desses tempos pra cá, fui sendo mais vaidosa em outros aspectos também, até comecei a fazer academia pra ver se eu perco minha pochetinha… Então eu acabava aceitando esses mimos e caprichos dele.

Minhas amigas do trabalho até repararam na mudança de roupa, que era visível já que meu guarda roupa antes era cheio de roupas da Shein rsrsrs eu dava uma desculpa que eu “decidi me cuidar mais”, “viver o hoje”, “carpe diem” e essas balelas. Não que seja de total mentira, que realmente eu sentia que essa mudança estava me fazendo bem.

No trabalho, eu e as meninas ainda falávamos mal dos “machos tarados” do trabalho, que inclui o Rô. Apesar dele negar, eu acredito que ele ainda durma com outras. Eu já havia falado pra ele que eu não me importava, que não tinha apego amoroso com ele, porém, ele insistia que ele era “só meu”, ele falava que o jeito que eu tremia e gemia deixava ele louco. Parece idiota da minha parte, mas eu gostava dessa sensação de ser “única”. Já disse nos contos anteriores, mas sempre tive um complexo de inferioridade diante à minha família, às minhas amigas e até ao Paulo, então eu me agarrei nesses sentimentos para elevar minha auto estima.

Enquanto isso, minha relação com o Paulo continua saudável, e, sim, continuo transando e amando o Paulo! Como eu já disse nos outros contos, ele é o homem que quero construir uma família, que vai me fazer muitíssima feliz. Estamos tão bem que o Paulo nem desconfia de nada. Ele só reparou em umas roupas novas, mas eu evito ao máximo usar o que o Roberto me deu com o Paulo, por motivos óbvios. Não vou mentir que eu me sentia culpada às vezes, principalmente “naqueles dias” que a emoção fica à flor da pele, certas noites chegava até a chorar sozinha. Ainda sou humana e realmente amo muito o Paulo, e como eu não tenho coragem de lidar com isso com a minha psicóloga, na época eu internalizava muito essas ambiguidades de sentimentos.

Enfim, eu tava tão bem com o Paulo que fizemos uma viagem curta para uma pousada de uma cidade aqui perto em um final de semana e aproveitamos bastante. Saímos pra comer, ficamos na hidro, e tudo mais. Eu não postava muito no Instagram, o Paulo até posta mais que eu, então nessa viagem eu mais re-postava os stories dele do que o contrário. Foi maravilhoso, não era algo que fazíamos com muita frequência.

Quando cheguei em casa, no domingo à noite, o Roberto mandou uma mensagem falando que tinha visto os meus stories e estava com inveja do meu namorado e saudades de mim. Pediu até pra gente se ver naquele dia mesmo, mas eu neguei, não queria manchar aquele final de semana. Ele ficou insistindo muito e só cedeu quando concordei em ver ele no dia seguinte. Só pedi pra ele pra dar um tempo nas mensagens pra eu falar com o Paulo também. Fiquei conversando umas meia hora com o Paulo sobre a viagem, planejando as próximas e jogando papo fora. Ele mesmo que chegou a tocar em assuntos picantes dos nossos momentos da hidro, que ele queria repetir, e essas coisas. Chegou a falar que ele gostou que eu tava mais “pra frente” nos últimos meses. Eu não tinha reparado até então, mas realmente eu comecei a tomar bem mais iniciativa e me envolver muito mais no sexo do que antes, e eu sabia o motivo… Quem iria imaginar que o Roberto ia apimentar minha relação com o Paulo…

Não sei o que deu no Paulo, mas o papo ficou bem mais picante e sexual. Geralmente ele não fazia essas coisas, então imaginei que ele realmente gostou da minha performance rsrsrs O problema é que ele me deixou um pouco excitada… Terminamos de conversar e demos um “boa noite” um pro outro. Sem pensar muito, coloquei um pijaminha rosa e mandei uma foto pro Roberto. Me deu uma vontade de dar uma provocada… culpa do Paulo rsrsrs

Alguns minutos depois, ele mandou uma foto bem perto do pau dele. É vergonhoso, mas admito que imaginar ele se masturbando pra mim me excitou. Tinha jurado antes que ia manter aquele final de semana como lembranças com o Paulo, então tive que me segurar muito pra não me tocar.

Na segunda depois do trabalho, tomei banho, me maquiei, vesti uma regata verde e uma saia levinha branca e rodada. Eu não era muito de vestir saia, porque tenho as coxas um pouco grossas e não acho que fica bonito, mas ganhei umas, então comecei a usar. Levei a bolsa do trabalho também, que provavelmente iria dormir lá. Nem levei roupa pro dia seguinte, já que tinha bastante lá. Ele chamou um Uber para me pegar em casa. Era uma forma para tentar despistar suspeitas. Chegando lá, ele já estava só de cueca boxer, e depois de uns amassos, ele já pediu pra eu fazer uma dancinha, que acabou sendo nossa preliminar na maioria das vezes.

Dançar acabou se tornando um hobby meu depois da minha primeira vez com o Roberto. Causar desejo e ver como o corpo dele reage ao meu, me faz sentir muito sexy, que é algo que poucas vezes eu senti na minha vida antes daquilo. Cheguei a passar horas vendo vídeos e treinando danças sensuais e até funk. Eu ainda tinha vergonha de fazer esses showzinhos pro Paulo, então acabou sendo algo exclusivo do Roberto, mas queria no futuro ter esses momentos com o meu namorado também.

Comecei a aguentar bastante tempo nessas dancinhas, foi só pegar a técnica e saber descansar os músculos aos poucos. Depois de um tempo, ele não aguentou mais e começamos a transar. Ele gostava de fazer comigo de roupa, então a transição foi rápida, foi só ele colocar uma camisinha. Uma coisa que não mudou desde o início foi nossa compatibilidade sexual. Talvez uma coisa que ajudava era que eu não tinha vergonha de “parecer uma vagabunda” na cama com ele, porque eu sempre só transei com meu namorado e com meus ex, então sempre tive essas preocupações. Mas com o Roberto, eu não precisava pensar nisso e me permitia mais, tanto que os orgasmos eram mais longos e intensos. E não sei se é verdade, mas ele me disse uma vez que eu tinha sido uma das melhores, se não a melhor, parceira sexual que ele teve justamente por isso, que me ver delirar deixava ele com muito tesão. Pode ser só conversinha dele, mas eu acabei me deixando acreditar nisso…

Aprendi a não deixar minha culpa atrapalhar o meu prazer na hora do sexo, na verdade, aprendi a diminuir bem e controlar essa culpa. Bloqueava qualquer pensamento alheio e focava na cavalgada, no movimento do quadril, na mão dele pegando nas minhas nádegas por debaixo da saia. Diferente das primeiras vezes, eu já não tinha mais receio de tocar nele também. A Bia do ano passado ia achar loucura o que vou dizer agora, mas eu comecei a achar ele charmoso…

Eu não passava a noite com ele sem gozar, nunca precisei fingir. Não foi diferente aquela vez. Ainda de roupa no sofá, meu corpo tremeu de prazer e deixei-me cair em cima dele. Enquanto recuperava o meu fôlego, ele me pegou de surpresa:

- A gente podia repetir isso toda noite, gatinha.

Senti seriedade nas palavras dele. Cheguei a arrepiar e olhar pra ele. Ele entendeu e já explicou que no final de semana eu podia sair com meu namorado, mas que ao longo da semana eu seria dele. Demorei pra responder, que tinha sido um choque mesmo. Mas neguei, não era uma opção, alguém do meu condomínio ia perceber. E o pessoal do trabalho ia reparar eu chegando de Uber todo dia.

Os poucos segundos que fiquei travada foi suficiente pra ele dar um risinho. Apesar das mil desculpas que eu dei pra ele pra negar a proposta, ele sabia que tinha plantado uma dúvida na minha cabeça. Fiquei com raiva de mim mesma por até cogitar algo do tipo. Dei alguma desculpa e fui tomar banho.

O que mais pesou na minha consciência foram as desculpas que dei pra mim mesma. E era isso: desculpas… notei que em nenhum momento eu neguei “porque eu não queria”, e sim por causa do que isso causaria de problemas. Ou seja, se não fosse por isso, eu toparia passar os dias da semana com ele… isso me assustou… eu não imaginava que uma relação puramente sexual ia fazer isso comigo. Será que eu estava ficando viciada em sexo? E por que não matar esse vício somente com o Paulo? O Paulo gostaria dessa minha outra face? E na verdade, a real pergunta era… era só o sexo ou também o friozinho na barriga de fazer algo errado que me contagiava?

Fiquei com ódio do quanto aquilo me deixou balançada.

Decidi que tinha que parar de pensar sobre isso, não estava me fazendo bem. Eu tava tão decepcionada comigo mesma que nem lembro de nada interessante no resto da noite, creio que só fomos dormir.

Nos dias seguintes, tentei me forçar a não pensar sobre o assunto, mas era inútil. Cheguei a tentar aliviar o stress na academia, ou tentando puxar mais assunto com o Paulo pra me lembrar que eu tinha namorado. E até a tentar sair com o Paulo no meio da semana, o que, como sempre, era difícil devido ao trabalho dele. Não ajudava o fato do Roberto continuar incitando a ideia em mim, me chamando pra ir na casa dele todos os dias seguintes. Tive que me segurar pra não ir.

Começou até uma mini crise de ansiedade, que no impulso me levava a me masturbar. E por mais que eu não quisesse, eu acabava pensando no Rô, era mais forte do que eu… No calor do corpo dele no meu, na sua barba e cabelos grisalhos esquentando o meu pescoço. Certo dia eu não aguentei e até cheguei a fazer uma chamada de vídeo com ele…

Já tinha se passado alguns meses que eu tinha começado essa vida de infidelidade. E percebi que uma vez a cada duas semanas talvez não fosse o suficiente. Cheguei a culpar o Paulo por não conseguir me ver durante a semana. Dividir a culpa com outra pessoa parecia o caminho mais fácil…

Cheguei a marcar uma sessão com minha psico na sexta. É algo difícil lidar sem poder falar de tudo, e ela percebeu esse conflito meu, disse que se eu não me abrisse com ela totalmente, ela não ia conseguir ajudar. Mas não tinha como, eu não conseguia falar sobre isso, nem com ela.

No final de semana, aconteceu algo que afundou ainda mais minha culpa. Enquanto eu estava com o Paulo, na casa dele, me peguei pensando no Rô, em aceitar sua proposta… Isso nunca tinha acontecido comigo… Quando eu estava com o Paulo, eu nem sentia vontade de pensar no Roberto. Algo em mim tinha mudado… eu sabia que não tinha sido repentino, eu que fui me deixando envolver…

Fiz até algo perigoso, mandei mensagem pro Roberto enquanto estava com o Paulo. Foi algo banal como um “boa tarde”, mas já subiu a adrenalina… cheguei até a combinar com o Roberto de nos encontrarmos na segunda. E me dói admitir, mas enquanto eu passava o sábado e domingo com o Paulo, eu estava ansiosa para chegar a segunda.

Na segunda, me peguei me arrumando mais do que o normal pra ver o Roberto. Me maquiei, me perfumei e coloquei uma lingerie bem sexy de renda com cinta que ele me deu. Coloquei um vestido bem decotado. Eu quase não estava me reconhecendo no espelho.

Eu já estava muito molhada quando cheguei lá e fizemos muito sexo aquela noite. Eu queria não só sentir prazer, mas fazer aquele homem se deliciar com o meu corpo. Meu corpo parecia um liquidificador do tanto que tremia e alucinava. Toda a tensão acumulada de uma semana explodiu. Nem me importava mais dos vizinhos ouvirem os meus gemidos. Diria até que eu queria que ouvissem…

“Como seria bom ter isso todos os dias depois do trabalho…” foi o que me passou pela cabeça, enquanto relaxava no sofá com o Roberto. Eu ainda estava reticente com a ideia. Ir lá todo dia talvez não, mas quem sabe aumentar a frequência… umas duas ou três vezes na semana não machucaria ninguém…

Ele abriu a pergunta se eu voltaria no dia seguinte, e aceitei. Dois dias seguidos era algo que eu nunca tinha feito. Chegamos até a começar a ver uma série juntos. Foi um marco silencioso que a gente iria se ver mais vezes a partir daquele momento… a série em si não importava muito, que a gente passou a maior parte do tempo se provocando e até fazendo oral.

Na manhã seguinte, ele falou pra eu vestir um vestido longo. Eu nunca tinha ido de vestido pro trabalho, então gostei da ideia de algo novo. Depois que me arrumei, com uns beijinhos no pescoço e umas apalpadas, ele me convenceu a fazer uma rapidinha, de roupa e tudo. Acabou que eu fui meio melada pro trabalho, que só deu tempo de passar um papelzinho. Foi uma sensação estranha e me senti até meio “errada”. Passei o dia inteiro contando as horas pra ir embora. Eu trocava mensagens com o Roberto já antecipando, e isso era outra coisa que eu evitava fazer antes, pra caso as meninas olhassem no meu celular. Eu estava literalmente brincando com o perigo. Sério, acho que fiquei o dia inteiro naquela situação meio molhada. Deixei até o Rô me apalpar no café uma hora.

Na hora de ir embora, peguei um Uber e fui direto pra casa do Roberto. Ele já tinha cadastrado a minha facial na portaria e minha digital na porta no dia anterior. Cheguei antes dele no apartamento e já tirei o vestido e vesti só uma camiseta mais larguinha. Comecei a me masturbar na sala mesmo, planejando pra ele ver a cena quando entrasse. Na maioria das vezes, ele já estava quase nú no apartamento e agora os papéis inverteram.

Ele jogou as coisas dele na mesa e falou pra eu ir até ele tirar sua roupa. Reparei que era algo que eu nunca tinha feito, então fui aproveitando e fazendo bem devagarinho. Aquilo foi bem excitante e aproveitei pra passar a mão no seu corpo inteiro e ir beijando. Fiz questão de passar o meu corpo no dele quando possível. Tirei até a cueca e dei uma boa lambida no seu pau. Levei ele até o sofá, coloquei uma música e fiz uma dancinha pra ele. Ainda era cedo, então tomamos todo o tempo do mundo pras nossas preliminares. E como isso foi bom, que depois de um bom meia nove, tivemos uma transa até mais intensa que o dia anterior. Transamos até no banho. Até esquecemos de jantar e tivemos que comer umas marmitas congeladas que ele tinha.

Não chegamos a conversar diretamente sobre o assunto, mas tudo se encaminhava para eu passar a quarta ali com ele de novo. Me dei conta que eu já tinha tudo o que precisava ali no apartamento dele, que ao longo das semanas eu fui trazendo umas coisinhas minhas e ele já tinha um arsenal de maquiagens, produtos, remédios, roupas e calçados pra mim. Só bastava eu levar as coisas do trabalho. Me espantou que eu realmente poderia quase que morar por lá já.

Continuamos vendo a série do dia anterior, mas o tesão era tanto que não nos aguentamos só no oral e fizemos uma ultimazinha do dia.

Dormir dois dias seguidos com ele foi algo inédito. Não tínhamos mais pressa pra transar o máximo que dava. Ele chegava até a fazer uma massagem e um cafuné na minha cabeça. Achei estranho no começo, que não era essa a interação que tínhamos, não esperava isso do Rô, mas carinho não é algo que se rejeite, então me acostumei rapidamente.

Como num flashback da manhã anterior, fizemos uma rapidinha antes do trabalho. Dessa vez, eu estava com uma regata e uma saia longa, e o Roberto, como sempre com ideias novas, me fez ir trabalhar sem calcinha. A dopamina e a adrenalina estavam a milhão e topei essa loucura. Imaginei que aquela saia rodada não iria me entregar. Só fiquei levemente preocupada em ficar molhada e passar pra saia, então ao longo do dia eu fui muito ao banheiro pra evitar que acontecesse. Meu coração bateu rápido o dia inteiro, eu nunca me imaginaria fazendo algo do tipo. Pra aumentar ainda mais o perigo, o Roberto me pegou num corredor bem escondidinho e me dedilhou um pouco. Pode ser só neurose minha, mas eu senti que alguém tinha notado a gente entrando e saindo juntos do corredor. Fiquei com medo de levantar burburinhos e nem olhava mais pro Roberto até o final do dia. Eu com certeza já tinha passado dos limites.

À noite, chegando no apartamento do Roberto, reparei que a saia estava sim com uma marquinha de molhado. Não era grande, e não sabia o quão recente que era, que vim sentada no Uber. Eu tava tanto no “foda-se” que sinceramente eu nem liguei muito. Só que uma coisa me fez voltar à realidade. Foi como um soco no estômago. Bem forte…

Percebi que eu havia deixado o Paulo no vácuo no dia anterior. Eu nunca tinha deixado de dar “boa noite” pra ele, muito menos um dia inteiro sem responder. Eu gelei, não sabia nem que desculpa dar. Ele parecia meio triste nas mensagens, que a única mensagem que ele me mandou foi um “Amor…? Tudo bem por aí?” . Meus olhos lacrimejaram na hora. Enquanto eu estava me divertindo, também o estava ignorando por completo. Se ele me deixasse no vácuo por um dia inteiro, eu com certeza iria ficar extremamente triste e muito puta, talvez até indo na casa dele. E isso me paralisou, “e se ele tivesse ido na minha casa e não tivesse encontrado ninguém?”. Eu tinha que confirmar isso…

Inventei uma desculpa que eu tava um pouco mal no dia anterior e fui direto dormir, e tinha acordado meio mal e só fui trabalhar sem olhar muito o celular. Pedi muitas desculpas, a cada mensagem que mandava. Mas percebi o meu erro quando ele respondeu, muito preocupado, falando que iria me visitar pra ficar comigo. Ele até se ofereceu pra me levar no médico… Isso me quebrou em pedaços. Só que não tinha tempo pra me martirizar, eu tinha que controlar a situação que eu parecia que ele já estava pra sair de casa. Falei que eu já estava melhor, só precisava dormir, e queria ficar sozinha. Ele insistiu bastante, mas eu cheguei até a ser meio grossa com ele que queria só dormir mesmo. Eu tive que ser grossa… Se não ele iria de qualquer jeito e ele iria descobrir que tinha algo de errado…

Ele cedeu, mas ficou triste e até meio bravo com a situação, com total razão. A situação estava clara, eu tinha acabado de escolher o Roberto ao invés do Paulo pela primeira vez. Preferi me deixar levar pelo desejo e pelo perigo. Foi uma situação bizarra, que eu estava só de regata, sem saia e nem calcinha, sentada no sofá, chorando com as mãos no rosto. Não tinha forças nem pra vestir algo.

Nem percebi o Roberto chegando. Não precisava de muito esforço pra entender o que tinha acontecido, que meu celular tava jogado do lado. Ele simplesmente sentou do meu lado e me abraçou. Cheguei a não só aceitar o abraço como chorar no ombro dele. Na hora eu não tinha ligado os pontos que tudo aquilo era culpa do Roberto. Mas eu precisava de amparo e carinho, e acho que meu cérebro estava tão em pane que só aceitei.

Ficamos nessa por vários minutos, e finalmente me dei conta de onde estava e com quem estava. Falei chorando e com raiva pro Roberto que a gente tinha que terminar tudo, que eu tinha que voltar para quem eu era, que não tava certo o que eu tava fazendo com o Paulo, que não tava certo o que ele (Roberto) estava fazendo comigo. Ele tentava me acalmar, com uma voz bem serena. Não sei como ele conseguia manter aquele tom naquela situação. Ele me abraçou bem forte, e tentei empurrar ele no começo, mas fui aceitando aos poucos.

E começou a me bombardear de fatos e verdades. Que eu nunca fui obrigada a nada; que se eu tivesse apenas lembrado de responder o Paulo, eu seguiria numa boa a semana. E o golpe final, que eu estava adorando aqueles dias, e que no fundo, no fundo, eu queria continuar. Ele falar tudo isso não foi o pior, o pior mesmo foi que eu não consegui negar. Eu realmente não queria que nada mudasse. Aquilo me fez perceber que o remorso que batia não era da minha traição, e sim de eu não ter respondido o Paulo para manter o disfarce intacto.

Ele fez algo que me surpreendeu. Pegou no meu rosto com as duas mãos e disse que ia dar tudo certo, que eu era inteligente e ia pensar em algo. Foram palavras de conforto e até diria que de carinho. Mesmo enquanto a gente se relacionava, o máximo que vinha eram elogios à minha aparência e ao sexo. O safado aproveitou minha perplexidade e lascou um beijo. Relutei menos até do que no abraço forçado. É irônico pensar agora o quanto eu estava sendo hipócrita. Estava chorando há pouco, mas continuava a trair meu namorado.

De fato eu achava que eu iria conseguir contornar a situação e foi estranho o quanto aquilo conseguiu me acalmar. Respirei fundo e mandei mensagem pro Paulo pedindo desculpas, que eu tinha sido uma ridícula na forma que eu tratei, e que queria ver ele no final de semana para conversarmos melhor.

Na quinta de manhã, com os olhos meio inchados do choro da noite anterior, cheguei a falar pro Roberto que eu ia voltar pra casa depois do trabalho. Mas ele disse que era melhor eu voltar pra casa dele, que se não eu ia ficar sozinha. E realmente eu não queria ficar sozinha, e como eu já tinha combinado com o Paulo de se ver no final de semana, ia ficar estranho eu chamar ele. Só acenei com a cabeça, aceitando a proposta.

Foi um dia melancólico no trabalho, no dia seguinte, passou bem devagar. À noite, ele deu a ideia de irmos pra academia do prédio, pra eu gastar energia e melhorar o astral. Fiquei receosa que pessoas poderiam nos ver, mas como era no próprio condomínio, não iria ter problema. As únicas leggings de academia que tinha ali eram aquelas bem marcadas com uma costura cavada no centro, então usei uma dessas mesmo com uma regatinha branca meio folgadinha. Não era uma roupa que eu usava pra ir na academia, só usava quando o Roberto pedia, às escondidas. Tirei minha aliança de namoro e descemos pra academia. Achei que eu ia sentir mais o peso da decisão de tirar a aliança, mas foi incrivelmente fácil…

Chegando na academia, tinha algumas pessoas lá, e já fui fazer minha bicicleta. Fiquei uns 30 minutos lá enquanto o Roberto treinava separado. Realmente me ajudou a espairecer. Tanto que percebi que tinha um homem, na verdade um garoto, talvez mais jovem que eu, me secando pelos reflexos. Ele me viu chegando com o Rô, será que ele achou que eu era filha dele? Saí da bicicleta e peguei uns halteres pra fazer o búlgaro. O moço não tava nem disfarçando mais, tinha ficado atrás de mim fingindo fazer algum exercício e me olhando. Senti um pouco de medo e pensei em ir em direção ao Roberto, mas não precisou, que ele mesmo veio em minha direção, me pegou pela cintura e me beijou no meio da academia. Não chegou a apertar, mas posicionou a mão em cima da minha bunda. Ele sussurrou baixinho no meu ouvido que eu tava muito gostosa com aquela calça e que tava todo mundo com inveja dele ali. Ele ficou comigo me ajudando a terminar o treino, o que foi suficiente pra afastar o tarado.

Era como se meu namorado estivesse me protegendo e eu senti segurança. Não só não me importei com os olhares na gente pela diferença de idade, como me senti bastante à vontade de retribuir seus beijos e abraços. Foram essas sensações que me desviaram da realidade do dia anterior e voltou minha atenção ao Roberto.

Percebi o quão fácil e rápido ele conseguiu me consolar. Percebi que se fosse realmente culpa o maior sentimento, eu não iria ficar bem de um dia pro outro. Percebi que meu drama e choro foram apenas o medo de perder o que eu tinha naquele momento. Percebi que foi só ele me convencer que estava tudo bem, que eu conseguiria encobrir o nosso relacionamento do Paulo. Foi ali que dei o braço a torcer, aquilo já era parte da minha vida, e eu só precisava aceitar e aproveitar.

Chegando na casa dele, ainda meio suados, ele tirou o shorts e mandou eu chupar. Ele não precisou pedir duas vezes, me ajoelhei e mamei ele com vontade. O cheiro do pau dele estava mais forte do que o normal pelo suor. Depois ele me colocou contra a porta, abaixou um pouco minha calça e começou a me dedar e sussurrar umas besteiras no meu ouvido. Ele disse que ia pegar a camisinha, mas segurei o braço dele.

- Pode ir sem, Rô…
- Você que manda, gatinha.

Eu queria sentir o calor do pau dele dentro de mim. Eu queria até que ele gozasse dentro de mim, coisa que ele não tinha feito até aquele dia. Eu decidi naquele dia que não era algo que eu queria largar mais. Eu precisava daquele prazer misturado com culpa, indecisão, euforia, dopamina. Quando ele me dizia que gostava do jeito que meu corpo tremia, fez sentido pra mim. Era um orgasmo diferente de todos que eu tive, muito mais intenso e incontrolável, e eu deixava transparecer, talvez fosse isso que fez ele se envolver também, como ele me fazia delirar.

Em um movimento preciso e contínuo, ele me penetrou. Apesar de já estar acostumada com aquela rola grossa, sempre a primeira entrada me rasga por dentro e eu acabo gemendo de dor e prazer. Ele me pegou pelo cabelo e ia me comendo lenta mas vigorosamente. Eu urrava a cada estocada. Não tinha nada de novo no sexo em si, mas eu senti que aquela transa tinha um sabor especial, marcava minha decisão. Não senti a menor vergonha de beijá-lo no meio da academia, e de fato eu tinha largado qualquer vergonha que tinha em relação a ele e da situação em si. Eu já me via casada com o Paulo no futuro, talvez com filhos até, mas ainda transando com o Roberto quando possível, ao longo dos anos.

Olhei por cima dos ombros pra ele e pela primeira vez eu achei ele “gostoso”, vi o suor no seu peitoral cobrindo a tatuagem, as curvas de seu corpo, que apesar de meio cheinho, tinha sua musculatura definida. Até sua barba delineada e seus cabelos grisalhos me atraíam. Acho que eu me impedia de achar outros homens bonitos, além do meu namorado. E foi como uma permissão que me dei a partir daquele momento.

Eu queria me deliciar mais com essa visão, pedi pra ele pra deixar eu cavalgar de frente. Tirei de vez a calça e sentei nele, passando a mão por seu corpo, seu rosto e comecei a me movimentar. Tive o meu orgasmo muito rápido, do tanto de tesão que eu tava.

Ele nem me deixou parar de tremer e me virou de costas, apoiada no encosto do sofá, e voltou a me comer. Meu corpo estava ficando mais e mais sensível. Me forcei a sentir mais… e foi maravilhoso. Não sei por quanto tempo transamos. Só sei que gozei bastante e pedi pra ele fazê-lo também dentro de mim. Sentir o sêmen quentinho dele dentro de mim pela primeira vez foi delicioso. Foram vários beijos quentes pra finalizar.

Depois de um bom banho, lembrei de falar com o Paulo. Dessa vez não tinha resquício algum de culpa, no máximo um medo leve dele desconfiar de algo. Podem me chamar de vadia, puta, qualquer coisa, sinceramente eu aceito os xingos e concordo, mas não também não ligo. Combinei com ele pra gente se encontrar na sexta, que era o dia seguinte. Falei pro Roberto dos planos e depois me toquei que parecia que eu estava dando satisfações pro Roberto, como se ele fosse o meu namorado…

Na sexta, acordamos e ainda na cama fizemos uma rapidinha pra fechar a semana. Cheguei a falar “eu sou todinha sua” e chamar ele de “gostoso”. São coisas que minha mente bloqueava antes. Deixei ele gozar dentro de mim de novo. Transar antes do trabalho com a mesma roupa se tornou um novo fetiche meu.

À noite, finalmente voltei pra minha kitnet. Tomei um banho e falei pro Paulo que já poderia vir. Acho que vocês não se interessam muito pelas minhas conversas com o Paulo, mas em resumo, depois de muitas desculpas minhas, ele me perdoou. Meu corpo ainda estava meio dolorido e assado dos dias anteriores, então ficamos só namorando de leve aquela noite. No sábado, tivemos nosso sexo e ele novamente gostou e elogiou como eu me portava na cama.

Depois daquela semana, eu passei a ir muito mais na casa do Roberto, teve semanas que foram igual a essa, fiquei a semana inteira lá. Parando pra pensar, muitas das vezes eu passo mais tempo e com certeza transo muito mais com o Rô do que com o Paulo. O sexo se tornou algo muito mais presente na minha vida, e isso mexeu com a minha personalidade também.

Antigamente eu fechava a cara pra qualquer homem que falava comigo, achando que era uma forma de fidelidade, mas hoje em dia eu já me vejo até aceitando certos flertes e me vestindo como eu quero, sem me importar com o que vão achar. Comecei a fantasiar na cama com outros homens. Talvez por essas mudanças que comecei a notar mais olhares na academia e no mercado. O que a auto estima não faz, não é mesmo?

Enfim, essa mudança me fez muito bem, sinto que eu me amo muito mais! Me peguei aceitando muito mais as aventuras que o Rô propõe, que agora eu já não tenho mais tanto aqueles conflitos internos de culpa. Queria postar este conto em específico que realmente eu sinto que marcou bastante a minha visão da “vida”.

Desabafar aqui não só me alivia, mas parece que revivo o prazer do dia enquanto escrevo e relembro de tudo o que passou, então possivelmente eu volte a postar umas coisinhas rsrsrs

Bom, por enquanto é isso… até a próxima ;)

Bjss

Foto 1 do Conto erotico: A semana em que eu escolhi o Amante


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico bmcontos

Nome do conto:
A semana em que eu escolhi o Amante

Codigo do conto:
265036

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
21/06/2026

Quant.de Votos:
2

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