A - Humilhação para os amigos

A - Humilhação para os amigos
Da série O Preço de Ser O Escolhido

Um conto erótico de Diego

Publicado Por: Tuga069

Categoria: Gay

Data: 20/07/2026 01:56:20

Assuntos: BDSM, Dark Erótica, Dominação, Gay, Humilhação, Não Consensual, Relacionamento Abusivo, Submissão.      

A rotina tem um ritmo que eu aprendo com o corpo antes de aprender com a cabeça.

Acordo às seis e meia, às vezes antes, nunca depois. A primeira coisa é o café, não porque ele pediu, mas porque se não estiver pronto quando ele sair do chuveiro, eu sei que ele vai se irritar e eu não quero que ele fique estressado. Enquanto o café passa eu arrumo a mesa, coloco o pão, a manteiga, a fruta que ele come toda manhã. Ele come lendo o Telemóvel, eu fico sempre em baixo da mesa mamando ele e sempre atento caso ele precise de alguma coisa. Às vezes ele pede mais café, às vezes só goza e sai sem comentar nada.

Quando ele vai pro trabalho a casa fica minha, ou melhor, fica minha pra cuidar, que é diferente. Limpo o que ficou do café da manhã, arrum? o quarto dele, troco a toalha do banheiro. Segunda e quinta é roupa, separo, lavo, estendo, recolho, dobro, guardo. Terça e sexta é faxina pesada, chão, banheiro, cozinha. Toda semana faço compras, planejo o cardápio, organizo a geladeira do jeito que ele gosta, com as coisas no lugar certo porque ele nota quando não estão.

O almoço eu faço pra mim sozinho, alguma coisa simples, o que sobrou ou o que é mais rápido, mas sempre comendo bem pouco porque Henrique mandou que eu comesse o mínimo possível, porque ele não gostava de riscos. O jantar de Henrique eu começo a preparar por volta das 6, pra estar pronto quando ele chegar, que pode ser às 7 ou pode ser às 8, nunca sei. Aprendi a fazer coisas que aguentam esperar sem perder qualidade.

À noite, se ele está de bom humor, ficamos na sala, ele é carinhoso e me abraça ou manda eu ficar mamando ele por algumas horas até ele se cansar ou gozar. Se não está, eu evito falar alguma coisa a menos que ele me peça, porque ele sempre reclama de alguma coisa e às vezes só manda eu tirar a roupa e ficar de 4, porque ele gosta de me penetrar com força pra descontar o estresse do dia.

Sem trabalhar fora, os dias são muito longos. Tem horas, no meio da tarde, em que a casa está limpa e o jantar encaminhado e eu fico sem saber o que fazer com as próximas horas. Eu pego o telemóvel e fico olhando pra ele, minha mãe não manda mais mensagem com frequência, os amigos de antes pararam faz tempo, as redes sociais eu abandonei. Às vezes abro e fecho sem ter entrado em nada. O que me anima é quando Henrique manda mensagem pedindo qualquer coisa ou comentando que está com tesão e que me queria com a boca no pau dele naquele momento.

Sem conseguir me masturbar mais por causa do cinto de castidade, aprendi a masturbar meu ânus, enfiando um ou dois dedos e fazendo movimentos imaginando Henrique me penetrando. Não chego a gozar mas sinto muito prazer.

E como sempre, fico esperando ele chegar.

No sábado ele me avisa que os amigos vêm assistir futebol.

- Limpa a casa hoje que amanhã vai ter gente.

Eu passo o sábado limpando o que já estava limpo, reorganizando, preparando o que vai precisar: Cerveja gelando, coisas pra petiscar, a churrasqueira no quintal que ele talvez queira usar.

No domingo de manhã cedo ele ainda está dormindo quando eu começo. Faço o café, deixo na garrafa térmica, começo a preparar as coisas pra tarde. Quando ele acorda e vem até a cozinha, olha em volta avaliando cada detalhe como sempre faz, pra ver se está tudo como ele gosta.

- Bom agora pode servir meu café.

E como sempre faço, sirvo ele e fico mamando seu pau enquanto ele come e lê as notícias no telemóvel.

Perto do meio-dia, quando já está tudo encaminhado, ele me chama no quarto.

Eu entro. Ele está sentado na cama.

- Vai lá no armário e pega o biquíni, você vai servir assim hoje.

- Henrique, vão ter outras pessoas

- Exatamente. Vai buscar.

- Mas isso é muita humilhação, não quero passar por isso ainda mais na frente dos seus amigos...

A resposta dele veio com um soco no meu estômago que me fez me curvar.

- Até hoje você não aprendeu que o que você quer não importa? Só importa o que eu to mandando você fazer. Agora para de reclamar e faz logo o que eu mandei, ou tá querendo apanhar mais?

Vou até o armário, pego a caixa, separo as duas peças do biquíni preto da Gabriela. Ele fica me observando enquanto eu me troco sem dizer nada.

Quando termino ele me olha de cima a baixo com uma expressão de aprovação.

- Ótimo

Ele se aproxima de mim, ajeita o biquíni, me dá um beijo na testa e parece muito feliz.

- Você está muito bonito. Meus amigos vão ter inveja de mim quando te virem. Você é meu, não deles.

Eu fico parado por um momento no espelho. Sem sobrancelha, sem pelo nenhum no corpo, com o nome dele tatuado no peito, de biquíni feminino. O rosto que eu vejo não tem muito a ver com o rosto que eu lembro de ter tido.

Ouço a campainha lá na frente. Henrique já está lá recebendo os amigos.

Rodrigo chega primeiro, depois Marcus, depois Felipe, que chega junto com Jason, o amigo inglês de Henrique. Eles entram na sala com aquela familiaridade de quem frequenta o lugar há anos, se jogam no sofá, pedem cerveja sem olhar pra quem vai buscar.

Henrique grita meu nome bem alto, para que eu vá até lá.

- DIEGO! VEM AQUI AGORA!

A primeira vez que entro na sala o silêncio dura exatamente dois segundos antes das risadas começarem.

- Diego vai lá na cozinha e traz as cervejas pro pessoal.

Rodrigo me olha com uma atenção diferente dos outros. Os outros olham, soltam uma risadinha e desviam. Ele não desvia. Rodrigo é um homem também alto, mais ou menos 1,90 m de altura, mais baixo que Henrique mas tão musculoso quanto. Cabelos pretos e ondulados, olhos verdes e cheio de tatuagens. Devia ter uns 35 anos também.

Vou o mais rápido que eu posso e trago as cervejas, entro uma pra cada um e tento sair da sala para me esconder de toda essa humilhação.

- Onde você pensa que vai? Vai lá ver se o carvão já pegou.

Eu vou.

Passo a tarde inteira em movimento, churrasqueira, cozinha, sala, quintal. Trazendo coisa, levando coisa, enchendo copo, buscando o que pedem. Henrique me chama quando quer alguma coisa, às vezes pelo nome, às vezes com um estalo de dedo que ele nunca usava antes. Quando eu demoro mais que ele acha que deveria:

- Diego. - A voz no meio de uma conversa com os outros, sem pausar a conversa. - Onde está a cerveja?

E eu apareço com a cerveja.

Em algum momento, com todos à mesa no quintal, ele está falando sobre alguma coisa do trabalho e me interrompe no meio do caminho pra dizer, sem abaixar a voz, como quem comenta algo de passagem:

- Ele era assistente lá no escritório. Fazia café, essas coisas. - Uma pausa mínima. - Aqui ele também faz.

Marcus, Felipe e Jason bebem e não ligam muito. Rodrigo me olha de cima a baixo.

Eu continuo servindo.

No fim da tarde, quando a comida acabou e as cervejas estão mais espaçadas, a conversa fica mais solta. Eu estou na cozinha limpando quando ouço a voz de Rodrigo, mais baixa que o normal, lá no quintal.

Não ouço tudo. Ouço o meu nome. Tento prestar atenção mas não consigo ouvir o resto da conversa.

Alguns minutos depois Henrique entra na cozinha. Ele se aproxima, segura na minha cintura, me abraçando por trás, me dá um beijo e fica um tempo ali agarrado em mim. Está tão bom que queria que o tempo parasse ali.

- O Rodrigo quer que você fique lá na casa dele essa noite.

- Henrique, não por favor...

- Eu disse que tudo bem.

Ele me solta, me vira de frente pra ele e fala sério olhando nos meus olhos.

- Você vai com ele, faz o que ele mandar e volta para mim. Não esquece de quem você é. Se eu ouvir diferente, você sabe o que eu disse semana passada sobre achar quem faça como eu gosto.

Eu sinto um mal estar só de ouvir aquela frase, só de pensar que Henrique pode me trocar por outro, seja pelo motivo que for, eu já entro em desespero.

Ele me olha por mais um segundo. Depois volta pro quintal.

Eu continuo lavando tudo, mas não consigo parar de pensar no que pode acontecer depois.

Vou buscar mais cerveja pra eles.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A - Humilhação para os amigos

Codigo do conto:
267736

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
20/07/2026

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