Publicado por: Júnior Sanches Reis Castelhano
Categoria: Heterossexual
Data: 29/05/2026 07:04:43
Assuntos: Amigo, confraternização, Empresa, Esposa, Heterossexual, marido, Tesão
A confraternização de final de ano da empresa acontecia sempre no mesmo salão afastado do centro da pequena cidade do interior de São Paulo. Luzes amarelas penduradas nas árvores, música sertaneja baixa ao fundo, cerveja liberada e aquele clima perigoso de liberdade temporária que só festas corporativas conseguem criar.
Passei a tarde inteira escolhendo a roupa.
Queria chamar atenção — mas de um jeito que pudesse fingir inocência depois.
Aos 53 anos, conhecia perfeitamente o próprio corpo e o efeito que causava. Escolhi um vestido preto justo, com decote discreto na frente e profundamente aberto nas costas. Sem sutiã.
Marcelo, aos 59, me elogiou, assim que surgi pronta no quarto.
— Vai deixar o pessoal da empresa louco.
Sorri diante do espelho.
— Exagerado.
Mas não achava exagero nenhum.
Chegamos à festa pouco depois das oito. A música, as conversas altas e o cheiro de churrasco tomavam conta do lugar. Percebi os olhares imediatamente — colegas, supervisores, homens que normalmente mal tinham coragem de me encarar durante o expediente.
E entre todos eles estava Tufão.
Trabalhávamos juntos havia quase dois anos. Ele tinha 50, era casado também e possuía aquele jeito calmo que escondia intenções perigosas. Nos últimos meses, havíamos desenvolvido uma intimidade silenciosa, piadas discretas, mensagens fora do horário e toques rápidos demais para serem acidentais.
Nada tinha acontecido ainda.
Mas ambos sabíamos que caminhavam lentamente para isso.
Durante a festa, Marcelo ficou ocupado conversando com diretores e antigos colegas. Eu circulava pelo salão segurando um copo de espumante, sentindo os olhares acompanharem cada movimento.
Gostava especialmente de perceber quando alguém tentava disfarçar.
Tufão não disfarçava muito bem.
Em determinado momento, cheguei perto do bar externo.
— Sua esposa não veio? — perguntei.
— Disse que confraternização de empresa é sempre a mesma coisa.
Inclinei a cabeça.
— Talvez ela esteja certa.
Tufão sorriu devagar, observando minhas costas nuas.
— Acho que essa está diferente.
O comentário percorreu o meu corpo como eletricidade.
Mais tarde, já depois de algumas bebidas, começaram as brincadeiras da festa. Música alta, pessoas dançando, clima cada vez mais solto. Me sentia quente, leve e perigosamente consciente de cada olhar masculino sobre mim.
Em certo momento, Marcelo foi chamado para uma conversa do outro lado do salão.
Fiquei sozinha com Tufão perto da pista improvisada.
Ele aproximou-se mais do que deveria.
— Você sabe que está acabando comigo hoje, né?
Mordi discretamente o lábio.
— E você sabe que não deveria dizer isso.
— Mas é verdade.
A tensão entre nós parecia finalmente escapar do controle. Sentia o coração acelerar não apenas pelo desejo, mas pela situação inteira: colegas por perto, o marido na mesma festa, o risco constante de serem vistos.
O exibicionismo tornava tudo mais intenso.
Gostava de imaginar quem estava percebendo.
Quando a música mudou para algo mais lento, Tufão segurou minha cintura. Eu permiti. Apenas por alguns segundos. O suficiente para sentir o corpo dele colado ao meu e perceber sua picha durinha, o quanto aquilo já tinha passado da linha.
Então apareceu um amigo ao lado fazendo brincadeira, e nos afastamos rapidamente.
Aquilo deveria ter sido o limite.
Mas não foi.
Perto da meia-noite, saí para os fundos do salão, precisava de ar. O jardim lateral estava vazio, iluminado apenas por algumas luzes fracas penduradas nas árvores.
Ou quase vazio.
Daniel surgiu poucos minutos depois.
Nenhum de nós fingimos surpresa.
Por alguns segundos ficamos apenas se olhando em silêncio, ouvindo a música distante da festa. Senti a própria respiração acelerar.
— A gente não devia estar aqui — disse, embora não saísse do lugar.
Tufão aproximou-se lentamente.
— Então manda eu voltar.
Mas não consegui.
O beijo veio intenso, urgente, carregado de meses de tensão acumulada. Senti o frio da parede atrás de mim enquanto as mãos dele percorriam minhas costas nuas.
E foi exatamente o perigo daquilo que a fez estremecer.
A possibilidade de alguém abrir aquela porta lateral. De Marcelo aparecer. De algum colega ver, escondidos no jardim da confraternização.
A culpa e o tesão se misturavam de forma quase viciante. Tufão me virou, colocando prensada na parede de costas pra ele, levantou meu vestido, puxando minha calcinha para o lado, foi quando senti sua picha encostar em minha bucetinha molhada de tesão. Ele foi penetrando deliciosamente sua picha, e com os movimentos, o barulho da minha buceta molhada e dos meus gemidos, deixava o ambiente mais perigoso, pois alguém poderia escutar.
Quando finalmente gozamos, nos afastamos, ambos estavam ofegantes. Nos arrumamos rapidamente e voltamos.
Lá dentro, a festa continuava normalmente. Risadas, música, brindes de fim de ano.
E Marcelo provavelmente ainda acreditava que eu estava aproveitando mais uma confraternização da empresa.
Mas agora carregava no corpo inteiro aquela sensação perigosa de quem tinha atravessado uma porta sem saber se conseguiria voltar.